terça-feira, 8 de dezembro de 2015

SETE-ANOS-SETE

Já lá vão sete anos. No início, a intenção era só republicar as crónicas que iam/vão saindo em "A Planície". São sete anos de blogue.

Vamos a contas:

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Dispersão geográfica do blogue:
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38 - África
38 - Ásia
23 - América
03 - Oceânia
total: 146 países (mais 14 territórios) de cinco continente

Cartaz de "Os sete samurais"

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

AMARELEJA - DIA 3: RÓTULO

O pavilhão foi mais que suficiente, e permitiu uma circulação desafogada.

A feira precisa de crescer, mas noutro sentido. Precisamos de mais do que 14 expositores de vinhos, temos de introduzir um sistema que limite o consumo de bebida à borla, precisamos de marketing e necessitamos de quem nos ajude a promover os vinhos da Amareleja. Pode ser que seja desta que conseguimos constituir uma associação que promova o vinho feito localmente e que inove. Em todos os sentidos.

UM FERRAGIAL DE SAL, TALVEZ...

História santo-aleixense do dia 1 de dezembro.

Uma orgulhosa habitante da aldeia comentava, no bar do "Pim-Pim": "ontem, ao olhar para a minha mesa, reparei que era tudo produção lá da horta; só não eram coisas minhas o azeite e o sal, e eu até tenho algumas oliveiras".

Comentário sardónico de um dos presentes: "é melhor semeares um ferragial de sal...".

Humor alentejano no seu melhor.

Fotografia - Artur Pastor

domingo, 6 de dezembro de 2015

ET MAINTENANT...

... CE N'EST QUE LE DÉBUT...

AMARELEJA - DIA 2: ROLHA

Do Barriga Cheia ao Piteira, uma peregrinação pelas adegas: Barriga Cheia - Vela - Catrino - Lua - Regato - Piteira. Falhei as duas últimas estações, devido a outros compromissos já assumidos. A boa companhia do "Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento" e do grupo de concertinas "Os Alegres de Castanheira de Pêra" ajudou, num longo princípio de tarde.

Muitas rolhas voaram ao longo do percurso e, em especial, durante a feira. A feira corre animada, mas o modelo precisa de ser revisto. Sob pena de se esgotar.









O DIA EM QUE DEIXAREI DE SER SÓCIO DO BENFICA

Não é o valor da quota que está em causa, naturalmente. Não me passa pela cabeça que um clube lutador, feito de princípios e, literalmente, construído por gente do povo (v. aqui), entre por esta via e se descaracterize. É assim em toda a parte? Será, mas não para mim. Romantismo fora de moda? Talvez (também tenho direito a isso...). Mas jamais me passará pela cabeça que o Estádio da Luz tenha outra designação. Naming é a designação que se dá à estupidez.


AMARELEJA - DIA 1: GARRAFA

Dia de abertura da Feira da Vinha e do Vinho. Um espaço renovado e melhores condições de trabalho. De 1000 m2 passámos para 1160m2. Um pequeno incremento que se revelou mais que suficiente. Pudémos criar uma praça central no meio da feira e ficaram três stands por preencher numa das alas da antiga cantina.

Muitas garrafas se abriram no primeiro dia, confirmando o essencial do que já se sabe: há vinhos de qualidade na Amareleja, mas falta, ainda, fazer trabalho de promoção.

Animação e mais qualidade no espaço da feira, foi essa a síntese de sexta-feira.

Fotografia: Paulo Pereira

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

UMA ÁRVORE, UMA ESCOLA E COISAS QUE FAZEM SENTIDO

A manhã estava luminosa, e mesmo um pouco quente. Ficou-o ainda mais quando se ergueu a árvore da partilha. Se o ano é o da luz, mais luminoso o dia se tornou.

