quarta-feira, 30 de março de 2011

O TAXISTA, O TUBARÃO E OS POLÍTICOS

Os avisos sobre os riscos de banho de mar estão por toda a parte. Há tubarões. Em todos os sítios? Não. Nos rios há jacarés.
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Perguntei a um taxista se tinha havido ataques recentemente. Riu baixinho e disse que não. Textualmente: "O último ataque aqui no Recife foi há três anos. O tubarão pegou um político. O gosto era tão ruim que os tubarões não atacaram mais".
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O ressentimento em relação à classe política é sério. Não falo apenas dos taxistas, um grupo peculiar e com um padrão de comportamento que parece não se alterar nas diversas latitudes e longitudes do planeta.
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Os comentários sobre corrupção são violentos. Muito mais, mas mesmo muito mais que em Portugal.
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segunda-feira, 28 de março de 2011

UM PRITZKER PARA A AMARELEJA

Há coisas que se fazem com enorme prazer. Como interromper a preparação das intervenções a fazer para o 3º Forum Luso-Brasileiro de Arqueologia Urbana para, anonima e discretamente, me juntar ao coro de felicitações ao arq. Eduardo Souto Moura.
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Eduardo Souto Moura (n. 1952) acaba de ganhar o Pritzker. Que é, nem mais menos que o mais prestigiado galardão da arquitetura a nível mundial. Souto Moura é autor, entre muitos outros projetos de grande classe, do Estádio Municipal de Braga. O mais original e extraordinário campo de futebol do planeta.
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Mas é, também, o autor do projeto para as piscinas da Amareleja. Recordo, com toda a clareza, a simplicidade com que nos expôs, ao amigo Manuel Ramalho, Rafael (que tivera a iniciativa do contacto) e a mim, o que tencionava fazer, durante um almoço no Bomba.
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Estas coisas divertem-me imenso, sabiam? É que vêm demonstrar que estamos a recorrer a quem devemos, às pessoas mais qualificadas e às que são capazes de apresentarem as melhores soluções.
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A Amareleja merece que o projeto das piscinas seja elaborado por quem de melhor temos, a nível de arquitetura, à face do planeta. A Câmara tem estado sozinha nessa luta. Nada que nos incomode, diga-se de passagem.
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O projeto das piscinas da Amareleja prosseguirá, bem entendido, com a participação qualificada do arq. Eduardo Souto Moura.
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O TERROR DOS COLEGAS

É melhor fazer já referência a este fait-divers, para não coincidir com o Dia das Mentiras.
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Uma das notícias do domingo desportivo por estas bandas - com repetições emais repetições em todos os canais televisivos - é o centésimo golo conseguido por Rogério Ceni (n. 1973), guarda-redes do S. Paulo. Foi no jogo contra o Corinthians (v. aqui). Um livre marcado com mestria, que deu a vitória à sua equipa.
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Cem golos? Há muito bom ponta-de-lança que não chega lá perto...
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domingo, 27 de março de 2011

THE BRIGHT SIDE OF LIFE...

E mais um final de filme, para nos ajudar a enquadrar estes dias, com um pouco de humor negro à mistura. São os derradeiros momentos de A vida de Brian, realizado pelos Monty Python em 1979. O homem que fora confundido com Jesus acaba na cruz cantando always look on the bright side of life. Pois, nesta altura não nos resta muito mais (há minutos, a Sky News anunciava, como se um facto consumado se tratasse, que Portugal está à beira do pedido de ajuda externa).
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sábado, 26 de março de 2011

O FMI, ESSA CONHECIDA INSTITUIÇÃO DE BENEFICÊNCIA...


O estilo e as palavras de Passos Coelho não enganam. Debaixo daquela vã vaidade não há nada. Nada, ouviram?

sexta-feira, 25 de março de 2011

CANÇÃO PARA OS HOMENS DE INGLATERRA

Homens de Inglaterra, porquê lavrar
Para os senhores que vos derrubam?
Porquê tecer com esforço e cuidado
As ricas roupas que vestem os vossos tiranos?

