domingo, 12 de junho de 2016

ESCAPADINHA FOTOGRÁFICA - SANTO AMADOR


11 autores x 3 fotografias dá 33 imagens. Que, desde sábado de manhã, estão expostas em 11 locais da aldeia. Primeiro, foi feita uma apresentação coletiva, no Largo do Poço. Depois, teve lugar uma distribuição pelos diversos locais. A saber, e por ordem alfabética:

ADASA
Biblioteca Municipal (polo de Santo Amador)
Café Rocha
Café Santa Maria
Casa do Povo
Centro Cultural/Posto Médico
Mercearia Irene
Mercearia Luzia Grave
Mercearia Seita
Pastelaria Doces d'Aldeia
Tasca do Primo

Quem apoiou?
Câmara Municipal de Moura
Gráfica Mourense
Pastelaria Mouraria
Pastelinhos de Safara
Rádio Planície

Exposição patente até depois da festa da aldeia. Ou seja, até agosto.

RETALHOS NA VIDA DE UM AUTARCA - 10.6.2016


Eis o vandalismo, em todo o seu esplendor. É uma das grandes mágoas para quem gere um concelho. Todas as semanas constato isso, presencialmente e no contacto com colegas de todos os quadrantes partidários.

Na passada sexta-feira, um energúmeno qualquer não arranjou melhor maneira para se divertir que destruindo um árvore (Rua Serpa Pinto, em Moura).

sexta-feira, 10 de junho de 2016

UMA CIDADE E O SEU MUSEU: 20/20 - MÉRTOLA

Foi esta a ordem: Moura, Paris, Vaticano, Bruxelas, Boston, Berlim, Nova Iorque, Worcester, Dallas, Atenas, Beja, Tunis, Bamaco, Lisboa, Tripoli, Rabat, Damasco, Madrid, Argel e Mértola.

Ficaram de fora outros sítios, importantes na minha vida profissional e no meu percurso sentimental. Poderia ter incluído o Cairo, Alepo, Lyon, Istambul, Medina Az-Zahra, Florença, Volterra...


Termino com Mértola, sítio único e especial. Com a certeza de que lá voltarei, não sei como nem quando. A minha primeira participação nas escavações data de setembro de 1983. Fui para lá viver no dia 1 de agosto de 1991. Durante 14 anos e meio, Mértola foi o meu heimat. A vila é o museu e vice-versa. Trabalhei diretamente em dois dos seus locais de exposição: a basílica paleocristã e o núcleo de arte islâmica. O Património é hoje justificado motivo de orgulho para todos nós, em Mértola. Está por fazer a história deste processo de "patrimonialização" do sítio, os sobressaltos de um percurso e aquilo que, em tempos, se disse da arqueologia. O tempo, esse grande escultor, um dia tudo clarificará. Tal como os despojos aportam à praia, depois de um naufrágio, as frases desnecessárias passarão ao esquecimento. O mesmo destino estará destinado aos seus autores. A verdade vencerá.

VERDADE

A porta da verdade estava aberta, 
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.

E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os dois meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram a um lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos. 
Era dividida em duas metades,
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
As duas eram totalmente belas.
Mas carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

O poema é de Carlos Drummond de Andrade. A fotografia data de 2004. Terminava então a minha tese. Que foi defendida no dia 10 de junho de 2005.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

RIBEIRA DE VALE DE JUNCOS

Publica-se, mais abaixo, um comunicado da Câmara Municipal de Moura. O texto resume o essencial do problema ocorrido no parque junto à ribeira. Depois da AGROCINCO terminar a intervenção, a Câmara Municipal assumirá a manutenção daquele espaço. Em todo o caso registo, com preocupação, os atos de vandalismo que, de forma continuada, ocorrem naquele local. O que faz com com a falta de civismo de uns quantos nos prejudique a todos.

