segunda-feira, 20 de junho de 2016

"EXPRESSO" ADERE AO ESTILO FACEBOOK

O jornalismo está uma desgraça? Está.

Já só nos faltavam títulos não-informativos, como este. Faz lembrar aquelas parvoíces do facebook: "uma coisa que te vai chocar", "o que Cristiano Ronaldo fez e está a emocionar o mundo", "quando ela começou a cantar, o júri nem queria acreditar" etc..

Isto está mesmo, mesmo mau.

Não li o texto.


HERESIARCA

Foi assim que o Prof. José Mattoso se me dirigiu, "és um heresiarca". Se me tivesse dito que sou um herege, já não seria mau. Classificar-me como chefe de seita herética, é bem melhor. Ainda que eu não esteja bem a ver qual.

Brincadeira à parte (um dia, há muito anos, também me chamou "chanceler do Campo Arqueológico de Mértola"), o comentário do Prof. Mattoso veio no seguimento da minha intervenção, no sábado de manhã, no "Encontro com a História". Não tanto por causa do tema da minha intervenção - Entre cristãos e muçulmanos na margem esquerda do Guadiana -, que ocupou alguns minutos do tempo que me estava destinado, mas pela rápida leitura dos contributos que António Borges Coelho, Cláudio Torres, Jorge de Alarcão, José Mattoso, José Luís de Matos e Juan Zozaya nos deram ao longo de tantos anos. E pelo agradecimento público que a todos fiz.

Aos hereges de outrora estava destinado este fim:


Agora há o facebook.

domingo, 19 de junho de 2016

UM PAÍS DE POETAS, EVIDENTEMENTE...

Retomo um texto do blogue, de 21.5.2012:

Numa cena do filme Malteses, Burgueses e às Vezes..., de Artur Semedo, um personagem sai de um autocarro, em Lisboa. Em frente à paragem está uma papeleira, com um poema impresso. O homem lê o poema e exclama "isto é mesmo um país de poetas...". Lembrei-me disto ao entrar no outro dia em casa e ao deparar com um grupo de miúdos a jogar às cartas. Cada carta do baralho tinha um aforismo diferente. Somos um país de poetas? Somos pois. Quer dizer, seremos todos menos eu.

Voltei a lembrar-me dessa cena, na noite de sexta para sábado, ao sair do Bar Lancelote, em Mértola. Não sei a razão de um Lancelote em Mértola, mas imagino que seja pelo romantismo da história. Em todo o caso, uma tampa de esgoto com um coração pintado tem que se lhe diga.

Aqui fica, pois, um soneto do nome maior do nosso lirismo:

Aquella triste e leda madrugada,
Cheia toda de mágoa e de piedade,
Em quanto houver no mundo saudade
Quero que seja sempre celebrada.

Ella só, quando amena e marchetada
Sahia, dando á terra claridade,
Vio apartar-se de huma outra vontade,
Que nunca poderá ver-se apartada

Ella só vio as lagrimas em fio,
Que de huns e de outros olhos derivadas,
Juntando-se, formárão largo rio

Ella ouvio as palavras magoadas,
Que puderão tornar o fogo frio,
E dar descanço às almas condemnadas.


SOWETO - FOI HÁ 40 ANOS

Num País que todos os dias se embebeda com futebol (e não falo só da seleção ou da liga dos grandes), os factos da História recente vão parar às "breves" dos jornais. Quando muito. A efeméride dos acontecimentos do Soweto (40 anos) passou em claro. Nada de nada.

Aqui fica o meu post de homenagem aos combatentes da liberdade.

Hector Pieterson e eu nascemos no mesmo ano. A vida dele foi ceifada pelas balas da polícia racista sul-africana. Teria hoje 53 anos. O homem que o transporta, Mbuyisa Makhubo, tinha na altura 18 anos. Foi forçado a deixar a África do Sul pouco depois. O seu paradeiro é desconhecido desde então.

Sam Nzima (n. 1934) deixou esta fotografia para a posteridade.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

MÉRTOLA, OS NOSSOS MESTRES, A HISTÓRIA E A HISTÓRIA DE UM SÍTIO

Hoje e amanhã seis historiadores estarão em destaque, em Mértola: António Borges Coelho, Cláudio Torres, Jorge de Alarcão, José Mattoso, José Luís de Matos e Juan Zozaya. Gratidão e justiça, a palavras simples e difíceis se resume a jornada. Lá estarei, ainda que rapidamente. Cláudio Torres foi meu professor na licenciatura, José Mattoso no mestrado. Todos os outros me deram aulas, ao longo de muito anos.

