No sábado passado tive como memória recorrente a Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Extinta em 2002 às ordens do governo de Durão Barroso. Aquele processo de extinção é um verdadeiro manual de como-não-fazer. A C.N.C.D.P. foi uma verdadeira escola de quadros e de produção de conhecimento. Saber aproveitar esse potencial teria sido importante para o nosso País. Infelizmente, isso não aconteceu.
segunda-feira, 9 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
AMÁLIA POR THURSTON HOPKINS
quinta-feira, 5 de março de 2026
RUA MOITA MACEDO
Às 17:41 de hoje descerrou-se a placa toponímica. Um vento gelado varria o Lumiar. Entre as Ruas Pina Bausch e Querubim Lapa criou-se espaço para Moita Macedo, o poeta, o pintor, o militante comunista. Uma justa homenagem e uma semente para o futuro. As brilhantes palavras de Mário Avelar explicaram tudo e tudo iluminaram. Lá estive, entre amigos e memórias. Que se me repetiram, uma vez e outra, no regresso a casa. Uma muito feliz tarde fria.
Da esquerda para a direita:
Carlos Moedas (Pres. CML), Ricardo Mexia (Pres. J.F. Lumiar), Maria Rosário Macedo e Paulo Macedo.
quarta-feira, 4 de março de 2026
ÚLTIMO DIA
segunda-feira, 2 de março de 2026
MEIN DONALD, I CAN WALK!
Sem nenhuma vontade de rir, nem de sorrir, recordo o final de um filme de Stanley Kubrick.
domingo, 1 de março de 2026
O TURISMO E OS OUTROS, QUE SOMOS NÓS
“Olha para isto! Olha para isto!”, acotovelava-me Cláudio Torres. Andávamos algures entre a cidade antiga de Tânger e a zona nova. Era perto da hora do almoço e uma multidão de gaiatos saia da escola. Uma torrente de juventude e de alegria varria as ruas da cidade marroquina. “Já viste? Isto lá já acabou. São estes é que nos vão salvar”. Vivia-se o verão de 1999 e tanta juventude (só veria algo semelhante, anos mais tarde, na Guiné-Bissau) começava a rarear por cá. Aquela frase “são estes é que nos vão salvar” só anos mais tarde me faria total sentido, mas o Cláudio sempre teve aquela particularidade de ver muito longe.
Nos tempos de juventude, gostava de vagabundear, solitariamente, horas a fio, pelos bairros antigos de Lisboa. Corri, muitas vezes, as ruas de Alfama. Ao ali regressar, em 2021, para me fixar no meu local de trabalho (no limite entre Alfama e a Graça) constatei, com consternação que a cidade antiga quase morrera. Crianças não há, os velhos são poucos, os portugueses uma raridade. Há alojamento local, há turistas, há edifícios em obras. Os operários são, maioritariamente, imigrantes. As coletividades definham, as velhas tabernas desapareceram para dar lugar a tretas de “wine and food”. O génio do lugar desapareceu e não voltará.
Ao passar, há dias pela Rua de S. João da Praça, entrei no túnel do tempo. Recuei 30 anos. Conduzia um grupo de amigos franceses, mais velhos, pelas ruas de Alfama. Ao acaso, ainda não havia lojas para turistas e eram poucos os “restaurantes típicos”. Em plena rua estava um grelhador com sardinhas. O cozinheiro não estava à vista. E ei-lo que sai, quase em passo de corrida, do seu estabelecimento, de tesoura ainda em punho, para, num golpe rápido, mandar uns borrifos de água para o grelhador e virar as sardinhas. Era o barbeiro que, no meio do atendimento, preparava o almoço. Depois regressou, para dentro da barbearia, no mesmo passo rápido.
Os amigos franceses ficaram extasiados, como os grupos de excursionistas sempre ficam, quando desembarcam em sítios longínquos e exóticos e veem coisas que, nos países civilizados, fazem parte dos livros de histórias.
