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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

FINALMENTE, "GUERREIROS E MÁRTIRES"

Uma longa e sinuosa estrada, desde a primeira proposta, enviada ao Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, no outono de 2018.

A partir do martírio de cinco frades franciscanos, ocorrido em janeiro de 1220, construiu-se um projeto ao qual se deu o subtítulo A Cristandade e o Islão na formação de Portugal.

São mais de 200 peças, com as quais se tenta enquadrar uma época, a partir do que aconteceu em Marrakech.

A exposição está muito bonita, mas esse mérito é da Manuela Fernandes e da Sónia Teixeira Pinto, não dos comissários.

A inauguração foi hoje tarde, presidida pela Ministra da Cultura.



































sexta-feira, 13 de novembro de 2020

GUERREIROS E MÁRTIRES - A SEIS DIAS

Dia de férias passado no Museu Nacional de Arte Antiga. Para trabalho de promoção da exposição "Guerreiros e mártires" junto de órgãos de comunicação social. O ambiente é de uma calma frenética. Pinta-se, corta-se e desenha-se. O vermelho visionário é de um setor intitulado "Guerrear".

Serão, no cômputo geral da exposição, cerca de duas centenas de peças que ilustram e enquadram um acontecimento e uma época. E que ajudaram a criar uma aura particular em torno destes mártires franciscanos.

Visitas a partir de dia 20.



quarta-feira, 11 de novembro de 2020

RECORDANDO UMA DATA E UM PRÉMIO

O facebook vem-me recordar de datas de que não me lembrava. Dos factos, claro que sim, do dia exato não.

Hoje foi esta. Que em 11.11.2016 fui, em representação do Município de Moura, ao Casino Estoril receber um prémio, da revista "Mais Alentejo", pela exposição Água - património de Moura. Essa exposição traz-me gratas recordações. Foi concebida no fio da navalha, entre 2014 e 2015. Entre múltiplas solicitações e quase sem tempo para respirar.

Depois disso vieram outros projetos. Como a exposição da próxima semana. Onde Moura, por escolha minha, também está.

Ver:

http://www.santiagomacias.org/galShow.php?id=00026




quinta-feira, 29 de outubro de 2020

GUERREIROS E MÁRTIRES - MNAA: 19.11

Aproxima-se, assim o desejamos, o fim de mais um projeto. Foi iniciado em 2018 e passou por uma notável série de inesperadas circunstâncias, que foram sendo ultrapassadas e resolvidas, não sem esforço.

Avança agora a montagem de "Guerreiros e Mártires - a Cristandade e o Islão na formação de Portugal". A inauguração está prevista (nesta fase das nossas vidas já só prevemos) para dia 19 de novembro, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Daqui a três semanas. Como se diz no texto de divulgação, a exposição temporária “Guerreiros e Mártires irá permitir aos visitantes desvendarem as vivências deste importante período. Isso será feito através de um conjunto de peças (ourivesaria, cerâmica de luxo e comum, peças militares, tesouros monetários, pintura, iluminura, escultura, têxteis, marfins e artes do fogo), num projeto envolve que mais de setenta instituições (museus, bibliotecas, igrejas e coleções particulares) de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Marrocos e Reino Unido.

Partilho o comissariado desta exposição com Joaquim Oliveira Caetano, diretor do M.N.A.A., um colega e amigo de várias décadas.

Ver - http://www.museudearteantiga.pt/exposicoes/guerreiros-e-martires




sábado, 10 de outubro de 2020

NO CLAUSTRO DA SÉ

Visita, ontem, às escavações da Sé de Lisboa. Um percurso e uma explicação para os professores de Arqueologia das Faculdades de Letras (UL) e de Ciências Sociais e Humanas (UNL). Detalharam todo o processo João Carlos Santos (Subdiretor da DGPC) e as responsáveis pela escavação, Alexandra Gaspar e Ana Gomes.

