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sábado, 14 de março de 2020

MOURA NO "PÚBLICO"

Ou, melhor dizendo, a Mouraria de Moura no "Público". Um texto bonito de Lucinda Canelas falando da minha terra. O ponto de partida foi o livro que está para sair. A reportagem vai além disso e anda em volta da arqueologia, do castelo, da reabilitação urbana, daquilo que a vontade permite concretizar.

Vamos em 31 intermitentes anos de arqueologia no castelo. Com publicações feitas e outras previstas. Mesmo em tempos difíceis como os que correm, a esperança não fica de lado. Nem a combatividade, a que leva as coisas para a frente.

Ora tenham a bondade de ler:

sexta-feira, 13 de março de 2020

SERÁ QUANDO PUDER SER

Um decisão em dois tempos:

Primeiro (9:10), telefonei ao José Manuel Albardeiro, de "A Planície", pedindo para retirarem a informação do facebook e para não passarem a entrevista que dei à rádio. Objetivamente, a iniciativa não poderia ter lugar.

Segundo (10:00), em conversa rápida com o Jorge Liberato, acertámos os "termos do adiamento". Não se anula, faz-se quando houver condições. Tudo tranquilo, nesse aspeto.

Depois de encerramentos de escolas, e de medidas que afetam bares e restaurantes, seria pouco sensato continuar com esta apresentação.

O livro está impresso. Fica para depois.

terça-feira, 10 de março de 2020

LIVRO SOBRE A MOURARIA - DIA 14, EM MOURA

Algum dia teria de ser, depois de vários adiamentos.

Ao final da tarde de sábado, haverá a apresentação de um livro sobre a Mouraria. E mais um pouco de conversa. E um copo ou dois.

No que se refere ao ano de 2020, é o arranque (mais tardio do que gostaria) para um um plano editorial pessoal, que já tem mais duas datas marcadas: 26 de março e 4 de junho.

quinta-feira, 5 de março de 2020

ENFIM, BOLAMA

Parecia uma história sem fim. O livro foi, sucessivamente, anunciado aqui no blogue em:

23.4.2013
12.8.2013
22.3.2015
25.5.2019

A rápida visita a Bolama aconteceu em 2012. O problema não foi a maqueta, nem as fotografias, mas sim o texto. Não gostei da primeira, nem da segunda, nem da terceira versão que tentei fazer. Às 23:08 de hoje ficou terminado o texto. Está muito perto do que gostaria de ter feito. Mas já não retomarei a caminhada. São 5 páginas de texto e 24 fotografias.

Como epígrafe usarei um excerto de Ibn Idhari al-Marrakushi:

“deixaram-no negro e desabitado como a superfície do deserto, tanto que o desconheceram os olhos e o habitaram os corvos”

Próximo passo? Financiar a impressão.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

HOJE, NO DIÁRIO DO ALENTEJO...

Foi uma "encomenda" de última hora. Fazer a cobertura de uma iniciativa... Que levei a efeito com prazer, e recordando outros tempos em que tinha colaboração mais próxima com o "Diário do Alentejo". Acho que não saiu mal.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

ADALBERTO ALVES - 40 ANOS DE VIDA LITERÁRIA

Foi hoje, ao fim da tarde. Teve lugar, na Biblioteca Nacional, a apresentação da mostra sobre os 40 anos de vida literária de Adalberto Alves. Uma sala a abarrotar, num final de tarde cheio de evocações e que incluiu a leitura de alguns poemas de Almutâmide. Na verdade, a iniciativa é um dois-em-um, com outra mostra sobre o poeta do século XI a decorrer em paralelo.

Em breve sairá um livro que inclui cerca de duas dezenas de testemunhos sobre a obra de Adalberto Alves. Teve a simpatia de me convidar. Aqui fica o texto que escrevi.


ADALBERTO ALVES: INVESTIGAÇÃO E DIVULGAÇÃO

As palavras “Invisível a meus olhos, trago-te sempre no coração” acompanharam-me, dias a fio, em 1999. A leitura do poema de Almutâmide, na tradução de Adalberto Alves, fazia parte de um pequeno filme integrado na exposição Marrocos-Portugal: portas do Mediterrâneo. Sob o céu inspirador de Tânger, celebravam-se os encontros e desencontros da História e, também, aqueles que a ajudaram a divulgar aspetos da beleza do passado. Como é o caso de Adalberto Alves.

Não é muito comum que se faça, aos 46 anos, a primeira publicação num domínio tão especializado como o da cultura árabe. Foi um duplo regresso às raízes, as mediterrânicas, que são as de todos nós, e a Beja, terra dos antepassados de Adalberto Alves. À edição promovida pela Câmara Municipal de Beja, rendendo homenagem ao poeta que ali nasceu em 1040, seguiram-se muitas outras publicações. Não foram só as traduções, cuidadas e que recriam o tom poético, sem o trair. Foram sendo dados à estampa trabalhos fundamentais, ora de tradução (o muito justamente celebrado O meu coração é árabe, 1987) ora de divulgação (A herança islâmica em Portugal, 2001), ora de mais aturada investigação (As sandálias do mestre, 2009). Esta última obra deu a conhecer, junto de um público mais vasto, a figura de Ibn Qasi. Ajudou-nos a compreender e a descodificar a complexa personalidade do líder político e religioso e militar que viveu no nosso território. Deste místico do nosso sudoeste peninsular chegou até nós uma obra completa, conservada numa biblioteca de Istambul. Foi esse intenso trabalho de pesquisa e de reflexão filosófica que valeu a Adalberto Alves o prestigioso “Prémio Sharjah da UNESCO para a Cultura Árabe”.

Uma página é curta para abordar tão densa e profícua obra. Não é possível, nem desejável, um balanço. Mas é, seguramente, o espaço para celebrar o autor e o poeta que nos tem ajudado a entender, e a desmistificar, uma parte desse coração que é de todos nós.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

PARIS, 1972

O veteraníssimo Richard Estes (n. 1932) passou pelo blogue em 2014 e em 2016. Esta tela hiper-realista de 1972 lança-me no tão borgesiano e querido tema dos espelhos. A semana vai andar por aí, entre realidades que se cruzam e se refletem. Isto anda tudo ligado, como gostam de dizer os da teoria da conspiração.


The Other Side of a Mirror
I sat before my glass one day,
     And conjured up a vision bare,
Unlike the aspects glad and gay,
     That erst were found reflected there –
The vision of a woman, wild
     With more than womanly despair.
Her hair stood back on either side
     A face bereft of loveliness.
It had no envy now to hide
     What once no man on earth could guess.
It formed the thorny aureole
     Of hard unsanctified distress.
Her lips were open – not a sound
     Came through the parted lines of red.
Whate'er it was, the hideous wound
     In silence and in secret bled.
No sigh relieved her speechless woe,
     She had no voice to speak her dread.
And in her lurid eyes there shone
     The dying flame of life's desire,
Made mad because its hope was gone,
     And kindled at the leaping fire
Of jealousy, and fierce revenge,
     And strength that could not change nor tire.
Shade of a shadow in the glass,
     O set the crystal surface free!
Pass – as the fairer visions pass –
     Nor ever more return, to be
The ghost of a distracted hour,
     That heard me whisper, "I am she!"
Mary Coleridge (1861-1907)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

BIBLIOGRAFIA ANALÍTICA DE ETNOGRAFIA PORTUGUESA

"Começa por ver a Bibliografia Analítica de Etnografia Portuguesa", determinou Cláudio Torres. Pouco interessado em fazer um trabalho sobre arte sugeri, ao meu professor de História da Arte da Antiguidade Clássica e Bizantina, fazer um estudo sobre fornos de pão (!). Ele aceitou, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E aconselhou-me aquele livro. E aquele livro, de Benjamim Pereira, foi o primeiro de muitos. Da bibliografia, editada em 1965, passei para outros: Construções primitivas em Portugal, Alfaia agrícola portuguesa, Sistemas de moagem, Moinhos de vento etc. Ao nome de Benjamim Pereira habituei-me a associar dois outros autores: Ernesto Veiga de Oliveira e Fernando Galhano. Sobretudo, acostumei-me à ideia de há uma inveja boa. Quando lia os trabalhos deles, pensava/penso sempre "caramba, era assim que eu gostava de conseguir fazer, um dia". A investigação culta e cuidada de Benjamim Pereira era desprovida de vaidade e da jactância. Não citava autores obscuros e filósofos em voga. Habituei-me, ao lê-lo, a ter a perceção que a investigação comporta sempre uma forte vertente poética. E de proximidade às coisas simples. Nunca o conheci, pessoalmente. Só através dos livros. É o suficiente para ter a clara ideia do muito que lhe(s) devemos. Ernesto Veiga de Oliveira desapareceu em 1990, Fernando Galhano em 1995. Benjamim Pereira, que agora partiu, era o sobrevivente de uma geração de portugueses maiores.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

STVDIA HISTORICA & ARCHAEOLOGICA - MOVRA MEDIEVALIS

As palavras são curtas para exprimir o que senti, há minutos, quando despachei a parte final do manuscrito do livro, para ser tratado graficamente. Foi um percurso longo (de 2013 até agora), e cheio de curvas e contracurvas. Agora, temos esta calendarização:
Grafismo - 10 dias;
Revisões - 5 dias;
Impressão - 5 dias.
Apresentação pública em Moura - segunda quinzena de janeiro.
Programa a anunciar. 😊😊😊


Índice do livro:
Mouraria - o arrabalde muçulmano no século XIV - José Gonçalo Valente e Santiago Macias
A Mouraria de Moura -  a comuna, a organização do bairro e a toponímia - José Francisco Finha


domingo, 15 de dezembro de 2019

MARIANA ALCOFORADO

Ora bolas, é o que se pensa. O filme é Mariana Alcoforado e parece ser o contraponto fílmico à peça de Júlio Dantas, Soror Mariana. Quando começou a ser exibido, na RTP Memória, ainda acalentei uma breve esperança. Foi mesmo breve. O filme arrancou, numa monocórdica leitura de textos. E assim continuou. Lia Gama a deambular pelo Convento da Conceição. E noutros espaços.

O tema é interessante e merece ser retomado. No quadro de uma renovação do Museu de Beja seria o ideal. Embora o museu seja muito mais que uma janela e uma história de amor.

sábado, 14 de dezembro de 2019

TERRA FIRME: ENTRE MOURA E O SOBRAL

Post teaser, em dias de conclusão de coisas:

1. Livro já quase há (a capa será deste estilo, assim de "ar antigo");
2. A exposição, sobre mineração antiga, acontecerá, em maio, no Sobral.

Uma coisa de cada vez. O livrinho, com dois ensaios sobre Moura na Idade Média, aproxima-se, rapidamente, da conclusão. A ida a Moura permitiu-me, ontem, esquiçar o local e a fórmula de lançamento. Mais passos, no final de um ano em que muita coisa se retomou. E se começou a concluir.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

CRUZANDO O ESTREITO

O livro é interessantíssimo e merece leitura atenta. O André Teixeira, que dirige escavações em Marrocos, teve a simpatia de me convidar a fazer a apresentação. Irei começar pelo facto da inveja não ser necessariamente um sentimento negativo. O outro livro será apresentado por João Paulo Oliveira e Costa, figura bem conhecida e prestigiada na Academia e fora dela.


Um sítio em particular - Alcácer Ceguer - sempre me ficou na memória, desde as já muito longínquas aulas de árabe de Pedro Cunha Serra. Era, para mim, insólito que um local tivesse 4 (quatro) nomes: al-Qasr as-Seghir (castelo pequeno), al-Qasr al-Majaz (castelo do caminho ou da passagem), al-Qasr al-Awwal (o primeiro castelo) ou al-Qasr Masmuda, em referência à tribo berbere da região.

Curiosamente, seria uma obra de Charles Redman sobre Alcácer Ceguer a servir-me de inspiração para outras formas de abordagem a um sítio arqueológico.


sábado, 23 de novembro de 2019

LIVROS, E MAIS QUE LIVROS

Não é hoje, é amanhã. Arranca a Feira do Livro de Mértola. Desde há muitos anos que é um dos grandes momentos culturais do concelho. Mais de 30 anos, sem dúvida. Tenho imagens muito precisas da Feira do Livro de 1991, quando cá veio José Saramago e fomos (a equipa do CAM) jantar com ele ao Al-Sakrane. Achei-o distante e pouco cordial. A feira, contudo, foi ótima. Esta também vai ser.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

PORTUGAL EM RETROSPECTIVA: 929

Saiu hoje. É uma edição conjunta Público / Tinta da China / Fundação Francisco Manuel dos Santos. Foi um prazer este trabalho em conjunto com o Fernando Branco Correia. Somos amigos há quase 40 anos e só tínhamos assinado um texto em conjunto. Agora foi bem mais a sério. E deu-nos "ideias" para outra coisa futura.

Dia 18 haverá jantar de autores do livro. Aposto num grand finale.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

IBN HAYYAN E IBN MARWAN

Reli há dias, pela enésima vez, o Muqtabis V, crónica escrita por Ibn Hayyan (987-1075) sobre o percurso de Abd ar-Rahman III entre os anos de 912 e 942 d.C.. É uma obra essencial para se perceber o trabalho de unificação política operado pelo futuro califa.

Livros como este, outrora inacessíveis, foram divulgados por gente empenhada e competente como Maria Jesus Viguera e Federico Corriente. A edição de que disponho, dada à estampa pela ANUBAR em 1981, está surradíssima. Continuo a divertir-me com a sua leitura, como se fosse a primeira vez que abrisse o livro. A minha passagem preferida continua a ser a "avaliação", muito pouco objetiva..., que o cronista faz dos Banu Marwan, senhores do ocidente e uma permanente dor de cabeça para o poder cordovês: "A ellos fue [an-Nasir, o futuro califa] con todo su poder, empezando por el señor de Badajoz, que era entonces Abdarrahman b. Abdallah b. Abdarrahman, llamado al-Jilliqi, heredero de su poder de cuatro antepasados, distinguidos en el error y firmes en la perdición: an-Nasir hizo alto a las puertas de Badajoz, cueva de disensión, nido de perdición y comienzo de su bisabuelo, Abdarrahman b. Marwan, aliado del diablo y gérmen del error (...)". Ao citar esta passagem na aula, não pude deixar de comentar "o nosso amigo Ibn Hayyan cumpria bem o seu papel de cronista a soldo do poder, detestando sinceramente os inimigos dos patrões...".

Não é uma exceção. Esta linguagem colorida repete-se noutros cronistas. Ibn Sahib al-Sala no "Al-mann bil-imama" não lhe fica atrás... São argumentos a favor de uma visão da História menos solene e mais próxima da vida real.


domingo, 29 de setembro de 2019

SHELL SCOTT

O livro era exatamente este. Andava lá pela casa da Salúquia sem que houvesse a mínima indicação da sua "origem". Num dos verões da adolescência (1978? 1979?), e à falta de outra leitura, peguei-lhe. Li-o de uma ponta à outra, descobrindo o interesse de autores "secundários". Havia histórias bem urdidas - recordo a trama da maior parte delas, sei lá porquê... - e uma que não chegava ao fim. Pela simples razão que a última folha, e a contracapa, tinham sido arrancadas. Era a história de um homem que a Segurança do Estado encerra num farol, esperando que ele assassinasse o bebé que ali fora deixado, para colocar à prova a sua super-sensibilidade ao som.

No outro dia, na Biblioteca Nacional, entre a releitura de Oleg Grabar e a consulta da monumental edição do CHAM Velhos e Novos Mundos. Estudos de Arqueologia Moderna lembrei-me: "terão as antologias de Shell Scott?". Tinham, claro. Pedi o segundo volume (dado à estampa em abril de 1967) e voltei à página de um conto começado a ler há mais de 40 anos. A última página é dececionante e talvez tivesse tido mais graça ficar na dúvida sobre o remate da narrativa. Numa senda um pouco borgesiana.

O autor do conto é Theodore Mathieson (1913-1995), que publicou em várias das antologias de Alfred Hictchcock.

Shell Scott era editado pela Ibis, uma casa que já fechou e que ficava a menos de dois quilómetros do sítio onde me encontro.

TWIMC: a cota é L. 78038 P.

sábado, 28 de setembro de 2019

AUTO DE FÉ

Um livro foi apreendido numa biblioteca pública como prova de um suposto crime de plágio. Um livro tem conteúdos supostamente indecentes. O livro é o mesmo e as "justificações" são atabalhoadas. O sítio onde o ataque ao livro, e a sua apreensão, foi perpetrado foi uma biblioteca pública. O informador rejubilou.

Não suporto proibições. Muito menos de livros. A culpa é dos informadores? É. Mas é sobretudo de quem, por medo ou por conveniência, os segue.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

NO MEU TEMPO...

"No meu tempo é que era bom...". Era? Não era. Bom era eu ter 20 ou 21 anos. De resto, o ensino universitário era pior, as bibliotecas eram piores, as instalações eram piores. "Eles" agora sabem menos? De certo modo, sim. Mas são os menos culpados desta situação. No meu tempo era pior e havia menos condições. Ontem, à noite, ao terminar a preparação de uma aula, dei-me conta da multiplicidade de recursos que temos ao nosso dispor e a forma como podemos / devemos utilizá-los em nosso benefício. Evitando os pop-ups, que quase se tornaram a dominante.

Em jeito de exemplo. Foi com enorme prazer que dei, há tempos, com desenhos do arquivo de de K.A.C. Cresswell (1879–1974) num site ligado à Fundação Aga Khan. Estão pela net essas e muitas outras coisas, outrora inalcançáveis. São pequeníssimos exemplos que ajudam a mostrar que agora é que é bom.


Ribat de Sousse

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

BIBLIOGRAFIA MOURENSE - UM REGISTO PESSOAL: 13/13

O mandato autárquico 2013/17 não terminaria sem que visse a luz do dia um projeto longamente acalentado. O arranque foi tudo menos fácil, com pequenos boicotes, que forma sendo ultrapassados com calma. O princípio de trabalho era simples. Deu-se, a partir de um guião muito simples, total liberdade de trabalho ao José Manuel Rodrigues. A organização das fotografias caberia, depois, ao Jorge Calado. Foi convidado um reputado geógrafo (Jorge Gaspar) para escrever um texto. E integraram-se ao projeto dois autores locais: Francisco Ramos e Norberto Franco. O resultado final foi extraordinário e isso deveu-se tanto à genialidade do José Manuel Rodrigues como à capacidade organizativa e à imaginação do Jorge Calado.

Comecei assim o meu texto nesse livro:
A terra é quente, as pedras escaldam. O calor molda o espírito e ajuda a afeiçoar o vinho. É assim o verão na Amareleja. Quando chegar o outono, o calor será um pouco menos. Haverá vindimas e depois virá o frio e depois haverá vinho novo. Por agora, o céu é quase sempre azul. Entre o céu e a terra se fez a Amareleja. Entre o céu e a terra se faz o vinho da Amareleja.

Foi a minha última edição por terras do concelho. Até ao momento, bem entendido. O 14º. livro está na calha.


Amareleja
Autoria: José Manuel Rodrigues, com textos de Francisco Ramos, Jorge Calado, Jorge Gaspar, Norberto Franco e Santiago Macias
Formato - 22 X 25
Nº de páginas - 172
Ano de edição - 2017
Classificação CDU - 77.03

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

BIBLIOGRAFIA MOURENSE - UM REGISTO PESSOAL: 12/13

À medida que a exposição Água - património de Moura se aproximava do fim foi decidido fazer um catálogo. Que, de algum modo, recuperasse a memória da exposição, mas que não fosse um catálogo clássico, de estudo das matérias apresentadas e de fichas de materiais. No fundo, editava-se um livro repositório. E assim se fez, com a pressão do final do mandato a ditar as suas leis. O resultado foi bom, com o desenho gráfico do Luís Pedro Raposo a ajudar.

Entre final de julho de 2015 e junho de 2017 foi este o balanço:


Três prémios;
Quatro mostras temporárias, que acompanharam Água - património de Moura ao longo desse tempo;
Sete mil visitantes;
Duas visitas especiais: Presidente da República e embaixadora da Argélia;
Atividades como“Do Castelo ao Museu”, “Dá-me uma gotinha de água” e “Da cidade à ribeira – percursos à sombra da água”, esta última promovida no âmbito da Bolsa de Turismo de Lisboa;
Uma câmara aberta denominada “Água – património de todos”;
Duas edições do Fórum 21;
A edição da Valsa da Água Castello “Sallúquia a Bella Moura” de Alfredo Keil;
A edição do catálogo da exposição.

Água - património de Moura
Autoria: Santiago Macias, com a colaboração de Vanessa Gaspar
Formato - 20 x 20
Nº de páginas - 64
Ano de edição - 2017
Classificação CDU - 061.4