domingo, 4 de novembro de 2018

CONTRALUZ

Onde há sombra, há sempre luz. Como nestes bonitos registos do meu amigo Mário Romero Machado. Um caleiro como eu.

Como escreveu outro Mário, Cesariny de Vasconcelos, "faz-se luz pelo processo / de eliminação de sombras". Isso é coisa para daqui a umas horas, que um negro escuro e pesado tomou conta do céu de Lisboa. Em Moura está mais claro, mesmo quando está mais escuro. Em Mértola também é assim.


MIRPURI FOUNDATION

Ao sair do S. Carlos, ontem à noite, dei comigo a pensar "oxalá consigam". Que a noite foi magnífica, isso é certo. A tarefa a que a Mirpuri Foundation se propõe é importante e a motivação que hoje existe em torno das causas ambientais é muito diferente das de outrora. Quando, em 1974, foi nomeado o primeiro Ministro do Ambiente (o eng. Manuel Rocha, que dirigira o LNEC)  não faltaram os comentários chocarreiros "esse vai fazer o quê, andar de termómetro na mão?...". As preocupações dos nossos dias estão noutro domínio. Daí a importância de iniciativas em torno da defesa do planeta. É esse um dos caminhos da Mirpuri Foudation. Oxalá haja sucesso.

Ver - http://mirpurifoundation.org

sábado, 3 de novembro de 2018

MARIA JOSÉ MOURA (1937-2018)

Texto da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas no facebook:

Faleceu hoje Maria José Moura. Com ela, desapareceu um dos últimos fundadores da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD).
Há poucos dias realizámos o 13.º Congresso BAD, no Fundão. Durante as sessões, nos corredores e nos momentos mais informais o seu nome era pronunciado e a sua falta notada. Foi o primeiro Congresso a que a associada n.º 12 faltou. Foi o Congresso em que, ausente, foi aplaudida de pé por todos os congressistas.
Esta ausência tão presente de Maria José Moura é o corolário de uma vida inteiramente dedicada à causa das bibliotecas, ao reconhecimento e valorização dos seus profissionais, e à defesa do associativismo.
É com pesar e tristeza que escrevemos estas palavras, mas também com a certeza de que o legado deixado deve ser - vai ser - continuado.


Não me lembro de Maria José Moura assim, como está na fotografia, claro está. A imagem é de 1972. Conheci-a em 1986, quando a Câmara de Moura candidatou para financiamento o projeto de ampliação da biblioteca municipal. O contrato seria assinado em finais de 1987.

Recordarei, sobretudo, o convicto combate que manteve em prol da Leitura Pública. E o seu trabalho naquela que foi a mais importante revolução cultural feita do nosso País no século XX. Protagonistas? Teresa Patrício Gouveia, José Afonso Furtado, Teresa Calçada, Ana Paula Gordo, Joaquim Portilheiro e Maria José Moura. O País deve imenso, sem o saber, a Maria José Moura. É isso que é importante reter.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

ANTES DE MAPPLETHORPE

Ao ver a exposição de Mapplethorpe em Serralves estranhei a ausência a qualquer referência à obra de George Dureau (1930-2014). Sem nunca ter atingido a notoriedade, ou a sofisticação, de Robert Mapplethorpe a verdade é que este não teria chegado onde chegou sem a obra de Dureau. Sobre este paira a sombra de Diane Arbus. Jogos de proximidades e de similitudes.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

OS ANOS 70 NUNCA DEVIAM TER EXISTIDO - RAZÃO Nº 4: OS PENTEADOS

Bem sei que todas as épocas têm as suas coisas próprias. E que, muitas delas, depois parecem ridículas. Acontece sempre, em maior ou menor escala. Mas os anos 70 foram um exagero de mau gosto. Não há nada que se aproveite. Aqui está outro exemplo.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

