sábado, 16 de fevereiro de 2019

VEZ ÚNICA

A Fundação Calouste Gulbenkian tem vindo a divulgar fotografias conservadas nos seus arquivos. São, quase todas, muito interessantes.

Em baixo está uma imagem do antigo Estádio José Alvalade, da autoria do Estúdio Horácio Novais. Houve alguns pormenores que me chamaram a atenção e que fazem parte da arquitetura de outros tempos, no que a equipamentos desportivos diz respeito.

Em primeiro lugar, note-se a presença do peão. Eram os bilhetes mais baratinhos e, claro está, sem número ou lugar marcado. Foi dali que vi o Portugal-Bélgica, em 11 de outubro de 1978. Foi a única vez que entrei em Alvalade. O jogo acabou empatado e só me recordo da grande exibição de Gerets. O peão daria, pouco depois, lugar a uma bancada semelhante às outras do estádio.

Outra curiosidade é a pista de ciclismo. Creio que em 1978 já tinha sido substituída pista de tartan, mas era neste velódromo que, em tempos, se fazia a apresentação das equipas que iam correr a Volta à Portugal. Em jeito de parada militar, com os ciclistas abraçados e pedalando em paralelo, uma equipa atrás da outra.

O Estádio José Alvalade foi projeto de Anselmo Fernández Rodríguez (1918-2000), arquiteto e treinador de futebol (!).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

POEMA ÚNICO

Tenho horror a má poesia. Mais que a má pintura ou a má fotografia. Por isso me atrevo a fotografar, mas jamais serei capaz de escrever um poema. Vem isto a propósito de um suposto poema de Sophia que andou pela net. Bastava um minuto de leitura mais atenta para perceber que se tratava de um apócrifo.

Subitamente, tive um calafrio. Recordei um "poema" que escrevi - sei lá porquê - aos 18 ou 19 anos. Numa altura em que nem sequer lia poesia - Gomes Ferreira, os românticos e pouco mais... - e em que não deveria ter ousado a tal. Recordei, com toda a nitidez, a pequena folha quadriculada. E que o texto era curto. Recordo também duas estrofes que não reproduzirei. A folhinha foi metida dentro de um livro. Já lá vão quase 40 anos. Primeiro pânico: que alguém a encontre. Segundo pânico: que a folha possa estar assinada.

Enquanto o "poema" único, literalmente único, permanece sepultado num justo esquecimento, é bem melhor ler Sophia. A verdadeira.

Os Amigos

Voltar ali onde 
A verde rebentação da vaga 
A espuma o nevoeiro o horizonte a praia 
Guardam intacta a impetuosa 
Juventude antiga - 
Mas como sem os amigos 
Sem a partilha o abraço a comunhão 
Respirar o cheiro a alga da maresia 
E colher a estrela do mar em minha mão

De um sítio que tem a ver com Amizade

A CDU NO PARLAMENTO EUROPEU

Os deputados da CDU em Estrasburgo são os mais assíduos e os mais trabalhadores?
A sério? Ai, mas que surpresa tão grande...
É claro que isso é omitido nos canais televisivos. É claro que os telejornais vivem de frases de grande efeito e não de seriedade e de trabalho.
Valorizar o trabalho, o empenho e a competência fazem parte de orientações que, na vida, procuro seguir. E já não devo mudar de opinião.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

ALVITO, DEPOIS DE AMANHÃ

Depois de Évora, o Alvito. Segundo passo da itinerância da exposição. Haverá mais dois, pelo menos. No Alvito, a montagem está terminada. Sábado será dia de passar por lá, antes de rumar mais a sul.


                

NOS SUBTERRÂNEOS DA NOTÁVEL VILA

Uma recente fotografia de Mário Romero Machado no facebook levantou uma série de questões. Todas interessantes, ainda que nem sempre com o devido enquadramento histórico. A fotografia, tirada a partir do Museu Gordillo, mostrava a Escola Conde Ferreira. Surgiram depois questões relacionadas com um subterrâneo existente no local. Entre outras hipóteses, falava-se em "termas romanas".

