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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MOURA, COM UM TOQUE GREGO

Mais um testemunho de Moura. A imagem data de 1958. É de uma das últimas casas do castelo. O autor é Diogo Margarido, um belíssimo fotógrafo do Alto Alentejo.

O castelo continua a ser(-me) indispensável. As casas já lá não estão, aqueles gatos seguramente que não. O castelo que eu conheci é muito diferente do de hoje. Mas renova-se-me a alma todos os anos, quando os trabalhos recomeçam e se dá um pouco de contributo para o conhecimento do que é nosso.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

O CAMINHO DA NOSSA PROCISSÃO

             Durante muito tempo me questionei sobre a antiguidade do percurso da procissão do Domingo da Festa, em honra de Nossa Senhora do Carmo. Continuo sem saber quando começou a tradição, que faz o caminho (2100 metros, ao todo) por entre as ruas da Moura, cruzando a cidade que se foi construindo entre os séculos XIII e XVIII. Mas tenho a certeza que, em julho de 1816, já era (quase) esse o trajeto. Porque desse ano temos testemunho de uma procissão. O falecimento da rainha, D. Maria I, ocorrera em 20 de março, no Rio de Janeiro, mas só em finais de julho as forças vivas da vila de Moura organizaram o cortejo fúnebre.
No livro de atas da vereação de 1816 da Câmara de Moura encontra-se esta descrição (fols. 61-61v.): “no dia 29 de julho de presente anno de 1816 se ajuntarão nas casas da Camara desta villa todos os officiaes de justiças, misteres, e todos os pautados em procuradores da Camara, e em veriadores, que para esse fim tinhão sido avisados no dia antecedente. Sahio das ditas casas a porcição funebre, formada em duas allas, puchadas pelo cavalheiro José Mathias de São Paio Lobo, que levava o estandarte real de lutto, hindo adiante delle huma escolta de cavalaria do regimento numero 5, que emtão se achava de quartel nesta mesma villa. Atras do estandarte seguião-se todos os officiaes de justiça, depois destes os misteres, logo os pautados em procuradores da camara, depois deles os pautados em veriadores, e procurador da camara autual, e na sua retaguarda a companhia de milicianos, que há nesta villa, comandada pelo tenente della Bentto Maria Segurado. Caminhou a porcição pela Praça em direitura à Rua do Morgadinho, dahi à Rua de Serpa, aonde quebrou o primeiro escudo o veriador mais velho o capittão mor desta villa Francisco de Paula Limpo Quaresma. Seguio a porcição athe a Rua de Santo Agostinho, e fazendo volta o Rocio da Gloria, ahi quebrou o segundo o veriador segundo Marianno Bestel Vinha. Continuou a porcição pela Rua de Gonçalgaracia [sic], e emcaminhado-se a Rua da Assaboeira de frente do passo della quebrou outro escudo o terceiro veriador Sebastião Casqueiro Viera [sic] Gago. Daqui seguiu a porcição pela Rua Longa em direitura a Igreja Matriz de São João Baptista, e fora do adro della se repetio huma piquena oração.”
Os aspetos organizativos são interessantes, com a presença de uma tradição antiga, a da quebra dos escudos representativos da rainha falecida. Mas o mais relevante é o percurso da procissão, que é o mesmo da que ainda hoje se cumpre na Festa de Nossa Senhora do Carmo. Mudaram os nomes de todas as ruas, mas os locais de passagem do cortejo não sofreram alterações: da praça passa-se à Rua do Morgadinho (Miguel Bombarda), depois à Rua de Serpa (Serpa Pinto), em direção à Rua de Santo Agostinho (9 de abril). A partir desse ponto inicia(va)-se o regresso. Primeiro pelo Rocio da Glória (Largo Gago Coutinho), depois pela Rua de Gonçalo Garcia (5 de outubro), infletindo para a Rua da Assaboeira (Dr. Garcia Peres), antes de chegar à Praça pela Rua Longa (Santana e Costa). Como alterações dignas de registo refira-se o facto de hoje a grande procissão de julho alternar entre as ruas de Santana e Costa e de Arouche. E de não terminar, como é evidente, em S. João, mas sim no Carmo.
O tempo passou. E passará. A nossa Moura permanecerá. Esta memória da vila oitocentista é uma prova de que os gestos do quotidiano são também, uma construção no tempo. Uma evidência de que tudo aquilo que fazemos, nas nossas terras, não é fruto do acaso.

