quarta-feira, 30 de setembro de 2015

SÁBADO E DOMINGO E SEGUNDA E TERÇA

A expressão "fim de semana" tem, para um autarca, um sentido abstrato. Estes dias sublinharam-no bem. Com uma festa popular pelo meio, reuniões, conclusão de projetos (há três a terminar antes de dezembro, e que serão motivo de muita conversa e de opiniões de muitos "ténicos"), agendamento de assuntos para a reunião de câmara, atendimentos e vários eteceteras. "Tens de ir a todas?". Sim, é uma tradição iniciada pelo alcaide Pós-de-Mina, quando tomou posse em 2.1.1998. E que tenho o prazer e a honra de continuar.

Pelo meio, houve outros temas inusitados que deram um ar da sua graça e que não comentarei, porque não vou a reboque de pasquins...

Quatro dias algo frenéticos, que culminaram ontem na Póvoa de S. Miguel. Fui lá ontem, assistir à procissão. E celebrar, como faço todos os 29 de setembro, a vitória eleitoral de 2013.

Hoje é dia de programar as iniciativas políticas de outubro e de novembro.

Moura-Angrense. Uma tarde de infortúnio. E que deixou muitos adeptos em estado de fúria. O árbitro esteve no centro das atenções.


Intervalo do jogo, quase a caminho da Póvoa.


Corrida de touros, na Póvoa de S. Miguel. Praça cheia.


Prémios de Mérito Escolar - cerimónia de entrega

José Cid. 73 anos? Imparável e com várias gerações a acompanhar as canções. Muito poucos se poderão gabar disso.


Até ao rabo é touro? Decerto, pelo menos para o segundo cavaleiro da novilhada de domingo. Os ferros ficaram todos a meio do animal. Uma proeza de mérito mais que discutível...

Entrega de diplomas e abertura oficial do ano letivo, na Escola Profissional de Moura.

Inauguração do parque de estacionamento da zona industrial - foto de conjunto, com a equipa que concretizou a obra.

Festa da Póvoa - procissão.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

PARQUE DE ESTACIONAMENTO DA ZONA INDUSTRIAL

Foi hoje, às 15.45. Teve lugar a inauguração do parque de estacionamento da Zona Industrial, que irá servir também os utentes do Lar de S. Francisco.

Foi um dos compromissos assumidos, já durante este mandato. O projeto foi desenvolvido internamente, a obra foi concretizada por uma empresa local. Nos prazos previstos e de acordo com o orçamento. Como é de esperar que aconteça.

São mais de 40 lugares de estacionamento, numa renovação que melhora esta entrada de Moura. Segue-se, em breve, a obra na chamada rotunda do intermarché.


Placa de inauguração

Vista geral do parque

Foto de conjunto, com a equipa que concretizou a obra

AUGURI, NA IDADE MAIOR

Un hombre sabe que se esta haciendo viejo porque comienza a parecerse a su padre. Esta frase, de um livro de Gabriel García Márquez lido recentemente, ganhou mais sentido em tempos recentes. Um encontro familiar, que terá lugar no dia 3 de outubro, em Espanha, fez.me recuar aos tempos em que ouvia músicas que eu não suportava e de que o João gostava. Quando íamos a Paymogo era um fartote: Raphael e Mocedades e "Eres tú" e a Salomé e aquele penteado inacreditável e vestida com um carpélio no "Vivo cantando" e a Massiel. E a Marisol, claro. E os êxitos regionais, com Perlita de Huelva e Los Marismeños. A Perlita cantava "De mi Huelva que es tu hermana / Sevilla te traigo un beso" e eu nunca me convenci que aquilo fosse a sério.


Desses tempos já distantes recordo também as transmissões da Eurovisão, que começavam com a mira técnica e o prelúdio do Te Deum (ouvir aqui), de Marc-Antoine Charpentier (1643 - 1704). Como nesta vez, em que, em 26 de fevereiro de 1972, quando Nicola di Bari ganhou o Festival de Sanremo. Se a memória ainda não me trai, vi esse festival na RTP. Isso aconteceu uma semana depois de um certo carocha amarelo fazer a sua aparição na vila de Moura. Como dizem algumas pessoas, isto anda tudo ligado...

Ah, é verdade, Nicola di Bari faz hoje 75 anos. Auguri!

OS DOIS PASSOS COELHO E OS DOIS PICOS DO KILIMANJARO

Os dois Passos Coelho...



... e os dois picos do Kilimanjaro...



