terça-feira, 16 de abril de 2024

O JOÃO OLIVEIRA! O JOÃO OLIVEIRA É QUE É!!! QUAL JOÃO OLIVEIRA???

O João Oliveira anda, desde há umas semanas, desaparecido dos media. Quando não era candidato "ele é que era", "ele é que devia ser", "o vosso camarada João Oliveira é melhor que o Raimundo e que os outros todos", "vocês têm sempre os mesmos, o João Oliveira é que era!". Por sinal, o cabeça de lista ao Parlamento Europeu é o João Oliveira. Não a pedido, claro, mas por ser o camarada que reúne melhores condições. Subitamente, o João Oliveira sofreu um eclipse. Ou melhor, fala-se é do seu homónimo do Big Brother...

Só a muito custo veremos o João Oliveira nas televisões e nos jornais nas próximas semanas. Mas o João Oliveira é que era... Se fosse ele...


segunda-feira, 15 de abril de 2024

CANTE ALENTEJANO, VOZ E SANTA ENGRÁCIA

O cante alentejano no Panteão Nacional. Porque o Dia da Voz é, também, o Dia de Santa Engrácia. Dia 20, às 17 horas, com entrada livre.

Seis grupos de outras tantas localidades: Amareleja, Évora, Moura, Pias, Serpa e Vila Nova de S. Bento.


ESTA VIDA DAS AUTARQUIAS ESTÁ A DAR CABO DE MIM, RAPARAPARAPARAPARAPARAPARIM

Este é um desafio e tanto. A experiência de ex-autarca e de diretor de um monumento nacional. É sobre isto que os moços querem que eu vá falar. E da forma como vejo a responsabilidade cívica, que cabe a cada um de nós.

Então vamos a isso, num sessão (para mim) inédita, ante uma plateia de alunos de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra. A terra pode não tremer. Já eu 🙂...

domingo, 14 de abril de 2024

MANHÃ ÁUREA

Foram mais de quatro quilómetros entre a subida e a descida. Um percurso habitual, mostrando aos alunos, ao vivo. o que se faz e como se faz a integração do património arqueológico no quotidiano de uma cidade.

O Aurea Museum Hotel alberga uma dessas experiências. Passagem obrigatória pelo excecionla Teatro Romano de Lisboa. E pelo Castelo de S. Jorge.


sábado, 13 de abril de 2024

MOURA - 25 DE ABRIL? QUAL 25 DE ABRIL?

Com exceção de uma atividade do Museu Municipal, o programa dos 50 anos do 25 de abril promovido pelo Município em nada se afasta do que foi feito em anos anteriores. E um cinquentenário não deveria uma qualquer e banal celebração.

Nem uma reflexão digna desse nome.

Nem uma exposição.

Nem uma explicação do que era o concelho durante o Estado Novo.

Bem entendido, uma proposta feita pelo PCP no âmbito da Assembleia Municipal foi rejeitada.

Nada sobre o quotidiano das populações, nem sobre a falta de liberdade, nem sobre a polícia política. Nada de nada.

O pior de tudo, como diz um amigo meu, a propósito da gestão autárquica em Moura? É a banalização da mediocridade.


sexta-feira, 12 de abril de 2024

TUDO POR ACASO, CLARO...

São 21 títulos ao serviço de seis clubes em três continentes (Braga, Benfica, Sporting, Al-Hilal, Flamengo e Fenerbahçe). Isto foi tudo por acaso, claro...

Excelentes mesmo são aqueles que nunca ganham nada.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

O PANTEÃO NA EUROVISÃO (RIMA E É VERDADE)

A cantora iolanda escolheu o Panteão Nacional para o seu vídeo promocional para a campanha de Malmö.

A gravação teve lugar há umas semanas. Respeitámos, claro, o compromisso de não revelar esta iniciativa. "Estamos" na Eurovisão pelo segundo ano consecutivo. Uma visibilidade que me/nos agrada.


quarta-feira, 10 de abril de 2024

É UMA VEZ UM MUSEU

Visita, ao final da tarde, com os alunos dos mestrados em Arqueologia e em Património da NOVA - FCSH, ao Museu Nacional de Arqueologia. Um percurso fundamental para se perceber o antes, o durante e o depois de uma intervenção de grande gabarito. O museu está aberto para obras.