Vamos aos factos que conheço sobre o sítio. Outros haverá, seguramente.

Em 1970, obras realizadas nas oficinas da Auto Geral de Moura (entre as Ruas do Sequeiro e da Estalagem) puseram a descoberto um conjunto de sepulturas. Defendemos, o Artur Goulart de Melo Borges e eu, que se tratava de parte do cemitério islâmico de Moura. Os dados são topográficos, de orientação das inumações e de descrição do rito funerário.

Em 1987, obras de construção da garagem da APPACDM deixaram à vista uma entrada no subsolo que dava passagem para um túnel. Tornou-se depois claro que era uma estrutura perfeitamente definida, escavada no calcário da nossa terra. Tinha uma caleira perfeitamente definida e ia terminar na esquina da Rua da Estalagem com a Praça, tendo um monte de entulho, proveniente de uma habitação, no seu término. Participaram nessa breve sondagem, e peço desculpa por qualquer lapso, Isabel Martins, António Cunha, José Estevas, Carlos Rico, Susana Correia e Cláudio Torres.

Olhando um pouco de volta, e tendo em conta a cota dos terrenos e a localização da muralha seiscentista (meio torta e sem cumprir os cânones...), e tendo também em conta o aparelho da própria caleira, não foi difícil concluir:

1. Que a canalização é posterior à muralha, tendo sido feita já depois do abandono da fortaleza, ocorrido inícios do século XIX;
2. De facto, não seria possível a abertura de minas numa zona como aquela, que corresponde ao fosso da fortificação. Uma canalização inviabilizaria a presença da chamada "estrada coberta", que se sabe ali ter existido;
3. Provavelmente, a canalização foi construída para algum lagar que existiu nas imediações. Em que época? Arriscaria dizer que em meados do século XIX. O uso deve ter sido curto.

Nunca ali houve quaisquer termas, romanas, ou de qualquer outra época. O sítio ficou esquecido, até 1987.

O arranque das obras da APPACDM e a falta de meios técnicos, à altura, para se registar, levou a que se optasse pelo encerramento do túnel. Que não foi destruído e continua a ter acesso.

Do ponto de vista histórico, é um pequeno apontamento, que não adianta nada de substancial à história local.
Do ponto de vista turístico, o potencial parece-me ainda menor.


Verde - localização aproximada dos vestígios do cemitério islâmico
Vermelho - traçado aproximado da canalização
Azul - traçado aproximado da muralha do séc. XVII

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A CAMINHO DE ARACENA

Há já uns anos que não vou a Aracena. A última vez, recordo-o com toda a clareza, foi para ver uma corrida de touros. Desta vez, o âmbito será bem diferente.

Li, há dias, que os municípios de Aracena, Aroche, Moura e Serpa têm em marcha um projeto intitulado “Território Hospitalário: história medieval da raia”. Recebi, há poucas horas, um simpático convite do meu colega Eduardo Romero, de Aracena, para me juntar a este projeto, com uma conferência que irá ter lugar na vila serrana, na próxima primavera. Disse-lhe que sim, claro. Será a oportunidade para um resumo destes 30 anos de trabalho em volta da História e do Património do período islâmico. Moura, Serpa e mais além...

Curiosamente, os estudos históricos que reputo de mais interessantes sobre este território de "transição" não são de nenhum historiador ou arqueólogo. Refiro-me aos trabalhos do geógrafo João Carlos Garcia, que "leu" o sudoeste medieval como poucos o têm feito.

ARQUITETURA SUBLIMINAR - um post em forma de quizz

No meio da recolha de dados para um trabalho sobre a arquitetura do século XX, dou com este desenho. É a fachada da agência da Caixa Geral de Depósitos, em Mourão. Pensei "que raio, não é possível...". Há ali uma mensagem subliminar. Ou, em boa verdade, mais explícita que subliminar. Não há acasos. E o desenho parece-me evidente. Ou andarei a "ver coisas"?

