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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

LA LOGIQUE DE LA POMME DE TERRE

Que é como quem diz, a lógica da batata.

Esta descoberta do "Jornal de Notícias" é fantástica. As maior parte do nosso tecido económico está no litoral. Portanto...


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

LUTA ECONÓMICA E AMBIENTAL

Os pescadores prestam, e até agora ninguém explicou a razão contrária, um serviço ao Ambiente. E são dinamizadores da atividade económica. Então, qual é que é o problema? E porque carga de água estão a ser penalizados?

É nestas alturas que os poderes políticos e públicos têm de vir à linha da frente. Ou isso dá muito transtorno?

domingo, 12 de julho de 2020

O JUSTICEIRO DO MEIO DIA

Nem me dei ao trabalho de comprar o jornal ou de procurar o conteúdo online. Verdade, verdadinha, nunca tive grande paciência para egos dilatados. Comentava-me, há dias, um gestor da área financeira "não há jornalistas, há indivíduos que discutem connosco em pé de igualdade, que estão no mesmo patamar de conhecimento que nós; noutra vertente, temos os 'justiceiros', sempre à procura de um qualquer escândalo". José Gomes Ferreira, ele próprio promovido à categoria de estrela, é um dois em um. Sabe, perora e administra justiça. Ao jeito dos melhores treinadores de bancada.

Na capa do i alinhava previsíveis banalidades. O que eu gostava mesmo era que um destes "especialistas" nos viesse explicar, com números e tudo, de que forma esta pandemia veio pôr a nu a miséria social do capitalismo. Os lares aflitivos, os países com sistemas de saúde em que vigora a lei da selva, o salve-se quem puder... Aí é que era.

O justiceiro do meio dia? Foi o único nome que me ocorreu. É uma comédia dos anos 70, em que Franco Franchi parodia um conhecido policial, protagonizado por Charles Bronson.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

PREOCUPAÇÃO

Já há semanas tinha acontecido. Andámos a vaguear por Vila Real de Santo António, até encontrarmos, com pouco fortuna, um sítio para jantar. Hoje, a cena repetiu-se. Depois de quase desistir de tentar jantar, em Elvas, acabei por ter a fortuna de, ao acaso, encontrar um bom sítio, o "Acontece".

Só me ocorre uma palavra: preocupação. Por mais que me digam que vai tudo ficar bem, não creio que isso vá acontecer. Soluções miraculosas não há. O caminho vai ser muito difícil e muito lento. Para mal de todos nós.

sábado, 20 de junho de 2020

UM POUCO DISCRETO CONVITE À REBALDARIA

Escreve Daniel Oliveira no Expresso:

"A paciência acabou esta semana, quando se confirmou que entidades sediadas ou com filiais em paraísos fiscais fora da UE podem concorrer sem qualquer restrição aos apoios extraordinários do Governo. Fogem a pagar os impostos cá, mas têm direito a usar os impostos dos de cá. Com prioridade sobre muitos cidadãos desesperados. 
As perdas fiscais de milhares de milhões anuais não são uma fatalidade, resultam de cumplicidade. Com assinatura: PS, PSD, CDS e IL. E a conveniente ausência do Chega. Fossem uns tostões para beneficiários do RSI e Ventura gritaria presente. Já para aborrecer quem lhe paga...".

É raro que esteja tão de acordo com Daniel Oliveira como hoje. A verdade é que só o PCP, os Verdes, o Livre e o BE estiveram contra esta inacreditável medida. Os nossos impostos vão financiar quem foge aos impostos. Nem o D. Corleone se lembraria de tal coisa.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

AZEITE ANGÉLICA - A NOVIDADE QUE NÃO É NOVIDADE

É uma bela notícia que, felizmente, não traz nada de novo. Gonçalo Rosa da Silva e o seu Azeite Angélica têm presença regular em grandes prémios internacionais. Assim se premeia o esforço, o mérito e a qualidade.

Uma grande notícia para o Gonçalo e para Moura. Se bem recordo, a primeira medalha de ouro que ganhou neste certame foi em 2015.

