terça-feira, 31 de maio de 2011

SAROYAN

The little boy named Ulysses Macauley one day stood over the new gopher hole in the backyard of his house on Santa Clara Avenue in Ithaca, California. The gopher of this hole pushed up fresh moist dirt and peeked out at the boy, who was certainly a stranger but perhaps not an enemy. Before this miracle had been fully enjoyed by the boy, one of the birds of Ithaca flew into the old walnut tree in the backyard and after settling itself on a branch broke into rapture, moving the boy's fascination from the earth to the tree. Next, best of all, a freight train puffed and roared far away. The boy listened, and felt the earth beneath him tremble with the moving of the train. Then he broke into running, moving (it seemed to him) swifter than any life in the world.




When he reached the crossing he was just in time to see the passing of the whole train, from locomotive to caboose. He waved to the engineer, but the engineer did not wave back to him. He waved to five others who were with the train, but not one of them waved back. They might have done so, but they didn't. At last a Negro appeared leaning over the side of a gondola. Above the clatter of the train, Ulysses heard the man singing:



"Weep no more my lady, O weep no more today


We will sing one song for the old Kentucky home


For the old Kentucky home far away"



Ulysses waved the Negro too, and then a wondrous and unexpected thing happened. This man, black and different from all the others, waved back to Ulysses, shouting: "Going home, boy - going back where I belong!"




The small boy and the Negro waved to one another until the train was almost out of sight.




Lembrei-me hoje deste livro, lido por volta de 1979/80 na biblioteca do Centro Cultural Americano. William Saroyan (1908-1981) não é, nos dias que passam, um autor muito lido. The human comedy, escrito em 1943, não tem sequer tradução feita em território português. Mas esta história, plena de alusões à Odisseia, conquistou-me na altura. O otimismo e a complacência da narrativa fazem-me hoje falta.




O início da obra, que transcrevi, é citado na capa da edição que me recordo de ter lido. Saroyan morreu há pouco mais de 30 anos (18.5.1981). O Centro Cultural Americano, que ficava na Duque de Loulé, já não existe, tanto quanto sei. Mas há sempre forma de perpetuar as coisas. Encomendei, há minutos, na amazon, um exemplar de The human comedy. Para uma amiga que gosta de ler inglês e que quer estudar Clássicas.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

JERÓNIMO DE SOUSA AMANHÃ EM MOURA

Amanhã à tarde o meu camarada Jerónimo de Sousa vem a Moura. Pelas 18 horas haverá, no centro da cidade, uma ação de campanha, na qual participarei. Estarão presentes os candidatos pelo distrito, bem como dirigentes do PCP a nível nacional, regional e local.


E, naturalmente, muitos apoiantes da CDU.

SIR JOHN CHARLES SWORD - how President Obama failed to meet me

Os melhores textos humorísticos da imprensa portuguesa são publicados no jornal Público à segunda-feira. Assina-os o ex-maoista João Carlos Espada. Sir John Charles Sword, if you prefer. Eis o início da pérola de hoje:


Lamento não me ter cruzado com o Presidente Obama em Varsóvia, mas o planeamento da sua viagem não chegou a tempo ao meu conhecimento. Obama esteve em Londres antes de eu chegar e, quando eu cheguei a Londres, estava ele rumo a Varsóvia.


Obama nem sabe o que perdeu... Como sempre acontece nos grandes textos de humor, as partes mais divertidas são involuntárias.



Sir John Charles Sword

domingo, 29 de maio de 2011

FUTEBOL II: CELEBRAÇÃO

Hoje, o Moura Atlético Clube subiu à 2ª Divisão Nacional. Responsabilidades acrescidas para diretores, equipa técnica e jogadores para o trabalho na próxima época.

Hoje, contudo, é dia de celebração. Parabéns!

FUTEBOL I: EFEMÉRIDE

Passaram exatamente 30 anos sobre os factos e apenas por isso me refiro a este jogo. No dia 23 de maio de 1981 o Benfica podia sagrar-se campeão nacional se ganhasse ao Vitória de Setúbal. E ganhou, por 5-1. Mas não é por isso que me lembro do jogo. E sim pelo facto de, uns 5 minutos antes do apito final, o João me ter dito "é melhor irmos andando". Fui, refilando e contrafeito. O João, do alto dos seus 43 anos, tinha razão. Horas depois pude ver, na televisão, as imagens da carga policial que varreu a bancada da Luz, exatamente no sítio onde estivera a ver o jogo.

Já lá vão 30 anos. Nessa altura o Benfica ganhava campeonatos. E tinha um guarda-redes. Chamava-se Bento.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

JUVENTUDE CDU - HOJE

E assim, em tom cheio de grafismo, se anuncia uma iniciativa da CDU, em Moura. Só mesmo por motivos profissionais não vou poder ir. Mas quem está por essas bandas que não falte.


Já agora: o nome é persa e chega-nos transliterado como Šahrazād (a sinalefa por cima do cima do s lê-se "ch", o traço por cima do a significa que a vogal é longa). Poderia escrever-se Shahrazad. Sheherazade é a fórmula mais comum. Sherazade não é a solução mais correta mas simplifica e evita hesitações na leitura.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

MAIS UMA LIÇÃO DE VIDA

O hotel já conheceu melhores dias. Há uns 40 anos devia ser um sítio chique. Hoje é apenas délabré, como diz um amigo meu. Escolhi-o por isso, e porque o preço é adequado.

