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segunda-feira, 25 de maio de 2026

SARDINHAS 2026

É uma das iniciativa das EGEAC - Lisboa Cultura de que mais gosto. Estre concurso das sardinhas tem um sucesso impressionante - e à escala global (3.128 propostas de 66 países).

As (cinco) vencedoras deste anos são, todas elas, excecionais. Mas, de entre as cinco, a minha preferência vai para o azulejo, de Martín Narciso.

https://egeac.pt/as-vencedoras-do-concurso-sardinhas-2026/

sábado, 16 de maio de 2026

JOÃO ABEL MANTA

Dir-se-ia eterno. É-o, de certo modo. João Abel Manta (1928-2026) foi/é uma figura mais marcante do que a rapidez das coisas permite que se entenda. Foi o mais importante e comprometido desenhador da Revolução.

Este desenho, de 1972, está mais atual que nunca. A eternidade é isso.

sábado, 2 de maio de 2026

O DESPOVOAMENTO DO "INTERIOR": DO SÉCULO XVI ATÉ AOS NOSSOS DIAS

A cópia (melhor dizendo, o rascunho) do Livro das Fortalezas de Duarte Darmas está na Biblioteca Nacional de Espanha. Está classificado como manuscrito MSS/9241 e pode ser consultado online: https://bnedigital.bne.es/bd/es/viewer?id=bf5fbebc-a7d6-4e49-9bb8-a9edcb68bbc3 . Foi o que fiz ontem à tarde, cotejando informações "laterais".

Uma das notas mais curiosas reporta-se à fortaleza de Portelo, no concelho de Montalegre. Anota Duarte Darmas o abandono do sítio (nem o alcaide ali vivia...):

"Alcayde nom no vy por que achey a fortaleza soo sem ningem".

Portelo faz fronteira com Espanha. Ficava a 370 quilómetros da capital do reino. Em 2011 a freguesia de Padornelos tinha 124 habitantes. O abandono é antigo.












Ver fotografia atual do sítio em:

https://www.google.com/maps/@41.8932897,-7.7635064,3a,52.2y,327.19h,98.39t/data=!3m7!1e1!3m5!1sojdCgiP-b2fQYK6Wwdajfg!2e0!6shttps:%2F%2Fstreetviewpixels-pa.googleapis.com%2Fv1%2Fthumbnail%3Fcb_client%3Dmaps_sv.tactile%26w%3D900%26h%3D600%26pitch%3D-8.39%26panoid%3DojdCgiP-b2fQYK6Wwdajfg%26yaw%3D327.19!7i13312!8i6656?entry=ttu&g_ep=EgoyMDI2MDQyOS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS

Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?

E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património. 

terça-feira, 23 de setembro de 2025

LUÍSA CORREIA PEREIRA

E está tudo a postos. Inauguração amanhã à tarde. Uma enorme surpresa (para mim) a descoberta da obra de Luísa Correia Pereira. 

Em outubro haverá algumas iniciativas de grande impacto. Em novembro haverá novidades. Em dezembro haverá surpresas.

O ano corre bem, felizmente.


sábado, 7 de junho de 2025

PODER E CULTURA

É mais ou menos isto.

sexta-feira, 18 de abril de 2025

PÁSCOA Ω: CRUCIFICAÇÃO

De alfa para ómega. Mais um desenho de Moita Macedo.

Do Evangelho segundo S. Mateus:

Morte de Jesus (Mc 15,33-41; Lc 23,44-49; Jo 19,25.28-30) – 45A partir do meio-diafizeram-se trevas sobre toda a terra, até às três horas da tardeg46Pelas três horas da tarde, Jesus bradou com voz forte, dizendo: «Elí, Elí, lemá sabakhtáni?»isto é, «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?»h47Alguns dos que ali estavam, ao ouvirem isto, diziam: «Está a chamar por Elias». 48E um deles foi imediatamente a correr apanhar uma esponja e, depois de a embeber em vinagre, pô-la numa cana e dava-lhe de beberi49Os outros, porém, diziam: «Deixa! Vejamos se Elias o vem salvar». 50Mas Jesus, bradando de novo com voz forte, entregou o espíritoj.

