quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

QUAL A MOURA QUE QUEREMOS? - nº 5

O Parque de Leilão de Gado foi um dos processos mais longos e complicados de resolver. Uma vez mais, foi necessário tomar decisões e concluir a obra.
Constitui a peça de fecho de um longo processo de modernização do Parque Municipal de Feiras e Exposições. Mais uma vez se colocou a questão: que fazer? deixar o espaço das feiras num permanente improviso? não fazer o parque? investir em tendas? gastar o dinheiro em animação musical? As questões estruturais devem sobrepor-se às conjunturais. É tão simples quanto isso.

Custo da intervenção - 465.436,13 €
Financiamento FEDER - 395.620,71 €
Financiamento Câmara Municipal de Moura - 69.815,42 €

Estava melhor assim?


Ou preferimos ver a nossa cidade assim?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MAESTRO JOSÉ COELHO


O momento ficou-me gravado. Porque a um som colorido se contrapunha o silêncio. Acontecia sempre no momento da comunhão. O maestro José Coelho, que acompanhava a missa tocando órgão, dirigia-se ele mesmo ao altar para receber a hóstia. Ouvia-se então apenas o som das vozes para o órgão retomar o seu curso quando ele voltava, sempre apressadamente, para o seu lugar.

Não foi meu professor de música na escola, porque em 1973 fui para Lisboa. Via-o muitas vezes na Escola Industrial, onde leccionava e onde a minha mãe trabalhava. Desapareceu prematuramente, deixando boas recordações a tanta gente da nossa terra. E se o 2 de fevereiro é uma data importante na vida do maestro, juntemos então esse marco à elevação de Moura a cidade. A ideia foi sendo trabalhada, até tomar forma, num percurso dificíl, lento e marcado, até, por pequenas intrigas. O que se fez? Pegar na obra de José Coelho e dar-lhe diferentes roupagens musicais. Quem participa? Músicos de Moura, uma terra que tanto lhe deve. Dezena e meia de músicos reinterpretam temas seus. Composições há muito esquecidas são agora retomadas. Outras, que fazem parte do nosso quotidiano, são uma vez mais gravadas. Quem toca? Músicos do Conservatório, as filarmónicas da vila e uma banda rock. Quem canta? Grupos corais, fadistas, agrupamentos de música popular. Um projeto que envolveu largas dezenas de pessoas e que vai culminar no dia 5 de fevereiro. Nesse dia, será reinaugurado o monumento em boa hora mandado fazer pela Câmara Municipal. Um necessário “lifting” para redignificar o espaço, com um novo projeto de iluminação. Segue-se uma festa de homenagem na Sheherazade.

A preservação da memória é uma facto essencial. Homenagear os nosso melhores é algo que fazemos de forma empenhada e convicta. Com orgulho e com prazer.


Facto crucial no percurso deste nosso músico há muita desaparecido: a obra perpetua a sua presença entre nós. As suas músicas continuam a ser cantadas e a passar de geração em geração.  Haverá algum mourense que não saiba cantar a “Nossa Senhora do Carmo”? Um só, digam-me... Pergunto então que melhor homenagem poderia alguém querer do ganhar o reconhecimento de uma comunidade através da música. É também por isso, por tudo o que lhe devemos, que lhe dedicaremos a próxima Feira do Livro.

Crónica publicada hoje em "A Planície"

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A MÃO - MODO DE USAR

Diz-se em língua gaulesa "un sommet du kitsch". Este edifício no Saldanha e a célebre silla-mano do mexicano Pedro Friedeberg têm em comum um certo absurdo. Uma querida amiga de Granada, que não vejo há muitos anos, defendia a existência de uma Polícia Estética, destinada a evitar "certas coisas". A ideia de policiar o gosto não me merece qualquer simpatia. Até porque podemos sempre tirar partido das situações. Ontem, fartei-me de rir sozinho, enquanto olhava a mão amiga que suportava o prédio...



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MOURALUMNI - 1 A 10

E eis que chegámos à dezena de ALUMNI. O projeto tem sido um assinalável sucesso. Fica claro que querer é (quase) poder. Muitos dos jovens que de Moura sairam com esforço e dificuldade são um exemplo de vontade. A esta dezena muitos outros se juntarão. Para os próximos meses estão previstos uma médica, um matemático, um ator, talvez uma juíza. Mourenses por esse Portugal fora. E que nunca esqueceram, nem esquecerão, o sítio de origem.

