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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

O COVID É PERIGOSO? O VÍRUS DA ESTUPIDEZ, ENTÃO...

Custa a crer, palavra de honra...

Um canal televisivo resolve lançar um programa informativo e anuncia-o, orgulhosamente, como A noite das facas longas. Vão participar dois políticos. Vai moderar um antigo jornalista do "Expresso".

“Como o próprio nome indica, a ideia é fazer um programa que fale dos bastidores, que espreite por trás da cortina, que analise com liberdade os temas e com opiniões que não represente as dos partidos”, explicou Anselmo Crespo.

Como o próprio Anselmo Crespo indica, dar um nome destes a um programa televisivo é sinónimo do mais completo analfabetismo histórico.

"A Noite das Facas Longas" foi uma operação de limpeza dentro do Partido Nazi. Ocorreu na noite de 30 de junho para 1 de julho de 1934. O alvo principal foi Ernst Röhm, outrora o principal aliado de Hitler. Na purga foram eliminados centenas de pessoas.

Que a TVI, com a complacência de dois comentadores e de um moderador, dê um tal nome a um programa é um (mau) sinal dos tempos.


sábado, 13 de fevereiro de 2021

TÃO BOM QUE ISTO ERA...

A entrevista do arq. Gonçalo Byrne ao "Expresso" é muito interessante. Não sendo exatamente um documento biográfico tem dados importantes. Sobre a arquitetura e sobre muitos outros temas. O murro no estômago chega à quinta pergunta:

Que vida era a de uma criança naquele tempo e naquela região [1947/48, Canas de Senhorim]?

(...) Os meus colegas da escola primária, tirando alguns que eram filhos de engenheiros da mina, eram os habitantes locais, numa altura em que havia fome. A miséria era muita. Lembro-me de colegas que iam descalços. Às vezes iam de calções e levavam no bolso calhaus enrolados em papel de jornal. Deixavam-nos durante a noite no braseiro da lareira onde cozinhavam e de manhã estavam quentíssimos. Enrolavam-nos e punham-nos nos bolsos para aquecerem e manterem as mãos quentes.

Tão bom que isto era... Que fantástico era viver durante o governo de Salazar... Que curta é a memória de alguns...

sábado, 6 de fevereiro de 2021

OCIDENTOCENTRISMO - VERSÃO VACINA

"Despenhou-se um Tupolev, de fabrico soviético". Quando ocorria uma tragédia, era este o mote das notícias, nos anos 60, 70, 80... As agências noticiosas eram agências de propaganda. Não me recordo de alguma vez ter lido "caiu um Boeing 737, de fabrico americano".

Num tempo em que rareiam os jornalistas - estão cada vez ao serviço dos grandes interesses económicos... - volta-se à carga, agitando velhos fantasmas. Durante meses, vi serem postas em causa as vacinas anti-covid, que resultaram da investigação de cientistas russos e chineses. Agora, com a bênção ocidental, "parece que são fiáveis", leio, divertido, aqui e além.

Se não resultasse lá teria que ler "falhanço das vacinas de fabrico soviético, perdão russo".





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

O FIM DO FASCISMO COMEÇOU HÁ 60 ANOS

No meio de todas as contradições do fascismo, que mais cedo ou mais tarde cairia, a luta de libertação dos povos africanos revelou-se decisiva para a nossa própria libertação. A data crucial foi o dia 4 de fevereiro de 1961. Quando se rebelaram contra o regime colonial os trabalhadores da COTONANG (Companhia Geral dos Algodões de Angola). O que se seguiu é bem conhecido de todos.

Faz hoje 60 anos.



sábado, 30 de janeiro de 2021

NÃO É POR MAL? NUNCA É POR MAL...

Li hoje um importante e sentido texto de Eunice Tiago. Conheço bem a família da Eunice, que é da Póvoa da S. Miguel, e sou amigo de muitos dos seus parentes. Um deles contou-me, há não muitos meses, os ataques e as piadas racistas que sofreu, quando estudava na Secundária de Moura. Fu que fui buscar ao instagram e aqui reproduzo, ipsis verbis:

São os ciganos agora, mas há 44 anos atrás, se com o meu avô tem vindo metade da minha família negra para a Póvoa S. Miguel não seriam os ciganos, mas seriamos nós, os pretos. 
Porque lá está , tem que haver um bode expiatório. 
O meu avô é branco e a minha família paterna direta é 50% negra e 50% branca. A minha mãe também é "branca", mas toda a vida fomos os pretos. 
Eu sou filha do Luís preto (que muito me orgulho), os meus primos são filhos do X preto. 
Não somos filhas da Manuela...somos filhas da Manuela que está casada com o Luís preto. 

