segunda-feira, 25 de setembro de 2017

RIA-SE, SE FAZ FAVOR!

Coisas à margem da campanha. E com contornos pessoais. E que vão, em primeiro lugar, para os amigos.

No Barriga Cheia voltei a encontrar a Inês Bancaleiro. Foi uma das jovens do Um dia na Presidência. Está a estudar, desde há pouco, Gestão. A Inês tem aquele sorriso que só temos nos dias de juventude. Está feliz com os tempos que se abrem à sua frente. Os pais estão na mesma onda. Achei engraçado que quisesse fazer uma fotografia comigo. E que, sem cerimónias, me dissesse: ria-se, se faz favor! fica sempre com um ar tão sério nas fotografias! A Inês ficou muito bem nas fotografias. Já eu...

À saída, o meu primo Lourenço exigiu "temos que fazer um retrato os dois". Claro que temos. Fizémos e depois fomos beber uma aguardente.

Um bom remate para um belo dia.



CAMPANHA - DIA 6

Conforto amarelejense. O "teste" era importante e foi (mais que) superado. Chegámos aos 55 participantes na ação de rua. A maior parte era gente da aldeia. Fui gostando do que ouvi e de tudo o que ouvi (apoios, reclamações, conselhos etc.). Perdi-me na Amareleja, como gosto que me aconteça. Fui ficando para trás, no Batata, no Banha, no Vela... Recordei uma frase de Jacques Berque a propósito do Cairo "pergunto-me, para minha grande surpresa, se não seria aqui que eu me deveria radicar até ao fim dos meus dias...".

O dia acabou no Barriga Cheia. Mas isso será tema para outro texto...


domingo, 24 de setembro de 2017

CAMPANHA - DIA 5

Ontem: Santo Amador e Safara. Compromissos oficiais (de novo) fizeram com que chegasse já tarde a Safara. A tempo de uma bela sessão no mercado. Jantar entre amigos. No meio de dias menos fáceis, o remate safarense foi perfeito. Já não fazia campanha próxima com o Pedro Acabado há uns 20 anos. É o melhor destas coisas: rever pessoas, recuperar memórias. E preparar o futuro. Voltarei àaldeia dentro de dias, para dar nota da conclusão das obras na igreja. Um projeto e uma intervenção de que nos orgulhamos.


sábado, 23 de setembro de 2017

MONTARIA DO ANO - UM TIRO CERTEIRO

A noite foi longa e profícua. A cerimónia de entrega de prémios do Clube Português de Monteiros terminou já depois das 3 horas. A Herdade da Contenda recebeu o  Prémio Prémio Estevão e Maria Adelaide Pape para a melhor mancha mista do ano. A montaria teve lugar no ano passado na Mancha da Fronteira.

O prestígio do clube faz com que estes prémios sejam particularmente valorizados no meio. Isso significa também que a estratégia seguida pelo Município dá frutos. E que o trabalho desenvolvido na Herdade da Contenda se reforça e se prestigia. Como agora se constata. O presidente da câmara de Moura não é monteiro, nem caçador. Mas isso não significa que não aprecie (muito ao contrário) esta atividade. Saber governar é saber escolher.  O sucesso reside aí.

Uma bela forma de quase rematar o mandato autárquico.

Ver - http://www.clubemonteiros.com


CAMPANHA - DIA 4

IN ABSENTIA.
Por razões oficiais, não pude extra presente na sessão musical e política de ontem à noite, na Amareleja. Sei que correu magnificamente. Hoje à noite, junto-me aos meus camaradas e amigos.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

MÉRITO ESCOLAR - AMARELEJA

Prémio Municipal de Mérito Escolar. Vamos na 4ª edição. Ontem, foi a vez da entrega dos galardões na EBI de Amareleja. E eis que podem falar de "desigualdade de género". Cinco prémios, cinco meninas. Como disse, na curta intervenção que fiz, estes são os melhores momentos de um mandato autárquico. Pela importância do prémio e por um reconhecimento que abrange alunos, famílias, professores e funcionários.


