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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

STARDUST MEMORIES Nº. 39: LOS ROMEROS DE LA PUEBLA

Talvez fosse por afinidade geográfica, a família de Paymogo "pendia mais" para Los marismeños e para Perlita de Huelva (n. 1939). A verdade e que sempre gostei mais dos Romero de la Puebla. Que eram da Del Río e não da De Guzmán.

Os Romeros de la Puebla passaram gerações e dobraram o século. Quando o tempo avança, começamos a querer voltar aos lugares de origem. A frase foi-me disparada, há uns 10 anos, por Antonio Malpica Cuello, no sul de França. Penso muitas vezes nisso. Com a agravante de ter uma dispersa geografia sentimental.

Aqui ficam os Romeros de la Puebla, nestas alturas em que um certa estética campestre anda a ser recuperada.



sexta-feira, 17 de julho de 2020

GO EAST, POR 4827 EUROS

Vão para o interior, com um apoio de 4.827 euros. A medida é penosa, de tão pueril. E revela bem a distância que vai entre quem imagina as coisas e quem as vive. A medida não é nova. Já foi anunciada e novamente anunciada. É o novo estilo de fazer política. Não importa fazer, mas anunciar que se faz.

Go west, diziam os Village People (e os Pet Shop Boys). A mensagem era "outra", bem sei, mas aqui pouco importa. Go east, mas baratinho,  diz o Governo da Pátria...

terça-feira, 14 de julho de 2020

STARDUST MEMORIES Nº. 36: SIDNEY BECHET E ALCATIFAS ROBILON

Ao ouvir, esta manhã na Antena 2, a entrevista a António Saiote e ao escutar depois uma interpretação de "Petite fleur", obra de 1952, fui remetido para um passado já distante. Era essa a música de um anúncio na tv, há 50 anos. Um casal de ar chique dançava ao ar livre, em cima de uma alcatifa, na qual se viam ainda uma mesa, com um frapé, e duas cadeiras. Por detrás, uma locomotiva passava por cima da alcatifa, enquanto em off alguém dizia "em sua casa não passa um combóio". Estava assim garantida a durabilidade das alcatifas Robilon.

No meio de tanta coisa que há na net, não consigo encontrar essa pérola da publicidade.

Sidney Bechet é imortal, isso sim.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

ENNIO MORRICONE (1928-2020)

Não sabia falar inglês, nunca quis viver em Hollywood. Foi o mais genial compositor de bandas sonoras para filmes. Já várias vezes o referi, repito-o agora, na hora em que partiu.

Imaginam O bom, o mau e o vilão sem aquela cavalgada de sons?
Ou o reviver da sétima arte em Cinema Paraíso sem aquela música nostálgica? Eu não consigo. Aqui fica um pouco do talento imenso de Morricone. Os óscares? O génio não se mede em bonecos.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

E AO 20º DIA...

À hora do almoço comecei a trautear uma música, cuja letra diz, em certa altura "hey mano / estás em grande". Antes de ouvir a ameaça de ir parar a Rilhafoles, jurei que a música existia. E avancei o ano de 1981/1982. Ante o descrédito geral, bem entendido.

Só agora tive tempo de confirmar  É claro que existe. É de autoria de Fernando Correia Marques, who else?

quinta-feira, 2 de abril de 2020

ORQUESTRA GERAÇÃO

Tomei, há pouco, conhecimento da ORQUESTRA GERAÇÃO. "Sabe o que é a Orquestra Geração?", perguntou o meu interlocutor, ao telefone. Admiti que não. Nunca de tal tinha ouvido falar. A curiosidade, depois, levou-me a uma breve pesquisa. Não sei explicar bem porquê, mas a minha ignorância encheu-me de vergonha. Corei na solidão da sala.

História no site da orquestra:
No início do ano letivo de 2007/2008, fruto de uma conversa entre o Dr. Jorge Miranda (Câmara Municipal da Amadora) e o Dr. António Wagner Diniz presidente do Conselho de Gestão do Conservatório Nacional, tomou-se a decisão de acrescentar ao projeto Geração já implantado no bairro da Boba (Concelho da Amadora), uma orquestra que aplicasse em Portugal o Sistema de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela. Este sistema visa essencialmente dar um apoio social a crianças e jovens oriundos de bairros ditos difíceis, onde impera a marginalidade e o tecido familiar é muito frágil, e tem como objetivo através da prática intensiva de orquestra (trabalho de conjunto por excelência) integrar as crianças ou jovens na sociedade, aumentando-lhes a auto estima e o respeito pelo outro, de forma a se atingir um desenvolvimento harmonioso da sua personalidade e combater o absentismo escolar, a saída para a marginalidade, enfim a desnaturação da personalidade do ente intervencionado. O projeto Orquestra Geração tem revestido em Portugal um papel igualmente importante na aproximação e motivação das famílias dos alunos, no sentido de se integrarem progressivamente nas atividades da orquestra, contribuindo para o alargamento do espectro de ação do mesmo, motivando e responsabilizando todo o agregado familiar na obtenção dos resultados por nós idealizados.

