segunda-feira, 30 de novembro de 2015

AMARELEJA - 105 HORAS ANTES DAS FESTAS BÁQUICAS

Em tempos que já lá vão (até à Feira de 2012), tinha responsabilidades mais diretas e de terreno na organização deste evento, uma vez que o pelouro me esteve entregue ao longo de 8 anos. Desde 2013, a situação mudou um pouco. Mas continuo a a acompanhar de perto os trabalhos.

Este ano a feira realiza-se num cenário renovado. E tem uma inovação (a praça central), que foi sugestão minha. Lá estarei, três dias a fio.

A Feira da Vinha e do Vinho é uma iniciativa da Câmara Municipal de Moura e da Junta de Freguesia de Amareleja.



domingo, 29 de novembro de 2015

ACHAS QUE ISTO VALE A PENA?

A pergunta foi-me disparada, ontem à noite, por um amigo de Moura, no meio da barulheira da Sheherazade. E continuou "Achas que vale a pena sacrificares o teu tempo para seres presidente da câmara? Todos os dias ouço coisas a teu respeito que sei que não são verdade". E prosseguiu, no mesmo tom incisivo.

Curiosamente, no almoço da Contenda, eu tivera uma longa conversa com o meu amigo Artur Torres Pereira, ex-Presidente da Câmara de Sousel (eleito pelo PSD), sobre o serviço público, sobre questões de ética e sobre a exposição permanente a que o(s) cargo(s) obriga(m). Um diálogo fraterno com uma pessoa por quem tenho respeito e consideração.

Respondi ao meu amigo  de Moura que quase nunca penso nesse tipo de questões: nem nas nulas vantagens financeiras do cargo, nem da rapidez a que somos, mais tarde, votados ao esquecimento, nem nos obstáculos e nas agruras do quotidiano, nem das provocações e na maledicência.  Centro-me, sempre, nos resultados e na forma séria de se atingirem objetivos. O resto interessa-me pouco e voto tais assuntos pouco sérios ao desprezo.

Era, salvo erro, Brian Clough (quando treinava o Derby County) que dizia que todo o drible que não resultava em golo era um drible inútil. É esse o meu princípio, e posso, por isso, dizer-te, amigo JR, que "sim, acho absolutamente que vale a pena desempenhar estas funções". Nunca esquecendo que isto não é uma profissão e, muito menos, um modo de ganhar a vida.

Desenho - Norman Rockwell.



sábado, 28 de novembro de 2015

AFINAL É HOJE

Mesa-redonda dirigida pelo jornalista Manuel Vilas Boas, responsável pelo programa "Encontros com o Património", para um debate em que tive a (boa) companhia de Pedro Pereira Leite e de Graça Filipe.

Tema? Ecomuseus e museus comunitários. Palavras como "sustentabilidade", "massa crítica", "desenvolvimento", "território", "identidade", "recursos" etc. andaram por ali.

Difusão - dia 28 de novembro, às 12h 10.


Gosto sempre de referir estas participações. Por prazer pessoal, pelo facto desta presença representar um reconhecimento pelo que na nossa terra se faz e, também, porque sei que este tema causa sempre, em Moura, algumas regurgitações.

THIS HUNTING LIFE

Hoje é dia de montaria, na Contenda. O hunting life não é para mim, que não sou caçador. Mas tenho a obrigação e o prazer de acompanhar a iniciativa. Entre as 7:30 e as 16:00 por lá estarei. Observando de perto estas horas de trabalho e de prazer em que muito se joga e em que muito trabalho tem, ou não, bons resultados. O acaso e elementos que não dominamos contam, e não contam pouco.

Acompanhemos esta arte com a arte das palavras e das cores. Thomas Gainsborough  (1727-1788) pintou este Mr. and Mrs. Andrews em 1750.


I cannot tell you now; 
When the wind’s drive and whirl 
Blow me along no longer, 
And the wind’s a whisper at last— 
Maybe I’ll tell you then—
some other time. 

When the rose’s flash to the sunset 
Reels to the rack and the twist, 
And the rose is a red bygone, 
When the face I love is going
And the gate to the end shall clang, 
And it’s no use to beckon or say, “So long”— 
Maybe I’ll tell you then— 
some other time. 

I never knew any more beautiful than you:
I have hunted you under my thoughts, 
I have broken down under the wind 
And into the roses looking for you. 
I shall never find any 
greater than you. 