51Entãoo véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se. 52Os sepulcros abriram-se e muitos corpos de santos que já tinham adormecido ressuscitaram 53e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesusl, entraram na cidade santa e apareceram a muitosm54O centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o terramoto e o que estava a acontecer, ficaram cheios de medo e disseram: «Ele era verdadeiramente Filho de Deus!».


quinta-feira, 17 de abril de 2025

PÁSCOA Α: ÚLTIMA CEIA

A última ceia é um tema pouco frequente na obra de Moita Macedo. Um trabalho fantástico, que já esteve em exposição na Sé de Lisboa. Este, e outro desenho de temática pascal, foram-me oferecidos há uns 40 anos. Têm lugar especial lá em casa.

Do Evangelho segundo S. Marcos:

A ceia do Senhor (Mt 26,20-29; Lc 22,14-23; Jo 13,2.21-26; 1Cor 11,23-25) – 17Ao cair da tarde, chegou com os Doze. 18E, enquanto estavam reclinados à mesa e comiam, Jesus disse: «Amen vos digo: um de vós, que come comigo[4], me há de entregar». 19Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe, um após outro: «Não sou eu, pois não?». 20Mas Ele disse-lhes: «É um dos Doze, o que põe comigo a mão no prato[5]21Porque o Filho do Homem parte, tal como está escrito acerca dele, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».

22Enquanto eles comiam, tomou um pão e, pronunciando a bênção, partiu-o, deu-lho e disse: «Tomai, este é o meu corpo». 

23Tomando, então, um cálice e dando graças, deu-lho e todos beberam dele. 24E disse-lhes: «Este é o meu sangue da aliança[6], derramado em favor de muitos[7]25Amen vos digo: não mais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus».


quarta-feira, 19 de março de 2025

XADREZ E DIPLOMACIA

A recente conversa Putin/Trump sobre a Ucrânia, que desandou para um possível jogo de hóquei sobre o gelo entre russos e americanos trouxe-me à memória um episódio ocorrido no século XI e relatado por al-Marrakushi, na "História dos Almóadas". Ante o avanço de Afonso VI sobre o sul, Ibn Amar desafiou-o para uma partida de xadrez. Afonso VI, hesitava... Sigamos a tradução de António Borges Coelho, em "Portugal na Espanha Árabe":

Como a recordação do xadrez obsessionava o príncipe, consultou os seus favoritos sobre as condições que Ibn Amar queria impor-lhe.

- É coisa pouca, responderam. - Se ganhares, terás o xadrez mais formoso que um rei pode possuir. Se perderes, que pode pedir um adversário teu que um rei como tu não possa cumprir? E se exigir uma coisa impossível, não estamos nós prontos a pormo-nos do teu lado para o fazer entrar na razão?

Insistiram com tanto êxito que Afonso mandou vir Ibn Amar com o seu xadrez e disse-lhe que aceitava as suas condições.

(...) Ibn Amar era um tal jogador que ninguém lhe podia ganhar no Andaluz. E ante os olhos dos seus adversários bateu completamente o seu adversário. Quando o resultado da partida não ofereceu dúvidas, Ibn Amar disse:

- Ganehi o que tínhamos combinado?

- Sem dúvida. O que pedes?

- Que saias desta terra e entres na tua.

(...)

Exigiu, no entanto, que naquele ano pagassem o dobro do tributo ordinário.

Uma história exemplar. Que vemos repetida, com outros contornos.

A imagem é das "Cantigas de Santa Maria"


domingo, 19 de janeiro de 2025

GUARDI

A exposição sobre Veneza foi bonita. E tinha sons: pássaros e sinos... E tinha Guardi, uma das minha primeiras paixões pictóricas. No meio de tanto azul e de tanta gôndola, o melhor foi este "Capricho com arco romano em ruínas e templo circular", um desenho vibrante e de traço frenético que pertence ao Museu Calouste Gulbenkian. Um desenho atual e moderno.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

O VESÚVIO, SINICAMENTE

Foi há uns meses, em Estremoz. Aproximei-me do painel de azulejos com a certeza de ser uma paisagem oriental. Isto deve ser no Japão, ou em Macau, talvez... Não era, era em Itália. A legenda diz apenas "Painel de azulejos. Paisagem com Vesúvio. Séc. XX". Um Vesúvio de contornos sínicos.