O melhor é ir ao site: http://orquestra.geracao.aml.pt. Melhor ainda é ver e ouvir o que estes miúdos são capazes de fazer:


sábado, 21 de março de 2020

COMEÇA A PRIMAVERA

Começa, sem que nisso se fale. Verlaine, o do absinto, falava-nos do luar. O tom crepuscular da (trucidada pela crítica) encenação de La traviata levou-me de um ponto ao outro. Aquele ar de gazebo tem a ver com o luar.

Clair de lune

Votre âme est un paysage choisi

Que vont charmant masques et bergamasques
Jouant du luth et dansant et quasi
Tristes sous leurs déguisements fantasques.

Tout en chantant sur le mode mineur

L'amour vainqueur et la vie opportune,
Ils n'ont pas l'air de croire à leur bonheur
Et leur chanson se mêle au clair de lune,

Au calme clair de lune triste et beau,

Qui fait rêver les oiseaux dans les arbres
Et sangloter d'extase les jets d'eau,
Les grands jets d'eau sveltes parmi les marbres.


quarta-feira, 18 de março de 2020

ÓPERA NO MET - UMA BORLA POR CONTA DO COVID-19

Conseguir bilhetes na Gulbenkian para assistir às transmissões ao vivo a partir do MET é uma quase impossibilidade. Consegui entradas não mais de seis vezes, nos últimos quatro anos. Com a estranha sensação de, depois de entrar, me sentir muito jovem no meio do público.

Em todo o caso, e tendo em conta o que momento que se vive, decidiu a Matropolitan Opera disponibilizar, em streaming https://www.metopera.org, gravações antigas. Aqui fica o programa:


Tuesday, March 17 – Puccini’s La Bohème (pode ser vista até ao princípio da tarde; há pouco havia 390.000! pessoas conectadas)
Conducted by Nicola Luisotti, starring Angela Gheorghiu and Ramón Vargas. Transmitted live on April 5, 2008.
Wednesday, March 18 – Verdi’s Il Trovatore
Conducted by Marco Armiliato, starring Anna Netrebko, Dolora Zajick, Yonghoon Lee, and Dmitri Hvorostovsky. Transmitted live on October 3, 2015.
Thursday, March 19 – Verdi’s La Traviata
Conducted by Yannick Nézet-Séguin, starring Diana Damrau, Juan Diego Flórez, and Quinn Kelsey. Transmitted live on December 15, 2018.
Friday, March 20 – Donizetti’s La Fille du Régiment
Conducted by Marco Armiliato, starring Natalie Dessay and Juan Diego Flórez. Transmitted live on April 26, 2008.
Saturday, March 21 – Donizetti’s Lucia di Lammermoor
Conducted by Marco Armiliato, starring Anna Netrebko, Piotr Beczała, and Mariusz Kwiecien. Transmitted live on February 7, 2009.
Sunday, March 22 – Tchaikovsky’s Eugene Onegin
Conducted by Valery Gergiev, starring Renée Fleming, Ramón Vargas, and Dmitri Hvorostovsky. Transmitted live on February 24, 2007

Programa para logo à noite.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

ALBERTO RIBEIRO - 100 ANOS

Aqui se reproduz um pequeno excerto do filme "Capas negras", de 1947. O filme em si é pior-que-o-Deus-me-livre. Mas foi um sucesso colossal. Ainda o é. Em grande medida, graças a Amália Rodrigues. E, também, a Alberto Ribeiro (1920-2000). Tinha uma voz poderosa e límpida, de tenor, e boa presença. Tivesse nascido nos Estados Unidos ou em França e teria conhecido uma carreira internacional de sucesso. No Portugal de pequena paróquia em que viveu não teve essa abertura. Acabou por se retirar prematuramente da vida artística.

Alberto Ribeiro nasceu há exatamente 100 anos. Fico com curiosidade para ver/ler o eco que a efeméride vai ter.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

MARXISMO-LENINISMO: VERSÃO TROPICO-DOMINICAL

Marx parece-se com o Lula de outros tempos. E gosto dos alamares do Lenine.

Como dizia um amigo, hoje por terras australianas, "bom dia e boas melhoras".

sábado, 18 de janeiro de 2020

O QUE SE PASSOU COM O BLOGUE?

Muitos amigos me têm perguntado "mas, afinal o que se passou com o teu blogue? que bloqueio houve?".