Quando a política se parece aos Monty Python. Com a ajuda de Rossini e da sua La gazza ladra.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

GANGSTERS AUTOMOBILIZADOS

A expressão gangsters em automóveis estava, até há dias, ligada à imagem das perseguições policiais nos anos 20 e 30. Aquelas cenas de Chicago e coisas do género. Agora, a palavra adquire novos contornos. A polissemia é uma coisa linda...

Não foi só a VW a aldrabar. Na lista estão, para já!, a Mercedes, a BMW, a Audi e a Peugeot. Em cinco, quatro são alemãs.

O prestígio alemão? LOL. Um artigo no El Pais de dia 27 põe tudo em pratos limpos - ler aqui.

MENTES BRILHANTES

Mais uma etapa cumprida. Quase duas dezenas de jovens foram premiados. Notas elevadas, muito empenho, muito esforço (dos alunos, dos familiares, dos professores, dos funcionários) e gente promissora. O futuro pertence-lhes.

As sessões de entrega de prémios, numa parceria com o Crédito Agrícola (Moura) tiveram lugar nos dias 21 (Amareleja) e 26 (Moura). Houve momentos musicais, com a participação de jovens executantes.

A atividade foi desenvolvida em conjunto com:

Escola Básica Integrada de Amareleja
Escola EB 2+3 de Moura
Escola Profissional de Moura
Escola Secundária de Moura


domingo, 27 de setembro de 2015

EFEITOS DA LUZ, NO SOBRAL DA ADIÇA

Olha que efeito tão engraçado, disse eu.

Que tem de engraçado, perguntou o Vítor?

É uma matrioska. Há uma casa dentro de outra.

Ele olhou para a casa e depois para mim, sem tornar a responder, antes de virar para a Rua do Poço. Fiquei só, no calor da tarde, com a parede, a luz sobralense, e Robert Frost, que tantas vezes me faz sair da noite para o dia.


Acquainted with the Night


I have been one acquainted with the night. 
I have walked out in rain—and back in rain. 
I have outwalked the furthest city light. 

I have looked down the saddest city lane. 
I have passed by the watchman on his beat 
And dropped my eyes, unwilling to explain. 

I have stood still and stopped the sound of feet 
When far away an interrupted cry 
Came over houses from another street, 

But not to call me back or say good-bye; 
And further still at an unearthly height, 
One luminary clock against the sky 

Proclaimed the time was neither wrong nor right. 
I have been one acquainted with the night.

sábado, 26 de setembro de 2015

LISBOA AO TEMPO DE ALMANÇOR

Com a devida vénia se transcreve texto difundido pelo Prof. Doutor José d'Encarnação na plataforma Histport. A leitura desta lápide vem lançar luz sobre questões ainda mal esclarecidas da Lisboa Islâmica. E confere sentido a um dos panos de muralha do castelo (o torreão junto à igreja do Menino Deus).

A Professora Carme Barcelò, catedrática de Estudios Árabes e Islâmicos na Facultat de Filologia, Traducció i Comunicació da Universidade de Valência teve a gentileza de estudar a inscriçãoárabe, que foi gravada sob o epitáfio latino de LICINIA M(arci) F(ilia) / MAELA H(ic) S(ita) E/ST – que significa «Aqui jaz Licínia Mela, filha de Marco – exposto no Museu da Cidade de Lisboa.

O resultado do seu estudo, a que deu o título «Lisboa y Almanzor (374 H. / 985 d. C.)», acaba de ser publicado no vol. LII (2013) da revista Conimbriga, ora distribuído, nas páginas 165 a 194.

Trata-se de uma pesquisa por que há muito se ansiava, uma vez que o mau estado em que a epígrafe se encontra houvera desencorajado, até agora, os especialistas na matéria.

Segundo se lê no resumo, aí se faz o «estudo da legenda árabe com conteúdo histórico que se manteve ignorada desde 1939. É uma peça fundamental para definir o início da alcáçova de Lisboa e é um testemunho de valor inestimável sobre a actividade de construção em época de Hišām II e o patrocínio de Almançor quem, apaixonado pelo poder, seguiu o procedimento dos califas em obras públicas assim como se mostra em outra legenda estudada também aqui, achada em Fuentes de Andalucía (Sevilha, Espanha)».