Ver - https://bestoliveoils.com

quarta-feira, 6 de maio de 2020

O BANCO DE PORTUGAL, OS RICOS E OS POBRES

Tecnicamente falando, aritmeticamente falando, deve ser verdade.
Quem nada tem, nada perde. Quem muito tem, alguma coisa pode perder.
É nestas alturas que a Economia passa de ciência social a ciência anti-social.
Só me consegui lembrar de um velho cartoon de Sempé, em que um casal idoso vê televisão no seu majestoso palácio. E segue, de ar angustiado, um concurso onde alguém tenta ganhar meia dúzia de tostões.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

LOGAN'S RUN EM BRUXELAS

O filme passa-se no século XXIII. O equilíbrio da população e os recursos dão mantidos eliminando fisicamente os que chegam à idade de 30. O filme não é grande coisa, aproveitando-se o fogo de artificio dos efeitos especiais.  Recordo-me de o ter visto, há mais de 40 anos, num sítio que já não existe, o Pavilhão Mourense.

A que propósito vem isto? Vinha no Diário de Notícias de hoje:

A Comissão Europeia (CE) aponta para aqueles que considera ser os quatro grandes problemas de Portugal, "independentemente" da crise pandémica do coronavírus.
No estudo relativo à 11.ª missão de avaliação do credor ao pós-programa de ajustamento de Portugal, ontem divulgado, os avaliadores oficiais sublinham as "pressões" que já se faziam sentir ao nível dos salários da função pública, das pensões e da despesa com saúde, três áreas que relevam os problemas ditos estruturais do lado da despesa e que, ato contínuo, complicam a redução do rácio da dívida pública. Este estava em rota descendente mas continua a ser dos mais elevados do mundo desenvolvido.
O quarto problema, que não é menor do que os outros, tem que ver com "riscos para a estabilidade financeira", que já vinham de trás, sobretudo os que estão relacionados com os novos créditos concedidos para a compra de casa e os créditos ao consumo.
Deixando de lado esses sibaritas da função pública, é interessante a obsessão com a "peste grisalha" e com os custos da saúde. Um tema e outro estão ligados, bem entendido.

1. Ponhamos as barbas de molho, que nem vai ser preciso chegar a 2274.
2. A pandemia vai ter as costas larguíssimas.

terça-feira, 31 de março de 2020

O CHARUTO AMERICANO

O meu amigo entrou numa loja de charutos caros, em Nova Iorque. Barba por fazer, vestido com uma t-shirt dos Marretas e com um chapéu do Crocodilo Dundee. Os clientes da loja tinham pinta de executivos, fancy grey suits and all that stuff... A Cohiba, please, ousou pedir. O empregado quase não o deixou fazer o pedido For you is the next store, on the other side of the street. Põe-te a mexer, como nós diríamos por cá. Até podes ter dinheiro, mas não tens pinta para entrar aqui. Como na cena do Pretty woman, em que ela quer comprar roupa e a põem na rua.

O charuto explica muita coisa. Mesmo tendo dinheiro não se está garantido. Sem dinheiro então, no way... Quando o presidente do país mais poderoso do planeta não tem um sistema de saúde público digno desse nome e  diz que esperar 100.000 mortes será um very good job está tudo explicado. A imagem de Los Angeles (não é o Haiti, em baixo, mas sim South Central) dá uma antevisão do que podem ser as próximas semanas. Oxalá me engane. Oxalá mesmo.


domingo, 29 de março de 2020

O BEATÍFICO MUNDO DOS PRIVADOS: PADARIA PORTUGUESA

Não tenho qualquer pequena (ou grande) raiva esquerdista contra a iniciativa privada. Ao contrário, valorizo as iniciativas empresariais. "Agradeço" é que paguem os impostos em Portugal e que não me preguem sermões sobre a portugalidade.

Dito isto, pareceu-me interessante, de início, o conceito da padaria portuguesa. Passei pelos estabelecimentos um par de vezes. Não achei o serviço nada de especial, na lógica fast-food de cafés e pastéis de nata. E não gosto de tratamentos impessoais.

Deixei de entrar nas padarias, depois de uma entrevista ao líder da empresa, onde li coisas como:

Criamos um espírito de equipa que vale muito mais do que a remuneração base.

Fazemos investimento a sério nas pessoas: uma vez por ano juntamos todos os trabalhadores num arraial de verão e fechamos as lojas mais cedo.