Foi também o momento para rever/recordar detalhes da minha primeira visita ao museu, no início de 1974...









terça-feira, 9 de abril de 2024

CORO DOS EMPREGADOS DA CÂMARA

É tão vazia a nossa vida,

é tão inútil a nossa vida
que a gente veste de escuro
como se andasse de luto.
Ao menos se alguém morresse
e esse alguém fosse um de nós
e esse um de nós fosse eu…


… O Sol andando lá fora,
fazendo lume nos vidros,
chegando carros ao largo
com gente que vem de fora
(quem será que vem de fora?)
e a gente pràqui fechados
na penumbra das paredes,
curvados pràs secretárias
fazendo letra bonita.

Fazendo letra bonita
e o vento andando lá fora,
rumorejando nas árvores,
levando nuvens pelo céu,
trazendo um grito da rua
(quem seria que gritou?)
e a gente pràqui fechados
na penumbra das paredes,
curvados pràs secretárias
fazendo letra bonita,
enchendo impressos, impressos,
livros, livros, folhas soltas,
carimbando, pondo selos,
bocejando, bocejando,
bocejando.
Manuel da Fonseca


segunda-feira, 8 de abril de 2024

HOPKINS E O PASSAR DO TEMPO

Se não foi o melhor trabalho que alguma vez vi no cinema anda muito perto disso. Refiro-me ao desempenho de Anthony Hopkins em O pai. Talvez há uns anos achasse esse desempenho extraordinário. Agora é um pouco mais do que isso. Fica-se, pessoalmente, entre o desconforto e a incerteza.

domingo, 7 de abril de 2024

ALFERRAREDE HOPPERIANO

Pintura de Maria Lucília Moita (1928-2011) no MIAA - Museu Ibérico de Arqueologia e Arte. A estação de caminho de ferro de Alferrarede, em 1959, num registo um pouco hopperiano.

O MIAA, no antigo Convento de São Domingos, reabilitado com projeto de Carrilho da Graça, foi Museu do Ano em 2023.

sábado, 6 de abril de 2024

PANTEÃO ABRANTINO

Dá-se um passinho fora de casa e a primeira coisa que encontramos é... um panteão. Onde? No Castelo de Abrantes.

A igreja (Santa Maria do Castelo) é muito bonita e o projeto de recuperação é mesmo muito bom. Já o projeto museográfico me deixou sérias reservas, por ser demasiado intrusivo, precisamente o que não queria ser...

O Panteão é o da família Almeida, outrora poderosíssima, "aquém e além mar".


sexta-feira, 5 de abril de 2024

CONGELAMENTO

Deveria ter sido aos 46 anos, 9 meses e 7 dias. Em março de 2009 deveria ter chegado ao topo da carreira na Administração Pública. Graças aos governos do PS  e do PSD (a quem mui humildemente agradeço terem-me empatado a vida), esse posto foi atrasado 13 anos, 9 meses e 21 dias. No meio disto, houve carnavaladas como o SIADAP (ainda dura...), e houve o PRACE e o PREMAC etc.. E firmou-se-me uma certeza: os que vão gerir a administração pública não gostam da administração pública. Nem dos funcionários públicos.

Bom, agora já está. A paisagem de inverno, como esta de Caspar David Friedrich, já lá vai...

ÁLVARO FIALHO EM ENTRECAMPOS

Eram 22:50 e ia de saída do restaurante. É sítio onde fui "um par de vezes". Subitamente, olhei para um conjunto de quadros. Que me são mais que familiares. Mas nunca tinha reparado na serigrafia do lado direito. "É uma homenagem a Zeca Afonso", esclareceu o dono do restaurante. "Não me leve a mal", esclareci, "mas é uma serigrafia feita pela Câmara de Moura, em 1987. O tema é a feira". E adiantei, para o amigo com quem fui jantar, o nome dos três promotores da iniciativa (edição de livro e publicação da serigrafia): Matos Pereira, António Galvão e Jorge Pelica.