Ao cruzar o edifício dei por mim a lembrar-me de Paulo Portas. Que, por mais que faça, tem sempre good press. Há uns anos, durante uma entrevista televisiva, e ao explicar os tempos difíceis do CDS, teve esta frase extraordinária: "passei por tempos difíceis, tive de ficar em hotéis de duas e três estrelas, e isso foi para mim uma lição de vida". Dizia-o com sinceridade, com a voz embargada. Justamente por não ter a noção do que estava a dizer. Mas, with a little help of his friends, a coisa passou, ninguém o crucificou e, no fundo, é normal que a upper class ache uma lição de vida ficar num hotel de 3 estrelas.

A noite de hoje é, assim, apenas mais uma lição de vida. A somar a uma vastíssima coleção de lições de vida hoteleiras. Sem contar com outras lições em muitas reputadas pensões de 1 estrela.


Um 2 estrelas de Nice: o Hotel de la Buffa. Não sei se terá feito parte da via sacra de Paulo Portas.

ANTES DE VIREM AS MULTIDÕES

Uma das melhores coisas nos sítios de veraneio é quando ainda não se veraneia. As cidades têm um ar de quase abandono, de quem espera. Podemos, assim, andar em silêncio e ao acaso. Na pacatez de ruas desertas. Em muitas delas, há troços de glórias antigas, arquiteturas de quando as praias eram coisa de uma burguesia muito selecionada.

A Figueira da Foz tem exemplares desses tempos. Casas fin de siècle e um grande hotel extraordinário, no meio da mais absoluta fancaria. Mas fiquei intrigado com o Centro de Diversões, na Rua João de Lemos. Uma fachada modernista e um toque retro no meio de mais prédios sem História e mesmo ao lado de um centro comercial horrendo. A curiosidade matou o gato, mas quem terá sido o arquiteto de uma fachada tão curiosa?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ESCADAS MONUMENTAIS

Estudantes fardados a rigor (assim dizia a imprensa, o que me deixou angustiado, porque se calhar para dar aulas também tenho de me fardar...) protestaram contra o uso das Escadas Monumentais da Universidade de Coimbra por uma força política.


Sou a favor do uso artístico das Escadas Monumentais da Universidade.


Por várias razões:


1. O que ali está é, arquitetonicamente falando, uma bosta;

2. As escadas são a memória viva de um período (fascista) que não só tentou destruir a dignidade do povo português como arrasou a Alta Coimbrã;

3. Qualquer intervenção que se faça naquele local só o poderá melhorar.


Que a rapaziada das capas, e dos cromos colados nas capas, se chateie é lá com ela. Aos baldes de tinta cidadãos (de todos os partidos)!



Confissão (em letras pequenas): o Luís Santos, a Vanda Inácio e eu fomos os autores de um gigantesco mural que, na primavera de 1984, cobriu o muro junto à Faculdade de Letras de Lisboa. Todo um santo sábado naquilo...

terça-feira, 24 de maio de 2011

GEOGRAFIA FÍSICA: OS JOELHOS


É quando estás de joelhos
que és toda bicho da Terra
toda fulgente de pelos
toda brotada de trevas
toda pesada nos beiços
de um barro que nunca seca
nem no cântico dos seios
nem no soluço das pernas
toda raízes nos dedos
nas unhas toda silvestre
nos olhos toda nascente
no ventre toda floresta
em tudo toda segredo
se de joelhos me entregas
sempre que estás de joelhos
todos os frutos da Terra.

O poema de David Mourão-Ferreira (1927-1996) contradiz a perspetiva da fotografia de Bill Brandt (1904-1983)? O essencial está, uma vez mais, na intensidade com que se disse e se fotografou.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

FAZENDO CAMPANHA


À boleia do Amarelejando, aqui fica a fotografia do senhor que encabeça a lista em que irei voltar. Chama-se João Ramos, é do concelho de Moura (esclareço que de Santo Amador, porque se não esclarecer o João não vai achar graça), é uma excelente pessoa e um deputado competente. Em seis meses produziu mais trabalho útil que muito boa gente de outras bancadas em muitos anos de estacionamento na Assembleia.

Vamos a isso, João. Vamos contribuir, com o voto no PCP, para a merecida derrota de quem nos anda a afundar.

UNITED COLORS OF PS


Segundo li na imprensa de hoje, os paquistaneses, marroquinos e moçambicanos que davam o tom colorido à campanha eleitoral do PS foram dispensados. Tá mal...

domingo, 22 de maio de 2011

COM O MIGUEL

Na tarde de ontem tive a oportunidade de colaborar com o Festival Islâmico de Mértola. A convite do meu amigo Paulo Barriga, da Vemos, Ouvimos e Lemos, participei numa iniciativa da Feira do Livro do Festival. O convidado principal foi o jornalista e escritor Miguel Urbano Rodrigues (n. 1925), que, de forma incisiva e brilhante, apresentou um panorama da situação política no norte de África e identificou, em cada um dos países, as raízes das crises atuais. Às quais, com raras exceções, não é alheia a participação do imperialismo norte-americano.

O Miguel é uma testemunha qualificada da história política da segunda metade do século XX. Não é um escritor da moda, nem uma pop-star. Mas é um homem de uma profunda coerência política, um intelectual de grande craveira e de enorme verticalidade. Ser amigo dele é, para mim, um estatuto privilegiado.

Voltarei a encontrá~lo no dia 14 de junho, quando Domenico Losurdo for a Serpa.

LES MAÎTRES FOUS

Foi uma dupla sugestão. De um leitor do blog e de um jovem cineasta, Pedro Jesus. Há muito tempo que Jean Rouch ameaçava visitar a Salúquia. Jean Rouch (1917-2004) é um nome maior do século XX. Morreu aos 86 anos, no Níger, quando preparava uma nova rodagem. O seu percurso, rodeado de controvérsia, passou, em grande medida, pela África Negra. Reduzir Rouch ao chavão do cinéma verité e a outro, do voyeurismo etnológico, é querer menorizar a perceção que o realizador francês teve, antes de todos os outros, da importância de registar o fim das sociedades tradicionais.

Les maîtres fous, de 1955, gerou uma quase unanimidade. Foi rejeitado pelos setores conservadores, assim como pelos libertadores.


sábado, 21 de maio de 2011

AINDA MÉRTOLA - O LOCAL E PARA ALÉM DO LOCAL

O Festival Islâmico - em sexta edição e um reconhecido sucesso - é o feliz ponto de paragem entre o seminário A representação e o real. Práticas culturais e municípios, na Universidade Nova de Lisboa, onde participei na quinta à noite, e o colóquio Arqueologia e identidade: problemáticas de uma ciência interdisciplinar, que terá lugar no Porto, no próximo dia 26. A este último não resisti, por ser organizado pela Associação de Estudantes da FLUP. Não resisto a convites de associações de estudantes... A isso não será alheia a minha passagem pela direção da de Letras de Lisboa, entre 1983 e 1985.

Em Lisboa, tal como no Porto, serão lançadas pistas sobre o percurso futuro do projeto de Mértola. Que não é, já não é, dissociável do CEAUCP-CAM (v. aqui).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

REPETIÇÃO

Há coisas assim, repetitivas. A começar por este post.




Do site do Bloco de Esquerda em Beja:




De Beja a caravana bloquista ruma a Mértola onde, às 16 horas, na Biblioteca do Centro de Estudos Islâmicos, decorrerá o lançamento do livro de Francisco Louçã: "Portugal Agrilhoado - A economia cruel na era do FMI".





O anúncio refere-se a uma iniciativa partidária que vai ter lugar nas instalações do Campo Arqueológico de Mértola. Ao contrário do que aconteceu em 2009 (ver aqui), desta vez o livro nada tem a ver com o Mediterrâneo. A menos que esta obra seja a primeira parte de uma obra mais vasta, ao estilo O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Francisco Louçã...





Sendo repetitivo, aqui vai o texto que publiquei neste blog no dia 21.5.2009:




(...) faço questão em me demarcar, enquanto investigador e membro da Direcção do Campo Arqueológico de Mértola, desta e doutras iniciativas do mesmo género, previstas ou a programar no CAM.





Notas à margem:




1) Por uma questão de cortesia, avisei o meu amigo Cláudio Torres que iria publicar este texto. Hoje, como desde há 30 anos, as regras do jogo entre nós estão mais que claras.




2) Não é por este caminho, e neste estilo, que vejo o futuro do CAM. É coisa que, para mim, desde há muito que está clara. Como tenho variadíssimas vezes dito ao próprio Cláudio.




3) Ou seja, não deve o CAM envolver-se, enquanto instituição, em atividades partidárias. Muito menos servir de barriga de aluguer em alturas da campanha eleitoral.




4) O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Francisco Louçã é um título inspirado por uma bela crónica de Eduardo Cintra Torres. Braudel jamais imaginaria coisa assim.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

50 RAZONES PARA DEFENDER LA CORRIDA DE TOROS

O título do livrinho é mesmo este. O seu autor não é ganadeiro, nem jornalista, nem antigo forcado. É um filósofo. Chama-se Francis Wolff e é, apenas, professor na reputada e exclusiva École Normale Supérieure, também conhecida como Normale Sup. Francis Wolff tem-se distinguido na luta em favor das corridas de touros. No meu íntimo sabia da existência de muitas razões. Mas 50 parece-me um bom número.

Estou a lê-lo desde ontem, dia do grande triunfo de Talavante em Las Ventas. Voltarei ao livro e a estes temas.



O livrinho custa 5 euros (10 cêntimos por cada razão) e foi editado, benditos sejam, pela Almuzara.

terça-feira, 17 de maio de 2011

TUNÍSIA VII: IN NOMINE DOMINE

Quando se fala em Tunísia uma palavra que, à primeira, não nos ocorre é Cristianismo. No entanto, o norte de África foi, nos séculos IV e V, um dos grandes focos de difusão da nova religião.

Foi por causa das grandes basílicas de dupla ábside que fui a primeira vez à Tunísia, em 2002. Era, talvez tenha sido, o modelo da basílica do Rossio do Carmo, em Mértola. Depois disso, ficaram mais dúvidas que certezas. Embora, a realidade norte-africana me tenha tirado dúvidas, se elas existissem, quanto à datação mais recente das basílicas penisnsulares.

Ainda outro dia falava com colegas e chegávamos à conclusão que boa parte dos nossos interesses se molda pelos interesses e temas desenvolvidos nos tempos de estudante. Talvez por isso o tema Antiguidade Tardia me persiga de forma intermitente...


Cruz em Sbeitla (basílica de Henchir Ali Ben Rzal): séculos V-VI

Há uma extensa bibliografia sobre estes temas. Mas o trabalho fundamental deve-se a Noël Duval (n. 1929), antigo professor em Paris-IV e pessoa de feitio difícil (para ser suave): Les églises africaines à deux absides, dois volumes (1971 e 1973), ainda hoje disponíveis (204 euros, chez De Boccard).

segunda-feira, 16 de maio de 2011

VIVA LA MUERTE

Pedro Passos Coelho prometeu à Senhora de Fátima dizer um disparate por dia, até ter a certeza que não ganha mesmo as eleições.

A de ontem foi a proposta de extinguir o Ministério da Cultura. Ora aí está uma medida de que a Pátria precisa urgentemente. Os países mais desenvolvidos que o nosso têm esse ministério? Ora, ora, é porque ainda não estão a la page com as brilhantíssimas inovações do nosso PPC.


domingo, 15 de maio de 2011

UMA SANDUÍCHE ASSIM TIPO "CHEF"

Diz a UP (revista de bordo da TAP), com um toque de orgulho: "com a entrada da Primavera, a TAP disponibiliza uma nova seleção de sanduíches da autoria do chefe Vitor Sobral". Há uns meses li uma coisa dessas e serviram-me uma sandes de fiambre com um pedacinho de salsa dentro.

Agora isto está muito mais elaborado. Uma sandes não é só uma sandes. É desfilar de produtos, pleno de rigor científico. Hoje tive direito a tudo isto:

pão nórdico (49%) farinha de trigo, água, farinha de centeio, xarope de glucose, sacarose e frutose, fermento, açúcar, gluten de trigo, óleo vegetal, fibras de beterraba, sal, emulsionantes (E471 e E472), fermento em pó (E503), açúcar de uvas, agente de tratamento da farinha (E300), enzimas; salmão fumado (salmão da Noruega, sal, açúcar e fumo de madeiras nobres); queijo Filadélfia 6,5% (nata, concentrado de proteína de soro de leite de vaca, cabra e ovelha, sal, estabilizadores E440 E442, ácido cítrico, conservante E200, fermentos lácteos), coentros, tomate, rúcula, sumo de limão, água, ácido cítrico, conservante (metabissulfito).

Uf...

Gostei dos enzimas, dos metabissulfitos e do pormenor das madeiras nobres. Para os mais picuinhas há um aviso: Contém trigo, leite, gluten e sulfitos.

Assim já não temos razão de queixa. Obrigado, senhor engenheiro!


DSK

Terramoto político em França, mas que vai muito além disso. Dominique Strauss-Kahn, o todo-poderoso diretor-geral do FMI, foi preso nos EUA, acusado de agressão sexual.


Das duas, uma: ou os factos, todos os factos, são completamente falsos e isso tem de ser rapidamente provado, ou a haver qualquer outro dado, meso que ténue, a carreira de DSK passa a pertencer ao passado e temos mais um has been à vista.


Bem sei que são conclusões fáceis. Mas nem sempre as coisas mais fáceis são as que primeiro se interiorizam e os socialistas franceses têm muito pouco tempo para tomar decisões. E a fotografia que o Figaro, de direita, colocou na net representa, por si só, todo um programa de intenções.

A FEIRA, QUASE NO FIM

Sendo esta a Feira Empresarial, e deixando de lado outras coisas que se têm passado por estes dias, cabe aqui uma referência aos Prémios Municipais “Jovens Empresários do Concelho de Moura” e “Empresários do Concelho de Moura”, entregues na passada sexta-feira.


Na categoria Jovens Empresários do Concelho de Moura a distinção coube à empresa Momentos Fantásticos.

Na categoria Empresários do Concelho de Moura a distinção coube às empresa Planilimpa e Cotéis Lda.


O júri foi contituído pela Câmara Municipal de Moura, AMPEAI, Centro de Emprego de Moura, AJAM e ADRAL.

Site da Momentos Fantásticos: http://www.momentosfantasticos.com/




Para contactar a Planilimpa ver em: http://www.predialalentejana.pt

sexta-feira, 13 de maio de 2011

sua excelência O representante

Um post mourense




Há sempre qualquer coisa de inesperado. Sempre. Mas se assim não fosse que graça é que isto tinha?




Ontem, na cerimónia de abertura da feira, o Presidente da Câmara de Moura fez, na sua alocução inicial, referência às ausências do Ministro da Agricultura e do Governador Civil, que não se fizeram representar. Registou o facto e lamentou-o. Nesse momento, a cerimónia é interrompida por um indíviduo que, desabridamente, disse ser "subdiretor regional da agricultura e que representava o diretor regional". Afirmando de seguida para o colega do lado "política aqui, não!". O Presidente da Câmara desvalorizou a intervenção e seguiu em frente.




Vamos aos factos:


1º) A atitude de não comparecer a uma feira com a dimensão da de Moura - importante no contexto regional - é uma atitude política. A decisão de não se fazer representar é, de igual modo, uma atitude política.


2º) Não houve qualquer delegação de competências em quem quer que fosse que tenha chegado à Câmara de Moura. Se o sr. ministro tivesse designado alguém, e o tivesse comunicado à Câmara de Moura, a pessoa em causa teria sido convidada a integrar a mesa e a intervir. Como sempre se faz nestas ocasiões.


3º) O autoapresentado "subdiretor regional" não representava, portanto, o sr. ministro. Tauromaquicamente falando, fez de espontâneo.


4º) Mais confuso ainda, o cargo de subdiretor regional não existe. Existe, sim, o diretor regional adjunto.


5º) O bom caminho das coisas em Moura provoca um certo enervamento em certos círculos políticos. Isso agrada-me.




Não cheguei a ter o prazer de ser apresentado a "sua excelência O representante". Sempre lhe poderia dizer que ainda para lá devo ter o Manual Diplomático, dos tempos já remotos em que concorri à carreira. Poderia ceder-lho.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A ECONOMIA NUM JEITO DE FAZER INVEJA AO MRPP

Eduardo Catroga tem aquele ar afável e de Avô Cantigas. Foi Ministro das Finaças de Cavaco e não tem assim grande queda para as cenas da política. Ontem, saltou-lhe a tampa e teve esta frase em direto no jornal da meia-noite da SIC: "em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal andam [os jornalistas] a discutir, passe a expressão, pintelhos".


O clamor é imenso, marcado por uma enorme hipocrisia, sobre a linguagem excessiva de Catroga. Deve um político usar o vernáculo? Talvez não deva. Catroga tem razão? Tem. Basta ver a enorme vaga de notícias inúteis que assola os telejornais e a imprensa tablóide para se perceber até que ponto Catroga tem razão. As pessoas perceberam onde Catroga queria chegar? Perceberam, sem dúvida. Isso é um ponto (dos poucos) a seu favor.


Catroga deve ter atirado de pantanas as suas já remotas possibilidades de vir a ser Ministro das Finanças. Os puristas que me desculpem, mas no seu desbragado estilo meridional, Catroga não deixa de ter um pouco (só um pouco) da minha simpatia.




Só uma coisa me intriga. O que levará pessoas tão calmas e cordiais (Pinho, Catroga...) a reagirem neste estilo. Será da profissão?

FESTIVAL ISLÂMICO - 2011

Serve este post para propagandear o 6º Festival Islâmico, que de hoje a uma semana se inicia em Mértola. De 19 a 22, a vila é tomada de assalto pelo souk, pelos sons e aromas do outro lado do sul e pela animação cultural.


Com exceção de dia 19 - irei à Universidade Nova, justamente para falar do projeto de Mértola e das suas perspetivas de futuro (incluindo as científicas, no âmbito da unidade de investigação 281 da FCT: CEAUCP/CAM) - não arredarei pé durante o festival.


Pela primeira vez desde o início do certame não tenho nenhuma atividade concreta em que esteja diretamente envolvido. O projeto previsto para este ano e que não foi possível levar até ao fim - a reconstituição de uma casa do bairro islâmico - será concretizado em 2013. Nos moldes previstos ou de outra forma.



Tudo sobre o Festival em:


e em

quarta-feira, 11 de maio de 2011

RANSOM STODDARD

O título do post é esquisito? Nem tanto. Ransom Stoddard é o nome do pacífico advogado interpretado por James Stewart no filme O homem que matou Liberty Valance. Uma grande obra de John Ford, datada de 1962.








Porque gosto deste filme? Sempre me agradaram os personagens improváveis e solitários. Stoddard é um deles. Não foi Stoddard quem, afinal, matou Liberty Valance? E daí? "This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend". Em 1962, contra todas as correntes, Ford ainda rodava westerns ao jeito clássico, e ainda por cima a preto e branco.


O fime custa 10 euros (versão dvd). Vale muito mais que isso.

terça-feira, 10 de maio de 2011

DINASTIA FILIPINA: III - PHILIP JONES GRIFFITHS



Não é nenhuma obra cerebralmente conceptual. Mas há aqui uma sugestão de Santo Sudário que é mais que deliberada. O galês Philip Jones Griffiths (1936-2008) captou este soldado com uma proteção à prova de bala na Irlanda do Norte, em 1973. Dor e sacrifício são-nos sugeridos de uma forma límpida, pela lente de um fotógrafo que combateu a guerra no seu terreno.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

AMERICANIZAÇÃO

“Ya no somos Europa! Ahora somos Latinoamerica…”. Não vem aqui ao caso, e seria uma longa e pouco útil explicação, porque é que passei muito tempo à conversa com aquele casal argentino.


Foi há uns doze anos, em Mértola, à entrada do castelo. Eram pessoas na casa dos sessenta, e tinham um ar distinto, para usar uma expressão caída em desuso. Estavam de passagem pela Europa e gozavam a reforma. Que se passava, então? A economia argentina entrara em recessão e a moeda perdera valor. Ainda não chegara a bancarrota de 2001, quando o “mago” Domingo Cavallo arrastou o país para um poço sem fundo e as poupanças de muitos anos ficaram em quase nada. Mas, em 1999, a orgulhosa classe média argentina, que não se revia no resto de uma América Latina mais pobre, perdia terreno e tornava-se “sul-americana”. Aquele casal de reformados não se conformava e dizia-me que já não tinham quaisquer diferenças com os uruguaios.


Em 1999, ainda em tempos de otimismo, aquele discurso pareceu-me quase esotérico. Acabara a Expo 98, Portugal vivia um momento de confiança e nada fazia prever que voltaríamos aos tempos do FMI. Hoje parece-me bem próximo e real. Nós, que tanto tempo dissémos orgulhosamente “Europa” e pensámos no progresso, nós que fomos os “alunos exemplares” – e à conta disso demolimos as pescas e a agricultura -, nós que recebemos os milhões da Europa e produzimos pouco e trabalhamos pouco, somos agora confrontados com a nossa americanização.


A fatura será pesada e trará consigo o empobrecimento, e a despromoção, de boa parte da classe média. Já para não falar dos que não chegam a ser classe média e estão muito pior. E pior ficarão. O mundo fofo e pouco responsável que conhecemos desde meados dos anos 80 acabará dentro de semanas. Espantosamente, não há reação. Nem do ponto de vista político (PCP e BE à parte) nem do ponto de vista pessoal. A Pátria foi de Páscoa, o penoso Sócrates deu uma tolerância de ponto que não tem justificação, os pacotes turísticos estiveram esgotados e o ambiente é o do Titanic antes do naufrágio.


Dentro de poucas semanas regressaremos ao passado. Para quem nasceu em 1965, ou antes disso, é um filme já conhecido e ao qual assistiremos numa sessão de reprise. Estamos, apesar de tudo, melhor preparados para o choque. Para os mais jovens é o regresso a uma realidade desconhecida.


Um bom conhecedor do História recente de Portugal, Vasco Pulido Valente, tem explicado, de forma concisa, porque é que as coisas são assim e o que podemos esperar da Europa (leia-se, da Prússia). Infelizmente, VPV é tomado como um académico exótico e dado a opiniões excêntricas. A verdade é que ele sabe do que fala. Como veremos daqui a uns tempos.



Esta é uma cena célebre da História do Cinema. A paródia à Última Ceia, no filme Viridiana, rodado em 1961 por Luis Buñuel (1900-1983). O escândalo foi tremendo e o filme só estreou em Espanha em 1977. O jantar dos mendigos é uma imagem apropriada para os dias que correm. Pode ver a cena completa aqui.


O texto foi publicado no jornal A Planície de dia 1 de maio.

domingo, 8 de maio de 2011

UM PAÍS CHAMADO "LÁ FORA"

Uma das coisas que sempre me deixa com o coração a transbordar de ternura é aquela mania de algumas das elites da Pátria de criticarem acidamente o que AQUI se faz e de elogiarem os exemplo que vêm LÁ DE FORA. O editorial do Expresso de ontem é mais um capítulo de uma obra extensíssima.

Ricardo Costa cita, como grande argumento, os programas eleitorais extensos e palavrosos e que ninguém se preocupa em cumprir. É verdade que os programas são, por vezes, extensos e palavrosos. Que ninguém se preocupe em cumprir é outra história. Admito também que, às vezes, nos sobra voluntarismo e que, quando começamos a topar com uma legislação extensa, absurda e estúpida, começamos a abrandar algumas das nossas metas.

Os programas eleitorais pelos quais dei a cara são sagrados e para cumprir. Nisso tenho empregue, sem arrependimento, boa parte dos últimos seis anos. No essencial, posso responder pelos compromissos assumidos e pelos programas de trabalho em curso.

Mas isso é um detalhe muito pouco importante. Coisa crucial é Ricardo Costa ter dito, a propósito do memorando de entendimento imposto pela troika a Portugal que "o texto não tem qualquer tipo de profundidade literária nem pretende ser exaustivo. Mas faz escolhas, aponta o caminho, define as metas e as datas para o percurso. E faz isso de forma rara em Portugal, porque tudo o que se atinge ou falha pode ser medido. Ponto a ponto, caso a caso. Trimestre após trimestre, o programa pode ser avaliado". E por aí fora...

Há um pequeníssimo detalhe que escapa ao editorialista. As datas, as metas e os objetivos foram impostos. Quando se tem a faca e o queijo na mão é facílimo impor o que quer que seja. E quem pode pode. Já dizer que o exemplo vem do documento da troika parece-me insuficiente e falho de imaginação. Para ser suave.




Jornalista culto e informado comunicando às massas ignaras como se faz "lá fora".

sábado, 7 de maio de 2011

GEOGRAFIA FÍSICA: AS COXAS

COSMOCÓPULA

I
Membro a pino
dia é macho
submarino
é entre coxas
teu mergulho
vício de ostras

II
O corpo é praia a boca é a nascente
e é na vulva que a areia é mais sedenta
poro a poro vou sendo o curso da água
da tua língua demasiada e lenta
dentes e unhas rebentam como pinhas
de carnívoras plantas te é meu ventre
abro-te as coxas e deixo-te crescer
duro e cheiroso como o aloendro.




Mais um passo nesta geografia física. Há uma dualidade entre a crueza da poesia de Natália Correia, que usa as coxas de forma dinâmica, e a sensualidade plácida e pacífica da fotografia que Herb Ritts concebeu para a Vogue em 1999. As coxas de Alek Wek são o centro da questão.

CONTAGEM DECRESCENTE

As eleições são daqui a menos de um mês.

É interessante seguir as sondagens, por mais discutíveis que nos possam parecer.

Vejam: http://margensdeerro.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O DELÍRIO POLÍTICO DE LUÍS PITA AMEIXA

Análise Política sobre as Eleições… Autárquicas

Neste momento, em que se vive no auge o processo eleitoral para a Assembleia da República, surgem no entanto no ar os primeiros perfumes das eleições… autárquicas de 2013!

Não é preciso saber ler nos astros, basta analisar os comportamentos partidários da CDU para se perceber o devir.

Os casos de Moura, e, Serpa, onde os actuais presidentes atingem o limite de mandatos e não se podem recandidatar, são os mais patentes. Por agora vejamos o primeiro.

Em Moura, a Câmara da CDU denota evidentes debilidades na sua equipa dirigente, muito dependente só do Presidente, e é baseada numa força política sem aparentes soluções locais próprias minimamente credíveis.

Aliás esta é uma das Câmaras CDU enxameada de elementos políticos importados de fora pela máquina partidária, fenómeno igualmente verificado em Serpa, Castro Verde e também em Vidigueira.

O dirigente partidário comunista, Carlos Lopes Pereira, acaba de abandonar o jornal “Diário do Alentejo”, onde prestava serviço, para ir para chefe de gabinete na Câmara de Moura.

Como ele próprio escreveu, no seu anúncio de saída, já andou por Moçambique, Guiné, Cabo Verde, agora no Alentejo.

Uma rota política.

Amanhã sabe-se lá onde? … Ainda que o lugar na Associação de Municípios fique lá assegurado como o próprio refere.