Deixo aqui no blogue duas imagens de que gosto:

* O Museu Islâmico, antes de o ser. O patinho feio deu em cisne. Coisas que acontecem, quando há vontade, engenho e arte. Colaborei neste projeto entre 1993 e 2001. Já lá vão quase 15 anos desde que o sítio foi inaugurado.
* O Castelo de Portel, em 1983. Caminhando sobre as muralhas, vemos António Borges Coelho, com uma pose um pouco marcial. Atrás dele segue um então jovem aluno da Faculdade de Letras.




quinta-feira, 16 de junho de 2016

UM DIVERTIDO, MAS NÃO INOCENTE, EQUÍVOCO

Não é Fátima que está em causa, mas sim o filme de John Brahm (1893-1982). Curiosamente, trata-se de um cineasta especializado em filmes de terror...

Nesta obra de 1952 o que chama a atenção é a deliberada confusão que se estabelece entre o Portugal Republicano (que não era grande coisa...) e a Rússia Bolchevique. Um dos líderes é apresentado com boné à Lenine, há bandeiras vermelhas e um certo toque de Palácio de Inverno. A narrativa é fraca e a tema baseia-se, quase só, no facto em si. Ou seja, um Eisenstein em versão má e sem qualquer mérito artístico.

É tudo mau? Não, porque há a música do imortal Max Steiner (1888-1971).

The miracle of Our Lady of Fatima passou na televisão há uns tempos. Deixo aqui o trailer.


BIBLIOTECAS

Mais um sítio em risco. Melhor dizendo, mais sítios em risco. Por vontade de alguns, nem existiriam. Falo das bibliotecas, esses sítios absolutamente fantásticos onde passei parte da minha vida. Claro está que prefiro as bibliotecas silenciosas às outras. As de investigação, aquelas sisudas e onde se ouve o passar do tempo, acima de todas as outras. Agora frequento-as quase nunca. Um dia voltarei, decerto. Enquanto esse dia não chega, aqui deixo duas referências no feminino (dantes, só havia bibliotecárias...): Vieira da Silva e Julia Donaldson.

Everyone is welcome to walk through the door.
It really doesn’t matter if you’re rich or poor.
There are books in boxes and books on shelves.
They’re free for  you  to borrow, so help yourselves.
Come and meet your heroes, old and new,
From William the Conqueror to Winnie the Pooh.
You can look into the Mirror or read The Times,
Or bring along a toddler to chant some rhymes.
The librarian’s a friend who loves to lend,
So see if there’s a book that she can recommend.
Read that book, and if you’re bitten
You can borrow all the other ones the author’s written.
Are you into battles or biography?
Are you keen on gerbils or geography?
Gardening or ghosts? Sharks or science fiction?
There’s something here for everyone, whatever your addiction.
There are students revising, deep in concentration,
And school kids doing projects, finding inspiration.
Over in the corner there’s a table with seating,
So come along and join in the Book Club meeting.
Yes, come to the library! Browse and borrow,
And help make sure it’ll still be here tomorrow.

terça-feira, 14 de junho de 2016

SÃO JOÃO 2016

Falta pouco para esta data fundamental no nosso calendário. Os dias e, sobretudo, as noites vão ser curtas. Temos mastros e marchas. Mas também haverá lugar a outras manifestações culturais (escultura e uma nova publicação da Câmara Municipal). E teremos um corrida de touros. E, ainda, uma manhã dos campeões, forma de se reconhecer o mérito a quem o tem.

O programa aqui está.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

AZEITE DOP

O programa passa amanhã na RTP/2. A jornalista Anabela Saint-Maurice garante solidez e qualidade a este projeto. Que andou pelas regiões DOP (Denominação de Origem Protegida). Onde nós, Moura, também estamos. Se me permitem a deixa, e uma vez que não sendo especialista sou consumidor, o Azeite de Moura é, também, garantia de qualidade. Daí que aproveite este meio para promover o programa. Que verei, naturalmente.


domingo, 12 de junho de 2016

SFUMA - 158

158 anos de filarmónica. A festa foi no sábado à tarde/noite, em Amareleja.

Dois momentos:

Fotografia de cima - durante a intervenção que fiz na parte final do evento, e na qual anunciei a conclusão do projeto de reabilitação para a Torre do Relógio. Vão ser mais de 400.000 euros de investimento. Há financiamento comunitário e há vontade política. Palavras leva-as o vento. Concretizar coisas é mais difícil.

