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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

E A BIBLIOTECA NACIONAL, SENHORES?

Falava-se em 1.000.000.000 de euros. Afinal, são mais de 1.700.000.000 de euros. Uma ampliação da Portela e o novo aeroporto no Montijo. Não tenho conhecimentos que me permitam pronunciar sobre opções tão complexas, se é melhor assim ou de outro modo. Mas tenho a certeza que a permanência da Biblioteca Nacional na aproximação a uma das pistas da Portela continuará a ser motivo de preocupação. Mo meio da ganância dos milhões nunca a mudança da biblioteca foi equacionada? Certezas? A Cultura serve (quase só) para show-off e nas Infraestruturas de Pedro Marques não cabem as culturais.

Punch-line: tirando os momentos de inauguração e do croquete, não me recordo ter visto um governante (Paulo Macedo à parte, by the way...) num museu ou numa biblioteca, interessar-se por estas matérias ou promovê-las de forma ativa e prática.

Aditamento: na opinião abalizada do Comandante José Correia Guedes (TAP) não basta tirar dali a Biblioteca Nacional ou o Hospital de Santa Maria. É o aeroporto que tem de mudar de local. Fala quem sabe.


sábado, 3 de novembro de 2018

MARIA JOSÉ MOURA (1937-2018)

Texto da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas no facebook:

Faleceu hoje Maria José Moura. Com ela, desapareceu um dos últimos fundadores da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD).
Há poucos dias realizámos o 13.º Congresso BAD, no Fundão. Durante as sessões, nos corredores e nos momentos mais informais o seu nome era pronunciado e a sua falta notada. Foi o primeiro Congresso a que a associada n.º 12 faltou. Foi o Congresso em que, ausente, foi aplaudida de pé por todos os congressistas.
Esta ausência tão presente de Maria José Moura é o corolário de uma vida inteiramente dedicada à causa das bibliotecas, ao reconhecimento e valorização dos seus profissionais, e à defesa do associativismo.
É com pesar e tristeza que escrevemos estas palavras, mas também com a certeza de que o legado deixado deve ser - vai ser - continuado.


Não me lembro de Maria José Moura assim, como está na fotografia, claro está. A imagem é de 1972. Conheci-a em 1986, quando a Câmara de Moura candidatou para financiamento o projeto de ampliação da biblioteca municipal. O contrato seria assinado em finais de 1987.

Recordarei, sobretudo, o convicto combate que manteve em prol da Leitura Pública. E o seu trabalho naquela que foi a mais importante revolução cultural feita do nosso País no século XX. Protagonistas? Teresa Patrício Gouveia, José Afonso Furtado, Teresa Calçada, Ana Paula Gordo, Joaquim Portilheiro e Maria José Moura. O País deve imenso, sem o saber, a Maria José Moura. É isso que é importante reter.

sábado, 29 de setembro de 2018

JUDEUS EM MOURA

Pormenor do fol. 388 v. do manuscrito da Bodleian Library (segundo estudo de Tiago Moita)

Que Moura tinha uma comuna de judeus é facto há muito conhecido. Até à data, contudo, não se conseguiu localizar, de forma inequívoca, o sítio da judiaria. Ou seja, do bairro onde morava a comunidade. Não temos, sequer, prova de que viveriam num sítio apartado, como os mouros. Os documentos que consultei, em tempos, na Torre do Tombo apontavam para uma “concentração” de comerciantes judeus no quarteirão onde mais tarde se instalou a Misericórdia. Não é de estranhar que assim fosse. Tratava-se de um grupo bem instalado na vila, com meios financeiros acima da média e com instrução e hábitos culturais que os destacava dos restantes moradores.

Dos judeus de Moura nada ficou. A razia que se seguiu à expulsão, em finais do século XV, foi quase total. Não temos uma única lápide funerária, um só indício quanto à localização da sinagoga ou qualquer evidência da presença da comunidade judaica na nossa terra. Não fossem os textos na Torre do Tombo e poderíamos dizer que nunca teriam existido.