É duro pessoas, mas é isto. 

Nós damos de barato, porque " há não é por mal".

Pessoas: por bem não é. Já é hora de pararmos com estes epítetos raciais. Acho eu. Não sei...

Já agora o nosso apelido é Tiago. 

E tenho muitas mais histórias de quando os meus avós chegaram à Póvoa depois da guerra, que vos arrepiavam os cabelos. 

Mas vamos ás que eu vivi:
O meu filho nasceu branco, é loiro. 

Ás vezes em tom retórico (porque não creio que esperem resposta a este tipo de perguntas) dizem-me: "aiii o menino tão branquinho, não sai à mãe, não?" ao que respondo em tom de ironia e escárnio "pchiuuu, pulei a cerca! Não contem ao pai dele." E as pessoas riem-se, mas não se mancam. 

Numa feira de Natal, há cerca se 1 ano, uma senhora da Póvoa que conheço (com uns 50 e poucos anos) disse-me: 
"aiii tão lindo o menino, ainda bem que nasceu branco."
Ao que indaguei incrédula: "então porquê Dna não sei das quantas?! eu gostava muito que ele fosse molatinho se tivesse que ser." 
Ao que ela responde:" cá agora! O rapaz havia de ser mais bonito preto não?!"

Eu achei que não valia a pena a conversa...Quem estava comigo e presenciou isto, só olhou para o chão também sem querer acreditar nesta conversa.

Ofensas comuns, não fazem muito parte do meu reportório de criança/adolescente. Para me ofender (pensavam) bastava o preta de merda ou preta do caralho, volta para tua terra. 

Eu nasci aqui, sou tão portuguesa como outro português qualquer.

Posso contar muitas mais...mas por agora CHEGA!

Mais explícito não podia ser. 




O que é que a fotografia mostra? Um célebre episódio, ocorrido em St. Augustine (Florida, EUA), em junho de 1964. Basta procurar no google algo como MONSON POOL EPISODE...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

MATAR O RACISMO

Tal como a serpente no ovo, a única solução é matar o racismo à nascença.
Desde ontem, a ameaça ganhou forma e nome. O racismo ganhou "foros de cidadania". É bom estar atento ao que se vai passar. Porque a ameaça tem nome e forma. Lembrei-me de Bandele ‘Tex’ Ajetunmobi (na fotografia de baixo). Um homem de coragem, nascido em Lagos (Nigéria) em 1921 e falecido em Londres em 1994. As fotografias informais que foi fazendo ao longo de décadas foram/são um poderoso libelo contra o racismo.














































Brutus:
And since the quarrel
Will bear no color for the thing he is,
Fashion it thus: that what he is, augmented,
Would run to these and these extremities;
And therefore think him as a serpent's egg,
Which, hatch'd, would as his kind grow mischievous,
And kill him in the shell
Shakespere (Julius Caesar, ato 2, cena 1, 28–34)

domingo, 24 de janeiro de 2021

ARTE E REVOLUÇÃO

É um dos mais emblemáticos cartazes surgidos a seguir ao 25 de abril. Foi seu autor Marcelino Vespeira (1925-2002). Vespeira, além de autor do símbolo do MFA, participou ativamente nos programas de dinamização cultural. O design deste cartaz tem bem o "ar do tempo". Mas é bem bonito. Curiosamente, acho que, do ponto de vista gráfico, funciona muito melhor sem o slogan em rodapé.

Hoje é dia de votar, sempre pela Democracia, sempre contra o Fascismo.



sábado, 23 de janeiro de 2021

OUSAR SONHAR, OUSAR VENCER

Tenho menos uns 7 ou 8 anos que este meu amigo. Agora não é assim tão significativo. Nos tempos de juventude, sim. Discordamos amigavelmente em quase tudo o que tenha a ver com política e com a visão da sociedade. Ele é liberal assumido, eu um comunista relapso. Cruzámo-nos num restaurante de Alvalade, há umas semanas. Às tantas, aproximou-se da mesa onde me encontrava e mostrou-me um fotografia do telemóvel. Era ele, em 1972 ou 1973, por aí. De frondosa e desordenada melena (ninguém diria, tendo em conta o aprumado executivo dos nossos dias), de boina à Che e óculos de massa. Só consegui balbuciar um "oh, pá...", antes de desatar a rir.

Ficámos de almoçar um dia destes. "Temo" uma daquelas refeições com prolongamento e desempate por "penalties" (salvo seja). Entretanto, e como sei que gosta de poesia e é poeta, aqui fica, da extraordinária Cecília Meireles, esta Canção. Que tem a ver com o sonho. E com a necessidade da utopia. Sempre.