Crónica publicada hoje, em "A Planície"

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

STVDIA HISTORICA & ARCHAEOLOGICA - MOVRA MEDIEVALIS

As palavras são curtas para exprimir o que senti, há minutos, quando despachei a parte final do manuscrito do livro, para ser tratado graficamente. Foi um percurso longo (de 2013 até agora), e cheio de curvas e contracurvas. Agora, temos esta calendarização:
Grafismo - 10 dias;
Revisões - 5 dias;
Impressão - 5 dias.
Apresentação pública em Moura - segunda quinzena de janeiro.
Programa a anunciar. 😊😊😊


Índice do livro:
Mouraria - o arrabalde muçulmano no século XIV - José Gonçalo Valente e Santiago Macias
A Mouraria de Moura -  a comuna, a organização do bairro e a toponímia - José Francisco Finha


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

MOURA NO SÉCULO XVI, ANTES DA TELEVISÃO A CORES

Na verdade, trata-se de uma aguarela de 1642, de Brás Pereira. Está na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Retoma o célebre  "Livro das Fortalezas», de Duarte Darmas, de inícios do século XVI. Só nos chegou esta perspetiva, não se sabendo se a outra chegou a ser feita. Do ponto de vista da identificação do urbanismo ou dos edifícios de Moura, Brás Pereira não acrescenta nada ao desenho anterior. Mas é verdade que esta representação é um pouco mais flashy, com os telhados em verde...

Reparem num detalhe no escudo: a Lenda da Moura Salúquia já era conhecida no século XVII.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

A INAUDITA AVENTURA DO ARCO DO VISCONDE

0 grande Homero às vezes dormitava, garante Horácio. Outros poetas dão-se a uma sesta, de vez em quando, com prejuízo da toada e da eloquência do discurso. Mas, infelizmente, não são apenas os poetas que se deixam dormitar. Os deuses também.

Assim aconteceu uma vez a Clio, musa da História que, enfadada da imensa tapeçaria milenária a seu cargo, repleta de cores cinzentas e coberta de desenhos redundantes e monótonos, deixou descair a cabeça loura e adormeceu por instantes, enquanto os dedos, por inércia, continuavam a trama. Logo se enlearam dois fios e no desenho se empolou um nó, destoante da lisura do tecido. Amalgamaram-se então as datas de 4 de Junho de 1148 e de 29 de Setembro de 1984.

Começa deste modo A inaudita guerra da Avenida Gago Coutinho, de Mário de Carvalho (n. 1944). Lembrei-me há dias, ao retomar uma imagem que apareceu algures no facebook. Ali se enleiam as imagens do Arco do Visconde, em Moura e qualquer outro sítio, que não consigo imaginar onde onde seja. O trabalho de recomposição é notável, mas também não consigo descortinar o objetivo.


domingo, 24 de novembro de 2019

DO DIRHAM AO BOLHÃO

Não era uma moeda, eram duas. Um bolhão e um dirham, D. Sancho I e os almóadas. Foram recolhidas na campanha arqueológica de 2019, junto ao convento do castelo, em Moura. Apesar da relativa "descontextualização" (foram achadas em níveis de superfície) são peças importantes pelos níveis em que andamos, e pela contemporaneidade dos achados.

Nos próximos anos, iremos alargando um pouco a área de intervenção. Em 2020, se definirá "o quê". Talvez o urbanismo, talvez a água. Foram sendo publicados, ao longo dos anos, trabalhos em torno da História e da Arqueologia de Moura. Umas vezes a solo, outras (a maior parte) em colaboração com colegas que têm estado neste projeto de investigação. A saber: Artur Goulart de Melo Borges, José d'Encarnação, José Gonçalo Valente, Maria da Conceição Lopes, Miguel Rego e Vanessa Gaspar. No início de 2020 verá a luz do dia mais uma publicação. E Moura será tema de conferência, em Palmela. Moura on my mind, cantaria Ray Charles se soubesse onde Moura fica... A lista, incompleta, de trabalhos editados, é esta:


A. Almocavar de Moura - localização e epigrafia in "Arqueologia Medieval", no. 1, Porto, Edições Afrontamento, 1992, pp. 65-69
B. Moura na Baixa Idade Média - elementos para um estudo histórico e arqueológico in "Arqueologia Medieval", no 2, Porto, Edições Afrontamento, 1993, pp. 127-157
C. Fortificações modernas de Moura, Moura, Câmara Municipal de Moura, 2005
D. Convento de Santa Clara (Moura) – um conjunto cerâmico do século XVII, Moura, Câmara Municipal de Moura, 2005
E. 457. Placa funerária romana em Moura (Conventus Pacensis) inFicheiro Epigráfico” (suplemento de Conímbriga), no. 103, Coimbra, Instituto de Arqueologia, 2012
F. 460. Ara funerária romana em Moura (Conventus Pacensis) inFicheiro Epigráfico” (suplemento de Conímbriga), no. 104, Coimbra, Instituto de Arqueologia, 2013
G. Moura – fortificações modernas: passado e futuro in CEAMA, no. 10, Câmara Municipal de Almeida, 2013, pp. 108-120
H. Castelo de Moura. Escavações arqueológicas 1989-2012 – catálogo, Moura, Câmara Municipal de Moura, 2013
I. Lacalt e Laqant: da toponímia antiga à islamizaçãin “O sudoeste peninsular entre Roma e o Islão, Mértola, Campo Arqueológico de Mértola, 2014, pp. 168-177
J. Moura e Serpa entre a Antiguidade Tardia e a Islamização in Visões do invisível – património religioso da margem esquerda do Guadiana” (dir. José António Falcão), 2a ed., Beja, Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, 2015, pp. 14-45
K. Castelo de Moura. Escavações arqueológicas 1989-2013 – texto, Moura, Câmara Municipal de Moura, 2016
L. Água – património de Moura, Moura, Câmara Municipal de Moura, 2017

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

AMIANTO

É assunto recorrente, nos últimos tempos. Tem-se falado imenso na questão, a propósito das escolas. É uma preocupação justificada. Recordo-me das conversas tidas, em 2014, com os colegas da vereação (José Gonçalo, Céu Rato e Joaquim Simões), por causa desse assunto. E das análises que mandámos fazer, a uma entidade devidamente certificada. Os edifícios com cobertura de amianto eram algumas das escolas, o pavilhão gimnodesportivo e os pavilhões à entrada da feira. As partículas detetadas eram cerca de 20 vezes inferiores aos limites legais. Podíamos ficar descansados. Mas não ficámos. Foi dado início a um processo de reabilitação de imóveis. As escolas são, hoje, completamente seguras, além de terem tido outros melhoramentos, concluídos em 2016. No pavilhão gimnodesportivo foi removida a cobertura em amianto.

Só faltam o pavilhão da feira e a escola profissional.

Pavilhão de exposições e Escola Profissional

terça-feira, 19 de novembro de 2019

O PAVÃO

É uma peça de cerâmica - parte dela, na verdade -, recolhida há quase 40 anos no Castelo de Moura. Sempre que a vejo, com aquelas penas em tons de amarelo e de verde penso em pavões. Acho que é uma invulgar taça-pavão a que nos coube em sortes. Gabriela Mistral também teve um pavão assim, fugidio como o nosso.

Que sopló el viento y se llevó las nubes 
y que en las nubes iba un pavo real, 
que el pavo real era para mi mano 
y que la mano se me va a secar, 
y que la mano le di esta mañana 
al rey que vino para desposar. 
¡Ay que el cielo, ay que el viento, y la nube 
que se van con el pavo real!

domingo, 17 de novembro de 2019

PASSAPORTE MOURENSE

Foi um grande fotógrafo. Teve uma carreira de décadas e foi bastante prolífico. Chamava-se António Passaporte (1901-1983), e nasceu em Évora. A sua obra é de uma extraordinária utilidade para nos dar uma imagem viva do que foi o nosso século XX. Muitas das suas fotografias estavam à venda, sob a forma de postal ilustrado. Eram fotografias a preto e branco, de grande recorte e luminosidade. Como esta, que nos mostra o interior do Castelo de Moura. Foi assim que conheci o sítio, em finais dos anos 60. Foi assim que ele se manteve, até 2002/2003. Por isso mesmo a obra de António Passaporte nos é essencial para uma reconstrução da imagem dos sítios.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

NATAÇÃO OBRIGATÓRIA

A Banda do Casaco cantava

Natação obrigatória
na introdução à instrução primária
natação obrigatória
para a salvação é condição necessária


E eu acho que é mesmo necessária, a natação. Luís de Camões que o diga. Devia ser um nadador fora de série. Zarolho e só com uma mão (na outra levava Os Lusíadas...) lá chegou à praia. Salvou-se e salvou o poema.