Mas há mais e melhor que os pergaminhos das Chancelarias Régias. Fui, há tempos, contactado por um teólogo ribatejano, Tiago Moita. Veio, simpaticamente, dar-me conhecimento da existência de uma Bíblia Hebraica, feita em Moura. Data de 1470 e está hoje na Bodleian Library, em Oxford. Tem a cota MS Canon. Or. 42. Tiago Moita fez a sua investigação neste domínio, tendo-se doutorado com uma tese intitulada “O livro hebraico português na Idade Média: do Sefer He-Aruk de Seia (1284-85) aos manuscritos iluminados tardo-medievais da Escola de Lisboa e os primeiros incunábulos”. Coligiu cerca de 60 manuscritos hebraicos, produzidos entre os séculos XIII e XV. Ainda que Lisboa lidere, em termos de quantidade de documentação produzida, há manuscritos de localidades como Faro, Torres Vedras, Elvas, Évora, Guarda, Leiria, Loulé, Moura, Porto, Santiago do Cacém, Seia e Setúbal. Como se lê no resumo da tese “depois da expulsão dos judeus de Portugal em 1496/97, o principal destino destes livros foi a Península Itálica, além do Norte de África e do Império Otomano, como é patente na informação interna deixada pelos sucessivos proprietários dos volumes”. O que foi, para nós, uma terrível perda cultural tornou-se, para outros, motivo de enriquecimento. A produção de uma bíblia hebraica, ricamente decorada, na nossa terra é um dado a raiar o insólito. No texto “A Bíblia hebraica de Moura: um testemunho de arte mudéjar no Alentejo”, Tiago Moita explica o contexto preciso em que tal sucedeu. Foi copiada por Samuel ben Abraham Altires para Isaac Gabay, um rico mercador lisboeta, no ano de 1470.


Que as seis dezenas de manuscritos deste período estejam hoje, sem exceção, em bibliotecas estrangeiras (Estados Unidos, Rússia, Suiça, Reino Unido etc.) é uma perda para todos nós. E é motivo de vergonha. Que um deles, de rara beleza, tenha sido produzido por um conterrâneo nosso, desconhecido mas talentoso, deve orgulhar qualquer mourense.

Crónica em "A Planície"

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

LIVROS VOANDO SOBRE AS PISCINAS


Iniciativa com pés e cabeça, que se repete, ano após ano. As bibliotecas em democracia direta. No nosso distrito aderiram, em 2018, três concelhos: Aljustrel, Almodôvar e Mértola. Acho bem e acho pouco. O nosso distrito merece mais.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

VITORINO MAGALHÃES GODINHO E A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MOURA


Isto é um país meio esquisito. Para não dizer pior. A memória parece não funcionar.

Primeiro, foi o centenário de Vitorino Magalhães Godinho (nasceu em 9 de junho de 1918), que passou ao lado de tudo e de todos. Nem a sua Universidade Nova parece ter assinalado a data.

Ontem, no blogue de Zélia Parreira (Açúcar Amarelo) referia-se a passagem do cinquentenário da Biblioteca Pública de Moura, que a Câmara Municipal silenciou. O tema passou à margem de tudo e de todos, aparentemente.

Uma biblioteca é um sítio demasiado importante para ser esquecido. No caso de Moura, é doloroso ver que o financiamento de reabilitação total do antigo Grémio (e a sua adaptação a centro documental e biblioteca) vai ser atirado ao lixo, em nome da maquilhagem da fachada do imóvel...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

ATÉ ONDE CHEGAM AS BIBLIOTECAS

Gostei de ver esta informação. Em 1986, quando se lançou a rede de leitura pública em moldes modernos e inovadores, três municípios do distrito avançaram e tiveram projetos aprovados. Fizeram parte da primeira onda: Moura, Mértola e Beja.

Hoje a rede intermunicipal é uma realidade. Os números são de peso. A presença das bibliotecas passou a fazer parte do quotidiano. Uma vitória da Democracia e do Poder Local. E acho muito bem que se sublinhe o SERVIÇO PÚBLICO GRATUITO PARA TODOS. Não é por nada, mas esta parte do gratuito está sempre sob ameaça...

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

AS MINAS DE SÃO DOMINGOS EM WASHINGTON

Comprei, há anos, uma cópia deste desenho, via net. Quem estuda a história da Mina de São Domingos conhece bem estes materiais. Não é o meu caso. Achei curioso o facto de vários documentos deste género estarem depositados na Biblioteca do Congresso, em Washington.

São três desenhos. Ver:
https://www.loc.gov/item/2002627754/

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA E INFLAÇÃO GALOPANTE

Lamentava-me eu, há semanas do preço do livro Arabic medieval inscriptions from the Republic of Mali : epigraphy, chronicles and Songhay-Tuāreg history. Entre 1138 € (usado) e 2013 € (novo). A obra é um extraordinário trabalho de erudição de um académico brasileiro, Paulo de Moraes Farias. Estou, desde ontem, à volta do livro. Um outro estudo, sobre Kumbi Saleh (Mauritânia), veio, afinal, lançar novas pistas, e novas dúvidas, sobre as questões que estou a estudar. E, surpresa maior, os resultados das escavações (de há muitos anos) no Mali, acabam de ser publicados: SUR LES TRACES DES GRANDS EMPIRES - Recherches archéologique au Mali, de Shoichiro Takezawa e de Mamadou Cisse. Por razões de segurança, os trabalhos de terreno no Mali foram suspensos há cinco anos.