É um trabalho de reabilitação, de final dos anos 80 do século passado. Tal como nos pedreiros medievais, que gravavam para a posteridade as suas marcas, também aqui ficou, para os vindouros, uma mensagem.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

TODA A POESIA DA CANTINA DO ISEG

Somos um País de Poetas! Ante várias hipóteses desinteressantes na cantina emergia, suavemente, a carne de vaca à rio tinto. Fiquei embalado pelas recordações da faixa piritosa ibérica e pelas memórias do longínquo Andévalo. Como somos um país de poetas, mas eu não sou, deixei-me levar pelo pragmatismo e inquiri o que era a carne à tio tinto. A simpática brasileira que nos atende repondeu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo (e era) "é carne com tomatji, claro". Pois evidentemente. Assim se me acabou a poesia, eram 12:25...


domingo, 10 de fevereiro de 2019

O ENVER HOXHA DA LAPA

E eu a pensar que estas votações só aconteciam nos partidos totalitários etc e tal. Santana Lopes foi eleito com 95,5% dos votos (0 votos contra). À atenção da TVI...

Mais divertido foi o Diário de Notícias classificar as patacoadas de mesa de café de PSL como um discurso "marcadamente ideológico". São estas coisas que iluminam domingos com pouco sol.

ELEMENTOS - AR 1

O japonês Issey Miyake (n. 1938) costuma produzir, ou esculpir, perfumes. Um dos seus trabalhos é esta impalpável escultura. O ar tomando forma. Dá-se aqui início à última série sobre os elementos na Arte. Eis que chega o Ar.



sábado, 9 de fevereiro de 2019

SEXTA-FEIRA NA MESQUITA

O desenvolvimento do projeto "Lisboa Islâmica" leva-me a sucessivas deslocações a diferentes pontos da cidade. As idas à mesquita central têm sido marcadas por um ambiente de fraternidade pouco usual nos dias que correm. Ontem, tive a oportunidade de percorrer todos os espaços, mesmo aqueles menos comuns para um visitante. A surpresa maior foi a existência de um bem apetrechado polidesportivo. Que é usado, em todos os dias da semana, por atletas do Sporting.

Assisti à prédica do sheik David Munir e à oração do dhur. Magicamente, o azul do céu estava quase do tom turquesa da cúpula.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A NOSTALGIA JÁ NÃO É O QUE ERA...

A exposição sobre as fotografias de Helena Corrêa de Barros (1910-2000) são um magnífico fresco sobre uma época que já não existe e sobre uma classe social que já não voltará. Sendo claro, os trabalhos de Helena de Barros são muito bons. E o toque nostálgico poderá ser o dos dias de hoje, não a forma lúdica como, decerto, ela os viveu. O mundo era então visto a partir de uma cota superior, de cima e não de frente.

Esta forma docente de ver o mundo está patente ao público no Arquivo Fotográfico de Lisboa.

Voltarei a Helena Corrêa de Barros, por causa das natureza mortas.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

MUITO MAIS QUE UM SIMPLES MOMENTO TIRIRICA

Fala-se em promotores do partido, mas ainda não consegui perceber, e pela leitura da imprensa, exatamente quem são.

Não é divertido e não dá vontade de rir. A votação que teve, nas presidenciais, e o que aí vem (com Tino de Rans e André Ventura no lote) não augura nada de bom. A desconfiança de muitos eleitores face aos políticos ditos tradicionais tem levado a isto. Claro que o resultado é, sempre!, pior que o dos políticos tradicionais. Mas depois de lá estarem, que interessa isso. Tino de Rans é útil. Veremos depois a quem e a quê.