Não podemos, seguramente, desejar um mundo congelado no tempo. Muito menos podemos pensar que seria conveniente que não houvesse turistas. Era só o que faltava. Mas a verdade é que esta avalanche, sem a contrapartida juvenil que África ainda tem, levou tudo à frente. Por aquelas bandas ficámos sem os sítios que são o espelho de nós próprios. E que são a nossa identidade. Como a taberna com colunas de ferro forjado onde acabei por almoçar com o grupo gaulês, perto do Chafariz d'el-Rei. Passei por lá há semanas. O sítio tinha vestido um ar sofisticado. Não entrei. Fui afogar as mágoas prandiais do “Pitéu da Graça”, onde os turistas ainda não chegaram em avalanches. Não servem pizzas, nem lasanha, nem hambúrgueres, nem tacos, nem sushi. Só coisas decentes, como vitela no tacho, filetes de peixe galo, petingas fritas, bacalhau com todos...
Fico sempre a pensar quanto tempo mais teremos sítios assim. E quando é que, à força do turismo, passaremos, de vez, a ser apenas os outros.
Crónica em "A Planície"
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
COLHOADA
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
LS XARUTOS DE L FARAO
Foi com surpresa e entusiasmo que recebi a notícia desta tradução. Afinal, o mirandês é a segunda língua oficial do nosso Pais. Não o falo, claro, embora o leia sem qualquer problema. Como também sou fã dos livros do Tintim isso deu-me cá uma ideia...
sábado, 21 de fevereiro de 2026
DIMYANA, DONA ANA, JILLA E BENAGIL
A toponímia dá pano para mangas.
Retomo dois topónimos: Dimyana e [Qaryat] Jilla. Onde se localizariam? As hipóteses têm sido muitas.
Em relação ao primeiro, recupero uma ideia já com uns anos: Dimyana é um sítio referido no Mujam al-Buldan, de Yāqūt al-Rūmi. O topónimo não foi, até hoje, identificado, embora saibamos que fazia parte de Akshunia (Ocsónoba/Faro). Ou seja, provavelmente o topónimo medieval de Dimyana corresponde à zona da praia de Dona Ana, a curta distância de Lagos e 65 kms. a oeste de Faro. O autor do Mujam al-Buldan, normalmente citado como Yāqūt al-Hamawī (1179–1229) viveu na região da Mesopotâmia. Do seu tratado há uma síntese disponível nos vols. 39 e 41-42 da revista "Studia" (1974 e 1979).
Quanto a Jilla, terra natal de Ibn Qasi, segundo Ibn al-Jatīb, situar-se-ia perto de Silves. Surgiram, ao longo dos anos, diversas interpretações, identificando Jilla com o rio Gilão ou com o topónimo Julia, junto a Alte. Jilla corresponderia ao sítio onde Ibn Qasi mandou construir um ribāt. Prudentemente, Christophe Picard fez questão de sublinhar que este ribāt não coincidia com o de Arrifana. E tinha razão.
Estou hoje convencido que a proximidade fonética entre Jilla e Benagil dá sentido à possibilidade de se ter situado neste local da costa o ribāt mandado construir por Ibn Qasi na primeira metade do século XII.
Dados concretos:Benagil fica 11 quilómetros a sul de Silves e 3,5 quilómetros a leste da Senhora da Rocha. Uma localização perfeita.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
FREDERICK WISEMAN: 1930-2026
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
PORQUÊ VIRIATO E NÃO REQUIÁRIO OU IBN QASI?
É para depois do Carnaval. Vai ser no dia 20, na minha alma mater. Vai ser interessante este regresso. Até porque há uma pequena e (quase inédita) história em torno de Ibn Qasi que irá ser por mim contada.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
RÁDIO SAUDADE - ÚLTIMA EMISSÃO
sábado, 14 de fevereiro de 2026
COMPLEXO BRASIL
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
ANATOLE CALMELS & SOARES DOS REIS
Cinco gessos, pouco vistos pelo público, estarão em exposição durante um mês, no coro baixo do Panteão Nacional.