Com um toque menos épico, terminámos a redação de um livro às 00:35 de hoje. Já lá vão 155.000 caracteres, o que dará umas 120 páginas impressas. Para nos vingarmos, o título será em latim. Chique a valer, diria o outro.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

ESTRADA DA COMENDA

Subindo hoje devagar, em direção à igreja de S. Francisco, surgiu-me este início de um poema:

Para além da curva da estrada 
Talvez haja um poço, e talvez um castelo, 
E talvez apenas a continuação da estrada. 


O poema é de Alberto Caeiro, e há coincidências a que não podemos escapar...

Ao fim da tarde, havia luz e um calor de inverno, em Moura. Depois, a noite ficou escura e fria.

Estrada da Comenda é uma obra de Manuel Amado.

sábado, 12 de outubro de 2019

TARDE NOS AMARELOS

Ou, como gosto de dizer, tarde em terra firme. Não só a exposição ficou montada em tempo recorde, como a abertura teve lugar à hora marcada. Mais importante ainda, o Rui Caeiro, o Daniel Rodrigues e a Liliana Rodrigues brindaram-nos com uma magnífica interpretação de duas peças musicais.

Uma tarde entre amigos, que se prolongou por um bom par de horas. As Caligrafias ficam na sede dos Amarelos até dia 2 de novembro.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CALIGRAFIAS EM MOURA

No próximo sábado, dia 12, às 16:00, tem lugar, em Moura (na sede de "Os Amarelos"), a inauguração da exposição fotográfica "Caligrafias".

É o quinto ponto num percurso iniciado em Évora, há quase um ano. Depois de Alvito, Cuba e Mértola, vai ficar umas semanas na minha terra. Rumará depois mais para sul. Próxima e sexta paragem: Silves.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

COMISSÃO DE FESTAS

Por várias vezes, na minha carreira, desempenhei o papel de "comissário". Ou seja, de responsável científico no âmbito de uma exposição. É um trabalho que me agrada especialmente, por razões que não vêm agora ao caso.

Ora, tendo sido "comissário", nunca fui membro de uma comissão de festas. Muito menos da de Moura. É uma (A) falha maior, e dificilmente reparável, no meu caminho. Em todo o caso, fiquei feliz ao ver este grupo de amigos abalançar-se à Festa de 2020. Salvo erro da minha parte, cumprem-se 50 anos deste modelo de festa. Tenho a certeza que esta comissão grande vai ser uma grande comissão. Aqui fica o texto que hoje difundiram:

Caros Mourenses, 
Nenhum caminho é longo demais quando um amigo nos acompanha.
É com este espírito de grande amizade e união que nos apresentamos a vós como a novel Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo.
Como todos sabemos, as nossas festas anuais são um marco importante da nossa cidade, e a sua continuidade, ano após ano, é imperativa e um dever que todos os mourenses devem honrar.
Felizmente o nosso povo nunca diz não, quer fazendo parte das comissões, quer com uma ajuda incansável, de todos, para com as mesmas.
Este ano cabe-nos a nós essa honra, e começámos já a trabalhar, para que no final a nossa Santa Padroeira e as suas Gentes se sintam orgulhosas com o nosso trabalho.
Em todos os nossos eventos terão a garantia máxima da nossa dedicação e trabalho, sempre a pensar em todos vós. 
Assim sendo, esperamos ver-vos a todos ao longo deste ano.
Marcamos já encontro na tradicional Feira de Setembro de 12 a 15 de Setembro. 
Que Nossa Senhora nos acompanhe a todos.
Com os melhores cumprimentos,
A Comissão de Festas 2019/2020

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

ÁGUA CASTELLO - ANO 120

A Água Castello voltou a mudar de mãos. A empresa já não tem o impacto social que, em tempos, teve, na nossa terra. As dezenas de funcionários que ali labutavam todos os dias resumem-se, agora, a um pequeno grupo de trabalho. A marca continua, ainda assim, a ser um símbolo forte da terra. Nos últimos anos, e por conjugação do interesse que sempre tive neste tipo de contactos, como pela disponibilidade de Jorge Henriques e de Nuno Colaço, houve uma clara aproximação entre a autarquia e a empresa. Daí resultaram uma ativa colaboração da Água Castello na exposição"Água - património de Moura" (2015) e a edição da "Valsa da Água Castello" (2016).