Álvaro Fialho, presente num restaurante em Entrecampos.




quinta-feira, 4 de abril de 2024

BABILÓNIA TOPONÍMICA: UMA RUA COM QUATRO NÚMEROS CINCO

O número da porta é o cinco. Lote cinco, para ser mais preciso. Usei o GPS. A rua era longa. Íamos no 73, depois apareceu um cruzamento, depois a rua passou para o número um. Mau maria. Avancei um pouco. Chegámos a um número cinco. Mas a casa não coincidia com a descrição. Avançámos mais um pouco. Encontrámos um lote cinco. Não, também não era aquele. Telefonámos à dona da casa. Disse para irmos em sentido contrário. Quando a rua estava, de novo, quase a terminar encontrámos outro número cinco. E vão três. Parei o carro. Toca o telefone "não é aí, eu estou-vos a ver, avancem mais uns metros; isso aí é o número cinco. A minha casa é o lote cinco".

Ou seja, a bendita rua tem quatro números cinco. Uma coisa borgesiana. Ou tarantiniana.


quarta-feira, 3 de abril de 2024

RUA DE SÃO MIGUEL

Estava a ler um texto sobre os trabalhos fotográficos do brasileiro Alécio de Andrade (1938-2003) quando parei numa fotografia: "Rua de São Miguel, Alfama, verão de 1974". Isto é mesmo ao lado do Panteão, pensei. São 500 metros, o que quer dizer que é "mesmo ao lado". Depois, assaltou-me uma dúvida "como é que aquilo estará?". Não foi difícil encontrar o sítio, porque o número de polícia se identifica numa porta.

Bom, e sem mais comentários, 50 anos volvidos está assim:


terça-feira, 2 de abril de 2024

ERA UMA VEZ O FASCISMO

Poupem-me, por favor!

Não digam à minha frente que “regredimos” nos últimos 50 anos. Porque não é verdade. Porque é um argumento que não tem ponta por onde se lhe pegue. Infelizmente, o desconhecimento, a ignorância e a falta de escrúpulos são terreno fértil para os oportunistas mais descarados e sem pingo de vergonha. Vamos a números (oficiais):

 

Taxa de analfabetismo

1971 – 26%

2021 – 3%

 

Despesa do Estado com a Saúde

1970 – 2,4% do produto interno bruto

2020 – 10,6% do produto interno bruto

 

Médicos por 100.000 habitantes

1970 – 94

2021 – 564 (seis vezes mais)

 

Bibliotecas municipais

1974 – 66 (não incluindo Rede Gulbenkian, que era de iniciativa privada)

2021 – 303

 

Estabelecimentos de ensino básico 2º. e 3º ciclos e secundário

1971 – 1833

2021 – 3587

 

Número de estudantes no ensino superior

1971 – 49.500

2021 – 433.000

 

Taxa de mortalidade infantil

1971 – 52 por mil

2021 – 4 por mil

 

Esperança de vida

1971 – 66 anos

2021 – 82 anos

 

Taxa de cobertura de esgotos (redes ao domicílio)

1971 – 17%

2021 – 86%

 

Taxa de cobertura de rede de águas ao domicílio

1971 – 40%

2021 – 96%

Num curto espaço de tempo, entre 1975 e 1990, os níveis de atendimento da população com serviços de águas e esgotos passam de 40% e 17%, respetivamente, para 80% e 62%.

 

Poderíamos continuar: poderia falar do número de gimnodesportivos, da prática desportiva, dos equipamentos culturais, do ensino da música, da investigação científica, da qualidade das publicações universitárias, do papel do poder autárquico em todo este processo etc. etc. Poderia falar, e detalhar, a melhoria das condições de vida das pessoas. Em resumo, Portugal deixou de ser o cantinho provinciano e atrasado da Europa para passar a ser um País desenvolvido. Com muito para corrigir e para melhorar? Certamente que sim, mas não por aqueles que dizem que “regredimos” e que representam o desejo de regresso ao passado.