1. Arsénio Fialho, professor universitário (IST)
2. Elisabete Pato, jornalista
3. Francisco Caldeira, piloto da aviação comercial (TAP)
4. Carlos Valente, gestor (diretor-geral da Pionner)
5. Carlos Campaniço, escritor e programador cultural
6. Carlos Silvestre, professor universitário (IST)
7. Zélia Parreira, bibliotecária (diretora da Biblioteca Pública de Évora)
8. Francisco Moita Flores, escritor e investigador
9. Jorge Felisberto Lopes, funcionário do Comité Olímpico Internacional
10. José Eduardo Cavaco, professor universitário (UBI)


sábado, 28 de janeiro de 2017

MOURA MUSICAL: DO MAESTRO JOSÉ COELHO AOS DJ

O que é que Moura tem? Tem música nova, tem. Tem vibração, tem. Assim como no célebre samba de Dorival Caymmi.

O fim de semana de 4 e 5 vai ter trepidação q.b.. Primeiro são os DJ do concelho, que estarão em força no II Congresso Municipal: Daniel K; Giff; Shark; Luigi; L-Beatz; Sunlize; Xinha; Vith; Jhy e Big Fella. O programa é extenso, e não primará pelo silêncio. São horas a fio em tornos de novas formas de expressão.

Num ambiente mais formal decorrerá a homenagem ao Maestro José Coelho, que terá lugar na tarde de domingo, dia 5. Recordemos um dos homens que mais impressivas marcas deixou no nosso concelho. As músicas deles são cantadas centenas de vezes, todos os anos.

Comemoramos os 29 anos de cidade sem pompa, nem formalidade? É verdade, mas o pulsar de Moura passa por aqui.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

MOITA MACEDO NA FUNDAÇÃO ARPAD SZENES-VIEIRA DA SILVA

Um final de dia meio inesperado, com a inauguração da exposição O traço com que firo as minhas telas, de Moita Macedo, um magnífico trabalho de curadoria de Fernando António Batista Pereira. A espontaneidade do artista e o seu pendor gestualista ficam bem evidenciados na escolha dos materiais, bem como no interessantíssimo material do espólio pessoal de Moita Macedo.

Não pude deixar de sorrir ao ver que o site da fundação anuncia a projeção do filme Moita Macedo - pintor e poeta na revolução, de Santiago Macías... Tenho, assim, honras de destaque, através de um documentário rodado no início de 1981 e concluído em julho de 2013. 36 anos se passaram. Nunca me passou pela cabeça que um dia o ingénuo documentário seria exibido numa prestigiada fundação...

Ver - http://fasvs.pt





BAR PIRATA - o fim de uma época

A notícia só veio no site da TimeOut. Pode ser que não seja verdade, mas a esperança é curta. Fechou o Bar Pirata, nos Restauradores. "Conheces o Pirata?", perguntou-me o meu pai em 1981, estava eu a começar a faculdade. Vai daí, entrámos para beber uns piratas (vinho generoso misturado com soda), acompanhados por uns pastéis de bacalhau feitos quase só com batata. O ambiente era popular: funcionários públicos de baixa patente, boémios, taxistas, cauteleiros... Fiquei fã. A partir, quase sempre com o João, passei a ir regularmente ao Pirata.

No dia 19 de março do ano passado perguntei a um amigo "conhece o Pirata?". Entrámos para tomar um aperitivo. Estava longe se imaginar que seria a minha última vez. O Pirata fechou e vai, decerto, dar lugar a um franchising ou a uma coisa de luxo. A gentrificação é isto, por muito que alguns teimem em não o querer perceber...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

MÁRIO RUIVO (1927-2017)

Morreu Mário Ruivo. Fui por ele, em tempos, empossado como membro do Conselho Nacional do Ambiente. Homem sábio e de grande cordialidade, conduzia as reuniões do Conselho de forma suave e eficiente. Conservarei dele gratas recordações e, sobretudo, a lição da importância que a atividade permanente e a jovialidade devem desempenhar nas nossas vidas.