Independentemente das questões interpretativas, das funções precisas de cada espaço, ou de afinações cronológicas, um dado se (nos/me) tornou evidente: o que foi posto à luz do dia é demasiado relevante para ser destruído ou removido. Repito o que já escrevi, e que causou algumas discordâncias: sendo impossível mostrar, é preferível manter, cobrindo e protegendo.

Assinei um compromisso no início da visita, segundo o qual não poderia tirar fotografias. Não tiraria, em qualquer dos casos. Aqui fica a única, bem protegido e fazendo publicidade à FERROVIAL.

domingo, 30 de agosto de 2020

MUDEJAR CONIMBRICENSE

Uma parte do passado de Coimbra continua por valorizar, de forma global e assertiva. Cidade mediterrânica mais a norte, talvez uma certa vertente fradesca tenha contribuído para ocultar a presença do sul islâmico. Poucos conhecem a inscrição em língua árabe nos muros da Sé Velha, tal como é globalmente desconhecida a presença impactante dos azulejos sevilhanos no seu interior. O Museu Nacional de Machado de Castro tem, felizmente, um teto mudejar em exposição. O teto não pode ser deslocado do sítio. Mas há outros fragmentos, que serão vistos em Lisboa, que ilustram bem um período e uma arte.



quinta-feira, 20 de agosto de 2020

A CRUZ E O MARTÍRIO

Um grupo de franciscanos foi martirizado em Marrocos, no início de 1220. Esse foi o ponto de partida para um projeto que devia ter sido de uma forma e depois foi de outra. Que foi, afortunadamente, acolhido no Museu Nacional de Arte Antiga, onde da ideia inicial se passou a outra, bem mais abrangente e interessante.

Por entre as oscilações que estes processos sempre conhecem, há uma peça firme. A cruz do próprio MNAA, assim descrita por Joaquim Caetano no site Discover Islamic Art

Cruz flordelisada, com intersecção da haste e dos braços em quadrado, nó esférico achatado e haste tubular de encaixe. A decoração do campo da cruz é formada por uma fita contínua que contorna o perímetro de toda a peça e forma no seu interior losangos e triângulos preenchidos por motivos geométricos e florais. Nos cantos do quadrado onde se inscreve o centro da cruz desenham-se quatro octifóleos. O reverso é igualmente delimitado por uma fita, sendo os braços e a haste, preenchidos por entrelaçados geométricos de inspiração vegetalista. No centro forma-se uma grande circunferência decorada com entrelaçados geométricos, bastante complexos, formando múltiplos centros, que constituem o mais típico elemento islâmico da decoração da cruz. Não só a decoração, como a forte probabilidade de o metal ter sido extraído de uma mina norte-africana, parecem documentar nesta peça um trabalho de artista das comunidades islâmicas peninsulares, cristianizado ou não, mas trabalhando obviamente para os reinos cristãos ibéricos.

Este tipo de cruzes tinha uma dupla função, servindo como cruz de alçar, utilizada em procissões e funerais, mas podia igualmente ser assente em bases e funcionar como elemento do aparelho litúrgico do altar.

Uma peça de primeira linha para um projeto bem assente no martírio.

domingo, 9 de agosto de 2020

SEMPRE AOS DOMINGOS

Nunca tive oportunidade de visitar o novo museu da Acrópole. Pode ser que um dia...

Entretanto, e enquanto se prepara trabalho, põe-se às avessas o título de um filme outrora célebre e revê-se o museu antigo, via Elliott Erwitt (n. 1928). Que por ali andou em 1963, quando as máscaras eram outras.


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

ÁGUA – PATRIMÓNIO DE MOURA (CINCO ANOS DEPOIS)

Tenho, ao longo dos anos, somado experiências, no âmbito das exposições, que considero particularmente gratificantes. Desde “Moura na época romana” até às que estão “em fase de montagem” (o covid é quem mais ordena...), contam-se quase 20 projetos, ao longo de 30 anos, e com passagens por terras africanas e americanas.