Não responderei a provocações no facebook



OBRAS COMEÇAM NA PRÓXIMA SEMANA
Manutenção dos espaços verdes
do Parque da Ribeira de Vale de Juncos

As obras de manutenção dos espaços verdes do Parque da Ribeira de Vale de Juncos, em Amareleja, vão começar na próxima semana e devem estar terminadas ainda durante o mês de junho corrente, de acordo com a empresa Agrocinco.

A Câmara Municipal de Moura aguarda, desde fevereiro, que a referida empresa lhe entregue em condições os referidos espaços verdes, para que os serviços autárquicos possam recebê-los e, a partir daí, passar a assumir os regulares trabalhos de limpeza e manutenção.

O incumprimento do estabelecido contratualmente pela empresa tem resultado em falta de limpeza, de cortes regulares de vegetação e de poda de árvores. Associada à manutenção deficiente, registaram-se no Parque da Ribeira de Vale de Juncos atos de vandalismo, nomeadamente no sistema de rega e em quatro bebedouros, atos que obrigaram à reparação desses equipamentos.

Uma vez concluídos os trabalhos devidos pela empresa Agrocinco, efetuada a indispensável vistoria e recebida a obra, a Câmara Municipal de Moura assumirá a limpeza e manutenção das zonas verdes do Parque da Ribeira de Vale de Juncos, em Amareleja.

BERNIE SANDERS

Um belo dia, uma amiga que estudava nos Estados Unidos enviou-me um porta-chaves da campanha presidencial de Bernie Sanders. A jovem apoiava, calorosamente, as perspetivas radicais do senador do Vermont. Tal como aqui escrevi, há três meses, "nos democratas, Bernie Sanders é aquilo que os americanos classificam como liberal. Para nós, um social-democrata encostado à esquerda. O seu discurso, moderadíssimo e de boas intenções, soa a ouvidos norte-americanos como quase-comunismo. Por isso, e por muito que custe à minha amiga em Montezuma, vai dar Hillary, a única capaz de frente ao outro louco".

Bernie Sanders não se dá por vencido, o que é tido por teimosia. Não me parece que o seja. Limita-se a queimar os últimos cartuchos e a tirar partido do mediatismo que o momento lhe concede.

Questão crucial: o eleitorado de Sanders é a juventude. Que aprecia o estilo descentrado do candidato e a sua jovialidade. Dou comigo a pensar que gostaria de chegar aos 74 anos com este espírito e a ter na juventude os principais contactos. Pode ser que lá chegue...



quarta-feira, 8 de junho de 2016

JORGE CALADO - PRÉMIO UNIVERSIDADE DE LISBOA

Do site do jornal "Público", onde também está a bonita fotografia de Daniel Rocha:

O Prémio Universidade de Lisboa 2016 foi atribuído nesta terça-feira ao químico e divulgador de ciência Jorge Calado, de 78 anos, que durante quase três décadas foi professor catedrático de química-física no Instituto Superior Técnico (IST), até 2007. São atribuídos 25.000 euros com o prémio.
Jorge Calado “cruzou saberes, cultivou de modo singular as ciências e as humanidades tornando-as acessíveis e atraentes para um público alargado”, lê-se na deliberação do júri presidido por António Cruz Serra, reitor da Universidade de Lisboa.
Nascido em Lisboa em 1938, Jorge Calado licenciou-se em engenharia químico-industrial no IST, em 1961. Passou três anos na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde se doutorou em termodinâmica em 1970. Na mesma década, iniciou em Portugal um grupo na área da termodinâmica, onde criou escola nesta área do conhecimento.
Por cá, fico conhecido pelas suas aulas, muitas vezes dadas em jardins, “tão elegantes e lógicas que quase faziam com que os alunos acreditassem que não valia a pena estudar”, lê-se na proposta conjunta do IST e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa de candidatura ao prémio. “Um professor tem de ser um actor. É a única forma de fascinar o auditório”, explicou Jorge Calado numa entrevista dada à Sociedade Portuguesa de Química em 2003.
No documento da proposta, refere-se ainda o curso sobre artes e ciências que Jorge Calado deu na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Além disso, foi crítico cultural do semanário Expresso na área da ópera desde 1986, criou a Colecção Nacional de Fotografia para o Ministério da Cultura e foi consultor da Expo 98 e em 2012 publicou o livro aclamado Haja luz! Uma História da Química Através de Tudo (editado pelo IST), onde mistura a arte com a ciência.
“Acredito firmemente (…) que há apenas uma única cultura e que tudo se encontra relacionado”, explicava o cientista na mesma entrevista, quando lhe perguntaram porque cruzava estes dois mundos. Mas punha a termodinâmica num local especial: “É a ciência da energia. Nada acontece sem energia, a energia é fundamental para tudo. A termodinâmica permeia a vida.”
Jorge Calado esteve em Moura a convite da Câmara Municipal, no passado dia 9 de maio, tendo participado na sexta edição do nosso Fórum 21. Que foi dedicado à fotografia, a partir da água.