O VINHO QUE APAGA O FUMO


O episódio passou-se há muitos anos, talvez em 1971 ou 1972. Foi à hora de saída da escola primária. A escola ficava na praça, na casa que hoje pertence ao meu amigo Francisco Manta. O meu companheiro de caminho para casa era o António Pato Oca. Subíamos a Rua 1º de dezembro, depois a do Poço, em direção à Porta Nova. Naquele princípio de tarde, uma animação suplementar nos estava reservada. Mal tínhamos cruzado a porta da escola, vimos um homem parar a sua V5 junto à parede do café do senhor Daniel Costa Rodrigues. Desceu-se da mota e, por artes mágicas, o assento pegou fogo. Não era assim um grande fogo, nem era bem fogo, na prática era só fumo e nada de chama mas, se alastrasse ao resto e atingisse o depósito, adeus motorizada.

Parámos os dois a ver no que davam as modas. Encostados à parede e fascinados com o acontecimento. Em Moura, poucas coisas aconteciam e era preciso aproveitar cada instante. O fumo alastrava, ante a aflição do homem. Não havia telefones automáticos e os telemóveis eram coisas de ficção científica. A parede da casa, à esquina da Rua Santana e Costa, era diferente do que é hoje. Onde agora está a janela manuelina do atual restaurante havia só a parede, e uma pequena janela do café. De súbito, um bombinho [a palavra não existe nos dicionários, mas a crónica é só para a gente…] salta da minúscula abertura para a rua. Atrás do bombinho, aparece a cabeça do sr. Fernando José Chaparro. Pendurado, tanto quanto podia, da janela, gritou para dentro “liga!”. Começa a jorrar líquido. Em poucos segundos, o fumo amainou e, se assim se pode dizer, estava extinto, para alívio do dono da motorizada e para gáudio de todos nós. Aplausos e vivas. Estranhámos a cor amarelada do líquido extintor. Tal como notámos, logo de seguida, um cheiro acre e intenso na rua. Nessa altura, já o interior da taberna era uma trovoada de gargalhadas. O sr. Fernando Chaparro, sendo o bombinho muito curto e não chegando à torneira da água, ligara-o a uma pipa de vinho branco. A eficácia extintora da pomada ficou comprovada. Ante as piadas e os dichotes, encolheu os ombros “um homem tem que se desenrascar, não é verdade?”. É, decerto. Outras contas à vida ficou a deitar o senhor Daniel, a quem a atitude determinada do improvisado bombeiro deve ter custado uma mão-cheia de copos de três.

O sr. Fernando Chaparro deixou-nos há muito, demasiado cedo. Este episódio, como tantos outros de tempos de infância e de juventude, colou-se à minha memória. Pensava ter já relatado o sucedido ao meu amigo e colega José Chaparro. Afinal não. Aqui fica, pois, meu caro José, esta breve evocação do teu pai e do dia em que o vinho apagou o fumo.

Foi aqui, como diria o outro.
Hoje, em "A Planície"

terça-feira, 30 de outubro de 2018

LISBOA ISLÂMICA ANTES DA LISBOA ISLÂMICA

Uma mensagem criptada? Nem por isso. É que estas visitas à Lisboa Islâmica nos dias 12 (terça-feira) e 23 (sábado) de março surgem, na realidade, antes de tomar forma a exposição Lisboa Islâmica. Na qual trabalho e que já tem formato. E em breve tomará forma. E que não será nada formal, nem pelo sítio nem pelos conteúdos. Mas fazer as coisas sempre da mesma maneira é um aborrecimento. Viva Lisboa Islâmica, do passado e do presente.

O programa destes itinerários é extenso e o melhor mesmo é consultar a página no facebook:


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

BOLSONARO PRESIDENTE

Não houve surpresas. Nem novidade. Bolsonaro é um Costa e Silva mais burgesso e com microfones e internet. Também não vale a pena carregar as tintas no repugnante Edir Macedo e na sua IURD. Este surgiu onde a Igreja falhou. Aliás, tudo falhou.

