segunda-feira, 11 de julho de 2016

VERÃO AZUL

O verão mourense segue, de vento em popa. Há ateliês até final de agosto, envolvendo centenas de crianças em todo o concelho. A biblioteca refresca-se e mergulha na piscina. A ludoteca e o museu e a arqueologia ganham, como todos os anos nesta altura, outra dimensão.

O verão é azul porque o céu é azul e porque era o título de uma série espanhola do início dos anos 80, muito popular entre os adolescentes, mas eu já tinha passado dessa idade. Só recordo a música do genérico, da autoria de Carmelo Alonso Bernaola (1929-2002), com aqueles assobios, a fazerem lembrar a Colonel Bogey March, em A ponte do rio Kwai.

Viva o Verão Azul dos ateliês e da piscina e de tudo isso!



LA GRANDEUR DE LA FRANCE

Tão grande, que muitas vezes é maior que ela própria é...

David contra Golias é uma imagem banal, mas adequada. A seleção em que não se acreditava (eu não acreditava) conseguiu o improvável. A vitória da seleção, sim, e dos nossos emigrantes em França (que não são só as concierges e os maçons tão troçados pela arrogância gaulesa), que são quem mais festeja hoje, tenho a certeza.


DOULEUR DE CORNE

Hoje não foi assim... Foi mesmo "dégueulasse" o que se passou.

O que estava de serviço ao interruptor deve ter metido folga. Se há coisa que me dá gozo é a falta de fair-play. Dá mesmo.

Emoção a sério senti quando pensei nos emigrantes. Não consigo pôr-me na pele deles, mas faço uma ideia, ainda que pequena, do que lhes vai na alma.

domingo, 10 de julho de 2016

ESCADAS

Fui hoje surpreendido, no facebook, com a fotografia de cima. Fê-la Artur Pastor nos anos 60, em Lisboa, numa estação do metropolitano. Não a conhecia, muito menos teria a possibilidade de a ter "citado", quando fiz a de baixo, em Palmyra (Síria), no outono de 2003.

Torna-se claro, nestes acasos, porque nos sentimos identificados com este ou aquele fotógrafo. Mesmo quando aquilo que fizeram é claramente superior ao que tentamos.

Torna-se também claro que o que encontramos é, muitas vezes, muito mais fruto do acaso do que do queremos ou imaginamos.


sábado, 9 de julho de 2016

MAIS INTERVENÇÃO SOCIAL - 995

Sexta Câmara Aberta, subordinada ao tema MAIS INTERVENÇÃO SOCIAL. Visitas a lares, a centros de apoio, à unidade de cuidados continuados, ao centro de saúde, à APPACDM, à Associação de Mulheres etc. Quatro dias com pouco tempo para respirar. Mais uma visita à obra do Pátio dos Rolins, que se aproxima do fim e que ganha agora um excelente aspeto.  O Contrato Local de Desenvolvimento Social em fase de arranque, a Carta Educativa a ser revista, reuniões do Conselho Local de Ação Social e do Conselho Municipal de Educação.

Estamos e estaremos presentes. Próxima intervenção de fundo? A reabilitação do Bairro do Carmo. Porque a intervenção social se faz com programas de estrutura.

O que significa o número "995"? São as pessoas que as instituições acima referidas tocam, entre utentes dos mais variados tipos aos que prestam colaboração nesta locais. Ou seja, 6,5% da população do concelho tem diretamente a ver com este tema. Um número sobre o qual deveremos refletir.

Apresentação do CLDS

Visita ao Lar de S. Francisco

Obras do Pátio dos Rolins

Ouvindo uma reclamação de uma munícipe

Visita à APPACDM

Revisão da Carta Educativa

sexta-feira, 8 de julho de 2016

TACHISTA

A expressão "tachista" era muito comum em Portugal, na época marcelista. Referia-se aos membros da oligarquia do regime, que acumulavam cargo sobre cargo. Havia nomes que surgiam sempre, quando se falava de tachistas. Recordo alguns, que não vale a pena reproduzir, por terem deixado este planeta há muito.

Hoje, surgiu a notícia do "next pan" de Durrão Barroso: presidente não-executivo da Goldman Sachs.

A falta de pudor tornou-se regra. Admirem-se depois com os discursos justicialistas e com as tentações extremistas de lei e de ordem.

Marine Le Pen esfrega as mãos de contente, um tal Norbert Hofer também...

Durão Barroso no tempo em que militava no MRPP e falava do ensino burguês e do proletariado e dos trabalhadores.

PAGOU, MAS NÃO DEVIA PAGAR

Desde quando é que um Presidente da República anda a reboque de pasquins ordinários (refiro-me ao "Correio da Manhã", embora o "Expresso" já tenha conhecido melhores dias...)? Desde quando é que um Presidente da República tem de justificar este tipo de deslocações, como se estivéssemos a falar de uma excursão a um bar de alterne?

