segunda-feira, 27 de julho de 2026
YO SOY CUBA
domingo, 28 de junho de 2026
MEL BROOKS 100
segunda-feira, 22 de junho de 2026
WATERLOO SUNSET
O passado não é melhor que o presente. Mas tenho saudades de ver bons filmes na RTP1, ao sábado à noite. Procurei este telefilme da BBC durante muito tempo. A "solução" era fácil, mas não me ocorreu que o nome fosse o de uma canção que é cantada, logo no início: "Waterloo sunset", dos Kinks.
De que trata este telefilme absolutamente maravilhoso? É a história de uma senhora idosa, que resolve fugir do lar, e regressar ao sítio de origem. Acaba por, acidentalmente, conhecer uma comunidade de jovens jamaicanos, que a "adota". Resultado: copos, charros, reggae, festas. A história não tem um final feliz. O filho, um "atinadinho", vai resgatá-la dos "perigos" e remete-a, de novo, ao lar. Onde lhe garante que será feliz.
"Waterloo sunset" foi rodado em 1978 e tem um argumento excecional de Barrie Keeffe (1945-2019), de grande ternura e inteligência. E conta com uma soberba interpretação de Queenie Watts (1923-1980), falecida pouco depois da rodagem. O pior é o sotaque cockney dela... Nada fácil de seguir sem legendas.
O filme integrava uma série de peças para televisão (foram gravadas mais de 300!, entre 1970 e 1984), intitulada Play for today.
Gosto do final, quando ela vai no carro, insultando mentalmente os "bourgeois fascists".
Passou na RTP, em 1983 ou 1984. Nunca se me apagou da memória:
Play for Today - Waterloo Sunset (1979) by Barrie Keeffe & Richard Eyre
sábado, 6 de junho de 2026
CARIOCA
Uma conversa à volta de um filme - Do fundo do coração - trouxe para cima da mesa um música de 1933. Que se ouve fugazmente nesse filme, e que sempre tive como memória cinéfila de Francis Ford Coppola.
Trata-se de "Carioca", e foi composta para o filme Flying down to Rio. Era cantada por Alice Gentle, Movita Castaneda e Etta Moten. Vale a pena ouvir e ver a cena em que Fred Astaire e Ginger Rodgers a dançam.
quinta-feira, 19 de março de 2026
UMA TRAGÉDIA GREGA NO CINEMA
segunda-feira, 2 de março de 2026
MEIN DONALD, I CAN WALK!
Sem nenhuma vontade de rir, nem de sorrir, recordo o final de um filme de Stanley Kubrick.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
FREDERICK WISEMAN: 1930-2026
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
EL SUR
Ao regressar ontem à noite a casa, no meio do frio e de uma bátega que se abatia sobre Lisboa, recordei-me – quase sem saber bem porquê – de um bilhete-postal de Sevilha. Não de um bilhete-postal qualquer, mas de um que se vê, em dado momento, num filme. Sevilha, o sul e o sol são, em “El sur”, de Victor Erice (1984), uma imagem distante e mítica. O local onde alguém nunca regressou.
Neste filme pouco vulgar conta-se a história de uma miúda fascinada com o passado do pai e com o sul. Ambos se misturam. O filme passa-se no norte e as paisagens meridionais surgem em bilhetes-postais, que nos dão uma visão da distância que acentua o seu onirismo. A música é de Enrique Granados e não podia haver melhor acompanhamento para aquele desfilar de postais coloridos. Que sugerem mistério, distância e nostalgia. Deveria ter sido rodada uma segunda parte, onde todo o mistério da vida do pai no sul seria desvendado. O sucesso do filme, e dificuldades financeiras, inviabilizaram a rodagem da continuação. Há males que vêm por bem e tom de mistério manteve-se. Sempre gostei de filmes onde as miragens nem sempre se concretizam e onde podemos olhar o mundo imaginado um pouco à distância. El sur é uma peça de artesanato, bela e única. Tenho pelo filme uma intensa paixão, que ainda hoje se mantém.
E ”sul” é uma palavra mágica. Como neste filme de Erice, como no conto de Jorge Luis Borges, que funciona como um túnel do tempo, como em “Viagem em Itália”, de Rosselini, onde as imagens do sul são o cenário de uma reconciliação, como no filme mal compreendido e mal avaliado Sammy going south, de Alexander Mackendrick. E que é a história de um rapazinho que corre todo o continente africano em busca do seu sul.
Cine Arcadia é o nome da sala de cinema que aparece no filme de Victor Erice. Arcadia remete-me para Reviver o passado em Brideshead e para todos os momentos de Arcadia. E para Juan Ramón Jiménez, que escreveu “Mi plata aquí en el sur, en este sur, / conciencia en plata lucidera, palpitando / en la mañana limpia, / cuando la primavera saca flor a mis entrañas!”.