Os textos do Expresso do passado sábado traduziam com clareza o estado de saturação e de desespero das pessoas. A par das ponderadas e lúcidas análises de alguns intelectuais brasileiros. A vitória de um presidente de extrema-direita estava mais que garantida. Fica(-me) só uma questão: quem vai, de facto, governar? O quê? E como?


Vale a pena guardar dois textos cripto(mas-não-muito-cripto)fascistas:

O de Jaime Nogueira Pinto:
https://observador.pt/opiniao/a-alternativa/

O de Gabriel Mithá Ribeiro:
https://observador.pt/opiniao/bolsonaro-e-as-antas/

domingo, 28 de outubro de 2018

CRÓNICAS OLISIPONENSES - XIX

O ritmo do 27 é soluçante, Rua de S. Bento acima. O passo de procissão é agravado pelas novas construções. Vou olhando em volta. Faltam 500 metros para chegar ao Rato. Mesmo ao lado da casa de Amália está uma fachada do final do século XIX ou do início do século XX. Labor omnia vincit, o orgulho do comerciante estampado na fachada. Isso foi em tempos. O prédio está, ou parece estar devoluto. Que história terá tido? Quando é que o trabalho terá deixado de ser vencedor? Labor omnia vincit? Sem dúvida, mas sempre de forma parcelar e temporária. Não há eternidades... E é preciso recomeçar uma vez e outra.

sábado, 27 de outubro de 2018

ALIÁS, É ASSIM DESDE 2009...

A Câmara Municipal de Moura presta apoio arqueológico a particulares? Sim, mas isso não começou agora. É assim desde 2009.

Convém explicar porquê. Até porque fui eu o responsável político por essa decisão. É que a realização de obras em áreas classificadas necessita ter acompanhamento arqueológico. O qual pode ser garantido por empresas que atuam nesse setor. Nenhuma delas tem equipas perto de Moura. Ou seja, a realização do acompanhamento arqueológico arriscava-se a agravar sobremaneira o custo da obra. Em certos casos, esse acompanhamento ficaria mesmo mais caro que a obra. Ora, isso não fazia sentido. Desde logo, porque se queremos fixar populações nos seus bairros de origem, há que criar condições para tal. E não fazer ao contrário, agravando o custo das intervenções.

Se bem o decidimos (a ideia teve apoio imediato do José Maria Pós-de-Mina e da restante vereação), melhor o fizemos. O processo foi posto em prática. Como detidamente explico no livro que escrevi.

Punch-line: um técnico da Câmara Municipal insinuou-me, em privado (por isso não posso revelar o nome), que esta iniciativa era ilegal, por traduzir uma forma de apoio a particulares não prevista na lei. Ou seja, estaríamos a financiar privados, de forma indireta. Tive vontade de desatar às gargalhadas, mas contive-me. Em tom cerimonioso, aconselhei-o a denunciar a autarquia junto das entidades competentes. Não sei se o fez.

Este "programa de apoio" continuou. Foi "redescoberto", ao fim de nove anos. Parece-me bem.


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

ÉVORA, ONTEM

Um final de tarde memorável,o de ontem.

Porque o Jorge Calado fez de simples fotografias uma exposição e, depois, deu uma verdadeira aula. E em poucos minutos disse muito.
Porque estava a Paula Amendoeira, e sem ela "isto" não se teria feito.
Porque pude agradecer aos amigos da DRCALEN: Ana Borges, Fátima Dias Pereira, Luís Marino e Sandra São Pedro. Sem eles, não teria havido montagem e divulgação.
Porque estavam velhos amigos de Moura, como o Alcario, o Zé Neves e o Dimas. Mais o Rafael, bem entendido.
Porque apareceram colegas e amigos de Faculdade e de profissão, como a Maria de Jesus Monge, o António Carlos Silva e o Manuel Branco. Mais o Artur Goulart e a Isabel. E o Adel Sidarus.
E Ana Costa Freitas, reitora da Universidade de Évora. E os professores António Lamas e Jorge Gaspar. E ainda dois veteranos da política regional, António Carmelo Aires e o meu querido camarada Abílio Fernandes.
E um fotógrafo a sério como o José Manuel Rodrigues, e a Fabiola.
Fiquei comovidíssimo com a vinda da rapaziada do Gabinete de Comunicação da Câmara de Moura 2013/17 [Vânia, Sara (+ Nuno), Fábio (+ Cátia)], o que teve um gosto especial. O Fábio pediu-me a selfie habitual. Desta vez sem Usain, que fica para a próxima.
A Isabel também esteve, mas em modo invisível.

