quinta-feira, 14 de junho de 2018

E AS MARCHAS, SENHOR?

O Santo António já passou. E Alfama ganhou, de novo.

As marchas foram "inventadas" por um cineasta ligada ao Estado Novo. José Leitão de Barros foi, por sinal, uma grande cineasta.

Depois do 25 abril desapareceram. Regressaram nos anos 80. Com visível sucesso. Por serem um produto do fascismo deveriam ter desaparecido de vez? Deveriam ter sido transformadas numa reflexão sobre a alienação das massas? Pergunto isto porque, à luz da interminável polémica à volta do Museu da(s) Descoberta(s), todos estes símbolos deveriam ser erradicados. Certo? Não, errado. Pela parte que me toca, não gosto de fascismos, mas gosto das marchas. Lisboa é linda? É.

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