Para os mais interessados, dou também a tradução que a conceituada investigadora espanhola apresenta:

1 En el nombre de Dios, Clemente, Miseri[cordioso]. / 2 Ha ordenado el Príncipe de los Creyentes Hišām / 3 al-Mu’ayyad bi-llāh ¡haga larga / 4 Dios su existencia! restaurar 5 la ciudad deAl_ašbūna a través de / 6 su servidor, Ḥāŷib y Espada / 7 de su dinastía Abī ‘Āmir Muḥammad bn Abī / 8 ‘Āmir ¡Dios le proteja! Se acabó la restauración (de Hišām) / 9 por manos de Naŷm bn al-Ḥakam y Jalīd / 10 bn Abī Sulaymān, en el mes de ḏū -l-qa‘d/ 11 a del año setenta y cuatro y trescien/tos (= abril 985).

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

TANGIERS REVISITED

Não querendo ser maçador (em especial para os amigos mais próximos), mas Tânger é mesmo, mesmo, uma cidade especial. "Volto lá" muitas vezes, em especial quando recordo a primeira visita (setembro de 1981) ou quando me lembro da extraordinária experiência da exposição preparada para a Cimeira Luso-Marroquina, em setembro de 1999.

Fotografia feita pelo eng. Vítor Vajão ao grupo de trabalho, salvo erro no dia da inauguração. Na entrada do Hotel Dawliz, local de muitas peripécias. Incluindo a de um furioso membro da comitiva, a quem a receção se esqueceu de acordar, e que avisou o funcionário, do seguinte modo (literalmente) "demain matin, je vous prie de me réveiller à sept heures du matin; n'oubliez pas, ok? se não, parto-te a boca toda...)".


Da esquerda para a direita: Maria da Conceição Amaral, Paulo Neto, António Borges Coelho, Sandra Cruz, Cláudio Torres, Maria da Conceição Lopes, o autor do blogue, Ana Maria Rodrigues e João Soeiro de Carvalho.

HISTORIADOR COMUNISTA

Fui, a propósito da campanha, apresentado num órgão de informação como "presidente da Câmara de Moura e historiador comunista". Sou historiador e sou comunista, já ser "historiador comunista" é outra história... Uma subtileza sacana e desonesta.

Poderei perguntar:
Já viram alguém ser apresentado como "fulano de tal, enfermeiro bloquista"? Ou "beltrana, bioquímica centrista"? Ou "sicrano, fotógrafo socialista"?

Quanto a haver "jornalistas fascistas" tenho menos dúvidas.

Eis o historiador vermelho, ou comunista, ou também benfiquista.

FUNCIONÁRIO PÚBLICO

O Observador tem coisas assim, com piada. Com esta do "ainda vale a pensa ser funcionário público"? Como se de uma benesse se tratasse. Ou de um imenso privilégio. A minha carreira foi, desde o início, na Função Pública: Câmara Municipal de Moura (1986-1992), Câmara Municipal de Mértola (1992-2006), Universidade do Algarve (2006-2007), Universidade de Coimbra (2009-2013). Tenho orgulho nesse estatuto e divirto-me a desafiar "os da privada" que, supostamente, trabalham mais e melhor que aqueles que, como eu, são técnicos superiores ao serviço da causa pública...

Faz hoje 29 anos que assinei o meu primeiro contrato ao serviço do Estado: como funcionário da Câmara Municipal de Moura.


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

JERÓNIMO DE SOUSA EM MOURA

Um mini-comício assim, em campo e contracampo. O chamado Largo do Pinto foi pequeno para acolher as mais de 300 pessoas que ali se dirigiram para ouvir as intervenções de João Ramos e de Jerónimo de Sousa. Há muito tempo que não via aquele espaço assim, tal como nunca tinha visto Jerónimo de Sousa ser tão cumprimentado pelos populares que não estavam no local das intervenções políticas. Jerónimo é sinónimo de simpatia e genuinidade.

Saí dali calmo e confiante, depois de uma jornada (toda ela, desde manhã cedo) intensa e multifacetada.


MUSEU D'AMARELEJA

À primeira, fiquei na dúvida, "ó diabo, mais um museu?". O tema tem dado pano para mangas. Em Moura, então, tem sido pretexto para as mais escabrosas e estúpidas afirmações... Que, quanto mais persistentes, estúpidas e escabrosas, mais boa disposição me causam. Depois, fiquei descansado. A iniciativa é séria.