5º ano - Maria Clara Martins Tiago
6º ano - Maria Madalena Honrado Grilo Morgado
7º ano - Gabriela Ramos Rodrigues Gala
8º ano - Belén Toscano Tereno
9º ano - Rita Guerreiro Barrinha

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CAMPANHA - DIA 3

A tarde deu direito a uma longa e lenta passagem pelo Sete e Meio e pelas Sete Casas. A noite terminou com uma sessão musical no Largo Gen. Humberto Delgado. Muita gente e excelentes atuações.

A campanha cresce. Há confiança no futuro. E há continuidade. O serão terminou com uma selfie: o nosso José Maria Pós-de-Mina tem menos prática, mas vai habituar-se...


DE MOHOLY A MUHOLI

De Moholy-Nagy a Zanele Muholi. Da Hungria à África do Sul. O branco e o negro em cor, traços e sombras. Do abstracionismo ao realismo. Mais as ambiguidades, plásticas e sexuais. A base e a realidade resumem-se numa palavra: criatividade.

a minha pupila resgata o que está preso na página:
o branco ao branco, o negro ao negro.
(Ibn Ammar - séc. XI)





CAMPANHA - DIA 2

Em terra firme. A campanha andou hoje pela Salúquia. É o meu bairro. Gosto do meu bairro. Gosto das ruas direitas e do temperamento ainda mais direito dos habitantes. A distribuição de programas tem sempre momentos interessantes. Há perguntas sobre tudo e mais alguma coisa. A que ouço com mais frequência das senhoras do bairro é "a tua mãe está cá? não a tenho visto". Já sugeri a um camarada: para a próxima ponham a Júlia Ferreira na lista...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

UM CALDER POVOENSE

Peças recicladas e cores vivas. Naïveté e sentido cinético. Uma arte divertida, popular, criativa e com um certo tom pop. Esculturas que se mexem na Póvoa de S. Miguel. É impossível não nos lembrarmos de Alexandre Calder (1898-1976) e dos seus mobiles quando vemos todas aquelas peças em movimento.  A manhã, que começou fria e foi aquecendo tornou-se ainda melhor depois desta "descoberta".





O Triple Gong (c. 1948) esteve em exposição na Tate Modern, em Londres, e pertence à Calder Foundation. O Mobile Fish faz parte da coleção do Hirshhorn Museum em Washington D.C.. As esculturas da Póvoa de S. Miguel podem ser vistas junto à esquina da Rua da Coutada.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

CAMPANHA - DIA 1

E arranca, oficialmente, a campanha para as autárquicas de 2017.
Não pude hoje estar fisicamente, mas estou sempre com os meus camaradas e amigos. Os dias vão passar depressa. Estamos tranquilos e confiantes, e estamos certos que o povo de Moura perceberá de que lado estão a razão e a experiência.


FOTOGRAMA E A SOLIDÃO DE UMA NUVEM


I wandered lonely as a cloud 
That floats on high o'er vales and hills, 
When all at once I saw a crowd, 
A host, of golden daffodils; 
Beside the lake, beneath the trees, 
Fluttering and dancing in the breeze. 

Continuous as the stars that shine 
And twinkle on the milky way, 
They stretched in never-ending line 
Along the margin of a bay: 
Ten thousand saw I at a glance, 
Tossing their heads in sprightly dance. 

The waves beside them danced; but they 
Out-did the sparkling waves in glee: 
A poet could not but be gay, 
In such a jocund company: 
I gazed—and gazed—but little thought 
What wealth the show to me had brought: 

For oft, when on my couch I lie 
In vacant or in pensive mood, 
They flash upon that inward eye 
Which is the bliss of solitude; 
And then my heart with pleasure fills, 
And dances with the daffodils. 

No meio da noite, apeteceu-me consultar a abstração de László Moholy-Nagy (1895–1946).