O que Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter feito era responder "fui, claro! e no domingo torno a ir".

Ao entrar neste jogo, o Presidente torna-se refém de jornalecos.


SOBRAL POP

Sobral da Adiça POP ART? Na Associação Sobralense de Apoio a Idosos há um quadro feito na APPACDM. Uma verdadeira obra de Arte. O fundo é cinza, na frente há um amarelo vivo a sugerir a arte psicadélica ao estilo dos anos 60 e o yellow submarine... Fiquei a admirar o quadro e pedi autorização para o fotografar. Vantagens adicionais da Câmara Aberta.

The Sun and Fog contested
The Government of Day —
The Sun took down his Yellow Whip
And drove the Fog away —

Emily Dickinson passou pela tarde do Sobral, justamente quando, ao contrário, o sol se foi e começou a chover.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

LA FRANCE, BLEU FONCÉ

Patrick Evra, le sénégalais.
Dimitri Payet, le réunionnais.
Blaise Matuidi, l'angolais.
Paul Pogba, le guinéen.
Moussa Sissoko, le malien.
Bacary Sagna, le sénégalais.
Samuel Umtiti, le camerounais.
N'Golo Kanté, le malien.

Ah Marine, Marine... Ta France est devenue bleu foncé...

Et maintenant que vais-tu faire / De tout ce racisme que sera ta vie?

(A única coisa com graça é olharmos para o relvado e pensarmos que é uma seleção africana que está em campo. De algum modo, até é...)

FUTEPOEMA POR CRISTIANO DOS SANTOS AVEIRO


Que se foda!

Anda bater,
Anda bater,
Anda.
Tu bates bem.

Se perdermos que se foda.
Personalidade.
Vai.
Personalidade.
Tu bates bem.

Já tenho lido coisas piores no "Jornal de Letras".

MAGNIFICAT

O magnificat, de Álvaro de Campos, parece-me próximo desta peça de arquitetura, misteriosa e fechada, que temos em Moura. Silêncio e recolhimento, uma fachada teatral, um volume que parece lançado em consola mas não o é, ilusão sobre ilusão. É uma das melhores peças desenhadas na minha terra, mas parece-me que pouco se repara nela.

Projeto de Appleton & Domingos, arquitetos


Quando é que passará esta noite interna, o universo, 
E eu, a minha alma, terei o meu dia? 
Quando é que despertarei de estar acordado? 
Não sei. O sol brilha alto, 
Impossível de fitar. 
As estrelas pestanejam frio, 
Impossíveis de contar. 
O coração pulsa alheio, 
Impossível de escutar. 
Quando é que passará este drama sem teatro, 
Ou este teatro sem drama, 
E recolherei a casa? 
Onde? Como? Quando? 
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo? 
É esse! É esse! 
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei; 
E então será dia. 
Sorri, dormindo, minha alma! 
Sorri, minha alma, será dia ! 

Álvaro de Campos, in "Poemas"

quarta-feira, 6 de julho de 2016

AVES

Foi um prazenteiro fim de tarde, entre tordos, codornizes, pombos e perdizes. Pássaros e conversa amena. O futebol em fundo tinha o ritmo de um voo de pássaro. Tudo esvoaçava: as vozes, o fumo dos cigarros, as ideias em torno de irreal quotidiano. Quando voltámos ao centro da vila, havia gente a pairar por causa de um jogo de futebol.

Calmo e mais tranquilo, voltei ao gabinete. A tarefa menos poética do despacho de documentos foi compensada pelas aves à minha volta. As de Octavio Paz (1914-1998) e a Dona i Ocell de Joan Miró (1893-1983). Encontrar a paz depende de pequenos momentos. Depende, sobretudo, do valor do silêncio.


El pájaro

Un silencio de aire, luz y cielo. 

En el silencio transparente 
el día reposaba: 
la transparencia del espacio 
era la transparencia del silencio. 
La inmóvil luz del cielo sosegaba 
el crecimiento de las yerbas. 
Los bichos de la tierra, entre las piedras, 
bajo la luz idéntica, eran piedras. 
El tiempo en el minuto se saciaba. 
En la quietud absorta 
se consumaba el mediodía. 

Y un pájaro cantó, delgada flecha. 
Pecho de plata herido vibró el cielo, 
se movieron las hojas, 
las yerbas despertaron... 
Y sentí que la muerte era una flecha 
que no se sabe quién dispara 
y en un abrir los ojos nos morimos.