Da página do CNADS:

Personalidade ilustre, profundamente empenhado na ciência, na valorização do conhecimento, no desenvolvimento, com particular incidência na problemática dos oceanos. Aliou esse percurso a um compromisso com causas públicas, as quais estiveram sempre presentes ao longo da sua vida, desde o final dos anos 40 do século passado.
Abraçando a investigação científica no domínio dos recursos vivos do mar, logo após a sua licenciatura, foi contudo obrigado a emigrar no final dos anos 50. Integrou então os quadros da FAO até ao 25 de abril de 1974. No período da Democracia, para além de membro dos Governos provisórios, desenvolveu atividades diversas com especial relevo para os assuntos do Mar, desde o fomento da investigação científica através das agências governamentais que têm essa função (JNICT e FCT), até à animação de iniciativas públicas com impacte internacional (Comissão Intergovernamental da UNESCO, Coordenador do Relatório “O Oceano, O Nosso Futuro”, Conselheiro Científico da Expo 98 “Os oceanos, um património para o futuro”). 
Assegurou a Presidência do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS) desde a sua constituição, garantindo um equilíbrio ímpar no seu funcionamento e nas posições que este órgão foi assumindo ao longo de quase vinte anos de atividade. A intervenção direta de Mário Ruivo garantiu que tenha prevalecido neste Conselho um ambiente de exigência científica e de convergência multidisciplinar, o que permitiu que este órgão usufruísse de uma capacidade singular de acompanhamento crítico das iniciativas públicas e privadas com impacte no ambiente e no território. 
Mário Ruivo expressou, até ao momento em que nos deixou, uma permanente apetência e uma extraordinária e clara visão para intervir e fomentar o desenvolvimento de iniciativas estratégicas em domínios diversos da vida social e científica, com particular incidência na sua paixão de sempre: Os Oceanos. 
Personalidade com uma visão global do mundo que nos rodeia, dedicou toda a sua vida a inquietar o conhecimento, a fomentar a investigação científica, a intervir na gestão pública, a mobilizar capacidades, a defender inovações e a criar ambientes propícios que abrissem caminhos para um desenvolvimento harmonioso, sempre ancorado na preservação dos recursos ambientais.
Mário Ruivo deixa-nos, por tudo isso, com um sentimento de imensa saudade.

Ver - http://www.cnads.pt

UM DIA NA PRESIDÊNCIA - EDIÇÃO SETE

Mais três voluntários para Um dia na presidência: a Inês, a Beatriz e o João. Mais uma jornada de invulgar interesse com jovens curiosos e à procura de respostas. Um dia cheio, com reuniões de coordenação, visitas a obras, participação em iniciativas camarárias,  etc. Pelo meio, pude levá-los a ver mais de perto projetos terminados e já consolidados. Não sei se a vida política passará pelo futuro deles. Mas espero que este dia lhes tenha sido útil. Para mim foi, e até acabou com uma selfie...

08:00 - Oficinas municipais

08:30 - Como funciona uma câmara municipal

09:15 - Reunião de coordenação

10:30 - Visita às obras no Campo Maria Vitória

10:50 - Parque de Leilão de Gado: Semana da Comunidade Educativa

11:15 - Obras: novos sanitários no pavilhão 1 da feira

11:45 - Visita às obras na Ribeira da Perna Seca

12:15 - Visita às obras de pavimentação em Santo Aleixo

14:40 - Visita às obras no Pátio dos Rolins

15:00 - Visita à igreja do Espírito Santo

15:15 - Exposição "Água: património de Moura"


15.45 - Reabilitação de casa na Mouraria

16:00 - Reunião sobre empreitadas

17.00 -Reunião de Câmara

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

NA HARMONIA DA TARDE

Voici venir les temps où vibrant sur sa tige
Chaque fleur s'évapore ainsi qu'un encensoir ;
Les sons et les parfums tournent dans l'air du soir ;
Valse mélancolique et langoureux vertige !

Chaque fleur s'évapore ainsi qu'un encensoir ;
Le violon frémit comme un cœur qu'on afflige ;
Valse mélancolique et langoureux vertige !
Le ciel est triste et beau comme un grand reposoir.