Aqui vai:

Ponho sempre o link do blogue no meu facebook. Por vezes, faço-o também na página MOURA. Por opção, nunca coloco temas de política local na página MOURA.
A colocação desses links é uma forma de dar mais visibilidade ao que, desde há 11 anos, vou escrevendo.
Por razões mais ou menos óbvias um grupo de imbecis resolveu "denunciar-me" ao facebook. Isso fez com que esses links desaparecessem. Ou seja, posso publicar no meu blogue, mas não dar publicidade ao link. Essa parte está, para já, bloqueada.

E então? Então, é hora de criar alternativas. De continuar a contactar amigos. De dizer o que penso, como e quando quero.

Onde está a origem da "denúncia"? Nos babacas do costume, seguramente.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

BOM ANO DE 2020

Começa o ano. Logo mais haverá a Marcha Radetzky. E a Ópera de Viena. Será bonito, como sempre.

Por agora, tenho mais vontade de ouvir o Guantanamera e de ver e ouvir Celia Cruz (1925-2003). Sempre se entra no novo ano, que não na nova década, em estilo vibrante e alegre. Bom ano aos leitores do blogue.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

SPANISH BOMBS

Falei de London Calling há exatamente dez anos. O disco tinha saído em 1979. Dos 30 chegámos aos 40. O duplo ainda está cá por casa. Em 2009, o jovem Manuel ficou espantado por eu conhecer os Clash. Oxalá ele ainda se lembre deles, digo eu agora.

O espanhol de Joe Strummer não é bem canónico. Mas quem quer saber disso, não é verdade?

M. CONCEIÇÃO AMARAL NO OPART

A informação foi tornada pública hoje. Maria da Conceição Amaral dirigirá, a partir de janeiro, os destinos do OPART (Teatro Nacional de São Carlos e Companhia Nacional de Bailado). Fácil não é palavra que se adeque a esta nova função. No caso da Conceição, a longuíssima experiência profissional, a competência e a calma com que encara as dificuldades são um bom prenúncio.

Ao trabalho, e desejo-te toda a sorte do mundo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O VENTO MUDOU: EDUARDO NASCIMENTO (1944-2019)

A melhor homenagem a Eduardo Nascimento (1944-2019) veio com o tempo. A ele e a Nuno Nazareth Fernandes (n. 1942), que compôs O vento mudou. A música ficou esquecida durante quase 20 anos, até ser resgatada pelos Delfins, em 1984. Depois, têm-se multiplicado as "versões". Diferentes, mais ou menos inspiradas, mais ou menos próximas, mas a partir de um original inesquecível. A que mais gostei foi uma que ouvi na Amareleja, pelos Amor Electro. Não há gravação.

Delfins
Da Vinci
Grande Orquestra de Luís Gomes
UHF
Namorados da Cidade
Ricardo Oliveira



terça-feira, 19 de novembro de 2019

SER SOLITÁRIO

Foi talvez no início de 1980 a única vez que vi José Mário Branco atuar ao vivo. Foi no Teatro Aberto, numa tarde de domingo. Falava-se na altura do espetáculo Ser solidário. Devo ter lido alguma crítica no semanário Se7e, cuja leitura não dispensava, por essa altura. O disco foi editado, coisa impensável nos nossos dias, com a participação dos espetadores que quiseram contribuir. E que, claro, tiveram depois direito a um exemplar.

Tenho, curiosamente, imagens muito vivas desse espetáculo, apesar de terem passado quase 40 anos. Recordo-me de José Mário Branco ter cantado a marcha "Qual é a tua, ó meu?", que tinha sido chumbada num concurso promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, na altura dirigida pelo Eng. Krus Abecasis. A marcha tinha como estrofes coisas como:

Com tanta Ladra no mundo 

O teu Rato andava à caça 
de Sapadores 
Quanto mais a dor Dafundo 
Menos a gente acha Graça 
Aos ditadores 

ou


Não é possível meter 

Águas Livres numa Bica, 
Como tu queres 
Quem pensa assim, podes crer, 
Campo Grande onde Benfica 
É nos Prazeres

O refrão era:

Qual é a tua, ó meu? 
Andares a dizer "quem manda aqui sou eu"? 
Qual é a tua, ó meu? 
Nesse peditório o pessoal já deu.

Quando acabou de cantar, José Mário Branco fez um ar (falsamente) compungido e disse baixinho: "não sei porque é que não gostaram da minha marchinha...".


Vi-o, algum tempo depois, como ator de uma peça intitulada Cogumelos, no desaparecido Teatro Vasco Santana. Era uma colagem de textos, encenada por Jorge Listopad, em que, às tantas havia uma rábula sobre a conquista de Lisboa, na qual um cabide se transformava em cruz e havia uma procissão. Uma farsa inolvidável.