Um presidente de câmara e a vereação são sempre protagonistas nestes momentos. Mas o protagonismo e o mérito pertencem, por justiça, a outros. Ora aqui vai: o pessoal da DASSE da autarquia, a equipa da Ludoteca, que com os estabelecimentos pré-escolares e de ensino básico da cidade e com os utentes de outras instituições (APPACDM de Moura, Centro Infantil de Nª Sra. do Carmo, Lar de S. Francisco, Fundação São Barnabé, Ensino Estruturado, GAAF, Universidade Sénior, Escola Profissional de Moura, Conservatório Regional do Baixo Alentejo, Creche Amor Perfeito e Associação de Mulheres do Concelho de Moura) construiu esta árvore magnífica. E ainda a equipa da Árvore da Partilha/Casinha do Pai Natal, os técnicos da DCPD e da Biblioteca e o pessoal do setor operacional da Câmara, que criou a logística.


Mais de 4500 embalagens de diversos tipos criaram o cenário.


A tarde esteve reservada para outro momento importante: a assinatura de protocolos do projeto Inclusão para a Vida, celebrados entre a APPACDM e a Câmara Municipal. O espaço INOVINTER, onde o ato decorreu, alberga ainda uma bonita e comovente exposição de pintura e de fotografia. Esses outros protagonistas são vários utentes da instituição.










De cima para baixo:
Fotografia de grupo, com os alunos dos estabelecimentos de ensino e com as instituições participantes;
Com os colegas da vereação;
Imagem nocturna da árvore da partilha;
Ouvindo, e aplaudindo, o amigo José Camacho, presidente da APPACDM;
Imagens da exposição.

IT'S SHOWTIME

All that jazz, de Bob Fosse. Sobrevalorizado? Creio que sim. Recordo este excerto, menos de um minuto, onde a preparação de um dia (de todos os dias?) se faz. Tirando o facto de não fumar e de (ainda) não tomar comprimidos ou por gotas nos olhos, o sentimento é mais ou menos esse...

Bob Fosse (1927-1987) rodou este filme em 1979. Antonio Vivaldi (1678 –1741) terá composto este Concerto alla rustica uns 250 anos antes.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

OBITUÁRIOS

Confesso que, num primeiro momento, me pareceu uma ideia estranha, quase bizarra. Lidamos mal com a morte e tudo o que se aproxima merece a nossa rejeição. Mas a verdade é que este blogue faz todo o sentido. E será de grande utilidade.

O blogue da minha amiga Sofia tem um propósito simples: manter atualizada a informação necrológica de Moura. Uma terra onde quase toda a gente se conhece (numa cidadezinha de 8.500 habitantes isso não é assim tão evidente...), mas onde este tipo de informação nem sempre chega em tempo útil.

Estranho ou não, o blogue é de grande utilidade. Obrigado pela iniciativa!


Informação em: http://quemmorreumoura.blogspot.pt

AVENIDA DA SALÚQUIA 34 FÃ CLUBE

Há coisas assim, com graça. No outro dia, uma pequenita veio ter comigo e ofereceu-me esta escrita, registada numa toalha de papel de um restaurante. A Maria Rita foi nomeada sócia nº 1 do Avenida da Salúquia 34 Fã Clube. É claro que ela não faz a mais pequena ideia de quem eu sou, nem onde é a Ladeira da Salúquia (é esse o nome que no bairro damos à avenida). Foi brincadeira dos pais, mas isso é o que menos conta. O escrito fica para o meu álbum de recordações.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

NÃO DOU AUTÓGRAFOS, OK?...


Afinal não será no Teatro da Trindade, mas sim no Monumental, o que só aumenta o stress...

Dia 13 de dezembro, ao final da tarde.

Imagino que seja mais ou menos assim, só que sem passadeira vermelha, nem fotógrafos.

Dirigindo o jovem ator Sana Contá, ante o gáudio do fotógrafo de cena Fábio Moreira.


REACIONÁRIO ME CONFESSO... (com a devida vénia a Francisco Seixas da Costa)

Estou de acordo, da primeira à última linha. Já escrevi coisas assim, mas não tão bem. Por isso, aqui vai o link de um texto que merece ser lido:

http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2015/11/reacionario-me-confesso.html


A PISCINA DO SENHOR CARRILHO - REDUX



Morávamos na Rua Nova da Estação. No número 4 ou no 6, já não tenho a certeza. Os verões eram longos e as horas corriam devagar. Agora passam depressa e não percebo o que, entre esses tempos e os dias de hoje, fez com que tudo se tornasse mais rápido. Mas nesses dias, em 1968 ou 1969, não tinha ainda tais preocupações.