Será o momento para revisitar estas obras de Anatole Calmels (1822-1906) e de Soares dos Reis (1847-1889), dois nomes de grande destaque na nossa escultura do século XIX.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
NA FREGUESIA ONDE VOTO...
domingo, 8 de fevereiro de 2026
DO ARCO DO CEGO A SANTA APOLÓNIA
Aguardava a conclusão de um trabalho à porta de uma casa de fotocópias, na Rua Dona Filipa de Vilhena. Ia trocando impressões com o meu amigo André Linhas Roxas, enquanto via passar os jovens da escola secundária ali ao lado. Eram 10 horas da manhã. Passa um grupo, munido de refrigerantes e folhados pré-fabricados. Daí a pouco outro grupo, com mais refrigerantes e bolicaos e outras trampas do género. Depois, daí a minutos, mais rapaziada, artilhada com refrigerantes e donuts ou algo parecido. Tinham, todos, ar de excesso de peso.
Não deixei de pensar no tema, durante toda a manhã. À hora do almoço, e tendo de rumar à Baixa, parei na "Maçã Verde", mesmo junto à estação.
"Hoje temos um prato dietético", disse-me o empregado, com ar de boa disposição.
"Qual?", perguntei, meio-desconfiado.
"Rancho à transmontana". Foi isso, mais um copo de vinho tinto, pão e café.
Um almoço excelente, ainda que solitário. Ainda há sítios assim, onde o lixo pré-fabricado não entra.
Receita em:
O PIOR É O SILÊNCIO
As bojardas racistas da criatura têm um histórico. Desta vez, contudo, "esmerou-se"... Não há palavras que cheguem para condenar a ordinarice, a javardice e a violência do que se passou.
Ofensivo é também o silêncio dos líderes mundiais. Quam cala consente...
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
ANDALUZA
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
EL SUR
Ao regressar ontem à noite a casa, no meio do frio e de uma bátega que se abatia sobre Lisboa, recordei-me – quase sem saber bem porquê – de um bilhete-postal de Sevilha. Não de um bilhete-postal qualquer, mas de um que se vê, em dado momento, num filme. Sevilha, o sul e o sol são, em “El sur”, de Victor Erice (1984), uma imagem distante e mítica. O local onde alguém nunca regressou.
Neste filme pouco vulgar conta-se a história de uma miúda fascinada com o passado do pai e com o sul. Ambos se misturam. O filme passa-se no norte e as paisagens meridionais surgem em bilhetes-postais, que nos dão uma visão da distância que acentua o seu onirismo. A música é de Enrique Granados e não podia haver melhor acompanhamento para aquele desfilar de postais coloridos. Que sugerem mistério, distância e nostalgia. Deveria ter sido rodada uma segunda parte, onde todo o mistério da vida do pai no sul seria desvendado. O sucesso do filme, e dificuldades financeiras, inviabilizaram a rodagem da continuação. Há males que vêm por bem e tom de mistério manteve-se. Sempre gostei de filmes onde as miragens nem sempre se concretizam e onde podemos olhar o mundo imaginado um pouco à distância. El sur é uma peça de artesanato, bela e única. Tenho pelo filme uma intensa paixão, que ainda hoje se mantém.
E ”sul” é uma palavra mágica. Como neste filme de Erice, como no conto de Jorge Luis Borges, que funciona como um túnel do tempo, como em “Viagem em Itália”, de Rosselini, onde as imagens do sul são o cenário de uma reconciliação, como no filme mal compreendido e mal avaliado Sammy going south, de Alexander Mackendrick. E que é a história de um rapazinho que corre todo o continente africano em busca do seu sul.
Cine Arcadia é o nome da sala de cinema que aparece no filme de Victor Erice. Arcadia remete-me para Reviver o passado em Brideshead e para todos os momentos de Arcadia. E para Juan Ramón Jiménez, que escreveu “Mi plata aquí en el sur, en este sur, / conciencia en plata lucidera, palpitando / en la mañana limpia, / cuando la primavera saca flor a mis entrañas!”.
Daqui a pouco, já faltou mais, chega a primavera. Haverá romarias e a Feira de Abril, em Sevilha. Haverá a feira de maio. Haverá o sul, que me falta todos os dias. Em especial nas noites como a de ontem, de chuva e frio e com uma tempestade de nome apropriadamente nórdico.
sábado, 31 de janeiro de 2026
SEM NOVIDADES NEM SURPRESAS
Houve uma tempestade. Dura e com coisas imprevisíveis.
