Ouroboros na minha vida.
Regresso às origens e "retomo" a Arte Islâmica. Com tudo o que esta designação tem de "equívoco". Esse será o tópico das aulas no próximo ano letivo.
Ouroboros na minha vida.
Regresso às origens e "retomo" a Arte Islâmica. Com tudo o que esta designação tem de "equívoco". Esse será o tópico das aulas no próximo ano letivo.
É para depois do Carnaval. Vai ser no dia 20, na minha alma mater. Vai ser interessante este regresso. Até porque há uma pequena e (quase inédita) história em torno de Ibn Qasi que irá ser por mim contada.
Uma peça do Laos, do princípio do século XX. Está na Casa da Ásia - Coleeçao Francisco Capelo. O entramado geométrico faz lembrar o padrão das cerâmicas berberes e as mantas da região de Mértola. O meu amigo Cláudio Torres dava-nos, nas aulas (1983... 1984...) uma interessante perspetiva teórica sobre os modos de produção e o seu reflexo nas artes tradicionais. Infelizmente, nunca passou à escrita essas estimulantes ideias.
O agora desaparecido Charlie Kirk era o promotor de dois sites onde se estimulavam a bufaria e a denúncia mais abjetas.
Tratava-se / trata-se de expor e de denunciar os professores com os quais não se está de acordo. Para quem alimenta estes sites, há um perigoso comunista em cada esquina e em cada cadeira universitária. Todos os de quem eles não gostam têm de ser afastados. Em nome de quê? Da Liberdade e da Verdade, evidentemente...
Tardiamente se dá nota desta magnífica iniciativa. Não fui à sessão de homenagem (festa da padroeira oblige...), mas participei, com todo o gosto, no livro dedicado a António Borges Coelho. Uma figura de referência obrigatória na nossa historiografia. Há um antes e um depois dele.
Com quase 97 anos continua a ser recordado por todos nós. E muito bem e com toda a justiça.
Algumas pistas sobre as narrativas em torno do Islão (período medieval, neste caso), no Seminário Permanente de Estudos Islâmicos da Universidade Lusófona, organizado por Fabrizio Boscaglia. Dia 24, às 18 horas, online.
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/88353084579
Sempre achei útil que os alunos tomassem contacto com a realidade, em vez de lerem lots and lots of bullshit. A experiência de anteontem foi, literalmente, única. Uma visita ao Museu Nacional de Arqueologia da turma de Gestão e Proteção do Património Arqueológico, com o espaço vazio antes das obras. Andou de tudo por ali: projetos, arqueologia, financiamentos, PRR, museografia, leitura do sítio, participação cívica etc.. Um privilégio para eles (e para mim), este percurso, conduzido por António Carvalho, diretor do MNA.
Há uns meses, um veterano professor universitário (veterano da minha idade, quero eu dizer) acusou-me de "fatalista", quando comparava o desempenho dos nossos alunos com os de outros países. E citava eu uma cena do filme "Lisboetas", de Sérgio Tréfaut.
De cada vez que temos um Web Summit, há coisas estranhas nos astros. Agora prometem tutores educativos para ajudar os alunos a compreenderem o mundo (?????). Mais uma cena de conversadatreting... Oxalá me engane. É que os chegam à Universidade escrevem cada vez pior. E têm um sentido crítico cada vez menos evidente. A culpa é deles? Não é, é nossa. E das fantasias mias ou menos inúteis que todos os dias se criam.
E hoje o meu amigo André Linhas Roxas foi/veio dar uma conferência na Universidade Nova. Um regresso à casa onde se licenciou. Estava presente quase toda a turma de Gestão e Proteção do Património Arqueológico. O zoom serve ara estas coisas. Falou-se de planeamento, de legislação, de reabilitação patrimonial e de autarquias. Uns sabem destas coisas, outros não. Para os que não sabem, é mais fácil a política-da-festarola...

Recordo-me de ainda ter visto o quartel, o Trem Auto. Há mais de 50 anos. Na quarta-feira (eram 17:58:53, mesmo, mesmo a começar a aula...) fotografei este chaimite no pátio, perto da Torre B. Tinha cravos. Davam um ar de abril à faculdade.
A Liberdade também passou e passa por ali.
E fechou hoje, com uma visita guiada de Fernando António Batista Pereira, a exposição dedicada à obra de Moita Macedo, no átrio da reitoria da Universidade de Lisboa.
É, na minha opinião, a melhor exposição jamais feita sobre o poeta e pintor. Diverti-me a ver uma pequena máquina do tempo: o documentário "Moita Macedo, pintor e poeta na revolução", realizado aos 17 anos por um futuro diretor do Panteão Nacional.
Daqui a pouco, sem a pompa da imagem (Universidade de Paris, no final da Idade Média), mas com alguma formalidade, há a transmissão em direto (videoconferência) de provas de doutoramento em História da Arte. Já participei em vários júris de doutoramento. Mas nunca como arguente na minha Faculdade, e nunca por zoom. Uma dupla estreia.
Às 14.30:
https://www.letras.ulisboa.pt/pt/component/ohanah/doutoramento-em-historia-da-arte-13?Itemid
(Re)começo hoje o seminário de Gestão e Proteção do Património Arqueológico. Com um número recorde de 33 alunos. Prometerei, e tentarei cumprir, um programa com novidades. Um dos tópicos centra-se, sempre!, no que não deve ser feito. Quais os erros a evitar. Exemplos? O processo da Sé de Lisboa, o projeto do Convento do Carmo (Moura), mais a recente desestruturação legislativa e de serviços etc. Os maus exemplos abundam.
Esta nova geração de alunos tem sempre elementos reivindicativos. Isso é francamente bom. Vamos ver como será.
Como não fazer ou como não ser visto... Vai tudo dar ao mesmo.
Moita Macedo, poeta e pintor, uma bela exposição que enche todo o átrio da Reitoria. Não é antológica, mas cobre parte significativa das várias temáticas que motivaram o interesse de Moita Macedo. Algumas delas merecerão um dia uma (re)visão mais detalhada. Em especial, as tendências "orienatalistas" da sua obra.
A inauguração foi ontem. Por lá está também um documentário, rodado no início de 1981, de um jovem que queria ser cineasta.