segunda-feira, 26 de outubro de 2026
PALÁCIO DOS CONDES DA CALHETA
sábado, 24 de outubro de 2026
CASTELO DE SÃO JORGE
Andei, há uns anos, a trabalhar num projeto que a falta de vontade política acabou por atirar para um limbo onde ainda se encontra. Recolhi uma série de imagens do Castelo de S. Jorge, peça central do projeto. Não conhecia esta, que vi há semanas no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz. Uma peça notável, datada (num duplo sentido) do início da década de 70.
Pode ser que um dia...
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
TODAS AS CORES DO MUNDO
É um sítio assombroso e, segundo me parede (oxalá esteja errado!) não tão conhecido como devia. Regressei lá há semanas, para escolher materiais e para recolher informações para uma exposição. Aturdido fiquei quando me disseram que há 7.000 (sete mil) cores para serem escolhidas durante a execução de uma tapeçaria.
O "Arrufo", de Júlio Pomar, lá seguiu caminho, em direção ao Panteão Nacional.
Bendita Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.
https://www.mtportalegre.pt/pt/
domingo, 18 de outubro de 2026
PANTEÃO AO CUBO - FINALMENTE
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
NEO
O Consulado de Portugal em Sevilha, o Pavilhão Carlos Lopes e a ampliação do Museu Nacional de Arte Antiga têm a mesma assinatura: Rebelo de Andrade. Um neo-barroco muito ao gosto da época. O estilo / enquadramento é o mesmo. E não me queiram convencer do contrário, que me irrito.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
GAZA: PATRIMÓNIO EM RISCO
Foi ontem à tarde. Partilhei espaço com o meu camarada e amigo Carlos José Almeida. Foi na Casa do Comum, na Rua da Rosa (Bairro Alto). O tema foi Gaza e todo o horror que se vive em Gaza. Da destruição de vidas, num continuado genocídio, à deliberada e programada demolição do Património. Ante o silêncio dos governos europeus (com raras e honrosas exceções, onde Portugal não está).
Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar.
domingo, 11 de outubro de 2026
BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL
- 1996-1998 – Francisco Bethencourt
- 1998-2002 – Carlos Reis
- 2002-2005 – Diogo Pires Aurélio
- 2005-2011 – Jorge Couto
- 2011-2012 – Pedro Dias
- 2012-2024 – Maria Inês Cordeiro
- 2024-2026 – Diogo Ramada Curto†
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
O MISTÉRIO DA LOTAÇÃO DOS ELEVADORES
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
TAPEÇARIAS
SÃO BENEDITO E UM BOLERO
São Benedito, o mouro, viveu na Sicília entre 1526 e 1589. Foi canonizado em 1807. É celebrado no Brasil no dia 5 de outubro (hoje mesmo).
Esta escultura, que está no Museu Santos Rocha, na Figueira da Foz, "desmente" um pouco a letra de um célebre bolero, imortalizado por António Machín.
Pintor nacido en mi tierra
Con el pincel extranjero
Pintor que sigues el rumbo
De tantos pintores viejos
Aunque la virgen sea blanca
Píntame angelitos negros
Que también se van al cielo
Todos los negritos buenos
Pintor, si pintas con amor
Por que, desprecias su color
Si sabes que en el cielo
También los quiere Dios
Pintor de santos y alcobas
Si tienes alma en el cuerpo
Porque al pintar esos cuadros
Te olvidaste de los negros
Siempre que pintas iglesias
Pintas angelitos bellos
Pero nunca te acordaste
De pintar un ángel negro
Pintor de santos y alcobas
Si tienes alma en el cuerpo
Porque al pintar esos cuadros
Te olvidaste de los negros
Siempre que pintas iglesias
Pintas angelitos bellos
Pero nunca te acordaste
De pintar un ángel negro
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
HORA DI BAI
Hora di bai? Sim, “hora da partida”, em caboverdiano. (Re) verifiquei, quase com espanto, há semanas, que me faltam, em termos oficiais, menos de três anos para o final da minha carreira profissional. Dela não tenho razão de queixa, que os ziguezagues feitos foram por opção própria. Por vezes, por escolhas demasiado solitárias.
