quarta-feira, 24 de maio de 2017

A MINHA AULA PREFERIDA

É a minha aula preferida? É, de longe. Tal como gostei imenso do "Um dia na presidência", gosto de vir à Escola do Sete-e-Meio, em maio. Uma ideia que partiu do Prof. António Monge "pode vir falar aos miúdos de questões de património?". Claro! É assim há três ou quatro anos. Uma aula simples e virada aquele escalão etário. Absolutamente extenuante, para mim. Não tenho prática de lidar com miúdos, um público difícil e muito exigente. São divertidos e alegres, usando muitas vezes a cumplicidade do "o meu pai conhece-o", "a minha mãe é fulana de tal". Não sei o que retêm da aula, mas aquela hora é, para mim, da maior importância.

Começa-se por uma apresentação mais formal, passa-se para os "high-five", escrevem-se palavras em árabe (sempre sossegam mais, com a curiosidade). Um menino veio, orgulhoso, mostrar os seus bichos-da-seda.


Uma inovação, este ano: houve sessão de autógrafos!

E o Filipe Valente desenhou-me. Com óculos, gravata e tudo.






terça-feira, 23 de maio de 2017

ROGER MOORE (1927-2017)

Recordarei sempre Roger Moore não tanto pelo 007, mas sim porque lá em casa nunca me deixaram ver O santo. Hábitos espartanos remetiam-me para o leito às 22h em ponto, sem possibilidade de negociação. Em todo o caso, recordarei sempre com prazer um ator que sem ser grande ator tinha aquele flair muito particular de fazer parecer que sim.

Como estou em dia de recordações, aqui fica a sequência inicial de A view to a kill, com música dos Duran Duran (e sim, outro pecado, eu gostava dos Duran Duran...), o último 007 de Moore. Pois, fez bem... Basta ver a cena de cama com Grace Jones, então com 37 anos...

Gosto muito dos filmes da série 007. Aqui fica esta abertura, em homenagem a Moore e aos Duran Duran. E a Grace Jones.

ET LE FESTIVAL FUT

Já lá vai e só volta em 2019. Foi rápido demais, este ano. Sexta foi Moura, no sábado quase não estive e domingo foi o que foi... Nunca o festival me foi tão gráfico nas cores e nos sons. E tão súbito, como se algo me tivesse faltado ou falhado.

Nas deambulações quase solitárias pela vila velha, noite dentro, fui encontrando os sons dos Cantadores de Vila Nova, de Kel Assouf (que resultou bem, sem fazer esquecer Bombino, em maio de 2013) e a originalidade do projeto OMIRI.

O céu ganhou cor, com a instalação de Helena Passos. A vila ganhou uma porta merinida.

Et le festival fut, recordando Otar Iosseliani e sua luz que, biblicamente, também foi.















segunda-feira, 22 de maio de 2017

SANTIAGO MATA-MOUROS

De início, pensei que fosse brincadeira. Usar uma pintura do Museu de Mértola, Santiago mata-mouros, como ponto de partida para uma visita não me parecia a hipótese mais lógica. O meu interlocutor deu uma gargalhada e disse para não me preocupar com esse detalhe. Que haveria coisas a dizer sobre os muçulmanos em Portugal e, também, sobre a valorização recente desse período histórico. Ok, assim será. É no próximo domingo, no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Começo assim "a regressar". Aos poucos.



Os dois Santiagos do Museu de Mértola,ambos do século XVI:


domingo, 21 de maio de 2017

E VEIO O VENTO

E veio o vento e a atmosfera encheu-se de poeira. Tudo se tornou caótico. O Festival Islâmico terminou cedo de mais e foi pena. Razões de segurança prevaleceram. Mandou o vento. Manda o céu sobre nós.

Jan Porcellis (1580/84–1632) toda a vida pintou o vento do mar do norte. Como nesta tela, Barcos em vento forte. De outro vento mais íntimo nos fala Antonio Machado. Um vento triste, com flores mortas. O dia esteve assim.



El Viento, Un Día Brillante

El viento, un día brillante, llamado
a mi alma con un olor del jazmín.

"en la vuelta para el olor de mi jazmín,
quisiera todo el olor de sus rosas."

"no tengo ninguna rosa;
todas las flores en mi jardín son muertas."

"bien entonces, tomaré los pétalos marchitados
 y las hojas amarillas y las aguas de la fuente."

el viento dejado. Y lloré. Y dije a me:
"qué le tienen hecho con el jardín que fue confiado a usted?"

sexta-feira, 19 de maio de 2017

E COMEÇA O FESTIVAL

Começou ontem, de facto. A luz do final da tarde depressa se foi. Depois entrou a luz do souk. E assim ficámos entre cor e sombra e luz. Há uns bons meses que não andava tanto tempo e tão devagar pelas ruas de Mértola. Foi como voltar a percorrer os corredores daquelas casas de família, onde há muito não entramos e onde, no meio da estranheza, vamos encontrando objetos e coisas que conhecemos.

Mesmo sem barcos, as palavras de Luís Filipe Maçarico não são estranhas a este ambiente.

LUA CHEIA EM DJERBA
O barco de vela latina
Desliza na pel do mar
A noite vira do avesso
A maré de rumores e
A lua é um tambor
De luz embalando
O sono das palmeiras



PATRIMÓNIO E INOVAÇÃO - COISAS QUE ACONTECEM

Semana do Património em Moura

A Semana do Património, em Moura, realiza-se entre 18 e 25 de maio.
A Câmara Municipal de Moura realiza esta iniciativa que pretende promover e dinamizar os diferentes núcleos museológicos e divulgar o património local. Para concretizar tais objetivos, o município preparou um programa com diferentes atividades que se iniciam a 18, data em que se assinala o Dia Internacional dos Museus, com a atuação dos grupos corais infantis da Porta Nova e do Sete e Meio, no Lagar de Varas do Fojo, às 20:30.
De 18 a 25 de maio, decorrem duas iniciativas: “Pintar a História” – ateliê de pinturas com pigmentos naturais, no Museu de Arte Sacra, destinada a alunos do 1.o ano do ensino básico; e visitas guiadas à exposição “Água, Património de Moura: identificação de um concelho”, no Museu Municipal, para alunos da educação pré-escolar.
No dia 20 de maio, às 16:00, no Cine-Teatro Caridade, realiza-se o teatro infantil “Os Três Mosqueteiros”. No mesmo dia, entre as 21:30 e as 23:00, os núcleos museológicos da cidade estarão abertos à população, para a “Noite dos Museus”, que contará também com um concerto de viola por João Nunes, na Igreja de São Pedro.
No domingo, 21 de maio, às 09:30 realiza-se o roteiro “Dá-me uma gotinha de água” e, à mesma hora, o workshop “Ceras Perdidas”, no Museu Alberto Gordillo, ministrado pelo próprio.
Refira-se que as inscrições para as atividades sujeitas a tal devem ser realizadas através dos seguintes contactos: museu.municipal@cm-moura.pt ou 285 253 978.

O GABINETE DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOURA


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A PROPÓSITO DE ESCULTURA DA/NA NATUREZA

O recente desaparecimento de Alberto Carneiro (1937-2017) motivou um conjunto de textos sobre a sua obra. No jornal "Público" era referido como "inventor de mundos, escultor da natureza".

Do site da RTP:
"Foi um grande mestre, um grande professor também, amigo de gerações de jovens artistas, e é uma referência maior e foi um lutador extraordinário contra a doença, na última década, e cumpriu um destino fantástico", disse à Lusa Raquel Henriques da Silva, que trabalhou por diversas vezes com o escultor.
Para a historiadora, são várias as razões pelas quais Alberto Carneiro é uma figura absolutamente fundamental da escultura em Portugal no século XX.
Desde logo, destaca a importância que o escultor deu à sua proveniência, tendo trabalhado em adolescente numa oficina de santeiro, na região norte do país, de onde era oriundo, onde se produziam santos, quer de madeira para o altar, quer de pedra para o exterior.
"Esse trabalhar da madeira durante a sua adolescência foi sempre algo que o Alberto salientou. Não que ele fosse um autodidata, porque, já mais velho do que é costume, entrou na Faculdade de Belas Artes, então Escola de Belas Artes do Porto, onde fez o curso com bons resultados", afirmou.
Raquel Henriques da Silva destacou ainda como muito importante para o percurso do escultor uma bolsa que obteve, no final dos anos 1960, que lhe permitiu ir estudar para Londres.
É então que "ele, que vinha do talhe, de trabalhar a madeira pelo sistema de talhe, de ir roubando madeira à madeira, entra num processo criativo absolutamente sem retorno, absolutamente fundamental que o afasta desse processo tradicional e o lança numa fase muito diferente, em que a escrita desempenhará um papel importantíssimo", acrescentou.
Foi a partir de então que usa o conceito de escultura em campo expandido de Rosalind Krauss, "em que a escultura deixa de ser um monolítico e entra num processo de criação que é simultaneamente objetual, mas também performativo".
São desta altura as obras "O canavial: memória metamorfose de um corpo ausente" (1968) e "Uma floresta para os teus sonhos" (1970), por exemplo.
O escultor escreveu também "um manifesto que é um dos primeiros manifestos que se escreveram não só em Portugal como no mundo, sobre arte ecológica, sobre esta ideia de naturalidade dos materiais, esta presença da floresta e da árvore na sua exposição, que vão ser muito muito importantes, na produção" de Alberto Carneiro, acrescentou.
Em obras conceptuais como "O Canavial", o "esquema da montagem é o fundamental", destacou a ex-diretora do Museu do Chiado e do antigo Instituto Português de Museus.
"Para ele a obra é o esquema muito detalhado da construção da obra. A peça é um esquema, quando se quiser montar de novo monta-se a partir do esquema", explicou.
Raquel Henriques da Silva salientou ainda que, a partir dos anos 1980, Alberto Carneiro regressou ao talhe, "não manual mas com máquinas", tendo "neste último período de vida deixado peças de capacidade poética e de uma qualidade da madeira extraordinária".

Alberto Carneiro foi um dos nomes que mais "abriram novos caminhos para a prática artística em Portugal", na segunda metade do século XX, destaca a biografia do escultor, publicada no `site` do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado.

"Mandala del Parque" (Quito, Equador)


Ao regressar ontem, ao final da tarde, à Câmara Municipal deparei com estas estruturas numa unidade industrial abandonada. Foi então que me lembrei de Alberto Carneiro.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

E EM MOURA...

E em Moura há outras obras. Não são só estas, mas por estas passei ao final da tarde. A importância de ter um novo espaço para a área operacional da CMM. A importância de preparar um espaço de recreio numa escola. Não nos desviaremos, por um só momento, das tarefas que definimos.


E, NO SOBRAL, A ESTRADA TAMBÉM AVANÇA

A ligação entre a estrada nacional e aldeia está em obras. É agora. Nem sempre as coisas se fazem na velocidade que gostaríamos, mas fazem-se com o empenho de sempre. Na procissão de final de junho faremos o caminho com a alegria de sempre, mas com outro conforto.

A REABILITAÇÃO AVANÇA, COM TODA A CONFIANÇA

Igreja Paroquial de Safara, hoje, às 14:08. A fachada está devidamente tratada. Em breve os andaimes passarão para as laterais. Isto vai. Com determinação, com conhecimento e com gente qualificada.

A Câmara Municipal de Moura em defesa do nosso património.

terça-feira, 16 de maio de 2017

OH PÁ, A SORTE DE VIVER NOS BAIRROS SOCIAIS E SER VISITADO PELA SÔDONA ASSUNÇÃO CRISTAS...

ASSUNÇÃO CRISTAS - "tenho calçado botas e calças de ganga muitas vezes para estar nos bairros sociais, junto das pessoas (...)"

Variantes do outfit de AC para visitar bairros sociais:




A FEIRA - VISTA E REVISTA

Não é segredo para ninguém aqui no burgo que gosto das feiras. E que gostei de ter sido vereador com essa responsabilidade direta. As feiras representam um imenso esforço de todos os setores da Câmara Municipal. Marcação de lugares de estacionamento, montagem de palcos, manutenção e limpeza, montagem de exposições e de estruturas, organização de colóquios, espetáculos musicais, de tudo um pouco se nos depara. A organização funciona francamente bem, sem hiatos nem paragens nem barafundas. Registo-o com agrado, porque isto é o resultado dos esforço de um imenso coletivo, que envolve a autarquia, os outros membros da comissão organizadora, a PSP, os feirantes, os expositores, as associações etc.

Um motivo de orgulho. Dias de trabalho e de diversão. Aqui fica um registo pessoal, e uma vez que de um blogue pessoal se trata:

Exposição de entrada - a evolução do espaço da feira, desde 1980.

Intervenção de abertura.

Ouvindo a Banda do CRAM "Os Leões".

Próxima paragem: FECIEX, em Badajoz.

A grande fotografia de Natureza: Dinis Cortes, Luís Quinta, Pedro Narra e Pinto Moreira.

Com um velho amigo, João Luís Costa, e mais o nosso VP.

Educação ambiental.

Visitando as tasquinhas: primeiro momentos de boa disposição...

Momento Mister Ed...

Exposição de equídeos.

O magnífico beberete preparado pelos alunos da Escola Profissional.

A rapaziada do Gabinete de Informação não dá tréguas...

E mais dois amigos: Rafael Reis e Hélder Lima.

Com a nossa Comissão de Festas, sempre!

Jovens afincados (e um professor atento)...

Almoço na Comissão de Festas de Moura.

XII Fórum da Escola Nacional de Caça, Pesca e Biodiversidade.

Batismo a cavalo.

Abalroando o colega Vitor Combadão.

Abalroando o colega Fábio Moreira.

Inquirição pública "quando abre o skate-park?"

Entrega de Prémios - Empresário e Jovem Empresário.

Na Casa do Benfica, with friends...

Selfie, depois da vitória.

Prémios - concurso de pesca.

Prémios - regata.

Prémios - Prova de Santo Huberto.

Sevilhanas.

Prémios - Ética nas redes sociais.

Desfile de moda.

Maganando...

Exposição - Salão dos Premiados.

Ludoteca.

E foi assim.