Trata-se de um conhecido dirigente da organização partidária que, ao mesmo tempo que tinha em vigor a carteira profissional e fazia funções de jornalista do “Diário do Alentejo”, era responsável por estruturas partidárias e pela acção do Partido em vários domínios!!!

Chegou a ser director do jornal, num dos, quanto a mim, mais negros períodos deste, aplicando na prática a concepção do jornal instrumento - antidemocraticamente colocando um órgão de comunicação público (isto é, propriedade de todos) essencialmente ao serviço de uma ideologia e de uma intervenção estratégia só de alguns.

Bem sei que ele só estava a cumprir a doutrina comunista e os ditames dessa militância, mas com isso não me posso conformar por ser errada e injusta, pelo que, na altura própria, lhe enderecei publicamente tal critica política.

É óbvio que a sua nomeação política para a Câmara de Moura, nesta altura, tem já a ver com as próximas eleições autárquicas.

Sem dúvida mais um peso pesado na partidarização comunista da Câmara de Moura e que denota necessidade de reforço político por previsão de dificuldades e receio eleitoral.

Na realidade se a CDU não tem ou não confia em soluções próprias mourenses para candidato a Presidente da Câmara de Moura, só lhe resta importar algum. E pode começar a testá-lo já…

Luís Pita Ameixa


O texto que acima transcrevo saiu hoje no Diário do Alentejo. Peças destas merecem cópia na íntegra e apenas com um comentário: a visão de Carlos Pereira como futuro candidato à Câmara de Moura é perfeitamente delirante. Para além da preocupação, já antiga, de LPA com a Câmara de Moura (preocupação que muito me enche de júbilo) a única coisa a registar no seu texto são os maus tratos infligidos à Língua Portuguesa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

FEIRA DE MOURA

Dia 12 começa a Feira de Maio, em Moura. Aqui fica o extenso leque de iniciativas que integram o programa. Voltarei ao tema durante a próxima semana.


XVII FEIRA DO BOVINO MERTOLENGO


IX FEIRA EMPRESARIAL DE MOURA / FÓRUM DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS


MOURA 12 – 15 de Maio de 2011

Parque Municipal de Feiras e Exposições do Concelho de Moura



PROGRAMA



DIA 12 (Quinta-Feira)


19.00 H – Sessão de Inauguração da Feira



DIA 13 (Sexta-Feira)


10.00 H – Sessão de Informação e Divulgação de Incentivos Financeiros à Actividade Empresarial – Auditório da COMOIPREL


10.15 H – Demonstração de Calibração de Pulverizadores – Junto ao Parque de Leilão de Gado


10.30 H – Visita à MFS – Moura Fábrica Solar


12.00 H – Demonstração Experimenta Energia: Explorando a Energia Solar – Junto ao Pavilhão 2


14.30 H – Workshop Empreendedorismo e Marketing – Escola Profissional de Moura, Sala 1


15.00 H – Seminário Rede Natura 2000 - ITI – Intervenção Territorial Integrada: que futuro para uma região? – Auditório da COMOIPREL


15.30 H – Demonstração de Calibração de Pulverizadores – Junto ao Parque de Leilão de Gado


16.00 H – Visita à MFS – Moura Fábrica Solar


16.30 H – Apresentação de cavalos montados no Picadeiro


19.00 H – Entrega dos Prémios Municipais “Jovens Empresários do Concelho de Moura” e “Empresários do Concelho de Moura” – Auditório da COMOIPREL


19.30 H – Demonstração Experimenta Energia: Brincando e aprendendo com o sol entre os braços – Stand da LOGICA


22.00 H – Espectáculo Musical QUEM É O BOB (Tributo a Bob Marley)


DIA 14 (Sábado)


8.45 H – Visita à Central Fotovoltaica de Amareleja


9.00 H – Concurso de Éguas de Modelo e Andamentos: Puro Sangue Lusitano da MEG e Cruzadas da MEG – Picadeiro


10.30 H – Jornada Técnica sobre Raça Mertolenga – Escola Profissional de Moura, Sala 1


11.00 H – Colóquio Novas Formas de Energia – impacto no desenvolvimento local e na vida das mulheres – Auditório da COMOIPREL


12.00 H – Demonstração Experimenta Energia: Explorando a Energia Solar – Junto ao Pavilhão 2


15.00 H – Palestra “Andando à volta do mundo do Cavalo”, pelo Coronel Médico Veterinário Francisco Camacho – Parque de Leilão de Gado


16.00 H – Apresentação de cavalos montados no Picadeiro


16.30 H – Exposição dos trabalhos realizados pelos alunos do 1º ciclo e da APPACDM, sobre o tema “O Cão Rafeiro do Alentejo” e entrega de prémios – Parque de Leilão de Gado


17.00 H – XV Concurso Regional de Rafeiros do Alentejo – Parque de Leilão de Gado


Corrida de Toiros


19.30 H - Demonstração Experimenta Energia: Brincando e aprendendo com o sol entre os braços – Stand da LOGICA


21.30 H – Festival de Folclore Danças e Cantares Ibéricos:


Grupo Coral e Etnográfico do Ateneu Mourense (Moura)


Grupo El Brezo (Codosera Badajoz)


Grupo Folclórico Cultural e Cantares de Carreço (Viana do Castelo)


Grupo Entretenga (Albufeira)



DIA 15 (Domingo)


9.00 H – VIII Passeio Equestre da Associação Equestre de Moura – Concentração: Parque de Feiras e Exposições de Moura


15.30 H – Leilão de Poldros PSL e Cruzados – Parque de Leilão de Gado


16.00 H – Sessão Informativa Vamos poupar energia? – Auditório da COMOIPREL


17.00 H – Demonstração Equestre – Picadeiro


17.30 H – Carreira de Cintas – Picadeiro


18.00 H – Actuação do Grupo de Música Popular RAÍZES DO SUL




Dias 13, 14 e 15 de Maio:


* Exposição de Éguas Puro Sangue Lusitano e Cruzadas da MEG


* Exposição de Bovinos de Raça Mertolenga


* Demonstração de equipamentos modernos – Stand da AJAM


* Exposição Experimenta Energia: Moura produzindo a partir de casa – Pavilhão 2


* Laboratório de Electricidade, Electrónica e Energias Renováveis – Escola Profissional de Moura



Horário dos Pavilhões de Exposição:


Quinta-feira:


19.00 - 24.00 Horas


Sexta-feira:


10.00 - 13.00 Horas


15.00 - 24.00 Horas


Sábado:


10.00 – 13.00 Horas


15.00 - 01.00 Horas


Domingo:


10.00 – 13.00 Horas


15.00 - 22.00 Horas


Ver: www.mouraturismo.pt

FOTOGRAFIAS RIGOROSAMENTE CONTROLADAS

Esta foi-me relatada, há pouco, por um profissional da comunicação social.


Os fotógrafos não foram autorizados a entrar na sala onde José Sócrates - Luís, fico melhor assim ou fico melhor assim? - fez a sua alocução televisiva, ontem à noite. As imagens disponibilizadas são as do fotógrafo oficial. É assim e é para quem quer.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O TRATADO DE IBN ABDUN

Não sei dizer por que razão fui cair nas páginas do tratado de hisba de Ibn Abdun, mas lembrei-me hoje de o reler. E dei, divertido, com esta passagem:




[53] No debrá permitirse que en los cementerios se instale ningún vendedor, que lo que hacen es contemplar los rostros descubiertos de las mujeres enlutadas, ni se consentirá que los días de fiesta se estacionen los mozos en los caminos entre los sepulcros a acechar el paso de las mujeres. Esfuércese en impedirlo el almotacén, apoyado por el cadí. También deberá prohibir el gobierno que algunos individuos permanezcan en los espacios que separan las tumbas con intento de seducir a las mujeres, para impedir lo cual se hará una inspección dos veces al día, obligación que incumbe al almotacén. Se ordenará asimismo a los agentes de policía que registren los cercados circulares [que rodean algunas tumbas], y que a veces se conveierten en lupanares, sobre todo en verano, cuando los caminos están desiertos a la hora de la siesta.




O tratado de Ibn Adbun foi escrito, em Sevilha, em começos do século XII. Texto de regulação do funcionamento dos mercados vai muito além desse âmbito. É um livro delicioso, com inúmeras referências ao quotidiano da cidade. A lápide que acompanha este excerto data desse período, mas foi encontrada em Frielas e pertence hoje à coleção do Museu Nacional de Arqueologia.

OUTRA VEZ, JORGE?

Ora bolas, Jorge. Outra vez?


Há semanas fizeste declarações criticando a ausência da Câmara de Moura na Ovibeja. Não liguei muito. As pessoas são livres de pensarem e dizerem o que muito bem entendem.


Hoje, na Rádio Pax, voltamos a ter a repetição do argumento. Cito:

Jorge Pulido Valente, presidente da AMBAAL, afirma que “este ano infelizmente e lamentavelmente há municípios que não vão participar na animação e outros que não vão sequer participar na Ovibeja”.


Não vamos não, Jorge. Temos outras opções e outras preocupações. Temos um vasto programa de intervenções no concelho de Moura, que consomem grande parte das nossas energias e dos nossos recursos financeiros. Apostamos aí firmemente. Mas não posso deixar de reconhecer que fico sensibilizado com a tua preocupação em relação a Moura.


A nossa aposta principal não é a OVIBEJA. É a Feira de Moura, que terá lugar de 12 a 15 de Maio (9ª feira empresarial e 17ª feira do bovino mertolengo).


Nunca tive a oportunidade de te receber, na qualidade de autarca, numa feira de Moura. Terei todo o gosto, e sendo esse um dos meus pelouros, em poder confraternizar contigo na minha cidade. Para onde queres que envie a ficha de inscrição da Câmara de Beja na próxima feira de Moura?


DE COMO JOSÉ SÓCRATES GANHOU AS ELEIÇÕES NO INTERVALO DO JOGO BARCELONA-REAL MADRID

Veni, vidi, vici, pode dizer José Sócrates. Não se sabe a que preço, e a que custos futuros, mas isso pouco importa. O que os orçamentos de 2012 e 2013 nos trarão ninguém sabe, mas nessa altura as eleições estarão ganhas.




A comunicação foi cirurgicamente preparada e as palavras escolhidas ao milímetro. Mesmo sem o Luís - fico melhor assim ou fico melhor assim? - Sócrates sossegou a classe média. E Deus sabe como é volúvel a classe média. Deu xeque-mate no Pobre Passos Coelho e no Pobre Portas. Como se viu no esbracejar destes. E, sobretudo, na penosa intervenção de Catroga. Sócrates não teve escrúpulos? Nenhuns. E depois? Who the fuck cares, mesmo sem ser em inglês técnico?




A aurea mediocritas impera. Ainda e sempre.




A outra grande protagonista da noite foi a jornalista da RTP. Foi posta no ar antes de tempo, levou uma eternidade num discurso vago, a dizer coisa nenhuma e às voltas, enquanto Sócrates não chegava. Ocupou espaço sem nada para dizer. Estas coisas não escapam ao nosso PM. Ainda vai para ministra.