Quando terminei a licenciatura, em julho de 1985, tinha colegas que apostavam que faria carreira universitária. Um deles comentava o meu estilo de condução - prudente e não muito veloz - dizendo “tens condução de professor da faculdade”. Uma frase divertida e absurda. A Academia, naquela altura, não me seduzia nem um pouco. Mas também não a rejeitava. O mestrado, na Nova, e o doutoramento, em França, fizeram parte desse caminho. Depois houve a carreira autárquica (12 anos, zero de arrependimento), depois a direção do Panteão (já lá vão cinco anos e meio) e agora há a clepsidra, que avança sem cessar. Regresso, como sempre, a “Memórias de Adriano”: “dizer que os meus dias estão contados não significa nada; sempre assim foi; é assim para todos nós”. E, como sempre, retomo o trabalho.
Quando vier o outono de 2029 - é essa a “hora di bai”, se entretanto não for alterada e partindo do princípio que lá chegarei - a bússola apontará para um sítio entre 120° e 130° do local onde me encontro. “Nha sonho” está 215° a sudoeste.
Toda a nossa vida é uma geografia. De terras, de pessoas, da família, dos amigos. E dos outros, também. A passagem pelos sítios e os contactos com as pessoas são um lento cerzir de histórias. Misturam-se cores e padrões, como num tapete berbere. E, às vezes, muitas vezes, dá vontade de voltar às origens. E de nunca mais delas sair. Viajei pouco, ao longo destes 63 anos. Somam-se alguns sítios, num percurso sentimental curto. De que tenho sempre saudades? De Roma, de Tunis, de Damasco, de Argel, do Cairo, de Tadmur, de Hydra, de Atenas, de Granada. E, claro, do Tarrafal. Moura e Mértola serão sempre casos à parte.
O Panteão Nacional tem-me deixado pouco tempo “pessoal”. Coisa sem solução, ainda menos nesta idade, mergulho sempre demasiado no que faço. Em 2027 haverá mais uns quantos livros - quatro, se as contas não falharem, entre compromissos académicos e outros. O tempo é agora de acalmia. Não é ainda o momento, outra vez Yourcenar, de ver a linha da costa por entre uma névoa luminosa. Mas aproxima-se o momento do balanço, a hora de pensar no que será a vida depois da vida que tenho há 40 anos. Ainda não é hora de parar, o que só acontecerá quando não houver força para mais. Mas começa a ser o momento de planear a “hora di bai”. Que vai incluir uma família mais alargada, e esse é outro fator decisivo na equação sentimental. Voltarei a todos estes temas na crónica de 1 de outubro de 2029.
Crónica em "A Planície"
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
domingo, 27 de setembro de 2026
TEREMOS SEMPRE SEVILHA
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
40
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
FESTA DO AVANTE! 50 ANOS
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
CONTOS DA LOUCURA NORMAL: CONIMBRIGA
Ouvido ontem, na cafetaria das ruínas de Conímbriga:
Pessoa 1 - Não vamos ver as ruínas de Conímbriga?
Pessoa 2 - Onde é que isso fica?
Pessoa 1 - Em Conímbriga.
Pessoa 2 - Vamos lá num dia mais fresco, que hoje está muito calor.
Cai o pano.
A cafetaria está virada para as ruínas, que distam do local da "ação" 150 metros.
Duas teses num só momento:
A realidade é sempre melhor que a ficção.
O melhor humor é sempre involuntário.
domingo, 20 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
EQUUS - JÚLIO POMAR NO PANTEÃO NACIONAL
A inauguração foi ontem. A exposição ficará patente ao público até final de dezembro. Para 2027 já há programação.
Equus? Sim.
Reproduzo o texto que a Isabel Inácio e eu escrevemos para a entrada da exposição:
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
LXXV - CRÓNICAS OLISIPONENSES: TU
"Mas tens trabalho fixo?". "Qual é o teu contacto?". "Vais fazer transferências para o estrangeiro, é isso?". Ouvido por mim, numa entidade privada, em Lisboa, há dias. O inquiridor era branco e funcionário da instituição. O inquirido era um homem negro, perto dos 30 anos. Tinha o colete de uma conhecida empresa de obras. A conversa decorria em voz alta. Do outro lado da sala, enquanto aguardava atendimento, eu ouvia tudo com nitidez. O inquiridor tratava o cliente por tu. Percebia-se que não tinham conhecimento prévio. O cliente, manifestamente desconfortável e intimidado, respondia com monossílabos.
