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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

LUTA ECONÓMICA E AMBIENTAL

Os pescadores prestam, e até agora ninguém explicou a razão contrária, um serviço ao Ambiente. E são dinamizadores da atividade económica. Então, qual é que é o problema? E porque carga de água estão a ser penalizados?

É nestas alturas que os poderes políticos e públicos têm de vir à linha da frente. Ou isso dá muito transtorno?

sábado, 27 de junho de 2020

AMIANTO NAS ESCOLAS - MOURA FICA DE FORA

O Governo lançou recentemente um programa que visa eliminar as coberturas de amianto existentes em estabelecimentos de ensino. Uma medida positiva, já anunciada em novembro passado. No distrito de Beja serão abrangidas as seguintes escolas: Aljustrel – Escola Secundária de Aljustrel (Aljustrel), Escola Básica e Secundária Dr. João Brito Camacho (Almodôvar), Escolas Básicas de Santiago Maior e Mário Beirão (Beja), Escola Básica e Secundária José Gomes Ferreira (Ferreira do Alentejo), Escola Básica e Secundária de São Sebastião (Mértola) e Escolas Básicas de Abade Correia da Serra (Serpa) e n.º 1 de Vila Nova de S. Bento (Serpa).

Moura fica de fora? Sim. Já não há escolas básicas nessas condições. Durante o mandato autárquico 2013/2017 procedemos à remoção das coberturas com amianto. Um investimento substancial, feito em nome da segurança, e que abrangeu escolas e o pavilhão gimnodesportivo.

Está tudo feito? Não. Neste momento, falta substituir esse tipo de coberturas no pavilhão de exposições e na escola profissional. Estou certo que esse passo está a ser preparado.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

RECICLAGEM E CIVISMO

A fotografia foi feita às 11:02:54 (os telemóveis são o nosso big brother de bolso). Junto à rotunda, em Mértola, o "espetáculo" era este. Sem justificação alguma. Os serviços da RESIALENTEJO fazem a recolha com regularidade e há muito que deixei de andar de ecoponto em ecoponto, à procura de espaço. O "azul" estava praticamente vazio. Bastaria um pouco de trabalho e isto não teria acontecido. Quem ali despejou os cartões fê-lo para não ter trabalho e para não se incomodar.

Bonito serviço!

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O CROCODILO OU "À TERCEIRA É DE VEZ"

Em 1972 foi o leão de Rio Maior. Em 2014 haveria um tigre à solta em Paris. Nada, eram rumores. Agora, parece que é a sério. Anda um crocodilo-do-nilo nas águas do Douro. Ainda está em fase de crescimento (atinge cerca de 4 metros na idade adulta), mas já representa perigo.

Mas quem, meu Deus!, é que se lembra de ter um crocodilo como animal doméstico? Essa é a pergunta que toda a gente que ouve a notícia se coloca.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

NÃO É MARQUÊS DE POMBAL QUEM QUER

Ao fim de todo este tempo, ainda não percebi, e sem ponta de ironia o digo, qual a agenda e o caminho do Ministro do Ambiente. O discurso é, com frequência, errático e disparatado. A última ideia apresentada, defendendo a mudança de aldeias de sítio, é o exemplo acabado da sobranceria urbana. Muito antes de se emitirem juízos de valor sobre a localização de aldeias nas margens do Mondego, haveria que reequacionar a localização da maior parte das urbanizações à volta de Lisboa. O que aconteceu em 1967 e, em menor grau, em 1983, não foi fruto do acaso. As inundações cíclicas nas baixas do Porto, de Águeda ou de Albufeira ainda não levaram a que se equacionasse um mudança de sítio de qualquer dessas cidades. Que há erros de planeamento acumulados é coisa de que não se duvida. Que sejam os aldeãos das margens do Mondego a pagar as favas é que não me parece lá muito justo.

Registei também, com grande interesse, a celeridade do governo em reparar os diques e repor a situação antes existente. Não tivemos a mesma fortuna, no Sobral da Adiça. A obra ficou, toda ela, a cargo da Câmara de Moura. Um processo marcante e que (me) deixou fundas cicatrizes.

João Matos Fernandes, um especialista em transportes, vai fazer tudo o que se propôs? Da reparação dos diques, falaremos daqui a dois meses. Quanto à mudança das aldeias, é pouco provável que aconteça. Afinal, não é Marquês de Pombal quem quer.

Obra de  Louis-Michel Van Loo (1705–1771) e de Claude Joseph Vernet (1714–1789).
Está na Câmara Municipal de Oeiras

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

ARRÁBIDA

Não imagino o que sentiria Sebastião da Gama (1924-1952) nos nossos dias. O drama da Arrábida tem décadas. Muitas das nossas "elites", que tanto gostam das coisas avançadas e modernas que se fazem "lá fora", pouco ou nada dizem. Silva Porto (1850-1893), que pintou este recanto do Portinho da Arrábida (aquele toque do pormenor vermelho dos naturalistas 😊), arrepiar-se-ia ao ver a fábrica do cimento.