Punch-line: a Sofia Aleixo trouxe uma turma do 1º ano de arquitetura da Universidade. Pretexto para uma explicação e para conversa com os alunos. É algo me agrada sempre bastante.






quinta-feira, 25 de outubro de 2018

AMADEO

Vale a pena ler a entrevista de Helena de Freitas, há dois anos. O essencial está em duas linhas: "um dos momentos mais extraordinários deste processo foi o meu primeiro encontro com Laurent Salomé, diretor do Grand Palais, que me recebeu com uma interrogação. Ao folhear lentamente as páginas do catálogo, perguntou-me: mas afinal quem é este artista e como é possível eu não o conhecer?". Justamente, é essa a questão. Como é possível que um génio como Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) permaneça na penumbra? Desde logo, por que os poderes públicos nunca cuidaram devidamente da sua promoção. Há quem seja exímio em descobrir, com regularidade, artistas de segunda linha, que são depois promovidos como génios desconhecidos. Amadeo não teve essa ventura. Só agora, muito tarde, começa esse processo.

Faz hoje um século que Amadeo de Sousa-Cardoso morreu, aos 30 anos. Será que dá abertura de telejornal?

Ler - https://gulbenkian.pt/noticias/segredo-bem-guardado-da-arte-moderna/

A casita clara - paisagem (1915)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

CONTAR ÁFRICAS!

Falta um mês e, com profissionalismo, o Padrão dos Descobrimentos já dá conta do que pode ser visto a partir do final de novembro. É a minha próxima etapa lisboeta. E mertolense. Escolhi uma peça euro-africana (soi-disant...) para integrar a exposição. Tenho imensa curiosidade em relação ao resultado final. Tendo em conta que é o António Camões Gouveia a tomar conta do barco, literalmente, tenho a certeza que será um sucesso.


Ver - http://www.padraodosdescobrimentos.pt/pt/evento/exposicao-contar-africa/

terça-feira, 23 de outubro de 2018

AVARIA CHIQUE

O meu telemóvel tem avariado com irritante regularidade. Que era da placa de rede, depois não era. Que era do cartão e do software do cartão, depois afinal também não. De vez em quando lá lhe dá um peripaque e começa a mudar de cores. Quando tentei explicar o aspeto do écran à menina do atendimento ficou com uma cara ainda mais tonta do que tem. Lá me disse "ai, nunca vi nada nisso", para depois tentar a cena do costume [o atestado de estupidez ao cliente] "mas tem mesmo a certeza?". Claro que tenho. No final da semana vou lá outra vez e já lhe posso dizer "olhe, é talqual as telas da Bridget Riley, e aquelas cenas da Op Art e assim...". Não resolvo nada, mas sempre me divirto. É que Late morning é o meu Huawei em dia não.

Bridget Riley - Late morning (1967/8)

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O TAL CANAL

E assim se passaram 35 anos. A estreia ocorreu no dia 22 de outubro de 1983. Recordo, com nitidez, que estava, melancolicamente e sem especial entusiasmo, a meio da licenciatura. Estava a começar o 3º ano e uma cadeira (Arqueologia Medieval) viria a determinar parte da minha vida.