Parabéns, Jorge!

terça-feira, 7 de junho de 2016

SAINT VINCENT AND THE GRENADINES

Hoje, de madrugada, o blogue "chegou" a Saint Vincent and the Grenadines. É uma pequena ilha das Caraíbas, com pouco mais de um terço da área do concelho de Moura. Ínvios são os caminhos da blogosfera. Pensamento conspirativo: "isto" é coisa de alguém que sabe que gosto de climas quentes e húmidos. E que isso de viver em ilhas não me causa perturbação.

Saint Vincent and the Grenadines é o país de origem de uma fotógrafa que acabo de descobrir: Nadia Huggins (imagem de cima).

Ver - http://www.nadiahuggins.com



KEN LOACH, O CANNESIANO

Não é costume, mas aqui fica um filme que NÃO vi. Refiro-me a I, Daniel Blake. O realizador é o britânico Ken Loach (n. 1936). Que já venceu, em Cannes, um Prémio do Júri Ecuménico, dois Prémios Especiais do Júri e duas Palmas de Ouro. A mais recente com este filme, ainda não estreado em Portugal. Cinema comprometido? Decerto. Sobretudo o talento de trazer para a ribalta os dramas da working class. Tema fora de moda? Cannes acha que não. E eu acho que Cannes tem razão.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

PRÉMIO PARA "ÁGUA - PATRIMÓNIO DE MOURA" (O NOSSO MOMENTO USAIN BOLT)

Câmara Municipal de Moura recebe prémio por exposição

A cerimónia de entrega de Prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) realizou-se na sexta-feira, 3, em Lisboa.

A edição de 2016 atribuiu à Câmara Municipal de Moura uma menção honrosa na categoria de “Melhor Exposição”, pela mostra “Água – Património de Moura. Identificação de um concelho”.

Patente ao público desde julho do ano passado, a exposição “Água – ­ Património de Moura. Identificação de um concelho” ocupa o espaço central do antigo matadouro municipal e mostra o potencial que a água teve no passado e tem no presente da cidade.

Num espaço contíguo, está neste momento em exibição um conjunto de fotografias de José M. Rodrigues, intitulado “Gotas de água”.

O local tem ainda sido o centro de diversas iniciativas, desenvolvidas pelo setor educativo do Museu Municipal de Moura.

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no Museu do Dinheiro (antiga igreja de São Julião), em Lisboa, e foi presidida por João Neto, responsável máximo da APOM.

A Câmara Municipal de Moura esteve representada pelo seu presidente, Santiago Macias, pela responsável do Museu Municipal, Marisa Bacalhau, e pela arqueóloga Vanessa Gaspar. 





http://www.cm-moura.pt/expo.agua/


Ficha técnica da exposição:

Realização 
Câmara Municipal de Moura 

Curadoria e textos 

Santiago Macias 

Comissariado Executivo 

Vanessa Gaspar
Marisa Bacalhau 

Projeto Expositivo 

Patrícia Novo 

Coordenação geral da produção 

TerraCulta – Consultoria, Produção e Gestão Cultural - Francisco Motta Veiga 

Consultoria museográfica 

António Viana 

Design gráfico 

Silvadesigners 

Créditos fotográficos 

António Cunha
Fábio Moreira
Jorge Gaspar
Zambrano Gomes
ADASA – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador 