Cada vez que nasce um bebé, oferecemos um creme e um babygrow e escrevo um postal de aniversário personalizado a cada um dos trabalhadores.

Lembrei-me de uma conversa tida, há uns anos, com o diretor de um museu nacional, que pediu apoio mecenático a uma determinada empresa. A qual respondeu que todos os anos dava um capaz no Natal às aldeias SOS. A lógica é a mesma. E explica muito coisa portuguesa. Padaria ou não.

sábado, 28 de dezembro de 2019

A ADSE E OS GRUPOS PRIVADOS DE SAÚDE, ESSES BENEMÉRITOS DA SOCIEDADE

Os privados estão preocupados com o futuro da ADSE. A ministra Alexandra Leitão joga por fora e dá uma ajudinha.
Os privados têm interesse na ADSE.
Os privados têm interesse nas centenas de milhões que a ADSE representa.
Estou emocionado com tanta preocupação e com tanto interesse.
Nestas alturas, lembro-me sempre da história verídica que um conhecido gestor da área financeira em tempos me contou. Numa ida ao Brasil perguntou a um dos criados do hotel qual a razão de tanto apoio a Lula da Silva (que ainda estava muito longe de vir a ser presidente). A resposta, de desarmante franqueza, foi algo como: "se os ricos não gostam de Lula, então ele deve ser bom pra nós".
Ou seja, se os grupos privados de saúde tanto salivam com a ADSE, então dali não deve vir coisa boa...

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ÁGUA CASTELLO - ANO 120

A Água Castello voltou a mudar de mãos. A empresa já não tem o impacto social que, em tempos, teve, na nossa terra. As dezenas de funcionários que ali labutavam todos os dias resumem-se, agora, a um pequeno grupo de trabalho. A marca continua, ainda assim, a ser um símbolo forte da terra. Nos últimos anos, e por conjugação do interesse que sempre tive neste tipo de contactos, como pela disponibilidade de Jorge Henriques e de Nuno Colaço, houve uma clara aproximação entre a autarquia e a empresa. Daí resultaram uma ativa colaboração da Água Castello na exposição"Água - património de Moura" (2015) e a edição da "Valsa da Água Castello" (2016).

Do ponto de vista do cliente, espero que a água mantenha as suas características e aquela identidade masculina. A finna nunca me encheu as medidas. Percebo as razões, nomeadamente a procura de novos mercados e de novos clientes, como Jorge Henriques detidamente me explicou, mas "aquilo" não é para mim.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

MOURA - HOJE NO "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Traz o "Diário de Notícias" de hoje uma importante reportagem sobre Moura. É um trabalho ponderado (tirando aquela de terem "batizado" o mercado municipal com um nome que não tem), claro e bem feito. Não faço comentários sobre o conteúdo e sobre as coisas que aí se dizem. Mas que são muito interessantes e relevantes, lá isso são. E tanta coisa que explicam... 


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ALQUEVA E MOURA - 2014/2023: CRONOLOGIA RECENTE E FUTURA DO REGADIO


Teve lugar em Moura uma sessão de apresentação do do Bloco de Rega de Moura, Póvoa e Amareleja. O anúncio tem sido saudado com agrado, como seria de esperar. E como se justifica. Não se trata, contudo, de uma novidade.

Final de junho de 2014 - Elaboração dos termos de referência para os concursos dos projetos de execução da zona de Reguengos e Póvoa-Amareleja.
3.11.2015 - José Pedro Salema, presidente da EDIA, anuncia que está em estudo aumentar 27% e beneficiar mais 45 mil hectares, ou seja, passar dos 120 mil hectares, previstos no projecto inicial, para 165 mil hectares. Havia uma estimativa do investimento necessário, que era de 150 milhões de euros para os 45 mil hectares, mas não havia garantia de financiamento.
14.1.2016 - Sessão, em Moura, de apresentação de arranque do projeto.
8.3.2016 - Sessão sobre o futuro do regadio no concelho de Moura: encontro com agricultores (na Junta de Freguesia da Póvoa de S. Miguel).
6.7.2016 - Afirmava o Ministro da Agricultura que sem o financiamento do BEI [Banco Europeu de Investimento] não era possível concluir o Alqueva.
14.11.2017 - O Banco Europeu de Investimento aprovou um empréstimo de 260 milhões de euros para Portugal; a maior parte do dinheiro é para aumentar a área de regadio do Alqueva.
17.11.2017 - Anúncio, pelo Ministério da Agricultura, que irão ser, até 2022, criados mais 49.427 hectares de regadio, distribuídos por 13 novos blocos de rega
1.2.2018 - O anúncio volta a ser repetido. Moura/Póvoa: 10.000 hectares previstos.
12.5.2018 - Jornal "Público": Preço da energia em Alqueva é um buraco financeiro para a EDIA. Interesse público “não foi devidamente salvaguardado” nas concessões das centrais hidro-eléctricas de Alqueva e do Pedrogão à EDP e a EDIA tem de se virar para o fotovoltaico.

