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domingo, 16 de agosto de 2020

OUTSIDERS

A principal competição de clubes do futebol europeu anda por Lisboa. Dos quatro semi-finalistas, três têm pouca história: o Lyon e o Leipzig nunca ganharam nada, o PSG tem, como coroa de glória, a defunta Taça das Taças, em 1996. São os improváveis protagonistas das semi-finais. Nesta disputa franco-alemã, estes três são os outsiders.

Fico a torcer por eles. Gosto de outsiders.

terça-feira, 2 de junho de 2020

O GLORIOSO REGRESSO DO WM

Quando cheguei à cantina, estava tudo sentado em harmónio. Um lugar de separação entre cadeiras e todos em rigorosa e mui organizada décalage. Os comensais não podiam ter ninguém à sua frente, mas, apenas e só, nas diagonais. Fiquei a pensar "isto é o WM em versão covid".

O que é o WM (a explicação é obrigatória para quem tem menos de 50 anos)? É/era um sistema tático, também definido como 3-2-2-3, que há muito deixou de ser praticado. Não querendo dar uma de Gabriel Alves, mas a verdade é que estes temas em tempos me interessaram. O WM, embora esquecido (ou quase...) teve papel importante no futebol dos anos 30.

Hoje joguei sozinho. Amanhã, volto a jogar com a equipa.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

STARDUST MEMORIES Nº. 35: UMA TARDE NA LUZ

A informação da fotografia refere que é um Benfica-Porto de 1978. Mas nesse dia não choveu, estou disso certo. Deverá, na verdade, ser da época 1978/79. Um dilúvio permanente, antes e depois da partida. Não havia bancadas cobertas e era tudo ao molho, em cima uns dos outros. os estádios sofisticados e o covid eram miragens. Estava perto do local de onde foi tirada a fotografia. Era o meu sítio favorito para ver os jogos, no segundo anel, perto do Superior Sul.

O jogo foi no dia 21 de janeiro de 1979, e terminou empatado (1-1). Dele não reza a História. Só me ficou um pormenor relevante: já perto do final do jogo, uma entrada de Toni, à margem de tudo, lesionou seriamente Marco Aurélio. O jogo, na verdade, acabou ali.

Tinha 15 anos e seguia o Benfica com uma devoção religiosa. Hoje, nem por isso.

domingo, 26 de abril de 2020

UMA QUESTÃO DE TÁTICA

A propósito de futebol, ou nem tanto:

Há muitas alturas em que o melhor é jogar simples e direto. Não complicar, nem perder tempo com jogadas inúteis. O tricô, na escrita, na ação política, nos projetos é, com frequência, um exercício inútil. Lembro-me, muitas vezes, de uma história que o meu pai me contava, acerca de um treinador de futebol de Beja. Que, impaciente com a falta de produtividade da equipa, um dia chegou ao balneário e disse "hoje não há cá táticas nem meias táticas; na defesa, foeirada, na avançada rematar às redes".

Tantas vezes que me lembro desse episódio...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

FUTEBOL DENTRO DE PORTAS

A realidade é simples, que não simplista. Os bons jogadores estão fora. A pouca classe está dentro.

O futebol dentro de portas é a não-qualidade que se viu. Que está de acordo com tudo o resto.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

OBJETIVAMENTE FALANDO...

O nosso futebol vai estar representado (a quatro, em princípio) na Taça das Cidades com Feira. Objetivamente falando, o nosso campeonato é de segundo plano. O resto é conversa. Para quem tem menos de 50 anos, este texto é absurdo. Tal como o será a frase "para o ano, jogas na taça das barracas", dirigido a quem não ganhava o campeonato.

Com um pouco de sorte, alguém chegará aos quartos. Mais que isso, é motivo para peregrinação a Fátima.

domingo, 8 de dezembro de 2019

ROGÉRIO LANTRES DE CARVALHO (1922-2019)

Era um daqueles sábados à tarde, com nada para fazer e numa Lisboa muito diferente e sem a diversidade de coisas que há hoje. Não sei precisar o ano, mas foi seguramente em 1981 ou 1982. Fui ao Estádio da Luz, só para passar o tempo. Havia um jogo de veteranos e entrava em campo o Sport Lisboa e Saudade, nome bem kitsch, diga-se de passagem.