SÃO PEDRO HEDONISTA

Foi um final de tarde quente e caloroso. Fui acolhido fraternalmente. Convidaram-me a beber uma cerveja e depois, sem cerimónia, atiraram-me para cima de uma "roulotte". Do Gargalão se passou à ermida de S. Pedro. A ermida está sobre uma villa romana, que foi ocupada até ao século X ou XI. O ambiente era festivo. A animação imperava e organizar a procissão ainda tardou um pouco. Tocou-se o sino e o cortejo serpenteou, campos fora. A banda tocava e havia quem cantasse. Soavam algures ecos de música pimba. Um certo caos mediterrânico tomava conta da procissão. O padre Francisco, impassível e sorridente, não parecia incomodado com o barulho à sua volta.  Na chegada ao Sobral, alguns quilómetros mais tarde, ninguém perdera o gás.

Saí do Sobral com pena. Sem Chevrolet, não sabia onde ir nem onde ficar. O tumulto de Cecília Meireles tornou-se-me familiar noite dentro. No próximo ano fico no Sobral.










TUMULTO

Tempestade... O desgrenhamento
das ramagens... O choro vão 
da água triste, do longo vento, 
vem morrer-me no coração.

A água triste cai como um sonho,
sonho velho que se esqueceu...
( Quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu!...)

E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará...

terça-feira, 5 de julho de 2016

RECORDANDO FRANK MIMITA

Hoje, 5 de julho, é dia da independência de Cabo Verde. Oportunidade para recordar Frank Mimita (1943-1980), prematuramente desaparecido e que aqui pode ser ouvido numa bonita morna.

O facto de gostar especialmente de Cabo Verde (ser cidadão honorário da Cidade Velha é uma coisa muito especial na minha carreira) leva-me a assinalar esta data com regularidade. O facto de me recordar dos amigos cabo-verdianos e guineenses dos meus dias de faculdade, das jornadas contra o apartheid nas quais colaborei, das conversas longas que então tinhamos (alô Pedro Milaco, alô Leopoldo, alô Filomena(s), alô Mingó) faz-me sempre recordar esses dias. E a regressar a alguns locais. A carta que não enviei para a Cidade da Praia em 1986 leva-me sempre a pensar onde poderia estar hoje...

Viva Cabo Verde!

LUÍS RAPOSO - PRESIDENTE DO ICOM EUROPA

Luís Raposo é arqueólogo e museólogo. Até 2019 estarão sob o seu comando os destinos do ICOM EUROPA. Ou seja do Conselho Internacional dos Museus do Velho Continente. Tenho com o Luís uma velha e sólida amizade. Admiro o extraordinário trabalho que fez no Museu Nacional de Arqueologia. É um profissional de inquestionável competência, sério, seguro e afável. Trabalhámos juntos em várias ocasiões. A mais importante foi em 1998, quando se montou no M.N.A. a exposição "Portugal Islâmico: últimos sinais do Mediterrâneo", que comissariei em conjunto com Cláudio Torres.

Uma das ocasiões em que nos tornámos a cruzar foi na preparação de "Lusa: a matriz portuguesa", que esteve patente ao público na Fundação Banco do Brasil, em outubro de 2007.

A única fotografia que consegui, e onde estamos os dois, foi esta: à entrada do Maracanã, antes de um Fluminense - São Paulo. Marcou primeiro o Flu, empatou na 2ª parte o São Paulo. Fui a rigor. O Luís alinhou em ir à bola, mas não mais que isso...

Um abraço para ti, Luís!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ÉDEN


A referência surge logo no início do Génesis (1:25,26): “E fez Deus as feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”.

Um pouco do Éden é-nos devolvido, a partir de dia 24 de junho, num dos nossos jardins. A cerâmica de António Vasconcelos Lapa, com serpentes, répteis e animais exóticos remete-nos para esse paraíso perdido que todos procuramos. Sugestões gaudianas? Assim parece. Citações da Arte Nova? Também. Mas em primeiro lugar e sem a tentação da lisonja fácil, uma obra original, marcada pela cor e pela surpresa.

O verão, que agora começa, vai ser pontuado de seres que espreitam por entre o arvoredo. O cenário de inspiração romântica do Jardim Dr. Santiago é o sítio ideal para albergar as criações de António Vasconcelos Lapa. Sigamos o verão. E descubramos a Arte que ele alberga.

Texto para a exposição de António Vasconcelos Lapa. Durante todo o verão, no Jardim Dr. Santiago, em Moura.

domingo, 3 de julho de 2016

WHAT DO YOU THINK, VALENTINE?

Os economistas sabem Economia? Um reputado e bem conhecido economista garantiu-me, há uns anos, que não. Uma boutade é uma boutade, antes que chovam críticas e insultos...