The great hunt é um poema de Carl Sandburg (1878–1967), mas o sentido de caça não é exatamente o de uma montaria...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

MANDATÁRIO CONCELHIO

Irei ter a função de mandatário concelhio do meu camarada Edgar Silva, candidato à Presidência da República. É uma honra poder acompanhar um homem sério e de convicções profundas. Afirmar Abril, Cumprir a Constituição. Sempre!

Site da candidatura - http://edgarsilva2016.pt


A KISS AND TO A KISS

Man Ray (aliás Emmanuel Radnitzky, 1890–1976)  e uma fotografia de 1922. Robert Burns (1759–1796) e um poema de 1788. Isso e mais o dia de sol completam esta sexta-feira.

Humid seal of soft affections,
Tend'rest pledge of future bliss,
Dearest tie of young connections,
Love's first snow-drop, virgin kiss.

Speaking silence, dumb confession,
Passion's birth, and infants' play,
Dove-like fondness, chaste concession,
Glowing dawn of brighter day.

Sorrowing joy, adieu's last action,
Ling'ring lips, -- no more to join!
What words can ever speak affection
Thrilling and sincere as thine! 



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

THE GIPSY, THE BLIND AND THE BLACK

Estou na semana dos títulos em língua bárbara...

O Correio da Manhã tinha hoje esta notícia.  Tinha de ter. O racismo e a estupidez no seu melhor. Só faltou uma referência à Dra. Francisca Van Dunem... Ou às origens familiares do primeiro-ministro.

Ao longo de dois anos de mandato como presidente da câmara, o Correio da Manhã brindou-me, naquelas coisas das setas para cima e para baixo, com três setas negativas.  Tal desaprovação, por parte de um pasquim asqueroso, é, para mim, um orgulho, uma honra e um prazer. Tal como, no passado, foi um prazer e uma honra ser fustigado, na minha terra natal, por um blogue asqueroso intitulado Pasquim Patada. O seu autor ainda por aí anda...


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

IN THE MOOD FOR LOVE

Coisa rara, este filme aparece pela segunda vez no blogue. Vi-o no cinema duas vezes, a primeira delas (espantosamente, por razões que não vêm ao caso) em Paris. Depois em Lisboa. Depois comprei o DVD... O filme Disponível para amar, de Wong Kar-wai (n. 1958) é uma obra barroca e intensa.

O tema de Yumeji, composto por Shigeru Umebayashi (n. 1951), pontua, de forma perfeita, a câmara lenta de muitas sequências. Aqui fica uma colagem, na minha escolha cinéfila destes dias.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

I'LL BUILD A STAIRWAY...

Dias 12 e 13 de dezembro andarei por Lisboa. No 10º Concurso de Vídeo Fundação INATEL. No Teatro da Trindade, mais precisamente. Um prémio é altamente improvável. Estar na seleção final já é um prémio.


Momentos finais do filme


ORIENTALISMO LUSITANO

Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) dirigiu o Museu Nacional de Arte Contemporânea entre 1929 e 1944 sucedendo a Columbano. O academismo acentuou-se nesses tempos. Ainda assim, o pintor sofreu uma marcada influência gaulesa, bem evidente na paleta e em alguns temas. Com nesta tela, de pendor "orientalista". Um pátio argelino, datado de 1925.

O final do dia anda frio e cinzento. Luz, mais luz. E sul, um pouco mais de sul. E um pouco mais de Almutâmide.

“A noite lavava as sombras
Das suas pálpebras com a aurora.
Ligeira corria a brisa.
E bebemos! Um vinho velho cor de rubi,
Denso de aroma e de corpo suave”


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CAMPANAS DE BELEN

Um clássico no mundo hispânico. Em Portugal poucos o conhecerão... Muitas vezes ouvi este Campanas de Belen nos natais em Paymogo e em Madrid. Lembrei-me da canção derivado aos dias que passam.

As campanas ainda não soaram em Belém. Será amanhã?

PAVILHÃO DAS CANCELINHAS - 22.11.2015

Foi ontem. Às 16.15 terminou um longo e trabalhoso trajeto. Outro se inicia agora.