Arquivo Histórico Municipal João Francisco da Mouca
Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa 
Foto Almeida
Museu da Água Castello

SkyEye 

Quadro do Rio Guadiana 

José Mendes Alves (Zé Nela) 

Desenho do Aquífero Moura-Ficalho 

Augusto Marques da Costa 

Luminotecnia 

Vitor Vajão – projecto
Manuel V. A. Delgado – montagem 


Som 

Jorge Murteira 

Construção e montagem 

J. C. Sampaio 
Produção gráfica 
B.A.R. – Branco às Riscas 

Apoio à montagem – obras e infraestruturas 

José Filipe Martinho 

Apoio técnico 

Alberto Ramos – seleção de materiais contemporâneos
José Francisco Finha - consultor fotográfico
Luísa Almeida - inventário de peças arqueológicas

Manuel Passinhas da Palma – restauro de materiais
Mário Machado – desenho de peças arqueológicas

Marta Coelho - inventário de peças arqueológicas 

Parceiros 

Mineraqua Portugal – Água Castello
Bombeiros Voluntários de Moura
Turismo do Alentejo, E.R.T.
ADASA – Associação de Defesan
do Património Cultural e Ambiental de Santo Amador

Águas Públicas do Alentejo
EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva 


Colaboração 

AlquevaTours
Break! Momentos Fantásticos

Clube H2O de Moura
Clube Mourense Amadores de Pesca e Caça Desportiva

Jornal “A Planície”

domingo, 5 de junho de 2016

GENTE FINA É OUTRA COISA

COSTA RAMEIRA DA ESQUERDA?
How chic...

sábado, 4 de junho de 2016

RÍOS QUE SE VAN

Entre uma semana e outra. Gosto tanto das fotografias a preto e branco quanto me fixo, depois, em telas garridamente coloridas. Os arredores de Moura e o sul de França. Um amador alentejano e André Derain (1880-1954), pintor fauvista. Temperados com a grande poesia de Juan Ramón Jiménez. Um homem nosso, aqui do sul.

Pont sur le Riou está no MoMA.


Mientras que yo te beso, su rumor
nos da el árbol que mece al sol el oro
que el sol le da al huir, fugaz tesoro
del árbol que es el árbol de mi amor.

No es fulgor, no es ardor y no es altor
lo que me da de tí lo que te adoro,
con la luz que se va; es el oro, el oro,
es el oro hecho sombra: tu color.

El color de tu alma; pues tus ojos
se van haciendo ella, y a medida
que el sol cambia sus oros por sus rojos
y tú te quedas pálida y fundida,
sale el oro hecho tú de tus dos ojos
que son mi paz, mi fe, mi sol: ¡mi vida!


De ríos que se van (1951-1954)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

FUTURO

Nunca achei graça às anedotas sobre os alentejanos, tal como nunca as anedotas sobre Samora Machel me arrancaram o mais leve sorriso. As primeiras trazem consigo laivos de superioridade em relação ao povo que nós somos. Seremos, supostamente, lentos, pouco inteligentes, pouco trabalhadores. Pior é o racismo rasca que, anos a fio, flagelou o falecido presidente moçambicano. Aí era uma raiva de um falhado colonialismo que se manifestava. Machel pereceu num trágico acidente de avião e os colonialismos quase passaram à História. O racismo ainda não desapareceu. Muitas vezes surge travestido de outras formas, mas não desapareceu.

O tema da crónica foi-me sugerido por esta fotografia. Conheço a miúda da fotografia e pedi-lhe autorização para a reproduzir. A imagem é banal. Talvez sejam menos vulgares o ar de absoluta descontração e felicidade da Maria, que é portuguesa, e do Lamine, que é senegalês. Não interessa onde estão, nem porque fizeram a fotografia. Tanto quanto sei, nem namorados são. O que me interessa é o ar de paz que a fotografia transmite.

