terça-feira, 16 de julho de 2024

CAIXA CULTURA: OS VENCEDORES DA 5ª. EDIÇÃO

E eis que chegamos à quinta edição do Caixa Cultura. Melhor dizendo, à divulgação dos premiados nesta quinta edição.

E que são quais e quem?

  • Livrinhos do Teatro 2024/2025
    Artistas Unidos
  • CD Livro Fernando Lopes Graça
    Miguel Borges Coelho
  • Baixos Sumptuosos da Patriarcal
    Associação Bonne Corde
  • Documentário sobre Maria Filomena Molder
    Abílio Leitão Unipessoal Lda.
  • FIMCO / Jovem Orquestra Portuguesa
    Orquestra de Câmara Portuguesa
  • Súbito - Festival Mulheres Compositoras
    Maria Luísa Olazabal Correia da Silva
  • Sonhar África num Outono em Lisboa - uma memória - geradora
    Chapitô | Coletividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina

Projetos estimulantes e de futuro. Ver mais aqui: https://www.cgd.pt/Institucional/Caixa-Cultura/Pages/Caixa-Cultura.aspx


JÁ SÓ FALTA UM ANO...

Hoje de manhã cedo dei comigo a pensar nisto. Pois é!, já só falta um ano. Ou, ainda falta um ano...


O AMIGO DA BRIGADA DE TRÂNSITO

O empregado daquele restaurante, no Alto Alentejo, devia ter alguma relação de amizade com a brigada de trânsito da GNR. O casal brasileiro, que ia para Monforte (a 25 kms.) hesitava em beber vinho (é o que dá canibalizarem o espaço e colocarem as mesas a menos de meio metro umas das outras; conversas em privado só em sotto voce). O empregado, daqueles melgas que falam, falam, falam, e opinam sobre tudo, sai-se com esta: não há problema, comendo bem, pode beber, à von-ta-de, três garrafas de vinho. Pensei, "este quer enfrascar o cliente". O senhor brasileiro, ajuizadamente, bebeu dois copos e levou o resto da mui cara botelha.

Ninguém ficou assim, como no célebre quadro de José Malhoa...

segunda-feira, 15 de julho de 2024

A BANDA DA AMARELEJA NO CAMPO PEQUENO - PARECE QUE É DESTA

A notícia foi-me transmitida por várias pessoas, incluindo músicos da banda. A Banda da Sociedade Filarmónica União Musical Amarelejense vai estar no Campo Pequeno, a abrilhantar a corrida de touros de dia 22 de agosto. Lá estarei.

Deixo aqui uma imagem de "outros tempos" (2016), na Torre do Relógio (fotografia de Carla Ascenção).


sábado, 13 de julho de 2024

LXVII - CRÓNICAS OLISIPONENSES: OS MOTORISTAS DA CARRIS

Esta é uma crónica de bem-dizer e é sobre os motoristas da CARRIS. A tarefa não é fácil e é frequente os utentes descarregarem nos motoristas as falhas de serviços que não são deles. Os motoristas da CARRIS são lusitanos típicos - esperam pelas pessoas, reabrem a porta quando chega um retardatário esbaforido -, têm paciência, põem no lugar quem o merece e fazem daquele serviço, que é para todos nós, algo de bom. Profissionais a sério.

Nem todos são simpáticos, claro, mas mesmo esses são prestáveis. Digo eu, utente regular do 711, do 724, do 728, do 742, do 750, do 754, do 760, do 764, do 799.

Vivam os motoristas da CARRIS.


sexta-feira, 12 de julho de 2024

O MAR! O MAR!

É um dos melhores sítios, e uma das mais belas baías, para se celebrar o mar e para recordar Sophia. Refiro-me a Sines. A Marsa Hashine do texto de al-Himiary.