Canção

Pus o meu sonho num navio 
e o navio em cima do mar; 
— depois, abri o mar com as mãos, 
para o meu sonho naufragar. 

Minhas mãos ainda estão molhadas 
do azul das ondas entreabertas, 
e a cor que escorre dos meus dedos 
colore as areias desertas. 

O vento vem vindo de longe, 
a noite se curva de frio; 
debaixo da água vai morrendo 
meu sonho, dentro de um navio... 











Fotografia - https://blogdaboitempo.com.br

TERÃO ANDADO JUNTOS NA ESCOLA PRIMÁRIA?

Passei os últimos dias relendo textos de uma conferência sobre políticas europeias. Um inesperado, mas interessante e útil, "twist" na minha carreira recente. Os dados são interessantes, os participantes são conhecedores e as suas informações pertinentes e desenvoltas. Mas... (há sempre um mas) irrito-me a cada dois minutos, com o hábito dos participantes se referirem a protagonistas da política europeia como "o Macron", "a Merkel", "o Corbyn". Mas que raio? Tanta informalidade. Se calhar andaram com eles, e com Orban e o Timmermans, à escola, e a gente não sabia...




quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

À TUA, JOÃO FERREIRA!

No suplemento do passado sábado de um quotidiano, um jornalista e produtor de vinhos escreveu um texto que poderia, à partida, ter interesse. Ou seja, falava da relação dos diferentes candidatos com os vinhos. A pergunta era "e se tivéssemos que adivinhar os gostos vínicos dos candidatos a Presidente da República apenas com base nas suas opções políticas?". Não estaria mal, se a abordagem não se transformasse na mais completa bufonaria.

Querem ver?

Sobre o candidato A - 37 linhas
Sobre a candidata B - 17 linhas
Sobre a candidata C - 46 linhas
Sobre o candidato D - 23 linhas
Sobre o candidato E - 23 linhas
Sobre o candidato F - 23 linhas
Sobre João Ferreira, já mesmo no finalzinho do texto, 7 (sete) linhas. A despachar. Já agora, não será muito difícil também adivinhar quem é a candidata B...

O que tem graça, muita graça mesma, é serem estes mesmos jornalistas a virem botar faladora sobre liberdade de imprensa, direitos, e etc. vários.

Olha, camarada João Ferreira, à tua!








terça-feira, 19 de janeiro de 2021

XLIV - CRÓNICAS OLISIPONENSES

Ouvido no 54:

"Desde os tempos do 'Garganta funda' que não ouvia falar tanto no Capitólio...".

A pornografia no de Lisboa acabou há muito. No do outro lado, o ator inominável sai amanhã de cena. Pela porta dos fundos, como convém.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

EU TAMBÉM NÃO QUERO ESTA CONSTITUIÇÃO!

Não quero esta constituição de 1933!

Nem o acto colonial!

Nem o colonialismo!

Nem o racismo!

Nem a xenofobia!

Nem o fascismo! 




sábado, 16 de janeiro de 2021

CAMARADAS JERÓNIMO DE SOUSA E JOÃO FERREIRA

Não nos cruzámos muitas vezes. Umas cinco ou seis, sempre em Moura. A tua popularidade foi notória, mesmo numa terra sempre avessa a políticos nacionais. Mário Soares poderia dizê-lo, se ainda cá estivesse...

Nesses encontros com a população, mais em duas ações políticas, no pavilhão da feira, o discurso foi sempre claro e de proximidade. Fraterno e atento. Nem avô nem bêbado. Que um inominável venha agora tentar insultar-te, juntando-te ao camarada João Ferreira (foi uma "distinção" rara, camarada Jerónimo de Sousa, ele não citou mais nenhum secretário-geral ou presidente de partido...) deixou-me uma ideia mais que evidente. A inimiga dos fascistas é a Constituição, certamente que sim. Mais também o Partido Comunista Português. Presente no combate ao fascismo e na construção da Democracia. Daí a fúria do ataque.

O ataque sem nível da passada semana qualifica quem o profere. Atinge-nos a todos. E faz-nos sentir ainda mais convictos e firmes. Mesmo na minha fraca militância, é isso mesmo que sinto.

Que campanhas fascistas contem com a benevolência, a cumplicidade e a pouca discreta promoção da maior parte da "comunicação social" causa-me algum espanto. Talvez não devesse causar, mas causa. Que a campanha séria, empenhada, trabalhadora, e de terreno, de João Ferreira seja sistematicamente silenciada causa-me muito menos espanto.