Mas este filme de John Landis sugere que qualquer um pode ter sucesso na bolsa de valores. "Trading places" ("Os ricos e os pobres"), de 1983, é uma comédia sobre o que pode levar à fortuna no capitalismo. A minha tirada preferida está aos 54 segundos. Pede-se opinião a um zé-ninguém que se viu envolvido numa bizarra aposta. O restaurante imobiliza-se e faz-se silêncio, enquanto ele disserta.

É o filme que escolhi, nesta semana de afirmações sem tino sobre a economia portuguesa.

sábado, 2 de julho de 2016

ESTENDENDO LAÇOS PELO DISTRITO

PRESIDENTES DE CÂMARA DO DISTRITO em Moura. Assim se chama a iniciativa. Estender laços, trocar impressões, visitar sítios, partilhar angústias e resultados. Com conversas em off à mistura, bem entendido.Desde fevereiro de 2015 assim tem sido. Os últimos, mas não os derradeiros, convocados foram António Tereno (Barrancos) e Manuel Narra (Vidigueira).

Lista completa:

Fevereiro de 2015 – José Alberto Guerreiro (Odemira)
Março de 2015 – Tomé Pires (Serpa)
Julho de 2015 – Aníbal Costa (Ferreira do Alentejo)
Setembro de 2015 – João Português (Cuba)
Março de 2016 – Nélson Brito (Aljustrel)
Abril de 2016 – Francisco Duarte (Castro Verde)

Dois colegas declinaram e ainda há três a convidar. É um sincero prazer e privilégio trazer a Moura estes colegas e amigos. Disso não tenho dúvidas.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

TORRE DO RELÓGIO (AMARELEJA) - PROJETO CONCLUÍDO

Está terminado o projeto de reabilitação da Torre do Relógio, que será apresentado durante este mês à população da vila. O caminho tem sido difícil, tal como será daqui para a frente. Tomou a seu cargo esta tarefa a Câmara Municipal, entidade com capacidade técnica e financeira para o fazer.

Honraremos este compromisso tal como honrámos outros: Central Fotovoltaica, Campo de Futebol, Parque de Vale de Juncos, Campo de Jogos da EBI, Pavilhão das Cancelinhas. Tem sido assim e assim continuará a ser.


Um dos caminhos que tenho defendido, enquanto técnico e nas funções autárquicas, é o da importância da reabilitação dos edifícios, dos sítios e dos lugares públicos. Julgo ter dado alguns contributos nesse sentido, neste nosso concelho. O trabalho tem sido coletivo e tem envolvido presidentes e vereadores. Por razões de circunstância, esse trabalho ganhou maior visibilidade na última década. Por opção, o investimento saiu da sede do concelho e estendeu-se a várias localidades. Neste momento, preparam-se duas reabilitações de vulto: a da igreja paroquial de Safara e a da chamada Torre do Relógio, em Amareleja. A primeira comporta um reforço da estrutura do imóvel, tem financiamento assegurado e terá início em breve. Foi um processo longo, difícil e cheio de obstáculos. As dificuldades ultrapassaram-se e os obstáculos foram afastados. A segunda implica uma intervenção mais profunda. Num edifício que nunca conheceu utilização plena (não tem cobertura, o que limita o seu uso), o desafio é mais complexo. Trata-se de:
- Dotar a chamada Torre do Relógio de uma cobertura, a qual será parcialmente amovível, para permitir que se possa tirar partido das noites de verão;
- Dotar o espaço de condições que permitam diferentes utilizações: religiosa, cultural (exposições, feira do livro etc.) e musicais;
- Financiar e realizar uma obra cujo custo ultrapassa 400.000 euros.

Também no caso da Torre do Relógio não foi fácil chegarmos a este ponto. Inúmeras dificuldades e objeções se levantaram. Também elas foram ultrapassadas. Porque a Câmara Municipal é a entidade com capacidade e competência para resolver este problema. Com determinação e conhecimento de causa levaremos o projeto para a frente e criaremos mais um espaço de qualidade no nosso concelho.

Em que ponto nos encontramos?
- O projeto está terminado;
- A obra será candidatada a financiamento e será concretizada;
- Data de inauguração: 2018 ou 2019 (não faltarão um ou dois parlapatões a dizer que executariam a obra em seis meses, que a fariam por um quarto do preço etc., mas a seriedade destas coisas impõe que se diga a verdade);
- Até lá, o espaço pode ser utilizado, como sempre foi. Para concertos e em ocasiões festivas. A Torre do Relógio não foi, nem será, recusada. Terá apenas de ser solicitada a sua utilização à Câmara Municipal. Nada mais simples.


Em conclusão, e para que tudo fique claro: a Torre do Relógio é propriedade da Comissão Fabriqueira de Amareleja. Foi cedida à Câmara Municipal para ser recuperada. É isso que se fará. Com calma e sem hesitações.

Texto publicado hoje, em "A Planície".