Vai ser inaugurada amanhã à tarde a remontagem da exposição "Thalassa! Thalassa! O Mar e o Mediterrâneo na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen". Do Panteão e da Culturgest para o Atlântico. Passarei por lá dentro de semanas.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

FESTA DO SETE - 11.7.1981

Foi há 43 anos... Quase custa a dizer. Os exames do 12º. ano tinham acabado e eu tinha a certeza de que iria entrar na minha primeira opção: História - variante de História da Arte, na Faculdade de Letras de Lisboa. A nota de candidatura não era nada de especial (14,85), mas entrei, folgadamente. Os anos seguintes correram francamente bem .

Estava, portanto, em dias de descompressão. Solitário militante, fui sem companhia para a memorável Festa do Sete, um jornal de artes e espetáculos que teve grande sucesso na década de 80. Estou algures por ali, onde está o círculo vermelho. Por lá encontrei um certo candidato ao curso de Economia e Gestão no ISE, de quem fui colega no liceu e de quem sou amigo há quase 50 anos. Lembro-me dele aos saltos durante a atuação dos Táxi...

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A FESTA DA PADROEIRA

Entre 1970 e a presente data só falhei duas (1993 e 1997). Por razões profissionais. Jurei que não voltaria a balburdiar a agenda...

Em 2000 foi feito um registo fotográfico da Festa. O livro, de boa memória, saiu em 2001.


NÃO QUERENDO SER ASSIM MUITO CHATO...

... gostava que me explicassem onde está a razão da euforia, à esquerda. A extrema-direita ultrapassou, em França, os 10 milhões de votos e conseguiu 37% do voto popular. Um resultado que lhe convém e que lhe permite vitimizar-se.


terça-feira, 9 de julho de 2024

A ENTREVISTA

Vi em diferido e fiquei preocupado com o que ouvi. É como se a PGR vivesse num universo paralelo. Não pude deixar de notar, contudo, a sua superior inteligência. Fria e cínica, mas superior, sem dúvida.

Também não pude deixar de notar a elevada qualidade do trabalho do jornalista. Preparadíssimo, sem dúvida. Já li críticas por não ter feito o contraditório. Manifestamente, há quem confunda entrevista com debate. Só houve um questão que tive pena que não tivesse sido abordada: a das fugas de informação. Onde haverá responsabilidades "repartidas". Mas valia a pena que a pergunta tivesse sido feita...

segunda-feira, 8 de julho de 2024

JOSÉ BAIOA (1940-2024)

Deixou-nos há dias e tive pena de não ter estado em Mértola. Lembro-me da chegada de José Baioa a Moura, no início dos anos 70. Ainda não era um futebolista veterano, mas para lá caminhava. Envergava a camisola 8. Fez parte, com Bento Feliciano (6) e com Francisco Piçarra (7), de um meio-campo talentoso e empenhado. Era muito rápido e hábil. A entrega e a generosidade daqueles jogadores era total. Ainda não havia SAD, os jogadores eram todas da região e o Maria Vitória estava sempre à cunha. Jogadores como José Baioa para isso contribuíam.

Tenho ideia de que morava na zona da Capinha Rota, mas isso pode não ser preciso. Voltei a encontrá-lo, em Mértola, anos mais tarde. Não me reconheceu, claro, mas quando me apresentaram perguntou, de imediato, "então e o amigo João [meu pai, antigo diretor do MAC], como está?". Depois disso, muitas vezes nos cruzámos, pelas ruas da vila.

Deixou-nos um homem generoso e fraterno, um democrata que se envolveu nas causas do seu Povo. Foi vereador da Câmara de Mértola eleito pela APU, já lá vão 40 anos.

Começam a ser muitas partidas, caramba...



domingo, 7 de julho de 2024

NACIONAL-FARAGISMO

Uma inesgotável capacidade de dizer disparates e de lançar chamas.

Faz lembrar um certo político da Lusitânia que, para cada solução, tem três problemas...

