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domingo, 30 de agosto de 2020

MUDEJAR CONIMBRICENSE

Uma parte do passado de Coimbra continua por valorizar, de forma global e assertiva. Cidade mediterrânica mais a norte, talvez uma certa vertente fradesca tenha contribuído para ocultar a presença do sul islâmico. Poucos conhecem a inscrição em língua árabe nos muros da Sé Velha, tal como é globalmente desconhecida a presença impactante dos azulejos sevilhanos no seu interior. O Museu Nacional de Machado de Castro tem, felizmente, um teto mudejar em exposição. O teto não pode ser deslocado do sítio. Mas há outros fragmentos, que serão vistos em Lisboa, que ilustram bem um período e uma arte.



sábado, 29 de agosto de 2020

PORFÍRIO PARDAL MONTEIRO, NA RUA PRIOR DO CRATO

Retomo a Volta a Portugal. Quarta paragem do primeiro dia: Rua do Prior do Crato. Com um nome grande da arquitetura portuguesa no século XX. Porfírio Pardal Monteiro começou a trabalhar, ainda muito jovem, na Caixa Geral de Depósitos. Desenhou quatro edifícios, que conheceram diferentes destinos:

Beja - é hoje uma capela da Igreja de Santa Maria.

Setúbal - demolido.

Alcântara - mantém-se em funções, muito modificado, mas com muitos traços originais, também.

Porto - mantém-se em funções.


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

DUARTE DARMAS - O SITE E OS APOIOS


Aos poucos, o projeto (promovido pela MULTICULTI, e do qual sou autor) toma forma. O site agora tem o formato definido, com as cinco secções que o compõem. Dos 20 castelos, estão registados 13 (até final do mês de agosto essa tarefa estará terminada).

Para já, está aberta a secção onde se reproduzem as imagens desses 20 castelos, segundo foram vistas por Duarte Darmas, há cerca de 500 anos. Quais são os sítios abrangidos?

Alandroal
Alpalhão (Nisa)
Arronches
Assumar (Monforte)
Campo Maior
Castelo de Vide
Elvas
Juromenha (Alandroal)
Mértola
Monforte
Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
Montalvão (Nisa)
Moura
Mourão
Nisa
Noudar (Barrancos)
Olivença
Ouguela (Campo Maior)
Serpa
Terena (Alandroal)

O site tem também uma secção consagrada aos apoios. Ou seja, às entidades que tornaram possível este projeto e a quem é devido reconhecimento e agradecimento:

Apoios financeiros
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo
Caixa Geral de Depósitos
Turismo de Portugal
Direção Regional de Cultura do Alentejo
Continente
Cafés Delta
Câmara Municipal de Barrancos
Câmara Municipal de Campo Maior
Câmara Municipal de Castelo de Vide
Câmara Municipal de Elvas
Câmara Municipal de Mértola
Câmara Municipal de Mourão
Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz
Câmara Municipal de Serpa

Parcerias institucionais
Arquivo Nacional da Torre do Tombo / DGLAB
Turismo do Alentejo / ERT
Resialentejo
  

quinta-feira, 16 de julho de 2020

PORTUGUÊS SUAVE

O "português suave" tem sido um dos meus embates regulares das últimas semanas. Vou-me cruzado com ele um pouco por toda a parte: Chaves, Vila Nova de Famalicão, Porto, Faro, Bragança, Caminha, Loulé... Compreendo a rejeição que o estilo provocou, na altura. E o combate que lhe fizeram, pela ligação próxima ao Estado Novo. Mas a verdade é que muitos destes edifícios são funcionais e têm qualidade de construção. Os arquitetos que os desenharam não eram gente desqualificada... Não raro, são construções que ficaram melhores depois de velhos que na juventude.

Um deles, o do desaparecido Monumental, era bem melhor que o inexpressivo bloco que agora ali se vê.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

WWW.DUARTEDARMAS.COM - dia 1

Arrancou e já há site: www.duartedarmas.com. É só a capa, mas dentro de semanas começará a ser preenchido. Até ao final do ano, o projeto estará terminado. Uma longa caminhada (iniciada em 2004!), que agora se aproxima do fim. Como eram, como são. Com a ajuda de um drone.

São vinte os sítios abrangidos:

Alandroal
Alpalhão (Nisa)
Arronches
Assumar (Monforte)
Campo Maior
Castelo de Vide
Elvas
Juromenha (Alandroal)
Mértola
Monforte
Monsaraz (Reguengos de Monsaraz)
Montalvão (Nisa)
Moura
Mourão
Nisa
Noudar (Barrancos)
Olivença
Ouguela (Campo Maior)
Serpa
Terena (Alandroal)

segunda-feira, 13 de julho de 2020

LINHAS CRUZADAS

Um mês volvido, 83 edifícios visitados, 4.000 imagens depois do início, vincam-se-me convicções. Que podem não estar certas. Não gosto de traços desnecessários. Nem dos barroquismos. Os edifícios "de antes" não pioraram com o tempo, antes pelo contrário. Octávio Lixa Filgueiras, João Simões, Manuel Fernandes de Sá tinham visões interessantes sobre o que pretendiam concretizar. Só o antigo é bom? Nem pensar. Em tempos recentes houve/há Carrilho da Graça, Manuel Tainha, Gonçalo Byrne.