Às tantas houve um bruááá nas bancadas. Eusébio ía entrar em campo. Já reformado, não se livrou de levar duas sarrafadas, amuou, saiu do campo, voltou a entrar, marcou um golo, outro bruááá. Estava a começar a achar uma certa graça aquele folclore, quando entra no terreno um senhor já idoso, baixo e magrinho, com o cabelo todo branco. Corria pouco mas, de cada vez que tocava na bola, saía um drible elegante e um passe certeiro. Uma vez, duas vezes, n vezes, nos poucos minutos que esteve em campo não falhou uma. Às tantas, pergunto ao meu pai "quem é este velhinho extraordinário?". Resposta rápida: "Rogério Lantres de Carvalho, já ouviste falar?". Já tinha ouvido falar nele, claro. Tinha deixado de jogar muito antes de eu ter nascido.

Os momentos de magia foram curtos. Aquela tarde ficou-me gravada na memória. O tempo sublinhou uma certeza. Quem sabe, nunca desaprende. Pode saber de outra forma, ou ter de se adaptar. Mas não deixa de saber. Quem não sabe ou não quer aprender, vê pouco e vê curto. Facto que constato todos os dias. 

sábado, 23 de novembro de 2019

POIS É...

Em 2016, o Sporting perdeu o campeonato por dois pontos. Sempre simpatizei com Jorge Jesus, e claramente o escrevera meses antes (v. aqui). Jesus celebrizara-se, no Benfica, pelas maluquices táticas, e por misturar o ótimo e o péssimo. No Sporting falhou por pouco, Agora, no Flamengo, acerta por muito. O seu estilo peculiar é um must no Brasil. Nunca, no Rio, devem ter imaginado que a época ia acabar assim. Pois é...

sábado, 25 de maio de 2019

DO LIVRO DE HORAS DE JEAN DE MONTAUBAN

Nesta iluminura medieval não está claro quem iria ganhar. Parece que foi o leão. No Jamor foi.

Este Livro de Horas, obra da primeira metade do século XV, conserva-se na Biblioteca de Rennes.

STARDUST MEMORIES Nº 27: FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL (1978)

As fotografias são de dias diferentes. Na de cima, Meneses acaba de bater o pénalti que vai empatar o jogo. E empatado terminaria, com Manuel Fernandes deitado no chão em boa parte do prolongamento, com cãibras. Foi no dia 17 de junho de 1978, fui ver o jogo com os meus primos sportinguistas, e fiquei no meio da claque. Recordo bem o golo, porque estava justamente detrás dessa baliza. Tal como recordo a pusilânime arbitragem de Francisco Lobo. Em dado momento, o defesa direito do Porto, Gabriel, despiu a camisola e enfiou-a na cabeça do fiscal de linha. Nem amarelo viu. Cenas antigas, e que previam no que a arbitragem portuguesa se viria a tornar.

Na de baixo, do dia 24.6.1978, vê-se a equipa do Sporting depois de vencer a finalíssima. No dia seguinte, "A Bola" mostrava um esfuziante Keïta, com a camisola do Porto vestida, na tribuna principal, exibindo a taça acabada de conquistar.

Depois disso, vi mais seis finais no Jamor. A última foi no dia 29 de maio de 2005.

sábado, 18 de maio de 2019

MOMENTO GARRINCHA

Em julho de 2016, Portugal não existia. De tal maneira que os franceses pintaram um carro que celebrava a conquista do campeonato europeu de futebol (v. aqui).

Quando um selecionador brasileiro, antes de um jogo com a União Soviética, em 1958, explicava "vocês fazem assim, depois entram assado", Garrincha perguntou "e já combinaram isso com os russos?".

Sou adepto do Benfica, e quero que o Benfica ganhe. Mas com tanto triunfo antecipado, e agindo-se como se os açorianos fossem os russos desta história, de uma coisa tenho a certeza. Se fosse jogador do Santa Clara, logo à tarde até a relva haveria de morder.


sábado, 4 de maio de 2019

DA PÓVOA PARA A CUBA, PASSANDO POR BEJA

A tarde não teve um padrão, mas há muito que as coisas deixaram de ter padrão. Decidi passar por Beja, a caminho da abertura da exposição fotográfica em Cuba. Ou na Cuba, como nós dizemos. Não cheguei a ver o fim do jogo, mas o Grupo Desportivo Povoense levou a taça para casa. Isso é o que conta. A passagem rápida deu para rever amigos, que são aqueles que contam.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

O PAÍS DO FUTEBOL


Nem Brasil, nem Inglaterra. O País do Futebol é este canto, a antiga Lusitânia.

Estava eu munto triste, sem o livro do Dr. Bruno de Carvalho, quando o inexcedível António Miguel Carrasco veio em meu socorro e mo emprestou. Logo no início, está este excerto:



Qual Camões, qual maganadamana (como se diz na minha terra), isto é que é! "Aquela alegria de criança que ainda vive dentro de mim" soa um pouco a José Cid, mas ok, vamos em frente...