 

Viva o 25 de abril!

Viva a Democracia!

Viva a Liberdade!


Crónica publicada em "A Planície"


segunda-feira, 1 de abril de 2024

JUDOCAS PORTUGUESES

No outro dia, um parolo facho declarava, solenemente, no twitter, "um africano não é um português". Jorge Fonseca nasceu em São Tomé e Príncipe. Presumo que a família de Tais Pina tenha raízes em África. São portugueses, de origem africana. Isto deve ser complicado de explicar ao parolo facho.



DIA 1097

Faz hoje três anos que iniciei funções como Diretor do Panteão Nacional. Hoje é o dia 1097 neste percurso. Um lugar na minha vida que me pareceria "improvável" há uns anos. Agora, é o local que me toma o quotidiano e onde (um velho e não muito bom hábito...), passo mais tempo que em qualquer outro sítio.

Amanhã é o dia 1098.

domingo, 31 de março de 2024

TODOS OS DIAS PENSO NISTO...

Ligo o carro de manhã e aquilo é só mensagens eletrónicas à direita e à esquerda. O painel à frente do volante parece uma árvore de natal com tanta luzinha.

Depois, entra em funcionamento a máquina do tempo. Regresso ao carocha amarelo. De Moura a Madrid, 15 ou 16 horas de viagem. Os vidros de trás não abriam. Não havia ar condicionado. Só havia cintos de segurança à frente. Só havia quatro velocidades. Quando chegava aos 120 trepidava por todos os lados, e parecia que ia levantar voo. A suspensão era de trator. O conforto era nulo. Caramba, que saudades do carocha amarelo!


BRASIL - 31.03.1964

Faz hoje 60 anos. Militares de extrema-direita desencadearam um golpe, depuseram o presidente João Goulart e deram início a uma ditadura, sem lei nem roque, que durou mais de duas décadas. Muitos assassinatos ficaram impunes.

Convirá recordar o papel ativo da CIA e do governo dos Estados Unidos - os da dimócrassi e iuman ráites - neste golpe.

sábado, 30 de março de 2024

OS NOVOS AVIÕES DE FABRICO SOVIÉTICO

Li isto na quinta à tarde. Lembrei-me dos tempos da Guerra Fria. Quando havia um acidente aéreo com um avião construído "no outro lado" lá vinha a informação "caiu um Tupolev, de fabrico soviético". Agora, com a série de azares, o ónus passou a ter uma marca: "avião Boeing". É a vida.


sexta-feira, 29 de março de 2024

MARCEJANDO

"Está marcejando", dizia a minha avó Joaquina do Ó Ferreira (1909-1975), quando o tempo estava assim, de chuva e sol alternado. Era a sua tradução de um conhecido ditado popular. Imagino, mas não mais que isso, que poderá ser um localismo da Amareleja. Será? Em todo o caso, o verbo marcejar existe, com este preciso sentido, na língua catalã.

A PASTA DA CULTURA

Não é muito frequente os governos de direita terem ministério da cultura. Agora a pasta vai caber a Dalila Rodrigues, até aqui diretora do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém.

É bom haver ministério nesta área. Também é bom que seja alguém que conhece o setor a ter a pasta. O resto se verá. Ou, como dizia um jogador de futebol, "prognósticos só no fim do jogo".

quinta-feira, 28 de março de 2024

DA MÚSICA ÀS PALAVRAS

Entre domingo e ontem tivemos a 11ª. e 12ª. iniciativa de 2024. Como em anos anteriores, a média é uma coisa por semana. No domingo, houve o espetáculo com o Quarteto de Clarinetes de Lisboa. Onde, foi uma conversa a dois mais um. Francisco Moita Flores e Luís Afonso foram contar o que é escrever sobre a morte.