DAS REPÚBLICAS DAS BANANAS ÀS DO CRUDE

Os Estados Unidos controlaram a zona das Caraíbas, através da United Fruits, com a ajuda da CIA  e com a conivência de militares amigos, como o General Cortés Vargas. Em dezembro de 1928 teve lugar a célebre Matanza de las bananeras. Centenas de trabalhadores morreram. A embaixada americana em Bogotá mandava telegramas para Washington garantindo "government would give adequate protection to American interests involved".

Mudam os tempos, a atitude norte-americana é a mesma. Sempre em nome da dimócraci e dos iumanrráites. Dos quais a Guatemala e as Honduras, por exemplo, são esplêndidos modelos.

Aposto que já muito poucos, mesmo entre a minha geração, se recordarão do nome de Maurice Bishop. E de como a dimócraci deu, em Grenada, lugar a um dos mais acabados exemplos do direito do mais forte à liberdade.

As crises venezuelanas são cíclicas. Fez agora pouco mais de 60 anos que muitos dos esbirros de Pérez Jiménez tiveram de prestar contas das tropelias feitas. E nem sempre as prestaram da forma mais pacífica...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

CRÓNICAS OLISIPONENSES - XXV

Quase, quase a terminar o guião da Lisboa Islâmica não me foi difícil localizar, na net, uma cópia da célebre imagem de 1575, assinada por Simon de Miranda, e hoje guardada no Archivio di Stato di Torino.

Como a investigação tem sempre uma componente lúdica, fui dar, pelo meio, com o anúncio de um curso (História Concisa do Porto). O qual, conciso assim, estava, garbosamente, ilustrado com uma planta das muralhas medievais lisboetas.

Deve ter sido culpa do informático. Ou foi um vírus. Or something, como diz uma jovem amiga minha.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

VOLTANDO A OZ

Ontem falou-se neste filme. Uma obra octogenária e que tem lugar fixo no meu panteão privado. Uma velha e querida amiga ofereceu-se para me costurar uma roupa, baseada neste filme, para o próximo carnaval. Aceitei, com uma reserva. De Dorothy não vou. Não é por preconceito. É que sou incapaz de andar de saltos altos...

Uma curiosidade:
Os sapatos eram vermelhos para se tirar partido do technicolor.

Um facto:
A filmagem foi caótica, com constantes substituições de realizadores. A maior parte do trabalho foi creditada ao controverso Victor Fleming (1889-1949), um funcionário da MGM tido como pró-nazi...


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

MARCAS DE PODER

No âmbito da preparação da Lisboa Islâmica, passei rapidamente por Moura. Nunca (!) tinha fotografado em condições a lápide da fonte. Que tem uma terra a ver com outra? Muito pouco. Mas há detalhe importante que une os dois sítios. Ambos apresentam marcas de um poder central que estava então entre Córdova e Sevilha. No caso de Lisboa, temos a lápide assinalando obras importantes na fortificação, em Moura está escrito que se mandou fazer o minarete da mesquita local. Uma e outra são peças de afirmação do poder.



domingo, 3 de fevereiro de 2019

CRÓNICAS OLISIPONENSES - XXIV

Duas vezes o 28. À ida para uma reunião no Castelo de S. Jorge reparei, no cimo da Calçada de S. Francisco, num letreiro dizendo PARAGEM. Uma memória de tempos idos. As paragens agora são assinadas de outra forma. E usando o respetivo número na aplicação do telemóvel sabemos o tempo de espera até ao próximo. Bom, mais ou menos, que a aplicação às vezes tem uns falhanços consideráveis...

VAI
E
VEM

À vinda, ficou tudo apeado no Camões. Havia uma bicha de "28", imobilizados por causa de uma colcha que viera voando e se foi enrolar no cabo elétrico. Uma colorida bagunça estendia-se pela Calçada do Combro e pela Rua do Poço dos Negros.