Há pessoas que estão sempre a dizer e pensarmos que se abatem árvores por causa disto. Não estou lá muito de acordo. Livros assim desanuviam os dias. Uma versão pátria de Jerome K. Jerome. Bendito País que dá largas a Bruno de Carvalho ou a Luís Filipe Vieira ou a tantos outros. E que leva bloggers a gastar 10 minutos nisto.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

VEZ ÚNICA

A Fundação Calouste Gulbenkian tem vindo a divulgar fotografias conservadas nos seus arquivos. São, quase todas, muito interessantes.

Em baixo está uma imagem do antigo Estádio José Alvalade, da autoria do Estúdio Horácio Novais. Houve alguns pormenores que me chamaram a atenção e que fazem parte da arquitetura de outros tempos, no que a equipamentos desportivos diz respeito.

Em primeiro lugar, note-se a presença do peão. Eram os bilhetes mais baratinhos e, claro está, sem número ou lugar marcado. Foi dali que vi o Portugal-Bélgica, em 11 de outubro de 1978. Foi a única vez que entrei em Alvalade. O jogo acabou empatado e só me recordo da grande exibição de Gerets. O peão daria, pouco depois, lugar a uma bancada semelhante às outras do estádio.

Outra curiosidade é a pista de ciclismo. Creio que em 1978 já tinha sido substituída pista de tartan, mas era neste velódromo que, em tempos, se fazia a apresentação das equipas que iam correr a Volta à Portugal. Em jeito de parada militar, com os ciclistas abraçados e pedalando em paralelo, uma equipa atrás da outra.

O Estádio José Alvalade foi projeto de Anselmo Fernández Rodríguez (1918-2000), arquiteto e treinador de futebol (!).

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

CORAGEM, SÓ NOS FALTAM AS VITÓRIAS!

Liga dos Campeões 2017/2018. Até começou bem, com o golo ao CSKA. Já o resto, foi menos bom.


Adversários até final deste ano: Bayern de Munique, Ajax e AEK.

Parafraseando Almada Negreiros: "Coragem, benfiquistas; já só nos faltam as vitórias".

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ESCÂNDALO EM ALVALADE

Dois homens, um destino. Não são Butch Cassidy e Sundance Kid. Temos o já desaparecido Peter Finch e Vítor Espadinha, que não tendo desaparecido veio aqui fazer prova de vida. 

I'm mad as hell and I'm not going to take this anymore...

De Network (Escândalo na TV) a Alvalade.




terça-feira, 31 de julho de 2018

O QUE QUER DIZER PORTUGAL

Um facto curioso, e que merece ser olhado de frente. Muitos emigrantes usam, a par da bandeira nacional, o logotipo da Federação Portuguesa de Futebol como símbolo do País de origem. Ou seja, a seleção de futebol é Portugal. Também é, naturalmente, mas que se sobreponha aos símbolos oficiais torna-se interessante. Decerto que quem está a trabalhar fora de portas admira os astros da bola, e neles se revê (a maior parte dos jogadores também trabalha no estrangeiro). Tenho a certeza que a classe política não tem a mesma popularidade.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

O GOLO MARCADO POR MBAPPÉ FOI UM ESPINHO CRAVADO NA GARGANTA DE KOLINDA GRABAR-KITAROVIC

Para os mais novos o título é, no mínimo, enigmático. Para quem se recorda da A.O.C. não o é tanto. Ainda que no linguajar maoísta destes o alvo do espinho fosse outra pessoa.

Bref, não tenho a mínima simpatia pelo regime político croata. E vi com alívio a vitória gaulesa. Ao menos, refreou a paranóia nacionalista.


sábado, 7 de julho de 2018

QUATRO PARA UM TÍTULO

Fazendo contas. Em que ano foram semifinalistas?

Bélgica - 1986
Croácia - 1930, 1962 e 1998
França - 1958, 1982, 1986, 1998 e 2006 (campeões em 1998)
Inglaterra - 1966 e 1990 (campeões, muito benzidinhos..., em 1966)


terça-feira, 3 de julho de 2018

CLUBE EXCLUSIVO

As semi-finais não terão direito a estreias. Nos quartos de final do Mundial estão seleções com história na competição:

Uruguai - 5 vezes semi-finalista
França - 5 vezes semi-finalista 
Brasil - 10 vezes semi-finalista 
Bélgica - 1 vez semi-finalista
Rússia - 1 vez semi-finalista
Croácia - 3 vezes semi-finalista
Suécia - 4 vezes semi-finalista
Inglaterra - 2 vezes semi-finalista