E agora? Agora, vamos ouvir José Mário Branco. Que foi solidário, solitário e um digno outsider.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A PROPÓSITO DO ENSINO DA MÚSICA: DE IGARASSU A CATEURA E DEPOIS ATÉ MOURA

Nunca tinha ouvido falar disto. O vídeo chegou-me há dias, remetido por Isabel Gaivão, uma amiga de Safara. O que vi deixou-me estupefacto. Numa paupérrima localidade do Paraguai, Cateura, os miúdos aprendem música, com objetos feitos a partir do lixo. Fui depois à procura de informação e percebi que o desenvolvimento do projeto teve contornos menos poéticos e que houve coisas tristes. Essa parte já não me surpreendeu. Tantos projetos que vi começar poeticamente, para depois sucumbirem na vaidade e na ambição...

Em todo o caso, o que aqui interessa são palavras como vontade, superação, esforço, determinação. Os miúdos constroem, tocam e falam do poder da música como elemento transformador. Não se queixam, não reclamam porque não há ar condicionado ou porque a estante está partida. Há uns oito anos, em Igarassu, muito perto da linha do Equador, assisti a uma cena notável. Numa manhã quente e muito húmida, vejo sair um homem ainda jovem sair de uma modesta Casa das Artes. Vinha com umas partituras na mão e disse, para dentro, "vamo' lá pra fora, que aqui num dá". O grupinho de adolescentes, uns seis ou sete, seguiu-o ordeiramente, com estantes, cadeiras, instrumentos e partituras. Foram para o outro lado da rua e instalaram-se, debaixo de uma árvore. A aula começou. Tocavam um choro. Não é a minha área, mas pareceu-me que tocavam lindamente. Sobretudo, estavam com um ar sorridente e transmitiam felicidade. Fiquei por ali um pouco, mais interessado naquele concerto, no meio do calor, que na pinacoteca.

Imaginei-me em Moura. E imaginei a trovoada de reclamações, quase sempre da parte de alguns pais "ó, sô vereador, quando é que temos aqui um ar condicionado a funcionar como deve ser?", "não há umas almofadas? quando é que esta câmara dá condições para as crianças aprenderem?", "ó sô vereador, está um sol que não se pode e nem um sítio para estacionar o carro...", "quando é que a câmara arranja um subsídio para novos instrumentos? as câmaras xis e ípsilon pagam TUDO". Etc. Vivi situações destas e outras ainda mais confrangedoras. E quando penso naquilo que, um vários sítios, fui vendo, mais me convenço do que é crucial. Coisas como vontadesuperaçãoesforçodeterminação, humildade, abnegação. E também palavras como alegria, sonho, imaginação.

Cateura fica a 8.780 quilómetros de Moura. Igarassu está a 5.850.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

MARRAQUEXE EXPRESS

Ao procurar imagens para um projeto em desenvolvimento, fui dar com um conjunto de fotografias antigas de Marraquexe, ponto central do tema que nos ocupa. Ainda desabafei para o meu colega, e amigo há quase 40 anos, "ainda vamos ser acusados de promotores do exotismo ou de orientalistas filhos do pós-colonialismo, vais ver a barraca...". Embora não pareça, ele tem muito mais juízo que eu e não (me) ligou nenhuma. Há muitos anos (seis, para ser preciso) que não vou a Marraquexe. Mas a imagem perene será, sempre, a daquele setembro de 1981, quando alguns sítios da cidade se pareciam ainda um pouco com o cliché orientalista.

E, isso sim, lembro-me de irmos no autocarro, estrada fora, enquanto na minha cabeça soavam os Crosby, Stills and Nash:

Would you know we're riding
On the Marrakesh Express
Would you know we're riding
On the Marrakesh Express
All on board that train


domingo, 7 de julho de 2019

JOÃO GILBERTO (1931-2019)

Em dois ou três anos reinventou a música brasileira. E a nossa. Nada voltaria a ser como antes. Ninguém compunha assim. Ninguém cantava assim, em sussurro e sem desafinar. Ninguém foi recluso assim. Ninguém foi lírico assim. Vão começar as coletâneas e as homenagens. A lenda já tinha começado em vida. Nós ficamos mais pequenos.

Aqui fica uma composição que não é dele. Gostaria de ter escolhido "Saudade da Bahia", porque ninguém cantou Caymmi como ele. Mas a gravação ao vivo que encontrei foi esta, interpretando outro génio, Ary Barroso:




sábado, 29 de junho de 2019

LAS CANCIONES DE SU PADRE

É um disco de cabeceira. Desde há 30 anos. Foi-me oferecido por uma amiga chamada Deolinda. Linda Ronstadt foi buscar as origens e cantou em espanhol. Dando um cunho muito especial às canciones do México, que não eram exatamente do seu pai, mas de antepassados lá mais para trás.

O som é tão colorido como a capa. Tenho-o retomado nestes dias, enchendo o gabinete na Rua da Boavista de som ranchero. Estes dias de quase verão, com os santos à porta, são bons para isso.