Um dos temas preferidos de Nigel Farage é a invasão do Reino Unido por emigrantes que chegam por via marítima.

Recentemente...

As part of the address, Farage also claimed that most Channel migrants came from countries known for "terrorism ... gang culture and war zones".

E já "avisou" que quando o tempo melhorar, o Reino Unido vai ser invadido.

A "solução" é deportar.

Uma solução que deve ter um sucesso semelhante ao do célebre muro de Trump. Que os mexicanos iriam pagar. Viu-se...




sábado, 6 de julho de 2024

AI SE NÃO FOSSEM OS EMIGRANTES...

O jogo acabou como se sabe. Cinco grandes penalidades e Portugal ficou fora do Europeu. Quem as marcou pela França e quais as suas raízes?

Dembélé - Mauritânia, Senegal e Mali

Fofana - Mali

Koundé - França e Benim

Barcola - França e Togo

Hernández - Espanha

Dispenso-me de fazer mais comentários.



sexta-feira, 5 de julho de 2024

RUTLAND WEEKEND TELEVISION - UMA SÉRIE GENIAL E ESQUECIDA

A série data de 1975/1976. No original tinha como título Rutland Weekend Television. Por cá deram-lhe o pouco inspirado título de "Os tevetas". Foram seus criadores Eric Idle (um dos Python) e o já desaparecido Neil Innes.

Toda a trama anda em torno de um imaginário canal de televisão. Os sketchs são hilariantes. Muitos deles seriam, pura e simplesmente, cancelados.

Este é o meu preferido. É sobre um ator de filmes pronográficos que, no dia-a-dia, tem um mais que respeitável emprego.

 

A letra é mais ou menos isto:

This man to all appearances is an ordinary man You wouldn't think to look at him that he had a single fan The dirty mackintosh brigade passing by without a glance Yet if he took off his clothes right now he'd be pumped by all at once Yes He's the Star of the Sexy Movies (yeah) though his life hidden by the grip (ooh) Wherever he goes when he's wearing clothes nobody recognizes him He's Mr. King as the Milkman in "Peeping Tom Came Too" He played the alcoholic in "Bathroom Frolics" and the bishop in "Kind of Blue" We never saw his face in "The Dirty Boat Race" with the Oxford and Cambridge Cox He was the one with a friend in "Third From The End" who never took off his socks Yes He's the Star of the Naughty Movies oh what a life he's lead On the fancy springs did all kinds of things He's the King of the king-sized bed Played Hell Hung Roger in "The Artful Lodger" and Brian in "Whips Ahoy" (Whips Ahoy) He was Wicked Keith in "Sex Without Teeth" the one with the vicar and the big blonde boy He played the lead in "She Stayed And Peeped" though his part was rather small (hoo) And it was tiny too in "The Girls Who..... Do" you could hardly even see it at all Yes He's the Star of the Dirty Movies and at night they film away When the morning comes he rejoins his chums a policeman during the day Yes He's the Star of the Sexy Movies with the first class tissy of shame When he's back on the beat he's kind of sleek a policeman during the day oh yeah "Evening all."

quinta-feira, 4 de julho de 2024

PORTUGAL 1975 - FOI ASSIM

Claro que é importante ter a sala cheia. Claro que os sucessos são melhores que os falhanços. Mas o melhor foi a emoção das palavras de Fausto Giaccone e de Paula Godinho, recordando os dias da Revolução. E a presença de pessoas do Couço.

A apresentação do livro "Portugal 1975" foi isto: um momento de celebração e presença do Povo no Panteão.



quarta-feira, 3 de julho de 2024

MEIO 2024

Três anos e três meses depois do meu início por estas bandas, foi este o estado das coisas no primeiro semestre de 2024 (com uma afluência de público a rondar os 85.000 visitantes).
Prevê-se um segundo semestre um pouco mais calmo. No final do ano, teremos, segundo a programação atual somado 40 iniciativas, uma média de uma cada nove dias.