Le violon frémit comme un cœur qu'on afflige,
Un cœur tendre, qui hait le néant vaste et noir !
Le ciel est triste et beau comme un grand reposoir ;
Le soleil s'est noyé dans son sang qui se fige.

Un cœur tendre, qui hait le néant vaste et noir,
Du passé lumineux recueille tout vestige !
Le soleil s'est noyé dans son sang qui se fige...
Ton souvenir en moi luit comme un ostensoir !


Harmonie du soir, Charles Baudelaire e Les fleurs du mal, livro melodioso e necessário. Mais a genial harmonia vespertina de Clara Azevedo. Uma necessária harmonia num dia denso, e que está longe de terminar...

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A FLOR DO MARACUJÁ

A FLOR DO MARACUJÁ

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!

Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá!

Pelas tranças de mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá!

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas,
Que falam de Jeová!
Pela lança ensangüentada
Da flor do maracujá!

Por tudo o que o céu revela,
Por tudo o que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está!…
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá!

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – á –
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos, ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!

Fagundes Varela

Se o dia começou frio e chato, um poema ouvido na Antena 2, antes das nove da manhã, mudou muito as coisas. Não sei quem o leu, mas um poema bem lido melhora sempre. A inatingível flor do maracujá é tão distante como a Venus Bleuede Yves Klein. Do romantismo de um ao romantismo do outro vai um século de distância. Vidas breves: Luiz Nicolau Fagundes Varella faleceu em 1875, com 33 anos, Yves Klein em 1962, aos 34.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

SOPAS DEPOIS DO ALMOÇO, COMO SE DIZ AQUI NO ALENTEJO...

A tomada de posse de Barack Obama teve muito mais gente? É verdade. E então?
Hillary Clinton teve mais três milhões de votos que Donald Trump? É verdade. E então?
Donald Trump não gosta de ouvir falar espanhol e eliminou uma parte do site da Casa Branca que estava em espanhol. Pois, mas ele nunca disse que gostava de hispânicos etc. e tal...
O novo presidente dos Estados Unidos é um ordinário e um arruaceiro? Sim, mas isso não é coisa de há três dias...
Estas reações assemelham-se muito a mau perder.
Aos que acham que as eleições se ganham na imprensa de referência e em colóquios em salas com tapetes fotos dá vontade de gritar: acordem, que há um novo proletariado que não encaixa nos moldes habituais.
Por isso o fascizante Trump ganhou.
Ou seja, esta vitória é o começo de um novo tempo. Não gosto da ideia, mas a verdade é essa.

SEMANA DA COMUNIDADE EDUCATIVA

Começou hoje e vai até 1 de fevereiro. Um programa intenso e de grande interesse. Pelo meio há uma nova versão da Carta Educativa. Que vai ser posta à discussão. Palavras leva-as o vento... A aposta da Câmara de Moura na Educação é bem mais que uma circunstância. Ou um bem parecer. Ou um estilo assistencial de fazer política...

domingo, 22 de janeiro de 2017

STARDUST MEMORIES Nº 6: O SÓCIO NÚMERO CINCO DO MAC

Há momentos assim, num mandato autárquico. Coube-me entregar, no jantar dos 75 anos do Moura Atlético Clube, o diploma de reconhecimento ao sócio nº 5 do clube. João Albano Perfeito Macias é sócio do MAC desde dezembro de 1954. Fiquei grato por me terem convidado para aquele momento.

sábado, 21 de janeiro de 2017

NATUREZA MORTA, ASSIM POLITICAMENTE CORRETA

O tema "natureza morta" surge, a espaços, no blogue. Do ponto de vista profissional, usei estas pinturas como base de trabalho e para o estabelecimento de analogias.

Em pesquisa recente, encontrei este poema de Cecília Meireles, intitulado natureza morta. O poema é dedicado a um jovem, se bem depreendo. Arranjei uma "alternativa", como forma de ilustração... Prefiro assim, se não se importam. Uma tela de Nathaniel Bacon (1585–1627), intitulada The Cookmaid with Still Life of Vegetables and Fruit (c. 1620-25) e que está hoje na Tate Gallery. É uma das raras obras que nos chegou deste artista.


Tinha uma carne de malmequeres, fina e translúcida,
com tênues veios de ametista, como o desenho sutil dos rios.
E ainda ficava mais branco, naquela varanda cheia de luar.