Porquê alimentar, e vestir, e proteger,
Do berço até à sepultura,
Aqueles ingratos zângãos que
Exauririam o vosso suor como beberiam também o vosso sangue?

Porquê, Abelhas de Inglaterra, forjar
Tantas armas, grilhetas e chicotes
Se esses zângãos sem ferrão podem destruir
O produto forçado da vossa labuta?

Será que tendes lazer, conforto, calma,
Abrigo, comida, o doce bálsamo do amor?
O que é então que comprais tão caro
Com a vossa dor e com o vosso medo?

O grão que semeais, colhe-o outro;
A riqueza que encontrais, fica outro com ela;
As roupas que teceis, outro as veste;
As armas que forjais, as usa outro.

Semeai grão, — mas não deixeis que nenhum tirano o colha;
Encontrai riqueza, — não deixeis nenhum impostor acumulá-la;
Tecei roupas, — não deixeis nenhum ocioso usá-las;
Forjai armas, — a usar em vossa defesa.

Recolhei às vossas caves, buracos e cubículos;
Nas mansões que embelezais, outro lá vive.
Porquê sacudir as grilhetas que forjastes? Vedes
O aço que temperastes brilhar sobre vós.

Com o arado e a pá, e a enxada e o tear,
Cavai a vossa sepultura e construí o vosso túmulo,
E tecei a vossa mortalha, até que a bela
Inglaterra seja o vosso sepulcro.

Percy B. Shelley, in "A Máscara da Anarquia seguido de cinco poemas de 1819" & etc, 2008

trad. Célia Henriques e Eduarda Dionísio

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O poema data de 1819 e foi motivado pelo massacre de Peterloo. Faz hoje 200 anos que Percy Shelley (1792-1822) foi expulso de Oxford, por ter escrito um panfleto intitulado A necessidade do ateísmo.

CALIMERO

It's an injustice, it is. It's unfair, they are big and I am small.

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Há uma coisa que nunca se faz. Mas nunca, mesmo: comentar fora, e em tom de azedume, o que se passa dentro de casa. Por mais calimeros que nos sintamos... Nas universidades domingueiras não devem ensinar estas coisas.

STOP AND GO

E daqui até 4 de Abril o ritmo do blogue pode ser marcado por alguma irregularidade, o que me poderá levar a não respeitar a frequência diária e a programação estabelecida.
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A "culpa" é do III Forum Luso-Brasileiro de Arqueologia Urbana, onde estarei presente como investigador da Universidade de Coimbra. E onde andarei à volta da arqueologia islâmica em Portugal e de uma intervenção sobre o papel (passado, presente e futuro) da arqueologia na reabilitação do castelo de Moura e, em especial, da sua alcáçova.
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Este projeto, desenvolvido em conjunto com Vanessa Gaspar, dará um livro, lá para o final do ano.
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A MANIA DAS GRANDEZAS

Foi muito comentada a decisão da Câmara de Moura não devolver IRS. Como frequentemente sucede, não faltaram as comparações com as autarquias A, B e C, as quais, essas sim, gerem bem e onde o leite e o mel corre, como nas colinas de Terra Prometida.
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As Câmaras CDU não devolvem IRS porque têm dificuldades, como quase todas as outras, e porque não embarcam/não embarcamos neste chico-espertismo do Ministério das Finanças.
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Não resisto a deixar aqui uma listagem de 44 autarquias que, mesmo estando fortemente endividadas, devolvem IRS. Apraz-me registar que, a sul, resistimos mais à demagogia:
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ALCANENA

5,00 %

2010-11-30 09:22:25

ALFANDEGA DA FE

5,00 %

2010-10-04 15:43:55

ALPIARÇA

5,00 %

2010-10-25 09:58:02

ARMAMAR

2,00 %

2010-10-01 15:18:13

AVEIRO

4,50 %

2010-11-30 01:30:33

CALHETA (AÇORES)