22.1 – Iniciativa de homenagem das Embaixadas de França e da Alemanha de homenagem a Aristides de Sousa Mendes.

28.1 – 3º ciclo “Música no Panteão” – concerto por Pedro Santos.

19.2 – Início da gravação do programa “Visita Guiada”, difundido na RTP2 no dia 22.4.

25.2 – 3º ciclo “Música no Panteão” – concerto pelo Grupo Palazzo 1700.

10.3 – Encerramento da exposição “Modos de ver”: Alma de Lisboa, por Beatriz Lamanna.

14.3 – Exposição “Modos de ver”: Vanitas (MNAA).

14.3 – Inauguração da obra “Vanitas”, de Aryz (exposição na nave central).

15.3 – Gravação de videoclip da cantora iolanda, no âmbito do Festival Eurovisão 2024.

24.3 – 3º ciclo “Música no Panteão” – concerto Quarteto de Clarinetes de Lisboa.

27.3 – Colóquio “Escrevendo sobre a morte”, com Luís Afonso e Francisco Moita Flores.

14.4 – 3º ciclo “Música no Panteão” – concerto por Inês Cavalheiro.

18.4 – Celebração, em conjunto com o Mosteiro de São Vicente de Fora, do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

20.4 – Dar Voz a Santa Engrácia – 10º. aniversário do cante alentejano como Património da Humanidade.

30.4 – Exposição documental “Aquilino Ribeiro e as suas paisagens literárias” (coro alto).

07.5 – Inauguração da exposição “Fausto Giaccone – o povo no Panteão” (sala de exposições temporárias).

19.5 – 3º ciclo “Música no Panteão” – concerto pelo Trio de António Carrilho

25.5 – Sessão de homenagem a Aquilino Ribeiro, promovida pelas Câmaras Municipais de Moimenta da Beira, de Paredes de Coura, de Sernancelhe e de Vila Nova de Paiva.

25.5. – Concerto pela Orquestra do Conservatório Regional de Música de Ferreirim.

28.5 – Apresentação do livro “Enquanto vamos sobrevivendo a esta doença fatal” (iniciativa promovida pela SERVILUSA).

05.6 – Apresentação os novos folhetos digitais do monumento.

08.6 – Geracante: 2ª. edição.

23.6 – 3º ciclo “Música no Panteão” – concerto

24.6 – Apresentação do livro “Sophia”, de José Manuel dos Santos (iniciativa conjunta com a Caixa Geral de Depósitos).

27.6 - Exposição "Panteão, um olhar", com a participação de alunos do Agrupamento de Escolas 4 de outubro.

27.6 - Exposição “Modos de ver”: Sardinhas no Panteão, iniciativa conjunta com a Lisboa Cultura.


terça-feira, 2 de julho de 2024

NOMES ÁRABES DE TERRAS ALENTEJANAS

Que nome tinham as terras da nossa região há 800 ou 900 anos? Como podemos saber isso? Que base temos para as informações? Já agora, que nomes se mantiveram e quais os que foram alterados? Um trabalho recente para a revista marroquina “Hesperis-Tamuda” deu-me ocasião para, a partir de fontes geográficas (ar-Razi, al-Idrisi, Ibn Hawqal), de algumas narrativas históricas (Ibn Idhari, Ibn Hayyan) e de trabalhos conhecidos de investigadores (Reinhardt Dozy, Cláudio Torres, Fernando Branco Correia, nomeadamente), tentar uma reconstituição das principais vias da região e de recapitular algumas hipóteses de trabalho.

Primeiro ponto, e repetindo um dado que faço sempre questão em recordar: Yelmaniah ou, pior..., al-Manijah não é Moura. Trata-se de um erro de interpretação, e de confusão criada há décadas, a partir do nome árabe de Juromenha: Julumaniah (o sítio surge mencionado, pelo menos, num texto de Ibn Arabi).