Tive a curiosidade de ver, de novo, o preço do livro de Paulo Farias. Agora vai de 1874 € (usado) a 4499 € (novo). E não, não foi impresso em folhas de ouro, como repetidamente me perguntam. É um livro de capa dura, em grande formato, mas sem luxo. Uma publicação na tradição académica anglo-saxónica, nada mais.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

TIGELADAS EM LA TOUR-MAUBOURG

Pode lá um português ir a Portugal sem vir com um cabaz de coisas... Foi o mais inesperado dos encontros, esta tarde na delegação da Fundação Gulbenkian. Era o aniversário de uma das funcionárias e havia tigeladas de Abrantes. O que me pareceu muito bem, porque eram excelentes, e porque o senhor António fez questão de dizer que as de Abrantes "é que são". O que é verdade!

Longa visita a um dos símbolos de Portugal fora de portas. Obrigado à Filipa Medeiros. Parabéns a ela e à sua equipa. Sítios assim são insubstituíveis:

https://gulbenkian.pt/paris/

IMPRESSIONISTAS AQUI AO LADO: ERNEST QUOST

Regresso à Sorbonne. Mergulho na obra de Paulo de Moraes Farias, Arabic Medieval Inscriptions from the Republic of Mali: Epigraphy, Chronicles and Songhay-Tuareg History, Oxford, Oxford University Press, 2003.

Ernest Quost (1842-1931) pintou os Jardins do Luxemburgo. A cúpula da Sorbonne está mesmo ao fundo. E a Rua Michelet não é bem ao lado do XVI... Em todo o caso, 5200 metros em Paris é quase ao lado.



La fin de la journée
Sous une lumière blafarde
Court, danse et se tord sans raison
La Vie, impudente et criarde.
Aussi, sitôt qu'à l'horizon

La nuit voluptueuse monte,
Apaisant tout, même la faim,
Effaçant tout, même la honte,
Le Poète se dit : " Enfin !

Mon esprit, comme mes vertèbres,
Invoque ardemment le repos ;
Le coeur plein de songes funèbres,

Je vais me coucher sur le dos
Et me rouler dans vos rideaux,
Ô rafraîchissantes ténèbres ! "
Charles Baudelaire - Les fleurs du mal

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

DE GAO À BIBLIOTECA DA SORBONNE



O meu interesse no tema é antigo. Mas o estudo do rito funerário islâmico ganhou um novo alento há uns anos, em Bamako, no Mali. Onde se conserva esta lápide funerária. Provém da necrópole de Sané, em Gao. Poderá datar do século XII ou XIII d.C. O facto espantoso é ter sido importada da região de Almeria, no sul de Espanha. Que fica a 2300 km. Que a classe superior de Gao mandasse esculpir essas lápides a tal distância diz bem do prestígio dos ateliês andaluzes e diz bem da pujança do comércio entre o Mediterrâneo e as regiões sub-saarianas.

As escavações de Gao foram publicadas aos poucos, em vários periódicos científicos, da África Ocidental aos Estados Unidos. Uma dessas revistas tem o improvável nome de Nyame Akuma... Não conheço nenhuma memória ou trabalho de síntese das escavações. Há, como visão global, Arabic medieval inscriptions from the Republic of Mali : epigraphy, chronicles and Songhay-Tuāreg history. Não sei se a questão da topografia dos espaços funerários está incluída no livro. Provavelmente não estará... Só me restavam duas opções. Ou comprar o livro ou ir a uma biblioteca. Os preços estão na imagem que reproduzo. Fica mais barato ir a França consultar a obra.

Há publicações assim, a preços impensáveis. Uma das editoras mais inacessíveis desta vida profissional é a italiana L'Erma di Bretschneider. Os livros são todos muito caros. Mas a coleção (em 180 e-books) sobre arqueologia romana custa 25.152,00  €. Isso, vinte e cinco mil.

Noutro registo estão as publicações da Dumbarton Oaks. De extraordinária qualidade, são vendidas a preços mais decentes. Aqui, o fator decisivo é a rapidez. Numa consulta ao catálogo é frequente encontramos a expressão out of print. A palavra reedição não consta nos dicionários de Harvard. Não compraram? Tivessem comprado.