Fotografia de baixo - "celfe" durante o jantar no Pavilhão das Cancelinhas.  Animação a cargo de um imparável grupo de amigos da Banda do Crato.

Fotografia: Turismo Amareleja 

ESCAPADINHA FOTOGRÁFICA - SANTO AMADOR


11 autores x 3 fotografias dá 33 imagens. Que, desde sábado de manhã, estão expostas em 11 locais da aldeia. Primeiro, foi feita uma apresentação coletiva, no Largo do Poço. Depois, teve lugar uma distribuição pelos diversos locais. A saber, e por ordem alfabética:

ADASA
Biblioteca Municipal (polo de Santo Amador)
Café Rocha
Café Santa Maria
Casa do Povo
Centro Cultural/Posto Médico
Mercearia Irene
Mercearia Luzia Grave
Mercearia Seita
Pastelaria Doces d'Aldeia
Tasca do Primo

Quem apoiou?
Câmara Municipal de Moura
Gráfica Mourense
Pastelaria Mouraria
Pastelinhos de Safara
Rádio Planície

Exposição patente até depois da festa da aldeia. Ou seja, até agosto.

RETALHOS NA VIDA DE UM AUTARCA - 10.6.2016


Eis o vandalismo, em todo o seu esplendor. É uma das grandes mágoas para quem gere um concelho. Todas as semanas constato isso, presencialmente e no contacto com colegas de todos os quadrantes partidários.

Na passada sexta-feira, um energúmeno qualquer não arranjou melhor maneira para se divertir que destruindo um árvore (Rua Serpa Pinto, em Moura).

sexta-feira, 10 de junho de 2016

UMA CIDADE E O SEU MUSEU: 20/20 - MÉRTOLA

Foi esta a ordem: Moura, Paris, Vaticano, Bruxelas, Boston, Berlim, Nova Iorque, Worcester, Dallas, Atenas, Beja, Tunis, Bamaco, Lisboa, Tripoli, Rabat, Damasco, Madrid, Argel e Mértola.

Ficaram de fora outros sítios, importantes na minha vida profissional e no meu percurso sentimental. Poderia ter incluído o Cairo, Alepo, Lyon, Istambul, Medina Az-Zahra, Florença, Volterra...


Termino com Mértola, sítio único e especial. Com a certeza de que lá voltarei, não sei como nem quando. A minha primeira participação nas escavações data de setembro de 1983. Fui para lá viver no dia 1 de agosto de 1991. Durante 14 anos e meio, Mértola foi o meu heimat. A vila é o museu e vice-versa. Trabalhei diretamente em dois dos seus locais de exposição: a basílica paleocristã e o núcleo de arte islâmica. O Património é hoje justificado motivo de orgulho para todos nós, em Mértola. Está por fazer a história deste processo de "patrimonialização" do sítio, os sobressaltos de um percurso e aquilo que, em tempos, se disse da arqueologia. O tempo, esse grande escultor, um dia tudo clarificará. Tal como os despojos aportam à praia, depois de um naufrágio, as frases desnecessárias passarão ao esquecimento. O mesmo destino estará destinado aos seus autores. A verdade vencerá.

VERDADE

A porta da verdade estava aberta, 
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos. 
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

O poema é de Carlos Drummond de Andrade. A fotografia data de 2004. Terminava então a minha tese. Que foi defendida no dia 10 de junho de 2005.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

RIBEIRA DE VALE DE JUNCOS

Publica-se, mais abaixo, um comunicado da Câmara Municipal de Moura. O texto resume o essencial do problema ocorrido no parque junto à ribeira. Depois da AGROCINCO terminar a intervenção, a Câmara Municipal assumirá a manutenção daquele espaço. Em todo o caso registo, com preocupação, os atos de vandalismo que, de forma continuada, ocorrem naquele local. O que faz com com a falta de civismo de uns quantos nos prejudique a todos.

Não responderei a provocações no facebook



OBRAS COMEÇAM NA PRÓXIMA SEMANA
Manutenção dos espaços verdes
do Parque da Ribeira de Vale de Juncos

As obras de manutenção dos espaços verdes do Parque da Ribeira de Vale de Juncos, em Amareleja, vão começar na próxima semana e devem estar terminadas ainda durante o mês de junho corrente, de acordo com a empresa Agrocinco.

A Câmara Municipal de Moura aguarda, desde fevereiro, que a referida empresa lhe entregue em condições os referidos espaços verdes, para que os serviços autárquicos possam recebê-los e, a partir daí, passar a assumir os regulares trabalhos de limpeza e manutenção.