5,00 %

2010-11-16 11:28:07

CANTANHEDE

5,00 %

2010-11-30 10:54:31

ENTRONCAMENTO

5,00 %

2010-10-04 14:00:18

ESTARREJA

5,00 %

2010-12-30 16:14:02

FARO

5,00 %

2010-11-29 09:55:17

FIGUEIRA DA FOZ

5,00 %

2010-11-30 17:14:56

FUNCHAL

5,00 %

2010-10-04 15:26:55

FUNDÃO

5,00 %

2010-12-23 16:33:00

GOUVEIA

5,00 %

2010-11-29 15:13:47

ILHAVO

5,00 %

2010-10-18 09:27:31

LAMEGO

5,00 %

2010-11-29 11:52:47

LOURINHÃ

5,00 %

2010-10-19 10:11:06

MACEDO DE CAVALEIROS

5,00 %

2010-10-21 15:14:11

MANGUALDE

4,00 %

2010-10-18 16:43:10

MARCO DE CANAVESES

5,00 %

2010-09-29 09:52:14

MELGAÇO

5,00 %

2010-11-08 15:51:08

MESÃO FRIO

5,00 %

2010-09-29 17:13:31

MIRANDELA

5,00 %

2010-12-21 15:05:05

MOIMENTA DA BEIRA

5,00 %

2010-12-03 14:49:14

MONDIM DE BASTO

5,00 %

2011-02-09 00:00:00

MONTEMOR-O-VELHO

5,00 %

2010-10-29 14:56:43

NELAS

5,00 %

2010-09-27 09:25:02

OLHÃO

5,00 %

2010-11-30 19:44:34

OLIVEIRA DE AZEMEIS

5,00 %

2010-10-29 15:54:09

PAÇOS DE FERREIRA

5,00 %

2010-11-23 12:20:48

PENAMACOR

5,00 %

2010-11-12 09:54:13

PORTALEGRE

5,00 %

2010-11-04 15:44:19

SOURE

5,00 %

2010-11-29 12:24:23

TABUAÇO

5,00 %

2010-10-29 09:30:02

TORRE DE MONCORVO

5,00 %

2010-09-07 11:11:29

TORRES NOVAS

4,00 %

2010-11-15 10:19:22

TRANCOSO

4,00 %

2010-12-30 18:00:36

TROFA

5,00 %

2010-10-01 11:24:06

VALE DE CAMBRA

5,00 %

2010-12-10 17:06:07

VALENÇA

5,00 %

2010-11-30 19:14:27

VALONGO

5,00 %

2010-11-30 10:00:58

VILA FRANCA DO CAMPO

5,00 %

2010-12-14 10:18:42

VILA NOVA DE POIARES

5,00 %

2010-09-29 14:42:14

VOUZELA

5,00 %

2010-10-04 09:55:18


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Lista das autarquias fortemente endividadas:

http://www.portalautarquico.pt/PortalAutarquico/ResourceLink.aspx?ResourceName=ExcedemEL_2008_2009.pdf

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A situação é caricata e faz lembrar um pouco La folie des grandeurs um filme francês do início dos anos 70, com Louis de Funès e Yves Montand. Da obra, de Gérard Oury, não reza a história, mas recordo um gag genial: o ministro D. Salluste de Bazan, que Funès representava, não permitia que o seu criado Blaze/Yves Montand o suplantasse, nem mesmo em altura. O que obrigava o pobre servidor a andar acocorado. A mania das grandezas tem sempre efeitos trágicos...