Ver:

http://www.lerma.it/

https://www.doaks.org/research/publications


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

REIS MAGOS

Sem vergonha!, é o que muitos dos poemas de Olavo Bilac me fazem pensar. Não é o caso do inocente texto que hoje reproduzo. E que é literariamente falando, muito inferior "aos outros". Mas é Dia de Reis e é adequado adequar.


Hoje, logo pela manhã, ri com gosto ao ver a página do facebook da minha amiga Paloma Canivet. As imagens pertencem à arte medieval britânica e reportam-se ao sonho dos Reis Magos. Dificuldades na representação plástica, ou falta de camas turísticas naqueles tempos, só podem ser essas as explicações. As iluminuras têm um toque racista: o rei Baltasar "empalideceu". Estas iluminuras são todo um manancial de hipóteses.


Do Taymouth Hours - c.1325–35 (British Library)

The Queen Mary Psalter - c.1310–20 (British Library)

Os Reis Magos, por Olavo Bilac



Diz a Sagrada Escritura
Que, quando Jesus nasceu,
No céu, fulgurante e pura,
Uma estrela apareceu.


Estrela nova … Brilhava
Mais do que as outras; porém
Caminhava, caminhava
Para os lados de Belém.


Avistando-a, os três Reis Magos
Disseram: “Nasceu Jesus!”
Olharam-na com afagos,
Seguiram a sua luz.


E foram andando, andando,
Dia e noite a caminhar;
Viam a estrela brilhando,
sempre o caminho a indicar.


Ora, dos três caminhantes,
Dois eram brancos: o sol
Não lhes tisnara os semblantes
Tão claros como o arrebol


Era o terceiro somente
Escuro de fazer dó …
Os outros iam na frente;
Ele ia afastado e só.


Nascera assim negro, e tinha
A cor da noite na tez :
Por isso tão triste vinha …
Era o mais feio dos três !


Andaram. E, um belo dia,
Da jornada o fim chegou;
E, sobre uma estrebaria,
A estrela errante parou.


E os Magos viram que, ao fundo
Do presépio, vendo-os vir,
O Salvador deste mundo
Estava, lindo, a sorrir


Ajoelharam-se, rezaram
Humildes, postos no chão;
E ao Deus-Menino beijaram
A alava e pequenina mão.


E Jesus os contemplava
A todos com o mesmo amor,
Porque, olhando-os, não olhava
A diferença da cor …

domingo, 17 de dezembro de 2017

OS RÉGULOS DA LEITURA PÚBLICA

Torna-se hábito, cada vez mais, o Poder Central dar ordens às autarquias. Manda fazer. Uns pensam, outros executam. Um complexo de superioridade que tenho, ao longo da carreira, acompanhado e presenciado por diversas vezes.

Vem isto a propósito do Concurso Nacional de Leitura 2018, cujo regulamento atribui às Bibliotecas Municipais tarefas específicas. Até aqui, nada de especial. Caso as autarquias tivessem sido envolvidas no processo e dado o seu acordo. Tal não aconteceu. As entidades organizadoras (onde não está a Associação Nacional de Municípios Portugueses) atribuem às bibliotecas municipais, subalternizando-as, tarefas organizativas bastante alargadas. Que pena que isto não tenha sido em 2017...

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

OUTRO FILHO DESCONHECIDO

A situação não é inédita. Em fevereiro de 2016 já me acontecera uma coisa assim (v. aqui). Desta vez, a surpresa foi diferente. Tinham-me pedido este texto, mas não me recordava de o ter enviado. Muito menos sabia que tinha sido publicado. A obra, com financiamento comunitário, nunca me chegou às mãos. Ao percorrer, ontem, os catálogos da Biblioteca Nacional dou com o título do texto. Surpresa! Peço a obra. Pois é, lá estava o trabalho sobre Moura e Serpa entre a Antiguidade Tardia e a Islamização. Limitei-me a tirar a nota bibliográfica, para acrescentar ao currículo. Voltei a solicitá-lo hoje, para o retrato. Tempus fugit, e só deu para isso, no meio de outras consultas, destinadas a concluir um livro, que iniciei há 20 (vinte, isso) anos...

domingo, 29 de outubro de 2017

PADRINHOS DE LEITURA

A fotografia retrata o momento em que José António Oliveira, responsável pela Biblioteca Municipal de Moura, recebe a menção honrosa no Prémio Boas Práticas em Bibliotecas Públicas Municipais 2016. Houve apenas três bibliotecas distinguidas a nível nacional: Ílhavo, Sever do Vouga e Moura.

O que se distinguiu, no caso de Moura? O projeto PADRINHOS DE LEITURA. Um programa de promoção da leitura que envolve entidades públicas e privadas e as escolas do primeiro ciclo. O projeto (lançado por Zélia Parreira e continuado por José António Oliveira) tem sido um estrondoso sucesso de envolvimento das mais variadas entidades com a Biblioteca Municipal.