O incumprimento do estabelecido contratualmente pela empresa tem resultado em falta de limpeza, de cortes regulares de vegetação e de poda de árvores. Associada à manutenção deficiente, registaram-se no Parque da Ribeira de Vale de Juncos atos de vandalismo, nomeadamente no sistema de rega e em quatro bebedouros, atos que obrigaram à reparação desses equipamentos.

Uma vez concluídos os trabalhos devidos pela empresa Agrocinco, efetuada a indispensável vistoria e recebida a obra, a Câmara Municipal de Moura assumirá a limpeza e manutenção das zonas verdes do Parque da Ribeira de Vale de Juncos, em Amareleja.

BERNIE SANDERS

Um belo dia, uma amiga que estudava nos Estados Unidos enviou-me um porta-chaves da campanha presidencial de Bernie Sanders. A jovem apoiava, calorosamente, as perspetivas radicais do senador do Vermont. Tal como aqui escrevi, há três meses, "nos democratas, Bernie Sanders é aquilo que os americanos classificam como liberal. Para nós, um social-democrata encostado à esquerda. O seu discurso, moderadíssimo e de boas intenções, soa a ouvidos norte-americanos como quase-comunismo. Por isso, e por muito que custe à minha amiga em Montezuma, vai dar Hillary, a única capaz de frente ao outro louco".

Bernie Sanders não se dá por vencido, o que é tido por teimosia. Não me parece que o seja. Limita-se a queimar os últimos cartuchos e a tirar partido do mediatismo que o momento lhe concede.

Questão crucial: o eleitorado de Sanders é a juventude. Que aprecia o estilo descentrado do candidato e a sua jovialidade. Dou comigo a pensar que gostaria de chegar aos 74 anos com este espírito e a ter na juventude os principais contactos. Pode ser que lá chegue...



quarta-feira, 8 de junho de 2016

JORGE CALADO - PRÉMIO UNIVERSIDADE DE LISBOA

Do site do jornal "Público", onde também está a bonita fotografia de Daniel Rocha:

O Prémio Universidade de Lisboa 2016 foi atribuído nesta terça-feira ao químico e divulgador de ciência Jorge Calado, de 78 anos, que durante quase três décadas foi professor catedrático de química-física no Instituto Superior Técnico (IST), até 2007. São atribuídos 25.000 euros com o prémio.
Jorge Calado “cruzou saberes, cultivou de modo singular as ciências e as humanidades tornando-as acessíveis e atraentes para um público alargado”, lê-se na deliberação do júri presidido por António Cruz Serra, reitor da Universidade de Lisboa.
Nascido em Lisboa em 1938, Jorge Calado licenciou-se em engenharia químico-industrial no IST, em 1961. Passou três anos na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde se doutorou em termodinâmica em 1970. Na mesma década, iniciou em Portugal um grupo na área da termodinâmica, onde criou escola nesta área do conhecimento.
Por cá, fico conhecido pelas suas aulas, muitas vezes dadas em jardins, “tão elegantes e lógicas que quase faziam com que os alunos acreditassem que não valia a pena estudar”, lê-se na proposta conjunta do IST e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa de candidatura ao prémio. “Um professor tem de ser um actor. É a única forma de fascinar o auditório”, explicou Jorge Calado numa entrevista dada à Sociedade Portuguesa de Química em 2003.
No documento da proposta, refere-se ainda o curso sobre artes e ciências que Jorge Calado deu na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Além disso, foi crítico cultural do semanário Expresso na área da ópera desde 1986, criou a Colecção Nacional de Fotografia para o Ministério da Cultura e foi consultor da Expo 98 e em 2012 publicou o livro aclamado Haja luz! Uma História da Química Através de Tudo (editado pelo IST), onde mistura a arte com a ciência.
“Acredito firmemente (…) que há apenas uma única cultura e que tudo se encontra relacionado”, explicava o cientista na mesma entrevista, quando lhe perguntaram porque cruzava estes dois mundos. Mas punha a termodinâmica num local especial: “É a ciência da energia. Nada acontece sem energia, a energia é fundamental para tudo. A termodinâmica permeia a vida.”
Jorge Calado esteve em Moura a convite da Câmara Municipal, no passado dia 9 de maio, tendo participado na sexta edição do nosso Fórum 21. Que foi dedicado à fotografia, a partir da água.