ANA PAULA AMENDOEIRA

A Comissão Nacional Portuguesa do ICOMOS tem, desde quinta-feira, um novo presidente. Uma presidenta, melhor dizendo. Trata-se de Ana Paula Amendoeira, licenciada em História e mestra em Património Cultural. É um cargo que lhe assenta magnificamante, até porque a Paula está mesmo a concluir o doutoramento na Sorbonne, com uma tese na área do Património.
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Em todo o caso, e porque me reservo o direito de ser escandalosamente parcial, a Paula está aqui no blogue porque somos amigos há 30 anos e porque tenho a certeza do seu sucesso neste cargo.
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Há 30 anos a Paula foi fotografada assim pelo José Manuel Rodrigues (Prémio Pessoa 1999). Esta imagem converter-se-ia num dos ícones da carreira do José.

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A Comissão Nacional Portuguesa (ICOMOS-Portugal) existe desde os inícios dos anos 80. A sua primeira Assembleia Geral teve lugar em Março de 1983.

quinta-feira, 24 de março de 2011

JÁ QUE CRIAM GRUPOS NO FACEBOOK POR DÁ CÁ AQUELA PALHA...

Misericórdia!, costuma clamar uma amiga minha.
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Justamente. Estive quase a criar um grupo de apoio no facebook. Qualque coisa como "estou a preencher o inquérito dos censos e estou a sobreviver, ainda que com dificuldade". O sistema já foi abaixo umas sete ou oito vezes e já tive de repetir o login outras tantas. Estou nisto há 3 (três) horas.
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Peter Brueghel, o Velho, pintou a Torre de Babel. Babel? Comparado com esta coisa dos Censos 2011 aquilo até me parece muuuuito organizado.
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Mais uma hora e acabo.
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A organização é um conceito muito relativo. Pieter Brueghel, o Velho (1525-1569), era neerlandês, e retratou esta Torre de Babel, hoje no Kunsthistorisches Museum, de Viena, cerca de 1563. O que a ele parecia babélico a mim parece-me primorosamente ordenado. Há outra versão, que está, pelos padrões INE, ainda mais organizada e que se encontra no Museum Boijmans Van Beuningen, de Roterdão.
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Site dos Censos: http://www.censos2011.ine.pt (só para fanáticos)

GEOGRAFIA FÍSICA: OS SEIOS

between the breasts

between the breasts
of bestial
Marj lie large
men who praise

Marj's cleancornered strokable
body these men's
fingers toss trunks
shuffle sacks spin kegs they

curl
loving
around
beers

the world has
these men's hands but their
bodies big and boozing
belong to

Marj
the greenslim purse of whose
face opens
on a fatgold

grin
hooray
hoorah for the large
men who lie

between the breasts
of bestial Marj
for the strong men
who

sleep between the legs of Lil


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entre los pechos
de la bestial
Marj hay voluminosos
hombres que elogian

el atacable cuerpo de esquinas limpias
de Marj los dedos de estos
hombres arrojan troncos
barajan sacos ruedan barriles se

acurrucan
amorosos
alrededor
de cervezas

el mundo tiene
las manos de estos hombres pero
sus cuerpos grandes y alcóholicos
pertenecen a

Marj
el bolso verde y delgado de cuyo
rostro se abre
en una dorada y obesa

sonrisa
hurra
hurra por los voluminosos
hombres que hay

entre los pechos
de la bestial Marj
por los hombres fuertes
que

duermen entre las piernas de Lil

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O poema de E.E. Cummings (1894-1962) não é fácil e não consegui tradução em português. Esta, em língua castelhana, parece-me respeitar o original. A fotografia de Edward Weston - presumo que se trate da sua musa Charis Wilson - é de 1934 e é uma fotografia apaixonada. Deve ser bom ser-se fotografado assim.