É-me difícil dizer qual foi o que mais me agradou ou o mais completo. Ou aquele em que colhi mais ensinamentos. Talvez o de maior impacto público tenha sido “Portugal Islâmico” (1998), por ter sido a primeira síntese arqueológica daquele período. Ou o que mais me tenha impressionado tenha sido “Lusa: a matriz portuguesa” (2007), no Rio de Janeiro, por ter ultrapassado a inimaginável fasquia dos 750.000 visitantes.

Feito o balanço, e agora com três exposições em fase de preparação, a aguardar luz verde dos melhores dias que virão, talvez a experiência mais marcante tenha sido “Água – património de Moura”. Em primeiro lugar, pelo desafio de conceber um guião e de o pôr em prática, ao mesmo tempo que desempenhava outras tarefas, bem mais complexas, de resto. Depois, pela especificidade e caráter volátil do tema. Houve uma opção de base, que mantenho e continuo a considerar válida. Do ponto de vista conceptual, creio que muitos museus locais têm muito a ganhar com abordagens "não-diacrónicas" das coleções ou do património local. Daí que a água fosse vista na sua intemporalidade, explicando-se a importância decisiva que o aquífero Moura-Ficalho tem em todo este território.

O edifício tinha dificuldades logísticas, e de percurso, que foram superadas, com esforço e numa permanente procura de soluções. Resolvemos aproveitar os espaços circundantes, apesar do seu ar precário e inacabado. Assumiu-se aí um certo estilo “arte povera”, que tão bem resultou nas sucessivas exposições (uma sobre aquedutos, outra com fotografias de José Manuel Rodrigues) que ali se montaram. Tal como foi gratificante receber no local João Neto, Pedro Inácio, Jorge Calado, Alexandre Pomar, entre muitos outros, em sucessivos debates. Programas de animação vocacionadas para o público infantil completaram o leque da programação.

Durante dois anos, “Água - património de Moura” esteve patente ao público. O local foi visitado por colegas autarcas de Portugal, Espanha, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Claro que cabe aqui especial menção a visita do Presidente da República Portuguesa. Tal como cabe destaque para os vários prémios com que a exposição foi distinguida.

Faço questão de assinalar a data. E de recordar os nomes dos que estiveram com o projeto: Marisa Bacalhau, Vanessa Gaspar, Patrícia Novo, Francisco Mota Veiga e a Terraculta, Jorge Silva, António Viana, Vítor Vajão, Jorge Murteira, Manuel Passinhas da Palma, José Finha, a equipa de arqueologia (Mário Romero, Luísa Almeida, Marta Coeho) e vários etc. 

Um lustro passou. Aquele projeto deixou marcas fundas. A minha vida profissional tomaria outro caminho. Faço questão de recordar aquela exposição. Em especial numa altura em que leio tantas declarações de amor ao tema "museus". Com alguma frequência, vindas de quem não tem a mais remota ideia do que está a dizer.


Crónica em "A Planície"

quinta-feira, 30 de julho de 2020

ÁGUA - PATRIMÓNIO DE MOURA: A REABERTURA DO MATADOURO

Faz hoje 5 anos que abriu ao público a exposição Água - património de Moura. Foi um dos raros momentos em que, durante aquele mandato autárquico, meti as mãos na massa e dirigi diretamente um projeto na minha área de trabalho. Isso aconteceu por razões que não vêm agora ao caso.

Do ponto de vista conceptual, creio que muitos museus locais têm muito a ganhar com abordagens "não-diacrónicas" das coleções ou do património local. Embora possa e deva haver sempre documentação disponível sobre a história do sítio e do território. Mas isso é tema que dava pano para mangas.

Durante dois anos, Água - património de Moura esteve patente ao público. Houve outras exposições temporárias que se lhe associaram, houve debates e conferências, o local foi visitado por colegas autarcas de Portugal, Espanha, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Claro que cabe aqui especial menção a visita do Presidente da República Portuguesa. Tal como cabe destaque para os vários prémios com que a exposição foi distinguida.