Um museu faz sentido na Amareleja? Faz, claro. Ainda para mais assumindo-se como museu do território ou de afirmação identitária. Tenho a certeza que os promotores da iniciativa tiveram em conta aspectos essenciais como:

* Designação de curador ou comissário científico;
* Local da exposição (permanente e/ou temporária?);
* Guião da exposição, com definição de conteúdos programáticos e de áreas temáticas;
* Equipas técnicas de apoio (museografia, design gráfico, montagem, iluminação etc.);

As recolhas (de peças, iconografia etc.) apontadas no texto são peças essenciais para este projeto. Que vai ter, decerto, uma condução segura, eficiente e técnica e cientificamente capaz.

A fasquia é alta. Um museu na Amareleja não pode ser uma-coisa-qualquer. Ou uma sala com meia dúzia de objetos, que um museu não é isso. A Amareleja merece mais que uma coisa qualquer. Tenho a certeza que o responsável técnico-científico do projeto sabe isso.

Viva o Museu d'Amareleja!

TURNO DA NOITE

São 5.00 em ponto. As equipas de limpeza da Câmara Municipal de Moura saem para o terreno. O meu dia começou por uma pequena conversa com os trabalhadores desse setor, essencial ao bem-estar de todos nós. Dúvidas, esclarecimentos, pedidos, informações, de tudo um pouco por ali passou. Foi assim, no dia de estreia de uma nova viatura de apoio a este serviço.

O poema de Sylvia Plath (1932-1963), que de fácil pouco tem..., remete para ambientes industriais - não sei porquê, mas lembrei-me de imediato de Pittsburgh ou de Detroit -, onde o clamor das máquinas a tudo se sobrepõe.


Night shift

It was not a heart, beating. 
That muted boom, that clangor 
Far off, not blood in the ears 
Drumming up and fever 

To impose on the evening. 
The noise came from outside: 
A metal detonating 
Native, evidently, to 

These stilled suburbs nobody 
Startled at it, though the sound 
Shook the ground with its pounding. 
It took a root at my coming 

Till the thudding shource, exposed, 
Counfounded in wept guesswork: 
Framed in windows of Main Street's 
Silver factory, immense 

Hammers hoisted, wheels turning, 
Stalled, let fall their vertical 
Tonnage of metal and wood; 
Stunned in marrow. Men in white 

Undershirts circled, tending 
Without stop those greased machines, 
Tending, without stop, the blunt 
Indefatigable fact.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ALMA PERDIDA

É a não comédia de Dino Risi. Conhecido pelo humor corrosivo dos seus inúmeros filmes, Risi rodou, em 1977, este Anima persa, que em Portugal foi traduzido, no plural, como Almas perdidas. A liberdade do tradutor faz algum sentido, uma vez que gente aniquilada e perto do desespero não falta no filme. O tom crepuscular da obra é acentuado pela loucura de um personagem (Fabio Stolz), pela música de Francis Lai e, sobretudo, pelo ar sombrio do palacete de Veneza, onde parte da ação se centra.

Recordações de juventude, também. Almas perdidas foi visto (1978 ou 1979) no Cine-Estúdio Lido, um sítio onde passeei a minha solidão de adolescente.

Filme da semana.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

MAIS MOURA E MAIS ALENTEJO

A notícia chegou há poucas horas. A Câmara Municipal de Moura foi nomeada para os Prémios Mais Alentejo 2015, na categoria MAIS PATRIMÓNIO. Assinalo o facto com natural satisfação. O Património faz parte da promoção de um sítio. Isto já tem sido dito um par de vezes. Vamos continuar a afirmá-lo. E, bem entendido, continuaremos a agir nesse sentido.

A cerimónia de entrega dos prémios é no dia 6 de novembro, no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa. Estar lá já é uma vitória.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ARTUR PASTOR

Texto curto para elogiar a obra, pouco conhecida, deste fotógrafo nascido em Alter do Chão. Artur Pastor registou um Portugal rural e marítimo que a industrialização converteu em imagem do passado. Lembrei-me hoje, ainda mais, das fotografias de Artur Pastor, ao ler as pungentes declarações de amor de um líder partidário pelos territórios do interior. Um clássico das campanhas eleitorais.

Os registos que podemos ver na página do facebook que tem o seu nome, bem como as consultas realizadas na net permitem conhecer um fotógrafo de imagens luminosas, de grandes contrastes entre o branco e o resto. Da arte do contraluz, da preocupação com o registo etnográfico. Um artista de rara qualidade. E, como é costume em Portugal, alvo de escassa atenção.