Daqui a pouco, já faltou mais, chega a primavera. Haverá romarias e a Feira de Abril, em Sevilha. Haverá a feira de maio. Haverá o sul, que me falta todos os dias. Em especial nas noites como a de ontem, de chuva e frio e com uma tempestade de nome apropriadamente nórdico.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
A BOBINA ESQUECIDA
Promessa cumprida. Tinha dito a uma amiga que iria procurar a bobina original do filme sobre Moita Macedo, rodado em super-8. Corresponde ao projeto de montagem inicial (tem a pista de som - ver seta azul -, colocada pelo Centro de Cooperação Técnica), que foi depois retocado em 2013. Ao ver os primeiros frames, à transparência, à maneira antiga, dei-me conta que há material inédito de interesse documental. Há histórias que nunca acabam...
domingo, 28 de dezembro de 2025
KEN LOACH SOBRE "THE OLD OAK" (e algo mais)
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
O BANDO DOS QUATRO
Eram uma vez um francês, um italiano, um norte-americano e um iraniano. Parece o começo de uma daquelas anedotas, mas não é. Estes quatro senhores são os únicos que ganharam os mais prestigiados prémios do Cinema: Leão de Ouro (Veneza), Urso de Ouro (Berlim) e Palma de Ouro (Cannes). Quando e com que filmes?
Henri-Georges Clouzot (1907-1977):
Manon (1949) - Veneza
O salário do medo (1953) - Berlim e Cannes
Michelangelo Antonioni (1912-2007)
A noite (1961) - Berlim
Deserto vermelho (1964) - Veneza
História de um fotógrafo (1967) - Cannes
Robert Altman (1925-2006)
M.A.S.H. (1970) - Cannes
Bufallo Bill e os índios (1976) - Berlim
Short cuts (1983) - Veneza
Jafar Panahi (n. 1960)
O círculo (2000) - Veneza
Taxi (2015) - Berlim
Foi só um acidente (2025) - Cannes
Pela parte que me toca, sou um convicto altmaniano! Embora "Foi só um acidente", ontem visto, seja poderoso.
domingo, 9 de novembro de 2025
TRÊS FRASES SOBRE A ÓPERA
terça-feira, 4 de novembro de 2025
REVIVER O PASSADO NO LUMIAR
Rever episódios ocorridos há 45 anos... Algo que não me passaria pela cabeça há uns tempos. Foi ontem, num estúdio televisivo algures no Lumiar, onde fui entrevistado. Um passeio pela memória, pela carreira no cinema que não aconteceu, por um documentário que ficou 33 anos por concluir, pela mais difícil das minhas exposições, por muita coisa que aconteceu e que recordei com gosto.
Ficarei a aguardar o resultado com redobrado interesse.
sábado, 25 de outubro de 2025
ÁGUA MÃE
A notícia é de há pouco: o filme Água mãe, de Hiroatsu Suzuki e de Rossana Torres, ganhou o Prémio da Competição Portuguesa no DocLisboa. Viva!
Por motivos pessoais não pude ver, mas verei.
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
RECORDANDO EISENSTEIN
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
A MOURA ENCANTADA
O filme foi rodado em 1984. Tinha por título "A moura encantada" e foi dirigido por Manuel Costa e Silva (1938 –1999). O autor do argumento foi António Borges Coelho. Do filme não reza(rá) a História. Mas tem curiosidades, como Vitorino em versão príncipe árabe.
Acompanhei as filmagens em Noudar, no verão de 1984. Ao digitalizar os milhare de negativos que há lá por casa vou tendo surpresas. Com esta "reportagem" feita na altura.
sexta-feira, 18 de julho de 2025
CINEMA
Há muitos anos falaram-me neste livro. Que data do início da década de 60. Há mais de 60 anos, portanto. Não é só a queda do número de espetadores, hoje atraídos por outro tipo de oferta (mea culpa...). É também a menor importância do cinema enquanto Arte (a sétima) e, passe a expressão, o chavascal em que a ida ao cinema se tornou, entre as hediondas pipocas e os refrigerantes. Resta-nos o NIMAS e a Cinemateca. Dois oásis que vão sobrevivendo.
Nunca li o livro de John Spraos. Mas tenho agora vontade de o fazer.
terça-feira, 24 de junho de 2025
RODAGEM
Isto tem andado agitado. Por dentro e por fora. Por iniciativas nossas e de outros. Programas televisivos (dois), mais uma reportagem a caminho e ontem, para compor o ramalhete, uma cena de uma longa-metragem. Corte de trânsito, polícias, o que é costume em dias assim.
Gosto da agitação. Pode parecer contraditório com um cemitério, mas não é.