Depois, “vamos a contas”, em relação a um conjunto de pequenos sítios, e deixando de lado as mais que evidentes Baja > Beja e Yabura > Évora:

Moura – Trata-se do sítio mencionado nas fontes como Laqant, como parece evidente a partir dos materiais arqueológicos da Alta Idade Média (as estampilhas encontradas em Moura com o texto “Ecclesia Santa Maria Lacantensis”) e das referências nas fontes escritas que se reportam ao período emiral (séculos VIII-X). Que o nome se altere posteriormente não é caso único. Surge já como “Mura” num texto de Ibn al-Alfaradi. Essas mutações são admissíveis no contexto do que o malogrado Christophe Picard chamava “a renovação urbana”, que surge no final do emirado.

Serpa – Aqui o nome não muda mesmo. Era Shirba na época islâmica e assim se mantém, como Serpa, depois da Reconquista.

Pedrogão – Poderá ser, segundo a hipótese de Abdallah Khawli, o sítio de Riba Awtah (margem alta), junto ao Guadiana e perto de Beja, onde se travou a batalha de Ubadah Bitrushah. As palavras derivam do latim "oppidum petrosum (fortaleza pétrea) e poderão, os dois dados toponímicos, ser referência às margens do rio, naquela zona. A hipótese é plausível, até pela proximidade entre Petrosum > Bitrushah > Pedrogão.

Santo Aleixo (?) – É, com elevado grau de probabilidade, o sítio que corresponde às minas de prata de Totalica, referidas por ar-Razi. O nome vem da ribeira de Toutalga, ali bem perto. Pode também admitir-se que o topónimo não corresponda, em rigor, a um só local, mas sim a um território. Que se situaria, nesse caso, algures entre Santo Aleixo e Ficalho.

Monsaraz – É, sem dúvida, a Sharysh de al-Idrisi, que ficava junto ao Guadiana. Não só temos o microtopónimo Xarez/Xerez como a fortaleza de Monsaraz também tinha a sua torre de Salúquia (manteve-se, pelo menos, até ao século XV com esse nome: Fernão Lopes refere, na Crónica de D. João I, a porta da Çollorquia).

Cuncos – Corresponde, como demonstrou Fernando Branco Correia ao sítio de Fr(u)nksh, local referido no “Muqtbais II”. A confusão de leitura na letra inicial tem origem num erro de transcrição: as letras árabes a que correspondem os sons C e F são muito semelhantes graficamente. Uma simples falha na transcrição “transforma” essas letras. Daí a confusão, resolvida por aquele meu colega e amigo.

Alconchel – É, segundo, creio, o local que corresponde à alcaria de Ukasha, mencionado num dos périplos do al-Idrisi. Ou seja, a correspondência far-se-á lendo al-Ukasha > Alconchel.

O caminho faz-se caminhando. Ainda há poucos anos sítios como Laqant, Sharysh, Ubadah Bitrushah, Totalica, Ukasha, Fr(u)nksh estavam por resolver. Agora temos, pelos menos, explicações plausíveis. Que o tempo se encarregará de confirmar (ou não...).

Crónica em "A Planície".

A fotografia é do site do Hotel de Moura.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

HÁ SARDINHAS NO PANTEÃO!

Como surgiu a ideia? De uma forma simples. Fomos buscar a todas as sardinhas dos concursos promovidos pela EGEAC as que tinham como tema o Panteão, ou onde era dado destaque ao monumento. Assim chegámos a cerca de três dezenas de sardinhas. Não chega a ser um cabaz, mas é muita sardinha. E são bonitas, por sinal.