Os outros peixes nadavam gloriosos por dentro das ondas,
subiam, baixavam, corriam, brilhavam trêmulos de lua,
sem saberem daquele que não pertencia mais ao mar.

Deitado de perfil, em crespos verdes sossegados,
ia sendo servido, entre vinhos claros de altos copos,
envoltos numa gelada penugem de ar.

Seu olho de pérola baça, olho de gesso, consentia
que lhe fossem levando, pouco a pouco, todo o corpo...
E à luz do céu findava, e ao murmúrio do mar.

Cecília Meireles in Mar Absoluto

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

ALUMNUS X

José Eduardo Cavaco foi o primeiro convidado de 2017 e o 10.º desde o início do projeto.


Nesta edição da iniciativa, que ontem teve lugar, os alunos da Escola Secundária (às 10:00) e da Escola Profissional de Moura (às 15:00) ficaram a conhecer o percurso profissional e pessoal deste professor e músico.

José Eduardo Cavaco nasceu em 1969, em Moura. Frequentou os diferentes níveis escolares, até ao 12.o ano, na cidade mourense. É licenciado em Biologia Marinha e Pescas pela Universidade do Algarve, doutorado em Biomedicina pela Universidade de Utrech, na Holanda, e pela Universidade da Beira Interior na Covilhã.


Desde 2002 que é professor na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, lecionando no curso de Medicina (coordenador do bloco cardio-respiratório) e Ciências Biomédicas (Anatomia e Fisiologia Humana). Desempenha também outras funções na Universidade e desenvolve uma carreira de investigação na área da reprodução, com destaque para a infertilidade masculina.


Os primeiros passos na música foram dados na Banda da SFUM “Os Amarelos”, celebrando, este ano, 35 anos desde a sua primeira saída. De resto, sempre que vem a Moura, continua a tocar clarinete naquela banda. Na Covilhã, local onde reside, é presidente e diretor artístico da Banda da Covilhã, tendo lançado dezenas de projetos na área musical.


José Eduardo Cavaco tem também “veia” de jornalista, colaborando assiduamente com O Notícias da Covilhã e em outros meios regionais e nacionais. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

HUMBERTONA

O nome verdadeiro é Humberto Bettencourt Santos. Um músico genial. É caso para dizer MAIS um grande músico, tantos são e de tanta qualidade os que as ilhas de Cabo Verde têm.

Mea culpa, mea maxima culpa, só há semanas tomei conhecimento do trabalho de Humbertona. Para mim, o violão e as mornas ERAM Luís Rendall. Apenas e só. É um prazer errar e descobrir coisas novas e de grande beleza. Ora ouçam:

Aqui

Aqui

E escusam de agradecer.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MH 370 - A DERROTA DA TECNOLOGIA

O avião do voo MH 370 desapareceu no dia 8 de março de 2014. Era um Boeing 777, com 239 ocupantes e 300 toneladas. As buscas foram hoje suspensas. Que o comunicado tripartido seja em chinês ou noutra língua é indiferente. A tecnologia foi derrotada. A pergunta que toda a gente (se) faz é "como é que é possível?". E para essa pergunta não se encontrou resposta.

Ver - http://jacc.gov.au/

FLAGRANTES DA VIDA REAL - VIII

Entra um cliente numa certa e determinada taberna da vila. O cabelo artisticamente no ar e a pose indicavam estatuto: artista ou intelectual. O taberneiro não se desmanchou e, olhando fixamente a bem desordenada melena, disparou: "o amigo veio de mota?".

É por essas e por outras que é bom viver na vila.

Einstein, que não foi, que se saiba, cliente daquela taberna

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

MAC - 1942/2017

75 anos não são coisa pouca. Nem é uma data banal. Na sexta-feira lá estarei, na festa do Moura Atlético Clube. Irão homenagear os sócios mais antigos. O meu pai está no top-10.

O que é o M.A.C.? Formação, juventude, solidariedade, dádiva, empenho. É muito mais que isso, decerto, mas a verdadeira força de um clube está na juventude. Que é a mola propulsora do futuro.

Parabéns ao clube e a todos os que construíram e constroem a prática desportiva. Parabéns aos que fizeram, fazem e farão o M.A.C..