quarta-feira, 8 de julho de 2015

YANIS VAROUFAKIS

Tirando aquela cena do Paris-Match, com o peixe grelhado, a salada e o piano e o raio, a verdade é que achei imensa graça a esta passagem de Yanis Varoufakis pelas finanças gregas. Por muita fúria que o seu estilo causasse no ambiente formal e quadrado das super-instâncias europeias, Varoufakis não (se) traiu. Não disse uma coisa e fez outra. Defendeu princípios e ideias, contra tudo e contra todos. Não é coisa fácil de se fazer. Saiu porque tinha de sair. Já não havia espaço para mais nem eram possíveis mais opções.

Foi ministro das finanças durante 5 meses e 9 dias. Deixou marcas, com aquele seu marxismo anárquico e tumultuoso. Sem que ele sequer o imagine, sublinhou uma crença minha antiga: não é a longevidade dos percursos que interessa ou faz a diferença, mas sim a sua intensidade. Terei oportunidade, daqui a uns tempos, de explicar como e porquê, num livro que está a ser preparado.

1 comentário:

oasis dossonhos disse...

Aguardo, com curiosidade, esse livro sobre a intensidade da participação nesta vida, em prol de um mundo mais humano e culto. Abraço.