Até outubro, as sardinhas dão um outro modo de ver o monumento.

sábado, 29 de junho de 2024

MODA DA LAVOURA

Um programa inesquecível: Povo que canta, de Michel Giacometti (1929-1990). Esta gravação data de final dos anos 60 e foi feita na zona de Ficalho. Basta ouvir ver/isto para ter vontade de regressar.


sexta-feira, 28 de junho de 2024

PORTUGAL, 1975

Acaba um semestre e começa outro. No início de julho será apresentado este catálogo de Fausto Giaccone, editado pela italiana POSTCART, com o apoio do Instituto Italiano de Cultura em Lisboa, do Panteão Nacional, da Câmara Municipal de Coruche e da Junta de Freguesia do Couço.

É um testemunho crucial dos acontecimentos. E é uma forma de termos O Povo no Panteão.


quinta-feira, 27 de junho de 2024

MÁSCARA Nº. 20: LISBOA, HOTEL BRITANIA

Mais uma cara numa rua de Lisboa. Num sítio especial, o Hotel Britania, projeto do arq. Cassiano Branco. Que bonita era a art-déco...


quarta-feira, 26 de junho de 2024

A ÁGUA DE OURO DOS RESTAURANTES ALGARVIOS

Aconteceu-me recentemente, em dois restaurantes da região algarvia. Pedi uma garrafa de água de 75 cl. Serviram-me água em garrafa de vidro "descaracterizadas". Era água da torneira. Na hora de pagar a conta; 2,70 €. Ou seja, naqueles restaurantes, um na Galé, outro nas Sesmarias (Albufeira). Continhas feitas, água a 3.600 euros o metro cúbico. O Turismo no Algarve tem disto...

Ao menos podiam servir a água em cristal da Boémia. Mas não.

terça-feira, 25 de junho de 2024

AGORA QUE TANTO SE FALA DE SAIPAN...

Fui "recuperar" estas fotografias com 80 anos da batalha que teve lugar na ilha, há exatamente 80 anos. São do grande Eugene Smith (1918-1978). A imagem do bebé nos braços do soldado está num dos livros mais importantes da minha vida: uma pequena brochura editada nos anos 70 pelas Seleções do Reader's Digest (Documentos fotográficos da Segunda Guerra Munidal).









SOPHIA, ONTEM

Foi, provavelmente, o último momento da exposição "Thalassa! Thalassa!". Depois do lançamento do catálogo, foi José Manuel dos Santos "desafiado" a publicar o texto de apresentação. A que juntou outros trabalhos sobre a obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. A obra ("Sophia") foi ontem trazida a público, numa sessão que teve lugar na Culturgest. Um muito bom momento, com a sala a abarrotar.




segunda-feira, 24 de junho de 2024

LISBOA ISLÂMICA, DIA 27

Ora aqui estamos nós, uma vez mais.

Uma cidade "meio pagã, ,meio cristã", como dia o norueguês Sigurd, no século XII.

Sessão online, no facebook.


domingo, 23 de junho de 2024

MUSEU NACIONAL RESISTÊNCIA E LIBERDADE, EM VÉSPERA DE DIA DE S. JOÃO

A "história" por detrás da produção deste texto e como ele surge no roteiro da exposição de Peniche é a parte menos importante. Essencial é que o texto tenha sido lido e que a Aida Rechena me tenha dito que o podia publicar:

Os museus guardam os objetos e as memórias que marcaram o nosso quotidiano, a nossa história e a do Mundo, prendem os olhos e os sentidos na beleza das artes, exercitam e alargam os horizontes da nossa cultura e humanidade. Mas este Museu Nacional da Resistência e Liberdade de Peniche é um museu singular, um museu destinado a resgatar a memória daqueles que ousaram oferecer a sua vida para resgatar a liberdade roubada durante quarenta e oito anos de repressão e obscurantismo.

Os presos chegavam de todos os lados e de todos os grupos sociais. Sepultavam-nos dentro das grossas paredes da Fortaleza que assentam sobre o mar. Ali ficavam. Os anos sucediam-se aos anos. Sem notícias, sem o alimento dos acontecimentos da vida social e familiar que ocorria lá fora, era um tempo sem sinais, um tempo quase sem memória. Os dias sucediam-se aos dias ao ritmo dos apitos e da formatura à porta das celas.

O mar bramia por baixo da fortaleza, respirava com ruído elevando pelas frinchas altos jatos de água. Era o companheiro fiel dos dias.

“Os nossos olhos são asas de gaivota roçando a flor das águas afagando-as em cada círculo ou rota ou pousados balouçando seguindo o movimento deste mar tão brando e logo tão violento.”

Na tarde de 20 de Maio de 1962 saiu da Fortaleza um preso com duas malas nas mãos e seis anos e meio de cárcere, os guardas e o chefe acompanharam-no até ao fim do passadiço. Uma mulher do Largo aproximou-se sem medo.

– Está a sair da Fortaleza? – Sim. – Deixe-me dar-lhe um abraço.

O preso pousou as malas e abraçaram-se profundamente. Nunca mais esqueceu aquele abraço. Hoje alarga-o a todo o povo de Peniche.

António Borges Coelho

27 de abril 2024


in

MNRL. (2024). 50 Anos da Libertação dos Presos Políticos em Portugal. Roteiro da Exposição Resistência e Liberdade. P. 248. Peniche: MMP, EPE.


sábado, 22 de junho de 2024

SOPROS

Poema de Birago Diop (1906-1989), ouvido no outro dia, na locução de um filme. Não conhecia e acho que vale a pena ler mais.


Escuta mais vezes
As Coisas que os Seres
Ouve-se a voz do fogo,
Ouve a voz da água.
Escuta no vento
Os arbustos que soluçam:
É o sopro dos antepassados.
 
Os que estão mortos nunca partiram:
Eles estão na sombra que se ilumina
E na sombra que alastra.
Os mortos não estão debaixo da terra:
Eles são a árvore que estremece
Eles são a madeira que geme
Eles são a água que corre
Eles são a água que dorme
Eles estão dentro de uma caixa, eles estão na multidão:
Os mortos não estão mortos.
 
 
Écoute plus souvent
Les Choses que les Etres
La Voix du Feu s’entend,
Entends la Voix de l’Eau.
Écoute dans le Vent
Le Buisson en sanglots :
C’est le Souffle des Ancêtres.
 
Ceux qui sont morts ne sont jamais partis :
Ils sont dans l’Ombre qui s’éclaire
Et dans l’Ombre qui s’épaissit.
Les Morts ne sont pas sous la Terre :
Ils sont dans l’Arbre qui frémit,
Ils sont dans le Bois qui gémit,
Ils sont dans l’Eau qui coule,
Ils sont dans l’Eau qui dort,
Ils sont dans la Case, ils sont dans la Foule :
Les Morts ne sont pas morts.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

ABBAS KIAROSTAMI NA RTP2

Onde fica a casa do meu amigo? A RTP2 passa hoje (às 22.55) este filme de Abbas Kiarostami, que foi rodado em 1987.

Vi-o há muitos anos. Em 2009 escrevi isto sobre o filme:

A primeira vez que vi este filme já ía a meio. Foi há alguns anos na RTP2. A história era simples e ainda fui a tempo de apanhar o enredo: um miúdo apercebe-se, ao chegar a casa, que tinha trazido o caderno de um colega. O filme acompanha o seu percurso, de rua em rua, de aldeia em aldeia, num Irão rural, à procura da casa do amigo, na vã tentativa de lhe devolver o caderno. O final é revelador e, para quem andou na escola primária e teve amizades assim, sem surpresas. É um dos filmes mais ternurentos que já vi e um dos raros que, na idade adulta, me comoveu a sério. Todos nós já tivémos um dia, há muitos anos, um amigo assim.

quinta-feira, 20 de junho de 2024

PRÉMIO PESSOA 2023

Cerimónia de entrega do Prémio Pessoa, simples, contida, mas cheia de significado. Retive, de uma das intervenções, estes dois excertos:

Simbolicamente, o cardeal José Tolentino de Mendonça escolheu como lema “Olhai os lírios do campo”. Um excerto do Evangelho Segundo São Mateus que poderia bem ser um haiku.