O final de tarde estava bonito, depois da chuva. Mais de três décadas volvidas, velhos ritmos foram retomados. Muita coisa mudou. O 28 está na mesma. Ainda bem que está na mesma.

QUANDO A CANETA FOGE PARA O CHINELO

João Miguel Tavares escreve bem e tem talento de cronista. E é também um pouco "desformatado", o que também dá jeito. Inevitavelmente, a desformatação de vez em quando desaparece e lá vem o mais puro dos reacionarismos. Veja-se este exemplo, de há uns dias:


Houve muita tortura a seguir ao 25 de abril? A sério??? E nomes dos torturados há? E relatos das torturas, também há?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

TORRE DO RELÓGIO DA AMARELEJA – pro memoria


Escrevi, no dia 1 de julho de 2016 (o tempo passa rápido), um texto neste jornal, sobre este assunto. É importante retomar agora o tema. Relembrar o que se passou. Porque foi um processo que esteve longe de ser pacífico.
As obras de recuperação de edifícios antigos têm uma sina. No fundo, há sempre quem queira, em simultâneo, que um determinado edifício seja reabilitado, seja modernizado, mas ficando na mesma. Uma coisa que, evidentemente, não é possível. Voltarei a este tema, mais adiante.
Recordo aqui a cronologia do que se passou:
Junho de 2014 - envio de proposta de protocolo à Comissão Fabriqueira e ao Bispo de Beja.
Abril de 2015 - assinatura de protocolo com a Comissão Fabriqueira de Amareleja.
Julho de 2016 - conclusão do projeto.
Setembro de 2016 - apresentação da candidatura para financiamento.
Fevereiro de 2017 - aprovação do financiamento.
Abril de 2017 - lançamento da empreitada.
Setembro de 2017 - assinatura do contrato da empreitada, um dos últimos que realizei antes das eleições autárquicas.
Qual o montante da candidatura? 496.028,76 euros.
Qual o montante de financiamento comunitário? 421.624,45 euros.
Qual o montante da responsabilidade da Câmara de Moura? 74.404,31 euros.
Escrevi, em julho de 2016 que o objetivo era “dotar a chamada Torre do Relógio de uma cobertura, a qual será parcialmente amovível, para permitir que se possa tirar partido das noites de verão; dotar o espaço de condições que permitam diferentes utilizações: religiosa, cultural (exposições, feira do livro etc.) e musicais”. Foi nessa direção que se caminhou.
A evolução da obra foi marcado por uma pequena polémica. A cobertura foi classificada como mamarracho. Onde é que se já se viu? Um teto metálico, num sítio daqueles… E aqui regresso às modernizações. Por vezes, há quem queira que fiquem as coisas como estavam. Algo que não é possível. Melhor que eu, o arq. Tiago Mota Saraiva poderá dar detalhes sobre esta questão. Em todo o caso, é claro que para o edifício ter novas funções e uma utilização permanente (e poder manter abertura no teto, para as noites de calor) não era possível deixa tudo como estava. Do ponto de vista arquitetónico, a solução é arrojada, moderna e adequada. Foi, e é, uma solução pensada para o futuro.
Do ponto de vista prático, o que se previa – e há um protocolo assinado e aprovado – era que a Câmara gerisse o espaço. Isso deveria ser feito em estreita articulação com os amarelejenses. Em quatro momentos do ano (Páscoa, Santa Maria, Nossa Senhora da Conceição e Natal), a Torre do Relógio seria destinado, em exclusivo, a iniciativas da Igreja. É esse, nesta data, o ponto em que as coisas estão.

A obra aproxima-se do fim. Constato-o com manifesta satisfação. Como repetidamente tenho escrito. Defendo o trabalho que realizámos, entre 2014 e 2017. E que criou condições para que a obra se realizasse. É possível fazer outras obras na Amareleja? Há outros projetos? Ótimo. Venham eles. A Amareleja merece.

Texto publicado hoje, em "A Planície"