Agora, o anúncio voltou a ser repetido. Prazo de conclusão das obras? 2021/2022/2023. Curiosamente, os comunicados que vão saindo não permitem apontar, com rigor, uma data.


Novidades, não há. Expetativas, sim.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A DATA DA FEIRA DE SETEMBRO E A FESTA DO “AVANTE!”

Com regularidade, com mais regularidade do que imaginaria, fui ouvindo ao longo dos anos a pergunta “então, a feira de setembro este ano mudou de data por causa da Festa do “Avante!”? Lá explicava, com mais ou menos detalhe a existência de um regulamento municipal, que a data não tinha a ver com a festa do jornal etc. etc. Não tenho a certeza de ter sido bem sucedido em todas as minhas explicações. Deixo aqui algumas perguntas e respostas, que creio poderão esclarecer quem ainda tiver dúvidas:

1. Desde quando é que a feira de setembro tem esta data, ou seja, abrindo oficialmente na segunda sexta-feira de setembro?
A feira de setembro tem esta data desde final dos anos 80, salvo erro desde 1988. Foi aprovado um regulamento municipal determinando essa altura do mês. Durante trinta anos (e com três presidentes CDU e dois PS), nunca esse princípio foi alterado. Nunca essa mudança foi proposta.

2. Porque é que a data “cai” nesse fim de semana e não noutro?
Há uma explicação concreta e que se prende com o declínio por que a feira – com dias fixos (8, 9 e 10 de setembro) – então passava. Que sucedia? Quando o dia 8 era numa segunda ou numa terça-feira, só esse dia efetivamente era de feira. Quando se chegava ao dia 10, o recinto estava deserto. E recorde-se que nessa altura não havia pavilhões nem infraestruturas como as que hoje existem. Urgia colocar a feira entre sexta e domingo. Como fazer então? No primeiro fim de semana de setembro eram as festas de Safara, no terceiro as do Sobral. Ficava “disponível” o segundo fim de semana, durante o qual também não havia (razão adicional) outras feiras nas imediações. Para evitar situações como a deste ano especificou-se no regulamento municipal que a feira seria no “segundo fim de semana contado pela segunda sexta-feira”. Nada mais claro, nada mais simples. E se conheço com tanto detalhe esta matéria é porque em 1988 era Chefe da Divisão Socio-Cultural da Câmara de Moura e participei ativamente neste processo.

3. O que é que a Feira de Moura tem a ver com a Festa do “Avante!”?
A data da nossa feira nada tem a ver com a Festa do “Avante!”, como é mais que evidente. Nunca se procurou qualquer esquema para permitir aos mourenses estarem nas duas iniciativas. De resto, passaram pela autarquia, entre 1989 e 1997, dois presidentes socialistas que nunca questionaram a data da feira. É, pois, necessária muita imaginação para engendrar como explicação para a data da feira o tempo de realização da Festa do “Avante!”…

4. Porque é que a feira este ano coincidiu com a primeira sexta-feira do mês?
A feira de setembro começou este ano, oficialmente, no dia 7, porque a Câmara de Moura cometeu uma ilegalidade e optou por não cumprir um dos seus regulamentos.

5. Pode mudar-se a data da feira?
A data da feira pode ser mudada. Basta para tal que se cumpram os procedimentos (aprovação pela Câmara Municipal e pela Assembleia Municipal). Ora isso não aconteceu.

Os factos são estes. As opiniões, a que todos temos direito, são outra coisa.