Tive um colega na faculdade que me dizia que não era racista. Proclamava-se “racialista”. Ou seja, dizia que as raças eram diferentes, não havia raças superiores ou inferiores. Porém, não se deviam misturar. Para manterem a sua identidade. Ao longo de quatro anos não consegui que me explicasse a diferença entre racismo e racialismo. Tal como nunca consegui que me explicasse que o português que se fala em África não é o “nosso”, mas o “deles”. Três décadas passadas, continuo a achar que racismo e racialismo são uma e a mesma coisas. Tal como tenho a certeza que há apenas uma única Língua Portuguesa, interpretada de muitas formas, com muitas sonoridades e com muitos e diferentes perfumes. Ouvir dizer em Bolama “mim falar português” ou alguém afirmar algures no concelho de Mértola “isso é pra mim fazer” são apenas formas de dizer que estão longe de um padrão. Seja lá isso o que for…

Ao fim de tantos anos, coisas com esta fotografia e a amizade daltónica da Maria e do Lamine, enfatizam uma certeza já antiga. Não odeio os racistas, os racialistas ou os supremacistas. Tenho pena deles. Muita pena, mesmo. Ao mesmo tempo que sublinho outra convicção. É necessário combatê-los com fervor. Não com armas, mas com o alargar de um mundo multicultural e multirracial. Uma prática política mais difícil de colocar em prática do que de enunciar.

Publico esta fotografia hoje, que é Dia da Criança. Com a certeza que as novas gerações são melhores, mais abertas e mais fraternas que a minha.  A esperança no futuro é acreditar nos mais novos. E eu tenho esperança no futuro.


Crónica publicada em "A Planície" de 1.6.2016.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

FILMES ASSIM TIPO INTELECTUAIS

A este ponto se chega. Já se cria ortodoxia artística. Filmes tipo Manoel de Oliveira, tal como os sapatos tipo italiano ou o queijo tipo serra. Não é a obra de Manoel de Oliveira que está em causa. Mas sim o espírito do concurso.  Que obriga a produções neorrealistas.  Ainda para mais considerando o cineasta como "precursor do neorrealismo". Coisa que me intriga deveras, devo dizer... Cenários reais? Atores não profissionais? Ó minhanossasenhora!

A EDP fomenta estas coisas com o dinheiro de todos nós.

http://www.edp.pt/pt/aedp/EDPDocuments/REGULAMENTO_BolsaEDPManoelDeOliveira.pdf


quarta-feira, 1 de junho de 2016

DIA DA CRIANÇA - 2016


Holi Varanasi? Não! O Dia da Criança em Moura. Segui com interesse a animação na iniciativa organizada pela Câmara Municipal, e que envolveu centenas de alunos de todo o concelho. Uma palavra especial é devida aos trabalhadores envolvidos na iniciativa. Uma manhã notável e esforçada. Em especial porque os fatos não deviam ser nada frescos...

Música e dança. Como deve ser.




A MÚSICA DO TOUREIO

La música callada del toreo

De luz en sueño y sombra la corrida: 
un abrir y cerrar, verte y no verte, 
un quererte en silencio por prenderte, 
llama espiral, ceñida y desceñida.

Un silbo que aposenta su medida 
en el aire acordado de la suerte, 
un pase de la luz al de la muerte 
o en alas de la sombra al de la vida.

Un prodigioso mágico sentido, 
un recordar callado en el oído 
y un sentir que en mis ojos sin voz veo.

Una sonora soledad lejana, 
fuente sin fin de la que insomne mana 
la música callada del toreo.


Rafael Alberti e Pablo Picasso, porque as corridas de touros são Cultura. No dia em que em que o tema volta a ser motivo de debate na Assembleia da República, eis a reafirmação da defesa das nossas tradições. Desde 2 de maio de 2012 que, por proposta que tive a honra de apresentar, a Tauromaquia é Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal.