sexta-feira, 21 de julho de 2017

MNEMÓNICO

O Dia da Memória foi ontem. Passagem por obras e por sítios importantes para a preservação da nossa memória coletiva. Não há futuro sem a valorização dessa memória. É importante também perspetivar novas obras e novos caminhos. É isso que se faz, sem corta-fitas nem carnavaladas em cima das eleições.

Reabilitação da igreja de Safara - fim à vista

Reabilitação de uma casa na Mouraria:
a função habitacional como opção primeira nos bairros históricos

Reabilitação do Pátio dos Rolins:
a função habitacional como opção primeira nos bairros históricos

Pátios dos Rolins - placa comemorativa

Novas iniciativas:
Casa da Juventude no antigo bar do castelo.
5000 anos de mineração no concelho de Moura.
Moura imaginada - projetos não concretizados

Lançamento do livro

Fábio Moreira (fotografia) e Joaquim Oliveira Caetano (texto)

Edifício dos Quartéis - placa comemorativa

Visita ao Bairro do Carmo - concurso para a obra a decorrer
525.000 € de investimento

Visita ao Bairro do Carmo - confiança no futuro
A obra arrancará no próximo outono

Bairro da Mouraria - placa dos prémios
atribuidos a esta intervenção 

Casa dos Poços - inauguração

UMA PONTE PERTO E LONGE DEMAIS

Perto para os ligeiros, longe para os pesados. Não há alternativa e a ponte tem mesmo de fechar para estes últimos até meados de setembro. Uma intervenção de reforço de estrutura que custa mais de 200.000 euros. A Ponte do Coronheiro, mesmo à saída de Moura, verá a sua vida prolongada e passará a permitir, em condições de segurança, a circulação de peões.

Mais uma obra com comparticipação comunitária. Mais uma etapa que é vencida, mais um momento importante neste percurso.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

O CEU FEÉRICO DA AMARELEJA

A austeridade impera. No centro há alguns palacetes, das famílias mais ricas da Amareleja. As casas são simples. Um pouco menos simples e um pouco menos austeras, nos dias de hoje. Mas antes eram quase todas iguais. Fachada com porta e uma ou duas janelas, num primeiro jogo de simetria. Corredor, quartos de um lado e do outro, cozinha, quintal ao fundo. Taipa e caniço, telha mourisca. Cal por toda a parte.

(Excerto de um texto a publicar, dentro de semanas, num livro sobre a Amareleja)

Fachada na Rua Nova de Barrancos, hoje (10:54)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

MOURA IMAGINADA

Tentei, durante alguns anos, levar a cabo este projeto. Dei-lhe o nome, um tanto cabalístico, de A CIDADE QUE NUNCA EXISTIU. Depois vieram muitas outras coisas e acabei por não conseguir avançar. De que se tratava? De mostrar os projetos, de urbanismo e de arquitetura, que não tinham sido concretizados. Ou seja, a existência de uma cidade fantasma, que ficara para lá da realidade, deveria ser explicada e traduzida para todos.

Eis que surge o arq. João Catarrunas propondo-se auxiliar-me neste projeto. Ou seja, seria meu assistente. Não pensei duas vezes. Passei-lhe o projeto, que ele desenvolve agora de forma autónoma. Em setembro haverá exposição. Do ponto de vista técnico serei apenas o anfitrião. Todo o trabalho de investigação e de construção do projeto pertencem ao meu amigo João.

Arranjo paisagístico (nunca concretizado) do
Castelo de Moura (c. 1980)

terça-feira, 18 de julho de 2017

KIM IL-SUNG REVISITADO

Recebi, há dias, esta extraordinária proposta. Uma empresa apresentou à Câmara de Moura um modelo de caderno para ser distribuído aos estudantes do concelho. Na capa constaria a referência à oferta e uma foto tipo-passe do presidente. Nem mais nem menos. É assim que se corta na despesa. A proposta foi direitinha para o arquivo.


ATERRANDO...

Festas, iniciativas camarárias, livro da Amareleja, Dia da Memória, lançamento de empreitadas etc. Algo teria de ficar para trás. Ficou o blogue... 1, 2, 3, 5, 8, 13, 14, 15, 16, demasiadas falhas de uma só vez. Nada acontece por acaso.

Retome-se o caminho, avenida acima.


HORIZONTE

HORIZONTE

En una tarde clara y amplia como el hastío,
cuando su lanza blande el tórrido verano,
copiaban el fantasma de un grave sueño mío
mil sombras en teoría, enhiestas sobre el llano.

La gloria del ocaso era un purpúreo espejo,
era un cristal de llamas, que al infinito viejo
iba arrojando el grave soñar en la llanura...
Y yo sentí la espuela sonora de mi paso
repercutir lejana en el sangriento ocaso,
y más allá, la alegre canción de un alba pura.

Antonio Machado veio em meu auxílio. Aproxima-se a linha do horizonte. Mais dois meses  e meio e este percurso  autárquico está encerrado. O texto evoca-me Golden Gate, uma fotografia de Richard Misrach (ou vice-versa). Não quero pensar em leituras maliciosas. Basta-me um qualquer quiet gate... 


segunda-feira, 17 de julho de 2017

DIA DA MEMÓRIA - 20.7.2017

Valorizar o passado e perspetivar o futuro.