O pior veio depois. E o pior dura até hoje. Falhas nas comunicações. Ausências de responsáveis no terreno. Impreparação. Inexistente logística. Descoordenação. "Explicações" inenarráveis (do Secretário de Estado da Proteção Civil). Os problemas entregues "aos de sempre": Câmaras, Juntas, Bombeiros, Populações.
Insuficiências conhecidas e explicadas no outro dia, na televisão, por um bombeiro. O que aconteceu foi o que se esperava: o CAOS.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
PRÉMIO GULBENKIAN PATRIMÓNIO - MARIA TEREZA E VASCO VILALVA 2026
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
UM DIA NA PRESIDÊNCIA: 10 ANOS
Faz agora dez anos (caramba!...) que teve início uma das iniciativas de que tenho melhores recordações do quadriénio 2013/2017: o UM DIA NA PRESIDÊNCIA. De que se tratou? De levar comigo, um pouco por toda a parte, alunos do Ensino Secundário, explicando-lhes o que era a função de presidente da câmara. Participavam em tudo: preparação das reuniões de câmara, depois nas reuniões propriamente ditas, nas discussões de projetos, no despacho de correspondência, nas visitas a obras, etc. Democracia direta, se assim se pode dizer. Um trabalho em esforço, numa tentativa de fazer da função um momento de pedagogia junto dos mais novos. Dando-lhes atenção e fazendo deles protagonistas. Valeu a pena, valeu mesmo a pena!
E tudo começou quando um jovem me perguntou, na Escola Secundária de Moura "mas afinal, o que é que faz o Presidente da Câmara?". Fiquei embatucado, sem ser capaz de dar uma resposta clara e que (lhe) fizesse sentido. Ia explicar o quê? E como? Disse-lhe, honestamente, que ia pensar na resposta. Pedi-lhe o contacto. Ainda antes de chegar à Praça, já tinha a "solução". Não podia explicar, só poderia mostrar. No terreno. Assim se fez. Assim pus no terreno 34 jovens cidadãos.
Na fotografia, "explicando" o frenesim do meu quotidiano, num dia de janeiro de 2017:
domingo, 25 de janeiro de 2026
AO DESCONCERTO DO MUNDO
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
O CRONISTA ANACRÓNICO
António Araújo escreveu uma crónica sobre um espião. Até aí, nada de novo. Mas depois resolveu inovar. E disse que o espião foi preso antes de ir para o outro lado da Cortina de Ferro. Cortina de Ferro? Em 1994??? Bois Yeltsin era o Presidente da Rússia. Ver muitos filmes do 007 dá nisto...
Aldrich Hazen Ames (1941-2026), a morte de um traidor
A detenção teve lugar na manhã de segunda-feira de 21 de Fevereiro de 1994, quando Ames se preparava para sair de casa rumo ao trabalho. No dia seguinte, estava previsto que viajasse até Moscovo, onde iria participar numa conferência, pelo que o FBI, não querendo correr o risco de que ele se escapulisse em definitivo para o outro lado da Cortina de Ferro, antecipou a sua prisão.
https://www.publico.pt/2026/01/18/mundo/noticia/aldrich-hazen-ames-19412026-morte-traidor-2160956
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
FRANCISCO SIMÕES (1946-2026)
"Já disse 37 vezes que é do Partido Comunista", comentou-me, ao ouvido, um amigo que assistia a uma palestra de Francisco Simões. Na qual ele recordava a amizade e a cumplicidade artística com um pintor, já falecido. "Exagerado... só disse isso quatro vezes", respondi-lhe.
No fim, apresentei-me a Francisco Simões. Conhecia e admirava a sua obra. Desafiei-o a passar pelo Panteão. Já não irá, com muita pena minha, embora tenhamos uma obra sua em exposição a partir de 5 de março.
Passo, com muita regularidade, pela estação de metro do Campo Pequeno. O grande protagonismo do sítio está nas obras de Francisco Simões. Vou recordar-me disso logo, ao fim da tarde.
domingo, 18 de janeiro de 2026
NÃO!