Faço questão de assinalar a data. Porque aquele 30 de julho de 2015 não foi um dia como os outros. Nem para mim, nem para o Município, nem para todos os que estiveram envolvidos no projeto.


sábado, 18 de julho de 2020

CAMOËNS

Essa coisa do til... E dos ditongos... Em todo o caso, a tela perpetua a morte de Camões. É obra de Joseph Léon de Lestang-Parade (1810-1887) e está hoje no Musée Granet, em Aix-en-Provence.

Le Camoëns escreveu sonetos como este:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontade
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.



terça-feira, 30 de junho de 2020

JUNHO, MÊS DE MUSEUS

Junho é mês de museus. Moura recebeu prémios da Associação Portuguesa de Museologia em junho de 2016 (menção honrosa na secção "exposição" pelo trabalho Água, património de Moura) e em junho de 2017 (prémio "instituição do ano"). Como alguém costuma dizer "eu sei como aconteceu; eu estava lá!".

No próximo ano letivo, irei explicar, em Moura, aos alunos do Mestrado em Património quais as possíveis opções ante os recursos que temos. Como se fez a intervenção na arqueologia e nos museus 💗💗💗, áreas onde trabalho há 35 anos (esta parte custa a escrever...). Em especial, há um aspeto que importa frisar. Não há caminhos únicos, não há projetos "exemplares" nem há exemplos a seguir. Há, sim, esforço e a procura da originalidade a partir do território.


terça-feira, 23 de junho de 2020

VIVER OS MUSEUS NO FERIADO MUNICIPAL

No Feriado Municipal da minha terra, os museus vão, este ano, ter um papel principal. Parece-me bem. Tudo tem uma lógica e uma explicação. Os meus alunos irão visitar Moura, no próximo semestre.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

OS MUSEUS, NO SEU DIA

Mais baralhado não se pode estar. Justamente os museus, que foram formados para terem público, agora não o podem ter. Ou podem, mas com muitas limitações. As exposições temporárias vão ser repensadas? Decerto que sim. Mas a visita às exposições, os momentos de contemplação e de reflexão não se compadecem com um mundo só virtual.

Voltamos, uma vez e outra, à raíz das coisas. É preciso conservar, inventariar, comunicar, dar a a conhecer e participar na vida dos sítios. O dia tem sido fértil em encontros e debates. De manhã, um promovido pela Fundação Gulbenkian; ao fim do dia, haverá outro (com limite de presenças), organizado por ICOM.

Durante este mês haverá concursos para os lugares de direção nos museus. Um momento importante, que deverá ter seguimento com medidas de fundo.

Memória da primeira exposição que organizei - Moura na época romana (1987)
Com a ajuda e a generosidade inesquecíveis de Rogério Ribeiro

segunda-feira, 11 de maio de 2020

É A CULTURA... MAS TAMBÉM PODIA SER A ECONOMIA!

Temos necessidade de expandir a oferta, com novos museus, novas experiências. Temos um projeto em Gaia de 100 milhões de euros, para 6 museus e novas experiências. Porquê? Porque sem produto não é fácil de prolongar, não só a visita de turistas, mas também a época do ano.

Quem disse isto num debate público?
Não foi um arqueólogo, nem um museólogo, mas sim Adrian Bridge, CEO do Porto Taylor e do Yeatman (tem um restaurante com 2 estrelas Michelin). Fala quem sabe de turismo e de investimentos.

Museu do Vaticano - a célebre espiral dupla

quinta-feira, 30 de abril de 2020

DA APOM PARA A MINISTRA DA CULTURA

A carta enviada pela Associação Portuguesa de Museologia à Ministra da Cultura. É um documento pertinente, escrito com profissionalismo e elevação. Manifesta preocupações concretas. E apresenta propostas. É um documento que divulgo, com todo o gosto.