Não houve nenhuma razão em especial. Só porque sim. A solidão da nuvem de William Wordsworth (1770-1850) completou a noite.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A AMARELEJA, ENTRE O DIA E A NOITE

Cerca de 130 pessoas para o lançamento do livro  "Amareleja". Tinha dito a um amigo que entre 40  e 50 seria excelente. Uma surpresa muito agradável e que me emocionou. Os miúdos do Grupo Coral Infantil da EBI deram cor à apresentação. O vinho da Amareleja iluminou a noite. O livro fica como registo para a posteridade.





16.09.2017: 6:24

Vou ter saudades, apesar da pouca convivência, mas gostei deste tempo. Obrigado pela sua passagem e pelo que fez pela nossa terra, algumas coisas inconcluídas, acredito que queria ter feito mais.... e sobretudo obrigado pelo que fez pelos trabalhadores. Abraço e continue por aqui, afinal é aqui que tem as suas raízes. Boa sorte.


A mensagem que acima reproduzo foi-me enviada na madrugada de sábado. Com o telemóvel sempre ligado acordei em sobressalto.  Valeu a pena o sobressalto. Quem ma enviou foi uma pessoa que trabalha na Câmara de Moura (e que, obviamente, não identificarei). De facto, não tivemos muita convivência e, por isso mesmo, me soube melhor este reconhecimento pelo esforço feito. Pela simpatia e por ser totalmente inesperado. Obrigado eu!

STARDUST MEMORIES Nº 11: PORTO MOURÃO


A fotografia deve datar de 1980 ou 1981. Eram então usuais os acampamentos ecológico-vínicos na margem direita do Ardila, entra a acenha e Porto Mourão. Muitos calêros hoje na casa dos 50 participaram nessas atividades com tanto de absoluta desorganização como de total libertação. Os eucaliptos davam sombra, a ribeira refrescava e passeava-se por ali. Não havia telemóveis, tablets e a rádio chegava com irregularidade. Restavam as cassetes. Usadas a preceito e até à exaustão. Tenho várias "reportagens fotográficas" desses dias e desses momentos festivos. A boa disposição do trio reflete o espírito de tempos com menos stress e com muito menos responsabilidades. O fotógrafo foi, creio, o Manuel Caçador. Os retratados (da esquerda para a direita): Rui Pinto (que me enviou a fotografia esta manhã e que continua na Câmara de Moura), o autor do blogue (embora muitos pensem que possa ser um tal Manuel Macias...) e Francisco Emiliano, hoje professor no Politécnico de Viseu.

domingo, 17 de setembro de 2017

O ESTILO “SOMOS PORTUGAL” NAS AUTARQUIAS LOCAIS


As tardes de domingo televisivas são assombradas por programas tenebrosos. Cantores de quinta categoria enquadradas por “dançarinas” da quarta divisão guincham slogans que querem parecer canções. De vez em quando aparece o apresentador, que entrevista artesãos e entidades locais. Há, sempre, lugar à inevitável entrevista do autarca. O custo financeiro destas coisas é sempre muito mais alto que o verdadeiro interesse que possam ter. Saem caro e é dinheiro deitado à rua. Sempre me recusei, enquanto presidente da câmara, a trazer a Moura programas que saem caro e nos quais metade do tempo é gasto a promover concursos (“ligue para o 700” etc.).
Pior é hoje a ideia que este estilo do “Somos Portugal” está no centro da atividade autárquica. Substituem-se intervenções de fundo (obras de reabilitação e de reequipamento) por coisas efémeras (mega-caminhadas e festas e festinhas). Deixa-se a política social para segundo plano e adotam-se práticas que pouco têm a ver com solidariedade. A feirização da política é uma tragédia e a falta de preparação que por aí campeia outra tragédia.
Fazer da política local um “tele-show” de sorrisos de plástico e de discursos xaroposos em que se tratam as pessoas por “amiguinhos” é um equívoco e um perigo. Há quem tenha essa tentação e não conheça os seus limites.
O que é uma Câmara Municipal? Uma máquina de 350 pessoas, 17 milhões de euros de orçamento, dezenas de viaturas, responsabilidades na área da educação, da limpeza urbana, na reparação de estradas e caminhos municipais (169.350 metros...), mais o dever de manter e melhorar equipamentos culturais e desportivos. Mais aquilo que tem de ser feito em termos de habitação. E que tem sido feito, com determinação.
O que nos espera a partir de outubro?
O arranque de obras de mais de 5 milhões de euros. Mais o projeto para o Convento do Carmo, no qual fomos pioneiros no âmbito do programa REVIVE. E mais o desenvolvimento de novos projetos, que necessitam conhecimento e preparação. Pensar que isso pode ser subsituído por uma política de festinhas, cabazes e coisas soltas é um erro sério...