Em abril haverá mais. E haverá iniciativas diferentes. Há que evitar a letal rotina...

quarta-feira, 27 de março de 2024

PANTEÃO GUINEENSE

A fotografia deve ter quase 15 anos. Fi-la no Forte da Amura, onde está sepultado Amílcar Cabral. Gosto de Bissau e gosto da Guiné-Bissau. Duas idas lá foram mais que suficientes para fixar essa convicção. Gostaria de voltar, bem entendido.

terça-feira, 26 de março de 2024

LISBOA ISLÂMICA: um "fail" com um lustro

Faz agora cinco anos (o tal lustro) trabalhava eu no projeto de uma exposição sobre a Lisboa Islâmica. Iria ser no Mercado do Forno do Tijolo. Só que, depois, com o pretexto de que o projeto da Casa da Diversidade, promovida pela Junta de Freguesia de Arroios, ia mesmo arrancar, a ideia foi "vetada" para aquele local. Já havia guião e uma ideia de como iria funcionar. Ingénuo como sou, achei que a exposição iria mesmo em frente. Percebi, muito mais tarde, as razões do falhanço...

Não houve exposição.

Não houve Casa da Diversidade.

A presidência da Junta de Arroios mudou. A presidência da Câmara de Lisboa mudou.

Vi, no outro dia, que está lá uma exposição promovida pela Ephemera. Valha-nos isso! Um lustro volvido regressarei ao Mercado do Forno do Tijolo.





segunda-feira, 25 de março de 2024

GRÉCIA

Hoje é o Dia Nacional de Grécia. Uma edição recente de poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen, com traduções de Nikos Pratsinis, foi a minha evocação ao início da tarde de ontem. Um dia sob o signo do azul helénico.























ÍTACA

Quando as luzes da noite se reflectirem imóveis nas águas verdes de Brindisi

Deixarás o cais confuso onde se agitam palavras passos remos e guindastes

A alegria estará em ti acesa como um fruto

Irás à proa entre os negrumes da noite

Sem nenhum vento sem nenhuma brisasó um sussurrar de búzio no silêncio

Mas pelo súbito balanço pressentirás os cabos

Quando o barco rolar na escuridão fechada

Estarás perdida no interior da noite no respirar do mar

Porque esta é a vigília de um segundo nascimento

O sol rente ao mar te acordará no intenso azul

Subirás devagar como os ressuscitados

Terás recuperado o teu selo a tua sabedoria inicial

Emergirás confirmada e reunida

Espantada e jovem como as estátuas arcaicas

Com os gestos enrolados ainda nas dobras do teu manto



ΙΘΑΚΗ

Όταν τα φώτα της νύχτας θα αντιφεγγίζουν ασάλευτα

στα πράσινα νερά στο Μπρίντιζι

Θα αφήσεις την ταραγμένη προβλήτα με το πηγαινέλα

από λέξεις, βήματα, κουπιά και γερανούς

Η χαρά θα ανάβει μέσα σου σαν καρπός

Θα πας στην πλώρη ανάμεσα στα μαύρα σκοτάδια της νύχτας

Δίχως κανέναν άνεμο δίχως καμία αύρα μονάχα ένα ψιθύρισμα

από το κοχύλι στη σιωπή

Όμως από το απότομο λίκνισμα θα μαντέψεις τους κάβους

Όταν το καράβι γλιστρήσει στην επτασφράγιστη σκοτεινιά

Θα είσαι χαμένη στο εσωτερικό της νύχτας στην ανάσα της θάλασσας

Γιατί αυτή είναι η ξαγρύπνια μιας δεύτερης γέννησης

Ο ήλιος ξυστά στη θάλασσα θα σε ξυπνήσει στο απέραντο γαλάζιο

Θα ανεβείς αργά σαν τους αναστημένους

Θα έχεις ανακτήσει αυτό που σε διακρίνει και την αρχική σου σοφία

Θα αναδυθείς επιβεβαιωμένη και συμφιλιωμένη

Ξαφνιασμένη και νέα σαν τα αρχαϊκά αγάλματα

Με τις χειρονομίες μπλεγμένες ακόμη στις πτυχές του μεγάλου

σου πέπλου

domingo, 24 de março de 2024

HASHTAGS DO FIM DO DIA

Vem aí a Páscoa. Estou há quase três anos na direção do Panteão Nacional. Este ano de 2024 está planificado. Haverá, até dezembro:
11 livros publicados ou preparados;
1 exposição no coro baixo;
2 exposições mais pequenas no coro alto;
4 exposições na sala das temporárias;
9 espetáculos musicais.
Mais outras coisas ainda não previstas.