Agora, são as dragagens. A APA admite que a intervenção "irá criar desequilíbrios na dinâmica natural do delta do estuário do Sado, gerando impactes negativos, diretos e indiretos". E nós não podemos deixar de pensar "mas afinal?...".


Dia 19 há votação na Assembleia da República. Não vai dar nada, bem entendido.



Desabrochar

Tudo se passa,
quando a Manhã nasce na Serra,
como se uma flor abrisse
e pelo ar 
o seu perfume subisse ...



quinta-feira, 9 de agosto de 2018

LEMBRAM-SE DO PETGÓLEO VEGDE?

Sim, os eucaliptos. Eram a salvação. Assim o garantia o ministro Miga Amagal.

Viu-se...

sábado, 25 de novembro de 2017

FALHOU TUDO

Não sou, decerto, nada original. O grande tema de hoje são as cheias da noite de 25 para 26 de novembro de 1967. Recordo as reportagens da RTP, vistas na casa de um vizinho, por entre os comentários desalentados dos mais velhos.

Por entre a censura, escapavam-se números (400, 500, 700 mortos, nunca se chegará a saber o número preciso).

Falhou tudo.

A Proteção Civil.
As comunicações.
A capacidade de resposta das autoridades.
O planeamento, que não houve e que só veio agravar a noite de chuva imprevista e furiosa. Casas e barracas construídas em leitos de cheia foram levadas pelo mar de lama.

Gonçalo Ribeiro Telles explicou porque é que o improviso lusitano tudo agravara. Deixou indicações sábias e oportunas. Ninguém lhe passou cartão. No início dos anos 80 a cena repetiu-se, com consequências felizmente muito menos graves.

Em 2017, o fogo choveu em Portugal. Falhou tudo.

A Proteção Civil.
As comunicações.
A capacidade de resposta das autoridades.
O planeamento, que não houve e que só veio agravar a seca prolongada. Casas construídas no meio da floresta foram levadas pelo mar de fogo.

Portugal mudou muito em 50 anos? Mudou muito e para muito melhor. Onde continuamos a falhar? Na (in)capacidade de organizar as coisas essenciais, na visão de longo prazo, na falta de vontade ou de coragem em resistir aos "jeitinhos", aos "favorzinhos", às "coisas pequeninas" que é preciso ir resolvendo.

As coisas não acontecem por acaso. Continuaremos assim, porque assim somos. Entre muitas coisas positivas teve esta coisa terrível do improviso e da falta de capacidade de séria organização.




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

QUANDO O ARDILA SECOU

Estas espantosas imagens datam de 9 de outubro de 2005. Havia eleições autárquicas nesse dia e eu tinha a firme a convicção que iriamos perder por causa da falta de água. O Ardila secara. Secara à maneira dos rios norte-africanos. Que, de algum modo, o Ardila também é. Secara mesmo, de todo. Nem uma gota de água no leito da ribeira. Que era o ponto de abastecimento para o consumo humano de cerca de 40% dos habitantes do concelho de Moura.  Boa parte da população continuava, a despeito de contínuos e angustiados apelos, a consumir alegremente, como se nada se passasse.

As crises são cíclicas. O nosso padrão de consumo é que se alterou radicalmente no decurso das últimas décadas. Felizmente, a nossa atenção aumentou. No início dos anos 80, no meio de uma seca preocupante, a imprensa estrangeira falava desse problema em Portugal. Dentro de portas, a Pátria divertia-se com um boato que corria sobre uma suposto ato sexual envolvendo um futebolista de origem guineense e uma cantora... Hoje, o tema não interessaria ninguém.

É dia 20 de novembro e continua sem chover.

Um Dia de Chuva

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.

Alberto Caeiro - "Poemas Inconjuntos"

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

MOURA - MELHOR AMBIENTE

Divulgando, com prazer, duas intervenções que estão em curso em Moura:

1. A substituição da cobertura do Pavilhão Gimnodesportivo, a que se seguirá a renovação do pavimento. Em dezembro, teremos um pavilhão renovado e melhorado. A obra tem um custo global que ultrapassa 200.000 euros. O telhado, em fibrocimento, não apresentava risco para a saúde pública. A sua destruição parcial, durante uma intempérie, obriga, contudo, a uma completa renovação.
Conclusão da obra: dezembro de 2015.

2. A construção de um viveiro, capaz de dar condições de trabalho adequada ao setor do jardins. Trata-se do culminar de um processo, pelo qual todos lutámos. Do jardim se passou para um quintalão, onde com esforço, se improvisou o que era possível. Agora, as condições passam a ser outras. Para benefício de todos.