Os insultos passam, tal como um dia passará a moda do fascista. Antes da moda passar é necessário combatê-lo sem lhe dar muita visibilidade (aí está um desafio nem sempre fácil). E denunciar o amontado de tropelias que é o seu passado e o seu presente.

O que importa agora? O dia 24 de janeiro. E os 100 anos do PCP, em março.










Esta fotografia tem quase 10 anos. Foi feita no centro de Moura. Escolhi-a deliberadamente. Está lá Jerónimo de Sousa. A Inês Cardoso. O João Ramos. O José Maria Pós-de-Mina. E um com ar de beto que não é o João Ferreira.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

PITAMENTE CATEGÓRICOS

Nas primeiras eleições, a seguir ao 25 de abril, não se falava sequer em sondagens. Sondagens eram coisas da GALLUP. Depois, aos poucos, foram aparecendo e passaram a fazer parte do nosso panorama. Ganharam reputação entidades como o Centro de Estudos da Universidade Católica. E apareceram muitas entidades muitíssimo menos fiáveis. E que têm fichas técnicas como as da PITAGÓRICA. Fez uma sondagem com 629 entrevistas (era tantas!), das quais resultaram 273 respostas (ena imensas!). É com base nisso que se fazem manchetes. Usadas por independentíssimos órgãos de informação como o TVI e o Observdor.



domingo, 10 de janeiro de 2021

COM JF7

Porquê JF7?

Tem João Ferreira tem grande classe, como o CR7.

E está no lugar 7 dos boletins de voto.

É nele o meu voto.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

É A CULTURA, ESTÚPIDO...

A cena de faroeste de ontem é uma questão política e cultural. Foi no Capitólio, podia ter sido num saloon. Um acaso não foi, seguramente.

É favor não esquecer que o grunho teve 74.000.000 (setenta e quatro milhões) de votos.

Desde ontem me interrogo: e se os invasores fossem negros ou índios?

De Westworld (1973) não reza a História. Mas ilustra a inacreditável jornada de ontem.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

PAULO PORTAS E OS DOIS PICOS DO KILIMANJARO

Paulo Portas consegue ver o que não existe.

Última descoberta: Vladimir Putin como "czar do Partido Comunista Russo".

Fez-me recordar aquele sketch dos Monty Python, em que John Cleese via uma "realidade" que não existia. Como os dois picos do Kilimanjaro. Só depois de tapar um olho conseguia enquadrar a realidade - v. aqui. Fica a sugestão.



domingo, 3 de janeiro de 2021

DEBATES

O que aconteceu no "debate" de ontem era expectável. O candidato fascista (o tal que fala com Deus...) transformou o que deveria ter sido um debate num completo caos. Com a complacência da "moderação". Conheci/conheço populistas assim. Nomeadamente no meu concelho de Moura. Eram/são imbatíveis na mentira, na insinuação, na perseguição, no "eu é que sei o que as pessoas querem", no "eu é represento o povo". Pois claro que sim...

Não creio que valha a pena perder tempo com este tipo de "debates". Não tenho a mínima paciência para fascistas nem para gente mal educada.

E a minha opção está tomada.





quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

SE A MODA PEGA...

Um cidadão português, seguramente num momento de boa disposição, resolveu apresentar uma candidatura à Presidência da República apoiado por 6 (seis) outros cidadãos. No País das leis e do "vamos legislar nesse sentido" permite-se que uma pessoa apresenta uma "candidatura" nestas condições, que não haja qualquer triagem e que tenha o nome e a fotografia impressos num boletim de voto. Meus amigos, se a moda pega, em 2026 vamos ter um lençol em papel, em vez de um boletim de voto.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

SAULO, NO IC 19, NUM FIAT PANDA

E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

Atos 9:4








Há dias, um candidato à presidência veio dizer "Deus confiou-me a difícil mas honrosa missão de transformar Portugal". Ri muito, mas muito mesmo. Mas ri muito mais quando li uma publicação de Nuno Ramos de Almeida e fui ouvir a entrevista dada a Miguel Pinheiro, do "Observador". E pergunta este "quando é que isso aconteceu?". Resposta do candidato "tem acontecido ao longo do tempo". E para se demarcar da Igreja Católica, afirma "uma coisa é Deus, outra coisa é a Igreja". Isto foi há 20 minutos e ainda não parei de rir.

Um vendedor de banha da cobra, que deve ter tido a sua Estrada de Damasco no IC 19. Num Fiat Panda, seguramente. A "seriedade" e a solenidade do momento e da declaração vão a par com a perenidade, a resistência, a durabilidade, a chaparia e a fiabilidade mecânica dos carros italianos.