Cultura é coisa chata? Não me parece...

A parte triste neste prémio: o projeto PADRINHOS DE LEITURA não foi apoiado em 2016 e em 2017 pelo presidente da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, Álvaro Azedo. Ou seja, o atual presidente da Câmara não pode, por razões financeiras (estamos a falar de 100 euros), apoiar um projeto de promoção da leitura. Ou seja, portas abertas, mas não para os livros...

Ver - http://dglab.gov.pt/premio-boas-praticas-bibliotecas-publicas-municipais-2016/

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

UMA NOVA VIDA PARA UM EDIFÍCIO ANTIGO...

Recebi há pouco a confirmação. O Centro Documental da Oliveira, com investimento previsto de 2.770.000 euros e a instalar no antigo grémio, vai ter um financiamento comunitário na ordem dos 85%. É o fim de um longo e difícil processo. Iniciado, na verdade, em setembro de 1986, com hiatos, arranques, paragens e recomeços. Desta vez é que é. Não há a possibilidade de falhar.

Senti-me mais ou menos assim:




Eis algumas imagens do projeto:


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

OS LIVROS SABEM NADAR


E eis que os livros invadem praias e piscinas. Um modo diferente de ver e de promover a leitura. Nos meus remotos tempos de juventude era alvo de gozo (hoje dir-se-ia bullying e meteria CMTV e psicólogos e o diabo a quatro...) por levar livros para a piscina.

Agora os livros fazem parte desse(s) cenários. Ainda bem!

Para que conste, no nosso distrito integram este verão diferente Castro Verde, Ferreira do Alentejo, Mértola e Moura.


sábado, 17 de junho de 2017

UM "PRÉMIO" DIFERENTE E ESPECIAL

Comecei o dia bisbilhotando o facebook. E eis que encontro esta referência, que me fez "ganhar o dia". As razões são as de Maria José Moura. Creio, para lá das apreciações pessoais, que gostará de conhecer o dossiê de candidatura que a nossa Câmara Municipal tem em preparação. E que dará novo alento à leitura pública no concelho de Moura.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

HOMENAGEM A MARIA JOSÉ MOURA

Neste blogue, em 23.6.2011:

Fui, entre setembro de 1986 e junho de 1992, funcionário da Câmara de Moura. Ninguém se banha duas vezes na água do mesmo rio e ninguém pode fazer duas vezes o mesmo percurso. Ao transferir-me para Mértola sabia que jamais voltaria ao quadro da autarquia da minha terra natal. Sem hesitações ou arrependimentos.

Desse percurso, curto e intenso, tenho boas e más recordações. A melhor de todas foi, sem dúvida, o processo de renovação da Biblioteca Municipal.

No dia em que assumi a chefia da divisão cultural da Câmara de Moura (25.9.1986) já tinha preparada uma ideia do que poderia ser a remodelação da Biblioteca Municipal. Passei dias a fio, nesses tempos bárbaros sem net nem telemóveis, até localizar a Dra. Maria José Moura, coordenadora do grupo de trabalho e então bibliotecária da reitoria da Universidade de Lisboa. Falar com ela foi o primeiro passo. Nos meses seguintes o programa de intervenção foi-se aprofundando, com a participação renitente do sr. João da Mouca, que preferia um programa mais discreto, e alicerçado no projeto de arquitetura de Maria Teresa Ribeiro. A nossa candidatura seria entregue em maio de 1987. Soubémos, algum tempo depois, que Moura integrava o primeiro grupo de sete municípios que, a sul, iria ter apoio. O contrato seria depois assinado e as obras iniciadas já em 1989.


Maria José Moura foi homenageada no passado dia 10. Num País de ingratidão, este gesto foi especialmente significativo. Devo-lhe/devemos-lhe muito. O meu percurso não seria o mesmo, se não me tivesse cruzado com ela, na impaciência dos meus 23 anos. A rede de leitura pública deve-lhe o nunca lhe poderemos pagar...

Obrigado, Dra. Maria José Moura!

quinta-feira, 23 de março de 2017

FEIRA DO LIVRO EM MOURA - EDIÇÃO 37

Começou hoje à tarde a 37ª Feira do Livro. Quando a gigantesca nave do pavilhão do Parque Municipal de Feiras e Exposições se torna local de festa e de cultura.


Programa em https://www.facebook.com/1850124615213222/photos/a.1850124661879884.1073741826.1850124615213222/2222610084631338/?type=3&theater