Uma Câmara é uma máquina complexa e cuja gestão exige trabalho duro. Não é uma pequena estrutura de 10 funcionários. Os próximos anos serão de grande exigência. Tão exigentes como estes que acabam de passar. E isso implica, passe a imodéstia, preparação e conhecimentos. E, já agora, boa educação.

Artigo publicado em "A Planície" de 15.9.2017
Fotografia de José Manuel Rodrigues

sábado, 16 de setembro de 2017

TORONJO BÍBLICO

Andava à procura de fandangos de Huelva (com os de Paco Toronjo à cabeça), quando dei com esta cena do filme "Sevillanas", obra de 1991 realizada por Carlos Saura (n. 1932). Este não é o registo habitual de Paco Toronjo (1928-1998). Mas estas sevilhanas são absolutamente encantadoras. Filme da semana, com el rey David, el rey David, quando o cinema tem arredado aqui do blogue...


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

DE BADAJOZ AO ACEEP

O final do mandato está à vista? Sem dúvida. Não é motivo para relax. Antes pelo contrário. Mais dois dias com duas importantes iniciativas. Ambas necessárias. Ontem, foi dia de rumar a Badajoz, para estar presente na inauguração da FECIEX, um dos mais importantes certames ibéricos no âmbito da caça e da pesca. O Município de Moura está presente e tivémos o prazer de receber Francisco Fragoso Martínez, alcaide de Badajoz, no nosso espaço.

Hoje o tema foi outro. A assinatura do novo Acordo Coletivo de Entidade Empregadora Pública com o STAL permitiu recuperar o que fora retirado aos trabalhadores. Restituem-se dias de férias e repõe-se a justiça.



SAUDADE DA BAHIA

fotografia difundida numa página do facebook 😁

Uma das coisas mais divertidas destes meses de pré-tcampanha foi a constatação de que os ataques ao presidente que sai (o autor do blogue) não cessam. Poder-se-ia pensar que há alguma razão objetiva para tanta raiva, mas as coisas não vão além do nível rasteiro.

Isso aborrece-me? Nem um pouco. Não me ignorem, poramordedeus...
Vou para Mértola? Para Mértola ou para Maracangalha ou para outro lado qualquer. O fator geográfico nunca foi impedimento para nada.
Deixarei Moura? Não exatamente. Há livros em preparação e há as escavações no Castelo de Moura.
Evidentemente, o sentido lúdico das coisas e da vida estão presentes. Sempre.

Nestas alturas, muito em especial nestas, vem-me à memória Dorival Caymmi.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

NA CHAPELARIA


A pessoa que me ofereceu o livro ficou surpreendida por eu conhecer Paul Strand (1890-1976). Mais ainda por Strand ser um dos meus preferidos. Lá expliquei que fazia fotografia como esforçado amador e que fazia muitas pesquisas. A minha interlocutora não ficou lá muito convencida. O episódio passou-se em Providence, em 2004. Eu não era autarca e, na altura, viajava com regularidade. Aquela série de conferências, East Coast fora, ficaria nas minhas recordações mais inapagáveis, mas não por causa de Paul Strand.

Regresso ao fotógrafo e a esta bela imagem de uma fábrica de chapéus em Luzzara, datada de 1953. Com a idade passei a usar chapéus. Comprei um panamá na Azevedo Rua, o que me valeu piadas ferozes de um amigo de direita. A meio da minha década de 50 protegerei o cabelo branco com um chapéu preto de feltro de abas largas.