É essa a finalidade do DIA DA MEMÓRIA, que terá lugar na próxima quinta-feira. O programa segue mais abaixo. Fecham-se dossiês (Pátio dos Rolins, igreja de Safara...) e iniciam-se outros. Sublinha-se, em particular, a importância do passado desta nossa terra. Um momento especial será o da apresentação do livro do Joaquim Oliveira Caetano. Um estudo de elevada qualidade, que valoriza ainda mais a igreja do Espírito Santo.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

CASA DOS POÇOS

Os bocais de poço em exposição nesta casa têm origem nos do período islâmico. Dois deles pertenciam a habitações e foram encontrados no local de utilização. O outro foi encontrado durante a realização de trabalhos arqueológicos. Os motivos decorativos deste último, de tradição antiga (alguns são semelhantes aos que encontramos em peças dos séculos IV-III a.C.) foram gravados com uma estampilha de madeira.
Estes três bocais datam dos séculos XIV-XV. Tratam-se, provavelmente, de peças de fabrico local. Podem também ser provenientes de olarias andaluzas. A importação de cerâmica era comum neste período. Foram encontrados em Moura materiais de fabrico granadino e valenciano, com datação entre os séculos XII e XIV.

Há paralelos conhecidos para os poços de Moura em Córdova, em Sevilha e num museu em Buenos Aires.





O texto que acima reproduzi é um dos que integra os painéis da Casa dos Poços (projeto desenvolvido conjuntamente com as colegas Marisa Bacalhau e Vanessa Gaspar). Inaugura dia 20, à noite. Para tirar partido da luz da Mouraria e da iluminação do sítio.

Projeto - arq. Nuno Moquenco.

terça-feira, 11 de julho de 2017

THIS SPORTING LIFE (sporting, mas não muito...)

Houve prática desportiva, mas alheia, na realidade...

Foram, em todo o caso, dias muito preenchidos. Mantenho, desde o primeiro dia, a ideia que é obrigação os eleitos estarem disponíveis a 100%. E estarem sempre presentes nos atos, de maior ou de menor envergadura, que se realizam no concelho.

De quinta a domingo:

Caminhada - Liga Portuguesa Contra o Cancro

Exposição fotográfica - ERVANÇUM

Com o camarada e amigo João Ramos.

Corrida de carretas - eis o vencedor: Luís Dionísio.

À do Zé Rocha.

Entrega de prémios - torneio de futebol organizado pelo Povoense.

Com a equipa vencedora (Padaria Neves).

Com os segundos classificados (Café Ginja).

segunda-feira, 10 de julho de 2017

UM NOVO CARMO

Dia 10 de julho, 11 horas. Foi assinado o memorando de entendimento entre cinco entidades (Direção-Geral do Tesouro e Finanças, Direção-Geral do Património Cultural, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Turismo de Portugal e Município de Moura) que permite avançar com um projeto de reabilitação para o Convento do Carmo. É o início de um caminho que espero ver concluído dentro de uns anos. Já não me atrevo a apontar um término para este processo, mas seria excelente que estivesse concluído em 2021 ou 2022.  Veremos... Fizémos o que nos competia. Isso mesmo foi sublinhado pela Secretária de Estado do Turismo que referiu que a iniciativa tomada pela Câmara de Moura foi decisiva. Disse ainda, e esse ponto é importante para a autarquia, que fomos o primeiro município no País a ter um imóvel incluído no REVIVE. Até então só os edifícios do Poder Central integravam este programa. Foi uma coisa que gostámos de ouvir.

Em cima: a nossa Comissão de Festas, convidados especiais na cerimónia.
Em baixo (da esquerda para a direita): Teresa Monteiro (vice-presidente do Turismo de Portugal),
Pe. José Manuel Guerreiro Fachadas, Ana Mendes Godinho (Secretária de Estado do Turismo),
o autor do blogue, Ana Paula Amendoeira (Diretora Regional de Cultura do Alentejo) e
Francisco Cerejo (Presidente da Assembleia Municipal).

domingo, 9 de julho de 2017

O DEUS DE DRUMMOND

Esta fotografia gera unanimidade. Ninguém gosta dela. Bom, eu gosto. Não por ser minha, mas por recordar o momento solitário em que a fiz e em que, ao contrário do que é hábito, decidi que a escureceria até deixar visíveis só os juncos iluminados pela luz do fim da tarde. Lembrei-me dela ao ler há pouco alguns poemas de Drummond de Andrade.


Deus Triste

Deus é triste. 

Domingo descobri que Deus é triste 
pela semana afora e além do tempo. 

A solidão de Deus é incomparável. 
Deus não está diante de Deus. 
Está sempre em si mesmo e cobre tudo 
tristinfinitamente. 

A tristeza de Deus é como Deus: eterna. 

Deus criou triste. 
Outra fonte não tem a tristeza do homem. 

Carlos Drummond de Andrade in "As impurezas do branco"