quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VINTE ANOS DEPOIS

Eram cerca das 22.30 da última sexta-feira de Novembro de 1991. O telefone do Campo Arqueológico tocou. Às voltas com um texto, cuja entrega se atrasara, trabalhava no único computador existente na instituição. Levantei o auscultador. Reconheci, do outro lado, a voz grave do Prof. José Mattoso "sabes onde está o Cláudio?". Tinha ido para Córdova e ninguém sabia se já regressara. Não havia telemóveis. Tranquilizei-o "professor, se é por causa do texto fica terminado depois de amanhã". Que não, não era isso, tinha mesmo de falar com ele.

Só no dia seguinte quando um descontraído Cláudio Torres entrou pelo Campo Arqueológico e me atirou um "se eu te disser que sou eu o Prémio Pessoa deste ano acreditas?" é que percebi o significado da conversa da noite anterior. O telefonema fora feito de Seteais, onde o júri estava reunido.

Já lá vão vinte anos. À tua, Cláudio!


O grupo mertolense no jantar de entrega do prémio, numa fotografia colocada há dias no facebook pela minha amiga Guilhermina. O senhor de barbas é o antropólogo Carlos Pedro. Depois, no sentido dos ponteiros do relógio: o autor do blogue, num certo estilo Harry Potter; Abdallah Khawli; Miguel Rego; Manuel Passinhas; Jorge Revez; Joaquim Boiça; Maria de Fátima Barros; Virgílio Lopes; Rui Mateus.


Depois do jantar cantámos uma moda. Um alto quadro da Unisys aplaudiu-nos, entusiasmado. Foi a única vez que alguém me aplaudiu por "cantar" (ok, eu estava num grupo, mas mesmo assim...). Resolvi nunca mais repetir.

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