Uma certeza: os materiais usados outrora eram de uma qualidade superlativa. Os de hoje são uma completa fancaria.

A primeira manga da Volta a Portugal está concluída. Ganhei uma inesperada experiência. E, à custa de tantos ares condicionados (que detesto), uma infernal otite.

sábado, 11 de julho de 2020

... FICA NO NORTE E É VILA DO CONDE

Há muitos anos que não ía a Vila do Conde. A passagem foi rápida, para fotografar um edifício desenhado pelo prolixo Octávio Lixa Filgueiras (1922-1996). Ao vivo, gostei bem mais do que os alçados vistos no arquivo, devo dizer.

À chegada, um taipal da autarquia tinha um excerto de um poema de Ruy Belo (1933-1978), dedicado a Vila do Conde. É, creio, uma das mais bonitas declarações de amor a um sítio.

Nem o arquiteto nem o poeta eram de Vila do Conde, por sinal.


O lugar onde o coração se esconde
é onde o vento norte corta luas brancas no azul do mar
e o poeta solitário escolhe igreja pra casar
O lugar onde o coração se esconde
é em dezembro o sol cortado pelo frio
e à noite as luzes a alinhar o rio
O lugar onde o coração se esconde
é onde contra a casa soa o sino
e dia a dia o homem soma o seu destino
O lugar onde o coração se esconde
é sobretudo agosto vento música raparigas em cabelo
feira das sextas-feiras gado pó e povo
é onde se consente que nasça de novo
àquele que foi jovem e foi belo
mas o tempo a pouco e pouco arrefeceu
O lugar onde o coração se esconde
é o novo passado a ida pra o liceu
Mas onde fica e como é que se chama
a terra do crepúsculo de algodão em rama
das muitas procissões dos contra-luz no bar
da surpresa violenta desse sempre renovado mar?
O lugar onde o coração se esconde
e a mulher eterna tem a luz na fronte
fica no norte e é vila do conde

sexta-feira, 10 de julho de 2020

PERFÍDIA

Chamaram-me, há dias, a atenção para um texto num grupo de uma rede social onde, em termos mais que incorretos, era posta em causa uma intervenção da Câmara Municipal de Moura à qual estive, de muito perto, ligado. Entendi não entrar no jogo de respostas e, muito menos, de explicações. O projeto foi iniciado há mais de 10 anos e inaugurado em outubro de 2013 (!).

Adoro acasos.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

MISTÉRIO AMARELO

O prédio está inacabado. E parece abandonando. Ocupa quase um quarteirão. Contudo, houve o cuidado de o pintar num tom amarelo vivo. Há coisas que escapam ao entendimento, mas que devem ter uma explicação.

Rua do Loreto (Bragança) - ontem, às 20:35.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A OUTRA LÍNGUA

Quase podemos pensar noutro país, quando entramos em Miranda do Douro e damos com as placas informativas bilingues: português e mirandês. O mirandês ganhou, há perto de duas décadas, estatuto de língua oficial. Tem um som que me é estranho. E que me soa melodioso, quando o ouço. E que mergulha as suas raízes em falares medievais asturo-leoneses. As fronteiras são, aqui, administrativas e recentes.

Miranda fica longe de Moura e de Mértola. Mas não é o topo setentrional deste projeto. Ainda me faltam Montalegre e Melgaço. "Isto" vai a 22% do total. No final da semana passa a 33%, no final da seguinte a 45%.

domingo, 14 de junho de 2020

COMO MORRE UM CASTELO

Um artigo do El Pais, sobre a morte de um castelo andaluz, avivou-me um episódio pouco conhecido em Moura, sobre o desaparecimento das chamadas "muralhas árabes".

A perda de funções militares do castelo, no início do século XIX, levou a que essas muralhas fossem vendidas. As razões foram de ordem prática. Feitos na chamada taipa militar - com forte incorporação de cal -, davam azo à formação de imenso salitre. O que se passou, de seguida, foi rápido, prático e dramático. Sendo o salitre essencial à "indústria da guerra" foi decidido usar como matéria-prima as muralhas mais antigas de Moura. Em poucos anos, instalou-se uma fábrica na cidade, que "transformou" as magníficas muralhas do século XII em pó. Literalmente. Restou o grande torreão que está por cima da biblioteca.

Vale a pena ler o precioso livro de João Manoel Cordeiro, que explica como tudo se passou.