Placa comemorativa

Da esquerda para a direita: José Pós-de-Mina,o autor do blogue, Manuel Ramalho e Vítor Mestre, co-autor do projeto

Intervenção de abertura

domingo, 22 de novembro de 2015

CÂMARA ABERTA: H2Ó

Dia 3 (20, sexta-feira)

Último dia da Câmara Aberta.
1 - Visita à captação da Fonte da Telha. A partir de onde, em tempos, se fornecia água a Moura. Agora é quase todo o concelho que é abastecido a partir deste local
2 - Reunião de trabalho nas termas. Um novo projeto em fase de conclusão. Prazos finais à vista. Novas hipóteses de progresso se e quando houver financiamento comunitário.
3 - Reunião com a equipa da Break - momentos fantásticos. A que se seguiu um encontro com o Presidente da EDIA. Uma forma rápida e expedita de ultrapassar dúvidas e problemas.
4 - Visita ao coração da Barragem de Alqueva.
5 - Alquevatours. Um projeto privado nas margens de Alqueva. O POAAP não serve.O problema maior é esse...

Em dezembro será delineada a quinta câmara aberta. Que terá lugar em fevereiro de 2016.

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sábado, 21 de novembro de 2015

MAGIA AMARELA

Qual magia negra, qual quê... Arranjem-me lá aí um pouco de magia amarela. De manhã, fiquei sem gasolina. De tarde, o Carocha teve de recorrer a balões de oxigénio e a maca para chegar a Moura. Uma animação.

Valeram-me os manos Linhas-Roxas: Diogo e André. Brigados, malta!




DIA E NOITE - AMARELEJA

É isto. É assim. Foi desta forma que, em pouco mais de um ano se construiu um novo espaço e se criou um novo cenário na Amareleja.

O pavilhão é um arrojado projeto dos arquitetos Sofia Aleixo e Vitor Mestre.

Abertura - amanhã, às 16 horas.




CRÓNICA DE VÁRIOS CHUMBOS ANUNCIADOS

A Assembleia Municipal de Moura teve lugar ontem à noite. Nada de novo. A maioria PS/PSD:

1. Fixou a participação variável no IRS em 3%, causando uma diminuição na receita que deverá rondar os 100.000 euros e beneficiar os agregados familiares de rendimentos mais altos (uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário...);
2. Criou um regime de isenção na derrama que não existe na Lei e que, portanto, não poderá ser aplicada;
3. Chumbou o pedido de empréstimo que a Câmara Municipal podia e devia concretizar. Resultados práticos do que não poderá ser realizado (ou que, para avançar, implica o sacrifício de outros investimentos): 100.000 euros para o apoio à compra de equipamento para os Bombeiros Voluntários, 200.000 euros para apoio à habitação social, 235.000 euros para reabilitação patrimonial (igrejas de Safara e da Estrela), 200.000 euros para a renovação do parque de máquinas do Município, 450.000 euros para vias de comunicação (Ponte do Coronheiro, arruamentos, estradas e caminhos);
4. Chumbou o contrato-programa da LÓGICA.

Algumas votações foram anunciadas por antecipação. E havia declarações de voto já redigidas. Ou seja, a sessão foi um pró-forma e um momento catártico para alguns intervenientes. 

Nada de novo. Continua a política de terra queimada. Continuam alguns sem conseguir gerir pequenas frustrações, pessoais e políticas. Continuam sem perceber como é que uma pequena Câmara Municipal, com tantos bloqueios e tantos obstáculos, consegue inovar em permanência.

O caminho é em frente. Na devida altura, o povo do nosso concelho fará a devida avaliação e tirará as suas conclusões. Por isso, nunca como na Assembleia de ontem estive tão tranquilo e tão certo das opções apresentadas.

CÂMARA ABERTA: HDOISO

Dia 2 (19, quinta-feira)

1 - Visita à ETA do Ardila. Uma infra-estrutura que, durante mais de duas décadas, foi gerida pela Câmara de Moura e que, atualmente, pertence às Águas Públicas do Alentejo.
2 - Visita às obras de cobertura, recém-concluídas, da Ribeira de Vale de Juncos, em Amareleja.
3 - Visita à exposição "Água - património de Moura". Um sítio onde a aposta na reabilitação se conjuga com a valorização da água.
4 - Visita à piscina coberta.
5 - Sessão de esclarecimento em Safara: abastecimento, qualidade da água, tarifas, futuros investimentos. Perguntas e respostas.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

JOGOS DE ÁGUA

Eis que quase chega o sábado. Só mesmo quase. Há, ainda, uma parte do dia a cumprir. Amanhã há agenda e trabalho a fazer. Domingo também. Entretanto, leiamos poesia e procuremos fontes de inspiração ("mais texturas...", diz, desalentado, um amigo meu).

O poema é de David Mourão-Ferreira.


Corpo meu que no Mar de repente retomas
ao rebentar da onda a posição do feto
Surpreende a matriz de onde partem as ordens

Mas não perguntes mais        Porque tudo é incerto


A sôfrega aventura A ligação mais firme
A flor de uma só noite A que se crê eterna
Não há forma de amor em que a água não vibre

Ou saliva    Ou suor       Ou lágrimas       Ou esperma


Entranham-se na terra os arames da chuva
para apertar melhor as tábuas dos caixões
Ou para transmitir notícias de uma nuvem

Sem saberem que a morte as oculta depois




CÂMARA ABERTA: AGÁ2O

Três dias a caminhar sobre a água. Uma Câmara Aberta subordinada ao tema Água - património de todos. A importância de defendermos um bem público e universal. O programa passou/passa por um conjunto de visitas a obras e instalações municipais, bem como pelo contacto com entidades públicas.

Dia 1 (18, quarta-feira)
1 - Reunião com os trabalhadores do setor das águas da Câmara Municipal de Moura. Pontos de situação, problemas e hipóteses de solução. O futuro será difícil. E um desafio permanente.
2 - Visita à captação do Gargalão.
3 - Visita às obras da Ribeira da Perna Seca. Depois de ultrapassados (mais) problemas, os trabalhos de regularização serão concluídos em 2016.
4 - Visita às obras na antiga escola primária da Estrela. O ponto de apoio à canoagem está, no essencial, terminado. Mais um equipamento que, em 2016, estará ao serviço da população.
5 - Reunião de Câmara, na Estrela.
6 - Debate sobre o aquífero Moura-Ficalho, com as presenças do Doutor Augusto Costa, do Eng. João Silva Costa e do Dr. José Maria Pós-de-Mina.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PROSKYNESIS - uma explicação prática

A discussão andava à volta do que é a proskynesis. O tema já por aqui andou, a propósito da corte bizantina.

O meu amigo José Gonçalo Valente, a quem dedico o post, fez uma exemplificação (a meu ver imprecisa) do ritual oriental. Resolvi a questão com um "faz de conta que tu és o Constantino  Porfirogeneta e eu um reles súbdito". E lá exemplifiquei como se "falava" - não falava nada, que não se podia comunicar com Deus na Terra assim à balda - com o imperador, lá para os lados de Bizâncio.

A representação causou algum júbilo na equipa... Obrigado, Fábio Moreira.


MANUEL ROMANA ÂNGELO E MANUEL MESTRE

Já não estão entre nós. Manuel Romana Ângelo e Manuel António Vitorino Mestre foram presidentes da Câmara Municipal de Moura. O primeiro entre 1979 e 1985, o segundo entre 1991 e 1997. Fiel ao princípio de que devemos valorizar a memória de quem trabalhou em prol da comunidade, propus à Câmara de Moura a atribuição do nome destes dois autarcas a equipamentos de nossa cidade, a cuja construção estiveram, de perto, ligados. Assim, em data  próxima a acertar, a piscina coberta passará a designar-se Piscina Municipal Manuel António Vitorino Mestre e o pavilhão passará a ter o nome Pavilhão Gimnodesportivo Municipal Manuel Romana Ângelo.

O reconhecimento e a justiça andam a par. É disso que se trata. Nada mais.


PAVILHÃO DAS CANCELINHAS (AMARELEJA)

Inauguração no domingo, dia 22 de novembro, às 16 horas.

16:00 – Descerramento de uma placa comemorativa à entrada do Pavilhão Municipal de Amareleja
16:10 – Atuação da Banda Filarmónica da SFUM Amarelejense

16:20 – Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Moura
16:30 – Atuação do Grupo Coral Infantil
16:40 – Demonstração de Zumba
16:50 – Atuação do Grupo Coral da Sociedade Recreativa Amarelejense
17:00 – Atuação do Dr. José Pepo
17:10 – Atuação do Grupo Coral Feminino da Casa do Povo de Amareleja
17:20 – Atuação do Grupo Coral Masculino da Casa do Povo de Amareleja
17:30 – Atuação de Pasion Flamenca
17:40 – Atuação de Os Caprichosos


Interior do pavilhão

CANNES? É JÁ A SEGUIR...

Recebi, há poucas horas, a informação, via mail, que a curta-metragem "Chegar a casa" foi selecionada para a 10ª edição do Concurso de Vídeo da Fundação Inatel. Vai decorrer entre 11 e 13 de dezembro, em Lisboa.

Valham-me os momentos de descompressão. Como este.