Parabéns, Jorge!

terça-feira, 7 de junho de 2016

SAINT VINCENT AND THE GRENADINES

Hoje, de madrugada, o blogue "chegou" a Saint Vincent and the Grenadines. É uma pequena ilha das Caraíbas, com pouco mais de um terço da área do concelho de Moura. Ínvios são os caminhos da blogosfera. Pensamento conspirativo: "isto" é coisa de alguém que sabe que gosto de climas quentes e húmidos. E que isso de viver em ilhas não me causa perturbação.

Saint Vincent and the Grenadines é o país de origem de uma fotógrafa que acabo de descobrir: Nadia Huggins (imagem de cima).

Ver - http://www.nadiahuggins.com



KEN LOACH, O CANNESIANO

Não é costume, mas aqui fica um filme que NÃO vi. Refiro-me a I, Daniel Blake. O realizador é o britânico Ken Loach (n. 1936). Que já venceu, em Cannes, um Prémio do Júri Ecuménico, dois Prémios Especiais do Júri e duas Palmas de Ouro. A mais recente com este filme, ainda não estreado em Portugal. Cinema comprometido? Decerto. Sobretudo o talento de trazer para a ribalta os dramas da working class. Tema fora de moda? Cannes acha que não. E eu acho que Cannes tem razão.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

PRÉMIO PARA "ÁGUA - PATRIMÓNIO DE MOURA" (O NOSSO MOMENTO USAIN BOLT)

Câmara Municipal de Moura recebe prémio por exposição

A cerimónia de entrega de Prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) realizou-se na sexta-feira, 3, em Lisboa.

A edição de 2016 atribuiu à Câmara Municipal de Moura uma menção honrosa na categoria de “Melhor Exposição”, pela mostra “Água – Património de Moura. Identificação de um concelho”.

Patente ao público desde julho do ano passado, a exposição “Água – ­ Património de Moura. Identificação de um concelho” ocupa o espaço central do antigo matadouro municipal e mostra o potencial que a água teve no passado e tem no presente da cidade.

Num espaço contíguo, está neste momento em exibição um conjunto de fotografias de José M. Rodrigues, intitulado “Gotas de água”.

O local tem ainda sido o centro de diversas iniciativas, desenvolvidas pelo setor educativo do Museu Municipal de Moura.

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no Museu do Dinheiro (antiga igreja de São Julião), em Lisboa, e foi presidida por João Neto, responsável máximo da APOM.

A Câmara Municipal de Moura esteve representada pelo seu presidente, Santiago Macias, pela responsável do Museu Municipal, Marisa Bacalhau, e pela arqueóloga Vanessa Gaspar. 





http://www.cm-moura.pt/expo.agua/


Ficha técnica da exposição:

Realização 
Câmara Municipal de Moura 

Curadoria e textos 

Santiago Macias 

Comissariado Executivo 

Vanessa Gaspar
Marisa Bacalhau 

Projeto Expositivo 

Patrícia Novo 

Coordenação geral da produção 

TerraCulta – Consultoria, Produção e Gestão Cultural - Francisco Motta Veiga 

Consultoria museográfica 

António Viana 

Design gráfico 

Silvadesigners 

Créditos fotográficos 

António Cunha
Fábio Moreira
Jorge Gaspar
Zambrano Gomes
ADASA – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador 

Arquivo Histórico Municipal João Francisco da Mouca
Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa 
Foto Almeida
Museu da Água Castello

SkyEye 

Quadro do Rio Guadiana 

José Mendes Alves (Zé Nela) 

Desenho do Aquífero Moura-Ficalho 

Augusto Marques da Costa 

Luminotecnia 

Vitor Vajão – projecto
Manuel V. A. Delgado – montagem 


Som 

Jorge Murteira 

Construção e montagem 

J. C. Sampaio 
Produção gráfica 
B.A.R. – Branco às Riscas 

Apoio à montagem – obras e infraestruturas 

José Filipe Martinho 

Apoio técnico 

Alberto Ramos – seleção de materiais contemporâneos
José Francisco Finha - consultor fotográfico
Luísa Almeida - inventário de peças arqueológicas

Manuel Passinhas da Palma – restauro de materiais
Mário Machado – desenho de peças arqueológicas

Marta Coelho - inventário de peças arqueológicas 

Parceiros 

Mineraqua Portugal – Água Castello
Bombeiros Voluntários de Moura
Turismo do Alentejo, E.R.T.
ADASA – Associação de Defesan
do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador

Águas Públicas do Alentejo
EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva 


Colaboração 

AlquevaTours
Break! Momentos Fantásticos

Clube H2O de Moura
Clube Mourense Amadores de Pesca e Caça Desportiva

Jornal “A Planície”