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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

LEMBRAM-SE DO PETGÓLEO VEGDE?

Sim, os eucaliptos. Eram a salvação. Assim o garantia o ministro Miga Amagal.

Viu-se...

sábado, 25 de novembro de 2017

FALHOU TUDO

Não sou, decerto, nada original. O grande tema de hoje são as cheias da noite de 25 para 26 de novembro de 1967. Recordo as reportagens da RTP, vistas na casa de um vizinho, por entre os comentários desalentados dos mais velhos.

Por entre a censura, escapavam-se números (400, 500, 700 mortos, nunca se chegará a saber o número preciso).

Falhou tudo.

A Proteção Civil.
As comunicações.
A capacidade de resposta das autoridades.
O planeamento, que não houve e que só veio agravar a noite de chuva imprevista e furiosa. Casas e barracas construídas em leitos de cheia foram levadas pelo mar de lama.

Gonçalo Ribeiro Telles explicou porque é que o improviso lusitano tudo agravara. Deixou indicações sábias e oportunas. Ninguém lhe passou cartão. No início dos anos 80 a cena repetiu-se, com consequências felizmente muito menos graves.

Em 2017, o fogo choveu em Portugal. Falhou tudo.

A Proteção Civil.
As comunicações.
A capacidade de resposta das autoridades.
O planeamento, que não houve e que só veio agravar a seca prolongada. Casas construídas no meio da floresta foram levadas pelo mar de fogo.

Portugal mudou muito em 50 anos? Mudou muito e para muito melhor. Onde continuamos a falhar? Na (in)capacidade de organizar as coisas essenciais, na visão de longo prazo, na falta de vontade ou de coragem em resistir aos "jeitinhos", aos "favorzinhos", às "coisas pequeninas" que é preciso ir resolvendo.

As coisas não acontecem por acaso. Continuaremos assim, porque assim somos. Entre muitas coisas positivas teve esta coisa terrível do improviso e da falta de capacidade de séria organização.




segunda-feira, 20 de novembro de 2017

QUANDO O ARDILA SECOU

Estas espantosas imagens datam de 9 de outubro de 2005. Havia eleições autárquicas nesse dia e eu tinha a firme a convicção que iriamos perder por causa da falta de água. O Ardila secara. Secara à maneira dos rios norte-africanos. Que, de algum modo, o Ardila também é. Secara mesmo, de todo. Nem uma gota de água no leito da ribeira. Que era o ponto de abastecimento para o consumo humano de cerca de 40% dos habitantes do concelho de Moura.  Boa parte da população continuava, a despeito de contínuos e angustiados apelos, a consumir alegremente, como se nada se passasse.

As crises são cíclicas. O nosso padrão de consumo é que se alterou radicalmente no decurso das últimas décadas. Felizmente, a nossa atenção aumentou. No início dos anos 80, no meio de uma seca preocupante, a imprensa estrangeira falava desse problema em Portugal. Dentro de portas, a Pátria divertia-se com um boato que corria sobre uma suposto ato sexual envolvendo um futebolista de origem guineense e uma cantora... Hoje, o tema não interessaria ninguém.

É dia 20 de novembro e continua sem chover.

Um Dia de Chuva

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.

Alberto Caeiro - "Poemas Inconjuntos"

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

MOURA - MELHOR AMBIENTE

Divulgando, com prazer, duas intervenções que estão em curso em Moura:

1. A substituição da cobertura do Pavilhão Gimnodesportivo, a que se seguirá a renovação do pavimento. Em dezembro, teremos um pavilhão renovado e melhorado. A obra tem um custo global que ultrapassa 200.000 euros. O telhado, em fibrocimento, não apresentava risco para a saúde pública. A sua destruição parcial, durante uma intempérie, obriga, contudo, a uma completa renovação.
Conclusão da obra: dezembro de 2015.

2. A construção de um viveiro, capaz de dar condições de trabalho adequada ao setor do jardins. Trata-se do culminar de um processo, pelo qual todos lutámos. Do jardim se passou para um quintalão, onde com esforço, se improvisou o que era possível. Agora, as condições passam a ser outras. Para benefício de todos.