Carta enviada à Senhora Doutora Graça Fonseca, Ministra da Cultura, sobre a reabertura dos museus, palácios, monumentos, sítios arqueológicos, instituições que preservam espécies vivas, centros interpretativos e centros de ciência de viva de Portugal

Lisboa, 28 de abril de 2020

Excelentíssima
Senhora Ministra da Cultura
Doutora Graça Fonseca
Palácio Nacional da Ajuda

Assunto: Reabertura dos museus, palácios, monumentos, sítios arqueológicos, instituições que preservam espécies vivas, centros interpretativos e centros de ciência de viva de Portugal.

Como é, certamente, do conhecimento de V. Exa, a APOM-Associação Portuguesa de Museologia foi convidada pelo Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, para uma audiência de índole consultivo dedicada ao estado atual da Cultura, resultante dos constrangimentos causados pela pandemia Covid-19 e da reabertura dos museus, palácios, monumentos, sítios arqueológicos, instituições que preservam espécies vivas, centros interpretativos e centros de ciência de viva de Portugal.
Decorrente da referida reunião, realizada no passado 25 de Abril, no Palácio de Belém, e na qual foram ouvidos outros agentes culturais, a APOM gostaria de apresentar junto de V. Exª, algumas das preocupações, então transmitidas ao Senhor Presidente da República. Neste contexto, submetemos à atenção de V. Exª, as seguintes propostas.
É do entendimento da APOM, que todos os equipamentos culturais, anteriormente referidos, deverão ter uma gradual abertura ao público, mediante o cumprimento de determinadas condições, como sejam de Confiança e Segurança, aplicadas sob um conjunto de normas nacionais, visando a correta utilização dos nossos espaços culturais.
Para isso, gostaríamos que a reabertura gradual dos espaços mencionados tivesse em linha de considerarão os efeitos do surto pandémico, por cada região do país, assim como a disposição de recursos humanos, na relação direta das áreas de trabalho ou de visita p/ m2, distanciamento social, higiene e desinfestação sanitárias.
Neste contexto, a APOM gostaria de ver implementados os melhores procedimentos, ao nível do cumprimento de um regulamento, tão específico como abrangente, servindo todas as instituições culturais. Neste sentido, o regulamento deverá estar bem visível para todo o púbico visitante, transmitindo bons níveis de confiança e segurança, durante a visita.
Perante esta nova realidade, consideramos que as entradas e visitas sejam alvo de uma abordagem especial, nomeadamente, ao nível do distanciamento social, uso obrigatório de máscaras de proteção, o uso de luvas nos espaços onde existam sistemas tecnológicos interativos e de outros cujo manuseamento seja efetuado manualmente.
Para além destas recomendações, torna-se imperioso garantir o reforço da limpeza e da higienização, durante os horários de abertura ao público, principalmente, nos espaços de atendimento (bilheteira, loja e cafetaria), através de usos de barreiras ou de acrílicos protetores, pelo que entendemos que o uso de máscara e luvas de proteção, será igualmente obrigatório.
Relativamente às atividades museológicas e iniciativas culturais, a desenvolver no referido quadro pandémico, a APOM considera ser necessária uma nova forma de atuação no que diz respeito à marcação, a partir de agora mais controlada, de visitas/visitantes. Durante este período conturbado, entendemos também que em algumas situações e por decisão dos diretores das instituições culturais, alguns espaços de visita, possam ser encerrados em abono da segurança e saúde dos visitantes.
Por outro lado, gostaríamos que fosse garantida a continuação dos projetos de investigação, exposição, conservação e divulgação, em cumprimento legal com a contratualização de serviços prestados por empresas e fornecedores, entre outros agentes culturais, evitando desta forma o número de desempregados no sector profissional, direta ou indiretamente, ligados à Cultura). Acresce salientar que os monitores e outro colaboradores a recibo verde, que até aqui vinham prestando serviços no sector cultural, viram seriamente ameaçadas as suas remunerações.
A APOM, pretende que estas situações possam ser efetivamente atendidas pelo Ministério da Cultura, pelo que vem solicitar, junto de V. Exª. a melhor compreensão para algumas medidas  solidárias, como sejam o alargamento de prazos no que diz respeito ao pagamento de despesas relacionadas com o abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, de gás e ainda de comunicações.
Como é do conhecimento de todos, durante o tempo de confinamento, foram desenvolvidos interessantes trabalhos ao nível do estudo, digitalização, realidade virtual, renovação de sites, criação de plataformas enriquecendo, desta forma,  os instrumentos no âmbito da divulgação das coleções e exposições virtuais. Nesta medida, é forçoso reforçar financeiramente as demais instituições culturais portuguesas.
O momento atual é tão preocupante como importante  para todos. A APOM gostaria de ver asseguradas todas estas medidas, em tempo útil e, desta forma, ver assegurada as melhores condições para a reabertura dos museus, palácios, monumentos, sítios arqueológicos, instituições que preservam espécies vivas, centros interpretativos e centros de ciência de viva existentes em Portugal.

