segunda-feira, 24 de julho de 2017

O COZINHEIRO VAI NU

Tinha ganho 120 euros no euromilhões. Decidi que os gastaria num daqueles restaurantes. Menu degustação a 60 por cabeça. OK, vamos a isto.

A sala era imaculadamente branca. O serviço algo lento e, no que toca à explicação dos vinhos, atabalhoado e algo incompetente. Nem a velha amiga com quem partilhei a refeição nem eu somos moços complicados. Por aí não houve problema. Da comida quase não guardo memória. Havia uma curiosidade chamada estendal do bairro, engraçada mas não mais que isso. Os cubinhos de porco preto estavam mal passados (abomino carne de porco mal passada) e alguns dos micro-pratos vieram frios para a mesa. Como pouco (quase aquilo que se designa de pisco), mas as porções eram ridiculamente pequenas. Voltarei lá? Não, mesmo que volte a ganhar dinheiro no euromilhões.

O restaurante ganhou agora num revista o título de melhor do mundo. Gostaria de saber como e porquê. Poderia mandar à revista uma série de pequenos restaurantes por este sul fora,onde voltarei uma vez e outra. Há um, aqui em Moura, que faz uma açorda incomparável (nem mesmo as de casa se aproximam). Mas é melhor não dizer nada, antes que os segredos se saibam.


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