Como os dias eram lentos, o domingo nunca mais chegava. O domingo era quando se ía à piscina do senhor Carrilho. Havia, então, uma pequena peregrinação estrada do Sobral fora. A piscina era da classe popular e dos remediados da vila. Hoje já não há remediados. Hoje há as classes A, B, C1, C2, D e E. As classes A e B frequentavam a piscina menos que os outros, os do povo e os remediados.

Não tínhamos carro e o João punha-nos a andar estrada fora. A meio do percurso, que seria de uns 2,5 kms., aparecia sempre alguma alma caridosa, que nos deixava à porta da piscina. Noutros dias, combinava-se a ida com algum afortunado que tinha carro e que o atulhava de miudagem. As viaturas tinham de ter cinto de segurança mas o seu uso não era obrigatório (juro!) e a lotação era indicativa. Como em Bamaco, onde as carrinhas de 9 lugares têm placas de lotação que indicam, por misteriosa e nunca decifrada razão, 20, 21, 22, 23 lugares…

Era assim, empilhados, ruidosos, e ainda felizes, que desembarcávamos na piscina do senhor Carrilho. Que eram duas. A dos mais pequenos, à entrada, do lado direito. E, num plano inferior, a dos grandes, circular. A água, que vinha de uma nascente, era fria. A piscina maior tinha um repuxo no centro que caía sobre um prato de metal. O prato era vermelho, se bem me recordo. Algo me evoca ainda pinturas em azul e em amarelo, nas escadas de metal de acesso à água. Mas disso já não tenho a certeza. Pode ser a memória a pregar-me partidas.

Fui lá, pela vez derradeira, em 1975. O senhor Raul tirou-nos uma fotografia, lembro-me bem disso. Em 1976, a piscina do senhor Carrilho fechou, quando abriu a nova, em plena vila.

Passo muitas vezes à curva de onde se vê o que resta da piscina. Vislumbra-se uma ruína, e ervas onde outrora brincávamos. A curiosidade ainda não me venceu e não procurei voltar ao local de outros tempos, quando eu era outro.


Tenho uma certeza. O sítio, que era imenso, vai parecer-me acanhado. O tempo acelera-se, o espaço comprime-se. Coisas que o tempo traz. E que não sabíamos há quase 50 anos, quando o tempo não tinha medida e desejávamos que fosse domingo. Que era o dia de ir à piscina do senhor Carrilho.

Crónica publicada ontem, em "A Planície"
Imagem do Google, com a piscina circular bem visível.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PROSKYNESIS - outro modo de usar

É de susto, comenta um amigo meu. Não será caso para tanto, mas o ambiente intimida. O cenário está preparado para que o candidato se sinta numa posição de quem está em proskynesis... Refiro-me aos doutoramentos em Coimbra, com o reitor sentado num trono, o júri num ponto alto em relação a quem está a responder às questões. Um ritual sério, e levado a sério.

Quando descrevi o que se passava a três amigos, durante a montaria, senti a sombra da dúvida "ele estará a pintar?". Não estava. Um ou dois dias mais tarde vinha esta fotografia no "Público".  Eis a prova.


E, POR NÓS, OH! LUSITÂNIA


A fotografia de Zambrano Gomes é extraordinária. A estrofe do hino da Mocidade Portuguesa assenta na perfeição no ambiente daqueles dias. O 1º de dezembro não é, aqui, nem uma bandeira da direita nem um símbolo da monarquia. Apenas e só um sinal de afirmação dos que defenderam a sua terra, em circunstâncias hoje difíceis de imaginar. De cada vez que a arrasaram, reconstruíram-na, mais forte e mais orgulhosa. A verdade é essa. Só falta, como diz o meu amigo João Mário Caldeira, restaurar a esperança.

Hoje, houve cravos vermelhos em Santo Aleixo. A liberdade da aldeia foi construída pelos que ali viveram e vivem. Em 2016, com o feriado restaurado, a celebração será outra.