Talvez não possamos dizer como Aldous Huxley quando escreveu “só amamos o que conhecemos, e nunca conheceremos completamente o que não amamos. O amor é uma forma de conhecimento”. Porque há formas de amor que não são físicas nem visíveis. Mas estão connosco. Recordo o nosso poeta do século XI, Almutâmide, que dizia sobre quem amava “Invisível a meus olhos, / Trago-te sempre no coração”.


RUAS ESTREITINHAS E UM URBANISMO ASSIM TIPO-ÁRABE

Quando ouço a expressão "urbanismo muçulmano" tenho calafrios. É um conceito tão científico como "urbanismo budista" ou "urbanismo cristão".

Casas branquinhas, vielas estreitinhas, tudo soa a fado... A imagem de uma cidade antiga parece ser essa. Deve ter sido esse o entendimento do editor que escolheu esta imagem para ilustrar uma notícia sobre a Mouraria. Só que... a imagem é de Alfama, 800 metros a sudeste da Mouraria.

Bom, do mal o menos, vê-se o Panteão 😊


quarta-feira, 19 de junho de 2024

NON PIU ANDRAI, FARFALLONE AMOROSO

Isto foi no MET, em 1985. Ruggero Raimondi (n. 1941) estava então no auge das suas capacidades. Vem isto na sequência da pequena balbúrdia que foi, ontem, a comprar de bilhetes para a temporada do MET (via transmissão na Gulbenkian, bem entendido...). Ao menos, veremos em abril "As bodas de Fígaro" e em maio "O barbeiro de Sevilha". Aqui fica um toque a anunciar os dias que virão.




terça-feira, 18 de junho de 2024

CONTOS DO ESQUECIMENTO

Visionamento quase privado (por convite para arqueólogos, museólogos, antropólogos etc.) do filme "Contos do esquecimento", de Dulce Fernandes. Uma narrativa interessante sobre o que aconteceu numa escavação arqueológica em Lagos, onde se encontraram 158 esqueletos. Como? De quem? Porquê? As pistas são interessantes e a narrativa (que questiona, mas não mostra) é interessante.

Foi melhor o trabalho da realizadora-cineasta que a sua intervenção no final. Temo tempos de iconoclasia, à mistura com "desconstruções" de mais que duvidosa utilidade.


segunda-feira, 17 de junho de 2024

A CONDECORAÇÃO

Zelensky condecorou Milei.

Um momento comovente...



STARDUST MEMORIES Nº 78: O MEXICANO DA PRAIA DE MONTE GORDO

Era uma figura emblemática da Praia de Monte Gordo, de há mais de 50 anos. Vendia bolas de Berlim, protegendo-se do sol com um chapéu mexicano, muito parecido a este. Anunciava os produtos numa cantilena à mariachi, que causava boa disposição em todo o areal.

Não faço ideia como se chamava e é pouco provável que ainda esteja entre nós.


domingo, 16 de junho de 2024

COISAS QUE SÓ EXISTEM NA LUSITÂNIA: NIKI LADRA

NIKI LADRA?

Se isto não é criatividade, então expliquem-me o que quer dizer essa palavra.

Chama a atenção? Chama. É esse o objetivo da publicidade.

E são competentes, dizem-me amigos que têm cães. Ora tanto melhor.



sábado, 15 de junho de 2024

FASTER THAN THE SPEED OF LIGHT

Uma coisa que tem sempre graça é aquele choque entre as intenções e a realidade. O digital... o digital... O uaifai... Vais fazer um douneloude e o computador diz-te que são 122 dias. Então até já, sim?...