Lembram-se disto?
Eu lembro-me. Disputavam-se as eleições presidenciais de 2002, em França. Lionel Jospin tentava, pela segunda vez, chegar ao Eliseu. Falhou, de forma clamorosa. No dia 21 de abril de 2002, passavam à segunda volta Chirac e Le Pen. Foi esta a primeira página do Libération:
sábado, 17 de janeiro de 2026
CAN 2025
A final da CAN é amanhã e o Congo está fora de prova desde os oitavos de final. O título de 1974 (enquanto Zaire) já lá vai há muito.
Mas o que verdadeiramente me impressionou nesta campanha foi a extraordinária performance de um homem Michel Nkuka Mboladinga. Ele foi Lumumba. Como se lê no site da BBC:
He stood on a pedestal with his right arm raised - just like Lumumba's famous statue in DR Congo's capital, Kinshasa - as fans around him cheered.Michel Nkuka Mboladinga has supported the Democratic Republic of Congo by dressing up as the country's revered first leader Patrice Lumumba and remaining stock-still throughout every match.
He stood on a pedestal with his right arm raised - just like Lumumba's famous statue in DR Congo's capital, Kinshasa - as fans around him cheered.
Patrice Lumumba (1925-1961) foi um patriota congolês chacinado pelo imperialismo (Bélgica, Reino Unido, Estados Unidos, oh sim a democracia 😍 e os direitos humanos...), faz hoje 65 anos.
A sua memória permanece viva. Felizmente.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
JOSÉ VELOSO DE CASTRO
O primeiro "embate" deu-se, há meses, numa cerimónia na Direção de História e Cultura Militar. Estavam expostas algumas fantásticas imagens de alguém que desconhecia. Fiquei, sem razão, quase envergonhado por nunca ter ouvido falar de José Veloso de Castro (1869-1945). Um militar que foi um extraordinário fotógrafo, agora resgatado ao esquecimento pelo trabalho de investigação de Carlos Pedro Reigadas. Um verdadeiro acontecimento.
Um registo de dezenas de fotografias, que ainda pode ser visto, até final do mês, no Museu Militar de Lisboa.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
MOURA EM 1510: OS DESENHOS DE DUARTE DARMAS
Sexta será dia de (mais um) regresso à pátria de origem. Desta vez para, na Taberna do Liberato, retomar um tema que me é caro: o das leituras do urbanismo antigo. O que é se pode reconhecer passados 500 anos? Que modificações houve? Que permanências se podem constatar?
E tudo isto em dois dos meus lugares de eleição: a Mouraria e a Taberna do Liberato. Um e outro são Património.
sábado, 10 de janeiro de 2026
AINDA AQUI ESTOU
Ainda aqui estou... No blogue, no "exílio" lisboeta, em atividades diversas, na direção do monumento. A fotografia é de Daniel Rocha, para o "Público", e é da reportagem que Lucinda Canelas veio fazer ao Panteão Nacional, em 2021. Ainda aqui estou, quando às vezes me vaticinavam vida curta no Panteão. 4 anos e 9 meses cumpridos.
A maior parte da carreira já lá vai. Não me posso (nem quero, nem devo) queixar do percurso. Dentro de quatro anos passarei para outra fase.
De momento, termino o relatório de 2025 e preparo o ano de 2026: livros (cerca de uma dezena), exposições (seis ou sete, depende de que coisas que não controlo), concertos (doze, para já), produção de materiais para invisuais, conferências e colóquios. E mais umas cartas na manga.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
A BOBINA ESQUECIDA
Promessa cumprida. Tinha dito a uma amiga que iria procurar a bobina original do filme sobre Moita Macedo, rodado em super-8. Corresponde ao projeto de montagem inicial (tem a pista de som - ver seta azul -, colocada pelo Centro de Cooperação Técnica), que foi depois retocado em 2013. Ao ver os primeiros frames, à transparência, à maneira antiga, dei-me conta que há material inédito de interesse documental. Há histórias que nunca acabam...