Ver:http://arquivomunicipal2.cm-lisboa.pt/x-arqweb/SearchResultOnline.aspx?search=_OB:%2b_QT:AUT_4828_Q:_EQ:T_D:T___&type=PCD&mode=0&page=0&res=32

domingo, 20 de setembro de 2015

SYRIZA, ESQUERDA E TAL - PARTE 2

"Karamanlis ou os blindados", proclamava-se em Atenas, em 1974. Ou seja, se a Nova Democracia não ganhasse as eleições, regressaria a ditadura. Konstantinos Karamanlis (1907-1998) acabou  por liderar o processo de democratização da Grécia.

Samaras tentou a tática do medo, pintando o Syriza de vermelho. Agitaram-se espantalhos norte-coreanos. Já se imaginavam os jovens gregos desfilando na Praça Syntagma, cantando em coro "é tão bela a nossa vermelha Acrópole"...

Caaaaalmaaaa... Não vai acontecer nada de substancial. Tsipras vai dar uma de realpolitik. O resto são coisas que dão para umas momentâneas excitações noticiosas e nada mais.



Post publicado aqui no blogue em 26.1.2015 e que hoje repito. Passaram menos de 8 (oito) meses. Deu no que deu. Melancolicamente e sem surpresas. Se quiserem divertir-se um pouco folheiem os jornais dessa altura e leiam as declarações de dirigentes do PS e do BE.

Facto curioso: os principais títulos ingleses e franceses da imprensa on-line (à exceção do Guardian) relegaram o anúncio dos primeiros resultados para um secundaríssimo plano...

JOSEFA DE ÓBIDOS


Termina hoje (e não no dia 6, que já lá vai). Uma magnífica exposição, comissariada por três grandes historiadores: Anísio Franco, Joaquim Caetano e José Alberto Seabra. Conheço-os há mais de 30 anos (meu Deus...), desde os tempos da faculdade. Tenho o velho hábito de lhes chamar "o trio maravilha". Este percurso pela obra de Josefa de Óbidos é um misto de simplicidade, erudição, pedagogia e divertimento intelectual. Sem ostentação nem pedanteria. Mais uma grande exposição do Museu Nacional de Arte Antiga.

Só uma dúvida: a pintura de cima (e da esquerda) é mesmo da autoria de Josefa de Óbidos? Parece antes uma cópia ou um trabalho menor de aprendiz. Mas isto é atrevimento meu, que não sou versado nestas matérias.



sábado, 19 de setembro de 2015

MAIS MÉRITO ESCOLAR: PRÉMIOS 2015

Mais jovens distinguidos (alguns repetem o prémio do ano passado). Mais miúdos do nosso concelho, ou que aqui estudam, que mostram o seu potencial.

São estudantes das (por ordem alfabética)

Escola Básica Integrada de Amareleja
Escola EB 2+3 de Moura
Escola Profissional de Moura
Escola Secundária de Moura

A iniciativa conta com o apoio do Crédito Agrícola do Guadiana Interior.

Os prémios serão entregues em cerimónias que terão lugar nos dias 21 (Amareleja) e 26 (Moura).

ESCULTURA EGÍPCIA EM BADAJOZ

A empresa chama-se Pasión Morena, mais título de bolero que nome de empresa de artigos de caça, mas fiquei com a sensação que era uma instalação de homenagem à escultura egípcia, com o deus Anúbis em destaque. Uma forma estranha mas original de exposição. O deus Anúbis, perdão a Pasión Morena, pode ser visitada até amanhã , em Badajoz, na XXV edição da FECIEX – Feria de Caza, Pesca y Naturaleza Ibérica 2015.

Ver - http://www.feriabadajoz.net


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E AGORA... TA-DAAAM... "O GRUPO ALMOÇARISTA OS AMIGOS DAS AUTARQUIAS"

O Governo criou um instrumento: o CAPACITAR.

Precisamos, portanto, de ser capacitados. Ou mais capacitados. O Capacitar mete cenas com seminários e powerpoints e assim (daqueles em que 80% da sala está a mandar SMS ou a ver o feissebuque).

Ora bem, como é que se capacitam os autarcas? Mandando-os a ver cenas em missões a países tipo mais evoluídos. Tipo a Holanda.

Não rejeito, muito pelo contrário, a ideia de aprendizagem, de permanente e constante aprendizagem. São-me(nos) essenciais a participação em seminários, em foros, a presença em debates, a leitura de documentos, a troca de experiências etc. etc. O que acho disparato são iniciativas como esta (que conta com o apoio servil da ANMP), em que os autarcas, mais do que serem capacitados, são alinhados com um estilo e um pensamento únicos.

Isto interessa-me? Não interessa. Não participarei nestas cegadas.