Com os melhores cumprimentos
Atentamente,

O Presidente da APOM
(João Neto)

PATRIMÓNIO DE MOURA X 6.000


No início de abril comprei dois meses de "zoom". Era a maneira mais prática de continuar a dar as aulas. O método funciona, ainda que saiba a pouco. É um pouco como aquelas rodas estreitinhas que os carros agora têm quando temos um furo. Dão para desenrascar.

Resolvi aproveitar o zoom, o trabalho acumulado sobre Moura e projetos em curso para quatro curtas conversas à volta do Património. Tive a surpresa de contar, ao todo, com mais de 6.000 visualizações. Esperava umas centenas, vá que chegasse ao milhar.

O mérito não é meu, é da terra. E dos que lá nasceram ou vivem e que gostam de Moura. E do interesse que os temas suscitam.

Aqui ficam os links e os temas:

COMO DUARTE DARMAS VIU MOURA EM 1510
https://www.facebook.com/santiago.macias.58/videos/10217653092060859/

A MOURARIA DE MOURA
https://www.facebook.com/santiago.macias.58/videos/10217722009183744/

AS MURALHAS MODERNAS DE MOURA
https://www.facebook.com/santiago.macias.58/videos/10217799001228497/

DA PRATA DA ADIÇA À MOURA SALÚQUIA
https://www.facebook.com/santiago.macias.58/videos/10217871808568635/

segunda-feira, 27 de abril de 2020

quinta-feira, 23 de abril de 2020

DA PRATA DA ADIÇA À MOURA SALÚQUIA: O PERÍODO ISLÂMICO NO CONCELHO DE MOURA, DOMINGO ÀS 17 HORAS

Memórias, lendas e factos do nosso concelho. Começando pela Moura Salúquia, que é, também, título de uma valsa.

Qual a maior riqueza do concelho de Moura, há 1000 anos?
Onde ficava o mítico sítio de TOTALICA?
Porque é que Moura se chamou, pelo menos entre os séculos VI e X, LACANT?
O que quer dizer SALÚQUIA?

Temas da quarta, e última, conversa sobre o património da nossa terra. Domingo, às 17 horas, via zoom:
https://us02web.zoom.us/j/81328493349?pwd=d1JTanc3d3U4ZUNYQWVVZnBPSnQ4UT09


segunda-feira, 13 de abril de 2020

PATRIMÓNIO DE MOURA - 2º. TEMA

Segunda de quatro conversas sobre Património Cultural. Ontem, foi a vez da Mouraria. Vídeo disponível em:
https://www.facebook.com/santiago.macias.58/videos/10217722009183744/



Representação do bairro na planta de Nicolau de Langres,
de meados do século XVII.
A verde - o que se conservou, até hoje.
A rosa - os quarteirões sacrificados, para dar lugar à construção da Muralha Nova.