Ver - https://books.google.pt/books?id=Dj9YAAAAcAAJ&printsec=frontcover&hl=pt-PT&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

E também:

http://www.santiagomacias.org/publi.php?livros

quarta-feira, 3 de junho de 2020

DA CIDADE-LUZ

Vinha tudo de Paris... Nas primeiras décadas do século XX ainda não chegara a vez dos Estados Unidos, como farol cultural do Ocidente. Fui dar com esta preciosidade no meio de um projeto de Porfírio Pardal Monteiro. É claro que, uma vez mais, farei figura de Neanderthal ao dizer que as cópias heliográficas (os chamados blueprints) são 1000 vezes mais bonitas que os autocads. Mas acho mesmo que é assim.

Neste projeto o que vinha de Paris eram as torneiras. Eh, oui. Para edifícios de prestígios não iam comprar torneiras à drogaria da esquina. Estas vinham da Rue Berthollet.

sábado, 30 de maio de 2020

INVESTIMENTO PÚBLICO NA ANTIGUIDADE TARDIA

Um livro em preparação (o quinto de 2020, um impresso, dois já maquetados, um em fase de maquetagem e não se consegue terminar nada a 100% "derivado" ao covid...) levou-me a sair para o terreno para testar ângulos de imagens e possibilidades de trabalho. A NIKON D70, do alto dos seus 17 anos, deu excelente conta do recado. A lente não é extraordinária, mas também é nenhuma sucata.

O primeiro "ponto de ataque" foi a torre do rio, em Mértola. É um dos cerca de 40 ou 50 locais a registar. Questão: como evoluem e como desaparecem os sítios e os seus ícones ao longo dos séculos?

A torre é uma estrutura monumental, datada do século V ou do século VI, que se destinava a controlar a entrada na vila. O espavento desta obra, contemporânea do criptopórtico, dos mosaicos e da basílica do Rossio do Carmo só pode ser explicada pela apropriação dos meios do produção por parte de uma elite local. Os recursos da região foram transformados em investimento público. Ou seja, quando uma autarquia é, também, autarcia.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

MURALHAS DE MOURA NA NET: DOMINGO, ÀS 17 HORAS

Onde ficavam as muralhas de Moura, construídas pouco depois de 1650?
O que é que delas resta?
Onde ficavam as portas da muralha?
O que é muralha e o que não é?
Porque é que se chama Brecha da Jardim a um dos locais da nossa terra?
É em volta desses temas que terá lugar a nossa conversa de domingo, dia 19. Às 17 horas, como de costume.

Via zoom em:
https://us04web.zoom.us/j/73659346650?pwd=dHFqb2h0cUhrampNc29MUHQ0S3Zodz09

Imagem - Daniel K

segunda-feira, 13 de abril de 2020

PATRIMÓNIO DE MOURA - 2º. TEMA

Segunda de quatro conversas sobre Património Cultural. Ontem, foi a vez da Mouraria. Vídeo disponível em:
https://www.facebook.com/santiago.macias.58/videos/10217722009183744/



Representação do bairro na planta de Nicolau de Langres,
de meados do século XVII.
A verde - o que se conservou, até hoje.
A rosa - os quarteirões sacrificados, para dar lugar à construção da Muralha Nova.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

MOURARIA DE MOURA NA NET: DOMINGO ÀS 17 HORAS

Domingo será tempo para falar um pouco da Mouraria, às 17 horas em ponto. Via zoom, que é o que pode ser...

Como nasceu o bairro? Quem lá vivia? Que evolução teve?

Aqui fica o link:
https://us04web.zoom.us/j/983705345?pwd=LzlUSjZEUDR1THpNMHNTam5LRXp6UT09

domingo, 5 de abril de 2020

quarta-feira, 1 de abril de 2020

MOURA - PATRIMÓNIO HISTÓRICO NA NET (1)

No próximo domingo, 5 de abril, às 17 horas, farei a primeira de uma série de quatro apresentações sobre o património histórico do concelho, a partir da plataforma zoom.

Cada apresentação terá uma duração aproximada de 30 minutos, podendo depois quem estiver a assistir fazer perguntas, se assim o desejar. No final da semana darei indicações sobre o endereço na net ao qual se terá de aceder. Gratuitamente, como é óbvio.

Tema da primeira conversa: QUE MOURA VIU DUARTE DARMAS QUANDO ESTEVE NA NOSSA TERRA EM 1510. Será uma leitura do espaço urbano, e dos seus principais edifícios, comparando-se com o que existe na atualidade.

E, antes que alguém pergunte, NÃO, isto não é nenhuma brincadeira de 1 de abril.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

INVESTIGAÇÃO ALARGADA

Por uma espécie de curiosidade masoquista fui ver os limites físicos e geográficos de um trabalho de levantamento em curso. A sul, Funchal, a leste, Miranda do Douro, a norte, Melgaço, a ocidente, Horta. É um trapézio com 4.500 quilómetros. Farei muito mais que isso, bem entendido, dentro do trapézio. Um projeto em objetiva olho de peixe, por assim dizer. Mas com resultados muito menos distorcidos. Haverá livro no início de 2021.