Crónica publicada hoje, em "A Planície"


domingo, 9 de setembro de 2018

FÉ EM VALE FORMOSO

Ao princípio de uma tarde de luz, no passado sábado, foi formalmente inaugurado o lagar de Vale Formoso, no limite norte do concelho de Moura. Tiveram a simpatia de me convidar. Fui, claro.

São projetos que requerem fé, do princípio ao fim. A família Ostos tem essa fé, não só na capacidade empreendedora, como num sentido mais lato. A presença de um padre, a escultura em ferro representando a Cruz, a leitura de textos deram o mote. E marcaram a tarde.

O azeite é o símbolo maior da nossa região. A palavra evoca paisagem e economia. Mas também cultura e espírito de partilha. Vem a propósito recordar uma passagem do Deuteronómio (24:20):

Quando varejares as tuas oliveiras, não voltes a colher o resto que ficou nos ramos; deixa-o para o estrangeiro, o órfão e a viúva.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

CRÓNICA DE UM DESASTRE ANUNCIADO

O responsável financeiro por um dos grandes do futebol português (é irrelevante estar a dizer qual deles) declarava hoje isto a um jornal:


Dizer que "isso é uma realidade de todas as SAD" é um motivo suplementar de preocupação. Está claro quem vai pagar quando a situação estoirar, não está?

terça-feira, 17 de abril de 2018

DE REGRESSO AO CENTRO DE INSPEÇÃO DE VEÍCULOS, EM MOURA

Foi com surpresa e agrado que recebi o convite. O empresário do C.I.V. de Moura contactou-me no final da passada semana, dizendo-me que gostaria que eu estivesse presente na cerimónia de entrega de um prémio no domínio da Segurança Rodoviária à Escola da Porta Nova.

De caminho para Lisboa, fiz um desvio por Moura.


Fotografias da temerária repórter Sara Alfaiate

quinta-feira, 5 de abril de 2018

MOURA REVISITED

Foi há sete anos e um dia. Escrevi isto no blogue:

Quando, depois das eleições autárquicas de 2005, tivémos uma reunião de distribuição de pelouros o José Maria informou-me (acho que foi isso, mais que um pedido de opinião): "ficas com o urbanismo, o gabinete de estudos e projetos, os fundos comunitários e o apoio ao desenvolvimento e as atividades económicas".

Exatamente o que conviria a alguém que fez todos os graus académicos em História.


Meses mais tarde, e à conversa com um conhecidíssimo jornalista português da área económica, confessei os meus receios, rematando com o desabafo não percebo nada de economia. O jornalista sorriu largamente e esclareceu-me deixe lá, os economistas também não...


[Dizia-me] um colega de liceu, hoje banqueiro: um economista é aquela pessoa que leva seis meses a elaborar um modelo e outros seis a explicar porque é que o modelo falhou.


(...)

Sinto-me tentado a dar razão ao jornalista. E, ao fim e ao cabo, creio que não me saí assim tão mal nas minhas funções. Seguindo um conselho básico do meu amigo banqueiro: antes de usares os manuais e as receitas, usa o bom-senso.

(fim de citação)

Vem isto a propósito de uma coisa que acabo de ler num jornal criptofascista: "no fundo, no fundo, o capitalismo “selvagem” é um sistema de cooperação e ajuda mútua entre pessoas livres. E que trás mais prosperidade que qualquer tipo de socialismo, selvagem ou pseudocivilizado. (...) É um dos mitos do marxismo que o sucesso nos negócios e a acumulação de fortunas se obtém com exploração, não com cooperação".

Quem assim escreve é um professor de Finanças. Coisas destas só fazem aumentar a minha auto-confiança.

NB: o trás do professor de Finanças vem assim no original. Obrigado MJFS.


Jesus expulsando os vendilhões do templo - Rembrandt (1620)

quarta-feira, 21 de março de 2018

TURISMO: 1957/2017

Ainda na sequência do encontro de ontem, em Évora. Em 2017, Portugal recebeu mais de 20 milhões de turistas. Em 1957, mesmo sem contar com Açores e Madeira, andava-se pelos 251.000. Ou seja, quase 100 vezes mais em 60 anos.

Números que merecem reflexão. E pensamento positivo quando se olha o futuro.