UM CESSNA AZUL AO FUNDO DA PISTA

Baixinho e saltitante, aquele professor do curso de Relações Públicas e Publicidade era uma personagem de ficção. Só que autêntica e ao vivo. De entre as suas muitas tiradas a Fátima contou-me esta: numa aula, ao saber que uma aluna era do Funchal, perguntou em tom casual "nunca reparou num Cessna azul que costuma estar ao fundo da pista?". Como a aluna aquiescesse, o professor pôs-se em bicos de pés, assumiu um pose teatral e proclamou, contente por exibir a posse do brinquedo, "é meu!".
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A Fátima contava-me esta história, que me fazia desmanchar a rir. Às tantas, já só precisava de imitar a pose e dizer-me "é meu!", à passagem.
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A pose dos líderes do PSD (parce-qu'il y a plusieurs...) lembra-me o estilo teatral e vaidoso do dono do Cessna. Andam em bicos de pés, contentíssimos, e já proclamam propriedade sobre os terrenos governamentais. Três reparos: 1) isto está de pantanas; 2) o Cessna (a marca não tem segundos sentidos nem tentações de humor negro) ainda não é deles; 3) falta ganhar uma eleição que José Sócrates ainda não disputou nem, muito menos, perdeu.
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quarta-feira, 23 de março de 2011

HOW I LEARNED TO STOP WORRYING AND LOVE THE BOMB

Mein Führer, I can walk! grita o Doutor Estranhoamor. Depois é o fim. We'll meet again, diz a canção. Hoje, mas só hoje, fico-me por aqui.
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Doutor Estranhoamor é um filme, um belo filme, de Stanley Kubrick.

terça-feira, 22 de março de 2011

UNIVERSITAS OLISIPONENSIS

Ad lucem, diz o lema. A Universidade de Lisboa faz hoje 100 anos.
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Evocação pessoal da casa onde vivi entre Dezembro de 1981 e Julho de 1985:
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Ao fim de 4 anos e de 20 cadeiras (ainda não havia essa calamidade das semestrais) acabei a licenciatura em História (variante de História da Arte). Deram-me um canudo, com fitas azul ferrete, onde se lê feliciter et honorifice, o que quer dizer que não me portei mal de todo. Bom, portei-me um pouco mal na Assembleia de Representantes e na Direção da Associação de Estudantes. No final do curso isso causou-me dissabores e duas ou três experiências amargas. Em parte por isso, não regressei, do ponto de vista académico, à minha universidade. Fiz o mestrado na Nova, o doutoramento em Lyon. Ensinei no Algarve, na Nova e em Évora. A minha vida científica faz-se hoje entre Coimbra e Mértola.
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O físico Niels Bohr chamava a atenção para a importância dos bares das universidades enquanto ponto de encontro e de debate. Levei essa parte muito a sério, caldeando-a com a dinamização da secção associativa de cinema, com um péssimo programa de rádio e com longas e solitárias permanências nas bibliotecas. Como não havia folhas de presença nem exames isso permitiu que me baldasse às aulas em cadeiras entediantes (fiz uma delas graças aos apontamentos da minha amiga Teresa Agostinho). O meu gosto pelo silêncio das bibliotecas, que se mantém até hoje, levou a que fosse tomado por algumas colegas como uma espécie de monge meio excêntrico. Um óbvio equívoco. Guardo uma longa lista de amigos, hoje espalhados por vários pontos do globo. Dois pares de professores excecionais marcaram-me para todo o sempre, nesses dias da licenciatura. Por ordem alfabética: Borges Coelho, Cláudio Torres, João Serra e Manuel Rio-Carvalho. E Eduardo Borges Nunes, que não sendo excecional era um grande professor de paleografia. O contacto com José Mattoso, Iria Gonçalves e Oliveira Marques viria mais tarde. Com Pierre Guichard anos depois.
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Era uma universidade diferente da de hoje. Não havia capas nem tunas. Nem praxes. Havia muita atividade política. E aprendia-se imenso, mesmo quando as aulas eram péssimas... Talvez por tudo isso quando digo "a minha faculdade" é ainda nos corredores da Faculdade de Letras que estou a pensar. Deve ser essa coisa do sentimentalismo.
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Viva a Universidade de Lisboa e mais os 100 anos da Universidade de Lisboa.
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Veja-se:
http://www.ul.pt
http://centenario.ul.pt/