Lembrei-me daquela vez em que fui com o Cláudio ao Além-Rio, ao cerrinho da antena, mais precisamente. Era um fim de tarde brumoso e o sol estava a pôr-se. "Já viste esta sucessão de sombras nos cerros?, assim a perder de vista", disse-me ele. "Parece uma estampa japonesa". Parecia mesmo! Memórias de outros tempos, em Mértola, que às vezes me parecem quase irreais.


sábado, 2 de novembro de 2024

GOSTAR DE PINTURA

As recentes idas a exposições onde a pintura está no centro do que se apresenta, tem acentuado o meu gosto pela pintura e pelo desenho. Em especial, porque tenho uma triste incapacidade crónica para desenhar e para pintar. A quem devo esse gosto? A algumas das aulas de História da Arte, a professores como Cláudio Torres e Manuel Rio-Carvalho. Aos absolutamente maravilhosos programas televisivos de Edwin Mullins. Ao contacto pessoal com Rogério Ribeiro e com Moita Macedo. A uma exposição de João Penalva, há já uns bons anos. A uma ida a Madrid, para uma antológica de Velázquez. A coisas assim.

Reparo a frustração tentando fotografar. Os registos de ontem à noite são um contributo para mais um livrinho.


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

EL WILLIAM KLEIN

Há algum tempo que não via uma exposição com o prazer com que me cruzei com as imagens e os sons de  "O mundo inteiro é um palco". Uma evocação da obra de William Klein (1926-2022). O catálogo será lido mais tarde. Para já, fica a obra notável de um homem que passou pelo foto-jornalismo, pelo cinema, pela publicidade, pela pintura, pelo desenho...

O seu interesse pela vanguarda soviética (em baixo) terá tido reflexos numa obra de 1952 (em cima)? Parece-me que sim, mas eu não sou crítico de arte...


quarta-feira, 16 de outubro de 2024

SARDINHAS - A VISÃO DOS MAIS NOVOS

Os nossos vizinhos mais novos aqui do lado - EB1 - JI de Santa Clara - vieram fazer uma visita ao Panteão e depois recriaram as sardinhas. Quando as professoras nos mandaram fotografias pensámos "isto não pode ficar por aqui; eles têm de expôr os trabalhos no monumento". E assim se fez, para contentamento de todos.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

LAWRENCE WEINER

O nome de Lawrence Weiner  (1942-2021) foi tema de uma conversa, ao final da manhã de hoje. Arte visual, palavras e a linha do Equador. Há conversas que se sabe como começaram. Ver-se-á como acabam.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

JOÃO HOGAN, ALGO QUE JAMAIS TEM FIM

É a sexta exposição que organizamos, na sala de exposições, desde abril de 2021 no Panteão Nacional. Antes houve:

Artur Pastor - o Povo no Panteão

Panteão & Pantheon

O mar e o Mediterrâneo na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen

Natureza morta - fotografias de José Manuel Rodrigues

Fausto Giaccone - o Povo no Panteão

Agora é a vez de João Hogan. Consolida-se, assim, a parceria com a Culturgest.

Para ver até dia 1 de dezembro.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

JOÃO ABEL MANTA

Há uma grande exposição sobre João Abel Manta no Palácio Anjos, no concelho de Oeiras. Um artista menos conhecido por cá do que devia. A exposição está muito bem montada, com textos curtos e legíveis (!).

Jamias se dissociará o seu percurso artístico do contributoi que nos deu em 1975/75. Inolvidável, porque genial.

Espantou-me que não houvesse uma só referência, por curta que fosse ao JAM/arquiteto. Tem obra e muito boa, e também ela muito gráfica. Como se pode ver pelo projeto (com Manuel Botelho) para a Caixa Geral de Depósitos, em Mafra.


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

COMEÇA O CAMPEONATO, COMEÇA A AVALANCHE

Subitamente, não há como escapar. Entrevistas e flash-entrevistas, piadas e contra-piadas na redes sociais, horas e horas de "debates" nos canais televisivos, notícias e artigos de opinião, claques agressivas e polícias plantados à espera do pior, e um circo à volta dos estádios. O que é um jogo muito bonito torna-se uma avalanche opressiva. Tomará já o verão.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

HÁ SARDINHAS NO PANTEÃO!

Como surgiu a ideia? De uma forma simples. Fomos buscar a todas as sardinhas dos concursos promovidos pela EGEAC as que tinham como tema o Panteão, ou onde era dado destaque ao monumento. Assim chegámos a cerca de três dezenas de sardinhas. Não chega a ser um cabaz, mas é muita sardinha. E são bonitas, por sinal.

Até outubro, as sardinhas dão um outro modo de ver o monumento.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

NA TERRA COMO NO CÉU

O peso e o valor da geometria. Entrelaçados geométricos no pavimento do futuro Museu do Romantismo e no travejamento do Convento de Santa Clara, no Funchal. As memórias do mudejarismo que aqui nos faltam, estão presentes na Madeira.