Do ponto de vista do cliente, espero que a água mantenha as suas características e aquela identidade masculina. A finna nunca me encheu as medidas. Percebo as razões, nomeadamente a procura de novos mercados e de novos clientes, como Jorge Henriques detidamente me explicou, mas "aquilo" não é para mim.

domingo, 4 de agosto de 2019

BIBLIOGRAFIA MOURENSE - UM REGISTO PESSOAL: 6/13

2005 foi também o ano de edição de um trabalho que fora começado em 1987, que tinha sido publicado de forma parcelar, mas que merecia mais.

No final dos anos 70 foi recolhido um coerente conjunto cerâmico nos terrenos do antigo Convento de Santa Clara. A despeito de não haver qualquer registo conhecido quanto ao local preciso de recolha ou quanto à forma como as peças foram recuperadas, era inegável a coerência tipológica dos materiais. Usamos, para o estabelecimento de balizas cronológicas, várias telas de Josefa d'Óbidos. Fez-se uma listagem das peças mais significativas, magnificamente desenhadas por Carlos Rico. E publicou-se um pequeno catálogo.

Convento de Santa Clara (Moura) - um conjunto cerâmico do século XVII
Autores: Santiago Macias e Miguel Rego
Formato - 20 x 20
Nº de páginas - 48
Ano de edição - 2005 (d.l. de 2007)
Classificação CDU - 902(469)"18/19"

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

HOJE, EM SOUSTONS

Hoje à noite há corrida de touros, em Soustons, no sul de França. Lá estaremos, com os moços do Grupo de Moura. A reportagem virá depois.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

BIBLIOGRAFIA MOURENSE - UM REGISTO PESSOAL: 4/13

Sempre tive este livro como "pouco amado". É verdade que a grande fotografia que o Mariano Piçarra fez, e que foi escolhida para a capa, não é muito festiva. Mas o que se queria era que a Festa de Moura fosse retratada por seis fotógrafos. Que cada desse uma perspetiva de um aspeto particular e que todos fotografassem a procissão. Moura - crónica da festa foi mais um esforço de fixação da memória do sítio e das coisas que nele sucedem naqueles cinco dias.

É um livro de registo e de crónica. Que teve uma inspirada produção gráfica de Luís Moreira. Criou soluções geniais e pontuou o texto de vinhetas, numa proposta criativa. Já passaram quase 20 anos. Continuo a achar que foram produzidas imagens excecionais. Que o tempo tem melhorado. Como sempre acontece com as boas colheitas.


Moura - crónica da festa
Autores: Alberto Frias, António Cunha, António Pedro Ferrreira, José Manuel Rodrigues, Mariano Piçarra, Rui Cunha e Santiago Macias
Formato - 28x30
Nº de páginas - 159
Ano de edição - 2001
Classificação CDU - 77.04(469)"19/20"

terça-feira, 9 de julho de 2019

CASTELO DE MOURA - ARQUEOLOGIA ONLINE

Os livros foram publicados em 2013 e em 2016. São dois volumes que sumariam as campanhas arqueológicas realizadas no Castelo de Moura até essa data. Os trabalhos prosseguem. É um projeto a que não se pode aplicar a palavra fácil. Constato, com orgulho e com tranquilidade, que o castelo de hoje tem muito pouco a ver com o de 1989. Tem sido um processo longo e difícil. Pouco consentâneo com discursos fofinhos e com palavras caritativas. A reabilitação do património implica ética, reflexão e ação.

Os livros sobre as escavações arqueológicas estão disponíveis online:

http://santiagomacias.org/publi.php?livros

Escavações no Castelo de Moura - 9.7.2019 (12:39)

segunda-feira, 8 de julho de 2019

DIAS DA FESTA QUE ESTÁ PARA VIR

Esta é a semana da Festa. Começa na quinta-feira e dura umas 115 horas. De quinta de manhã a terça de madrugada. É, para a Comissão, o culminar de um ano de trabalho. Uma festa popular e organizada pelos mourenses. Lá estarei, lá estaremos, com empenho, ao longo destes dias. A Festa de Nossa Senhora do Carmo justifica isso e muito mais.