São esses os meus hashtags?

Não são. São outros. Aproveitarei os próximos finais de tarde em volta de #leicam6 #leicar7 #hp5 #fp4 #manfrotto etc. Não me aborrecerei, em todo o caso.




sábado, 23 de março de 2024

RÁDIO SAUDADE - 12 SEMANAS...

O programa lá vai avançando. Onze emissões estão passadas e, segundo me diz o José Manuel Albardeiro, com bons índices de audiência. Antes assim...

Que se segue?

Emissão 12 - Luís Rendall

Emissão 13 - Ary dos Santos

Emissão 14 - Dick Farney

Emissão 15 - Conjunto de Oliveira Muge

Depois? Celia Cruz, Zeca Afonso, Milva, Carlos Ramos, Gal Costa, etc. Sempre alternando entre portugueses e não-portugueses.

Até ao programa 15 está tudo gravado, até à emissão 30 estão os textos escritos, até à emissão 44 (será José Mário Branco, lá para novembro) está tudo selecionado.


sexta-feira, 22 de março de 2024

A LIBERDADE ESTÁ A PASSAR POR AQUI

Recordo-me de ainda ter visto o quartel, o Trem Auto. Há mais de 50 anos. Na quarta-feira (eram 17:58:53, mesmo, mesmo a começar a aula...) fotografei este chaimite no pátio, perto da Torre B. Tinha cravos. Davam um ar de abril à faculdade.

A Liberdade também passou e passa por ali.


quinta-feira, 21 de março de 2024

ACORDAI!, HOMENS QUE DORMIS

Hoje não há muito mais a dizer...
Palavras de José Gomes Ferreira e de Fernando Lopes-Graça.
Acordai!

Acordai
Acordai
Homens que dormis
A embalar a dor
Dos silêncios vis
Vinde no clamor
Das almas viris
Arrancar a flor
Que dorme na raíz
Acordai
Acordai
Raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras do mar
O mundo e os corações
Acordai
Acendei
De almas e de sóis
Este mar sem cais
Nem luz de faróis
E acordai depois
Das lutas finais
Os nossos heróis
Que dormem nos covais
Acordai!



quarta-feira, 20 de março de 2024

MUITO MELHOR QUE POTSDAM

Stefano Scaramuzzino, diretor do Instituto Italiano de Cultura, Fausto Giaccone, fotógrafo, e eu. No final de uma jornada de trabalho, para uma iniciativa que tomará forma dentro de um mês.

O Stefano sugeriu esta pose. Não me pareceu nada mal. 


terça-feira, 19 de março de 2024

JOSÉ MANUEL GARCIA MARQUES SEVERINO - 70 ANOS

Pois é...

Faz 70 anos hoje.

Este foi um dos seus "sketches" mais delirantes. Já lá vão 33 anos.



CASTELO DE SÃO JORGE

Amanhã é dia de ir ao castelo. De manhã, que de tarde há um projeto em preparação para o monumento do costume e tem de ser preparado com todo o pormenor.

Em todo o caso, será um prazer regressar ao Castelo de S. Jorge. Aceitei o convite com todo o gosto. É sempre bom estar entre amigos. O meu tema vai andar em volta das casas e do quotidiano, o que não será bem uma surpresa...

Programa em: https://castelodesaojorge.pt/wp-content/uploads/2024/03/ProgramaUsos_Castelo.pdf

segunda-feira, 18 de março de 2024

UM FILME PARA ESTES DIAS: BULWORTH

Bulworth (1998) não foi um grande sucesso. Mas tem uma certa graça, no meio daquele discurso totalmente improvável. Vale a pena revê-lo, em toda a sua naïveté, à luz das coisas que vão acontecendo nos nossos dias.