A próxima visita é à Holanda. Não irei. Gostaria de perceber que raio de modelo vamos importar...

Uma perguntinha: quem é que capacitou os nossos governantes para nos capacitarem?

Programa da visita (nem montras no tal bairro nem ganzas nos coffee-shops, ok? mas há almoços e jantares e cocktails e visitas e tardes livres; e curto muito aquela do planeamento de ações em 60 minutos; se é para irem ver as vistas façam-no e deixem-se de tretas)

MISSÃO DE ESTUDO À HOLANDA
A ESTRATÉGIA LOCAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL PROGRAMA
Introdução sobre a Holanda, Haia, VNG e o tema da economia local e desenvolvimento social na Holanda
Neste dia procurar-se-á apresentar políticas económicas e sociais de desenvolvimento de relevo a nível local praticadas na Holanda, tanto pela VNG como por membros do governo nacional. Será também apresentado o panorama das mais recentes tendências e experiências práticas nas autarquias holandesas neste âmbito do desenvolvimento económico e social local.
09:00 Receção na sede da VNG pelos membros do Conselho Executivo.
09:30 Introdução geral deste programa de 3 dias na Holanda
10:00 Introdução sobre a governação local na Holanda, com especial foco no contributo para o desenvolvimento económico e social
11:00 Tendências recentes e experiências práticas nas autarquias holandesas neste âmbito do desenvolvimento económico e social local;
Troca de impressões com os Presidentes de Câmara Municipal e Vereadores Holandeses que constituem o Comité de Assuntos Sociais da VNG
13:00 Almoço no restaurante da VNG
14:00 Visita ao Ministério da Saúde, Bem-Estar e Desporto – Perspetiva do Ministro sobre Políticas de Desenvolvimento Social Local;
Reunião com o Secretário de Estado para a Saúde, Bem-Estar e Desporto, Sr. Martin van Rijn (a confirmar)
16:00 Visita guiada pela história política da Holanda: visita ao Innercourt’ (Binnenhof; Parlamento Holandês) e ao Knights’ Hall
17:30 Sessão de Boas-vindas na Câmara Municipal de Haia;
Reunião com o Vereador para os Assuntos Sociais e Emprego, Sr. Rabin Baldewsingh
19:30 Jantar

Terça-feira, 27 de outubro de 2015
O âmbito e estrutura das políticas integradas de desenvolvimento económico e social local
Será proporcionada aos participantes uma visão geral do processo de promoção abrangente e integrado do desenvolvimento económico e social local na Holanda e o papel importante que os governos locais desempenham nesta dimensão.
08:30 Visita ao Ministério dos Assuntos Sociais e Emprego – Perspetiva do Ministro sobre Políticas de Desenvolvimento Social Local: as dimensões nacional e local e o papel dos municípios.
Reunião com o Secretário de Estado para os Assuntos Sociais e Emprego, Sra. Jette Klijnsma (a confirmar)
10:15 Visita ao município de Alphen aan den Rijn: reunião com Vereadores e visitas a locais
13:00 Almoço
15:00 Visita ao município de Zaanstad: reunião com Vereadores e visitas a locais
18:00 Facultativo: pequena visita a locais históricos em “Zaanstreek”
19:00 Jantar

Quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Os vários atores para o desenvolvimento económico e social inclusivo
Neste dia, os participantes vão interagir com diversos agentes que estão direta ou indiretamente envolvidos na promoção do desenvolvimento económico e social, contactando também com
várias abordagens de coordenação e consolidação da diversidade de atuação destes agentes, bem como os desafios inerentes. O objetivo da sessão da tarde será chegar a uma compreensão matizada do significado do desenvolvimento económico inclusivo, como também, como contribuir conjuntamente – Portugal e a Holanda – nos desafios já enfrentados e a enfrentar na concretização destes objetivos fundamentais.
09:00 Visita ao município de Westland: contacto com realidades ligadas ao desenvolvimento económico e territorial no âmbito da horticultura, incluindo a visita a Demokwekerij e outras iniciativas económicas;
Reunião com o Presidente de Câmara Municipal, Sr. Sjaak van der Tak e demais membros do executivo municipal
13:00 Almoço
14:00 Vários instrumentos utilizados pelo município de Haia de estímulo ao desenvolvimento económico e social: experiências, aprendizagens e boas práticas
16:00 Cenarização e estudo de casos de desenvolvimento económico e social inclusivo e equitativo
17:00 Conclusão e planeamento de ações
18:00 Cocktail e jantar