O arranque de "O tal canal" foi acolhido com entusiasmo entre a rapaziada. O país de então era muito mais cinzento e muito menos vibrante que o de hoje. Quem disser o contrário, que se ponha na bicha para o lar... O programa de Herman José, então com apenas 29 anos, foi um dos momentos que ajudou a mudar Portugal. E havia coisas que o politicamente correto de hoje chacinaria. Como a imagem de Herman, vestido de oficial nazi, proclamando "Em Treblinka, judeu não brinca". Imaginam a bernarda que seria?

O genérico é pouco sofisticado, aos olhos de hoje? Talvez, e depois?

Celebremos o humor. Eu há fiz a minha parte, dando umas boas gargalhadas entre as 12.00 e as 12.30.



Ler - https://observador.pt/especiais/35-anos-depois-como-herman-jose-recorda-o-tal-canal/

domingo, 21 de outubro de 2018

O OLHO DE HORUS, NO CASTELO DE MOURA

O olho de Horus é um símbolo de proteção e poder do Antigo Egito. Recuperei-o no Castelo de Moura, na parede do convento.




Este amuleto, em exibição no Louvre, data do período aqueménida, e provém da escavação de Tell Apadana, em Susa.

sábado, 20 de outubro de 2018

ELEMENTOS - FOGO 5

É, seguramente, uma escolha demasiado óbvia. Mas é difícil resistir à Danza ritual del fuego, de Manuel de Falla. Para mais, interpretada por Antonio Gades e Cristina Hoyos. A composição tem um século, mas ninguém tal diria. Dance-se então o fogo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

ARQUITETURA, FOTOGRAFIA E ILUSIONISMO

Quase terminada a "saga" das Caligrafias toma já forma outro projeto, de índole completamente diferente, ainda que tenha por base a fotografia. Não serão minhas, claro. Trata-se de um levantamento de projetos de arquitetura, concretizados por uma instituição, ao longo do século XX. Durante o delinear das principais linhas de abordagem, dei-me conta que alguns edifícios tinham mudado de mãos. Uns mudaram mais tarde de funções, outros estão devolutos e em mau estado. "É tudo uma questão de ângulo", referi a um responsável dessa instituição. Se não se pode fotografar de frente, tem de se escolher um ângulo que esconda as rugas e torne os edifícios um pouco mais sexy... É isso que se vai fazer. Vai ser a perspetiva Calvin do projeto.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

CALIGRAFIAS - DIA 25

De hoje a uma semana, em Évora. Dia 25, às 18 horas.
As fotografias estão impressas (um trabalho à antiga do Luís Pavão).
O catálogo está sendo impresso, na Maiadouro. O design gráfico foi da TVM Designers. O livrinho teve direito a catalogação na fonte. Um daqueles pormenores de que sempre gosto. A Isabel Martins deu-me quatro soluções, à escolha. Optei pela nº. 2.
A Direção Regional de Cultura do Alentejo acolhe a iniciativa. Sem a presença ativa de Paula Amendoeira "isto" não aconteceria. A equipa da DRCALEN - Ana Maria Borges, Luís Marino, Fátima Dias Pereira, Sandra São Pedro - tem sido inexcedível de simpatia e de competência.
E devo, claro, um especial agradecimento ao Dr. Fernando Nogueira, ex-presidente da Fundação Millenniumbcp, e à Dra. Fátima Dias, secretária-geral da instituição.

Bom, e há o Jorge Calado. Nunca na vida me passaria pela cabeça ter Jorge Calado como curador de uma exposição minha. Foi isso que aconteceu. Tomou a seu cargo a seleção dos materiais e a organização do catálogo. E vai dirigir a montagem. É o resultado de tudo isso que poderá ser visto, daqui por uns dias.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

ROSAS DA MOURARIA

Vida monacal entre as 18 e as 23. Uma parte ocupada com a Mouraria. O livro está in fine. Mais paralelos e mais ideias, numa deambulação pela Andaluzia. O fragmento de bocal de poço da imagem de cima é granadino. Tem paralelos com uma de Moura. Mas ganha força a ideia que a de Moura é de fabrico local.

A suivre. E a terminar, rapidamente.