Há dois tratamentos por tu: igualdade e superioridade. A questão é que eu não estou a ver o funcionário tratar por tu um jovem yuppie branco com quem nunca se tenha cruzado...
Ai esta terra ainda...
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
MODERNISMO EM ASSOMADA
domingo, 13 de setembro de 2026
O ÚLTIMO CARNAVAL DA COREIA
A exposição, da autoria de Bruno Figueroa, Embaixador do México em Portugal, é um notável documento sobre o último carnaval ocorrido em Seul. No dia seguinte ao registo de imagens ocorreu uma tragédia e o carnaval não voltou a ser o mesmo. São essas magníficas imagens (e o elucidativo texto que as acompanha) que podem ser vistas, até dia 1 de novembro:
https://fundacaodomluis.pt/o-ultimo-carnaval-da-coreia/
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
EQUUS - DENTRO DE UMA SEMANA
Aposta do Panteão Nacional para o outono, e no centenário do nascimento de Júlio Pomar. A partir da obra TROPEL escolhemos cerca de dezena e meia de outras peças. Não foi fácil desenvolver este projeto, a partir da baias tão estreitas. Depois, tivemos a ajuda de dois colecionadores particulares. Um golpe de sorte, que permitiu localizar cerca de uma dezena de desenhos/estudos inéditos que estiveram na base do TROPEL.
O compromisso não foi fácil, nem isento de dúvidas. O tema acabou por ser EQUUS. De cavalos e de ecos (16 segundos de reverberação na nave central do Panteão), numa quase homofonia.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
AZULEJOS
O Palácio dos Condes da Calheta, em Lisboa, acolhe a partir de dia 15 de agosto o projeto Open Azulejo, organizado pelo Museu Nacional do Azulejo no âmbito de uma parceria entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Universidade de Lisboa.
O Museu Nacional do Azulejo, atualmente encerrado para obras de requalificação, propõe uma nova forma de fruição do património azulejar, convidando o público a descobrir conjuntos conservados in situ.
A iniciativa pretende criar uma rede de locais com património azulejar representativo, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer e apreciar o azulejo em espaços que habitualmente se encontram encerrados ou têm acesso condicionado.
Informações úteis:
Palácio da Calheta, Lisboa | Rua General João de Almeida | Jardim Botânico Tropical
A partir de 15 de agosto até final do ano | 10:00–17:00
Terça a domingo
domingo, 6 de setembro de 2026
FESTA DO AVANTE! 1981
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
NO BRITÂNICO
terça-feira, 1 de setembro de 2026
NAS FRONTEIRAS DE UM PAÍS À MESA
De entre as tarefas que recordo com mais estranheza da minha carreira autárquica está, sem qualquer dúvida, a da missão de confirmar a correta localização dos malhões que delimitam Portugal e Espanha. Isso cabia ao Município, tanto quanto recordo, nos terrenos da Herdade da Contenda (o conhecido e sempre citado 1008 é o da fotografia). Era feita depois uma ata, que se remetia ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Com poucas exceções, a nossa fronteira está mais que fixada há muitos séculos. Quais são as exceções? Olivença (cuja área continua sem linha de fonteira marcada nas cartas militares), situações como a do Castelo de Piconha (que só passou para o território de Espanha pelo Tratado de Lisboa de 1864, um curioso documento que vale a pena ser lido) ou da região de Rio de Onor, onde um comunitarismo quase poético resistiu até ao século XX. De resto, as fronteiras estão fixadas e são conhecidas desde há muito. Até por isso se torna difícil perceber todas as subtilezas, e todos os conflitos que persistem por esse mundo fora. Aí se incluem as tensões das línguas, das minorias, dos territórios que mudam várias vezes de soberania – como a Crimeia, desde há séculos foco de sangrentas batalhas –, dos enclaves em território “hostil”.
Portugal é um exemplo incomum de estabilidade territorial. Não tivemos a unificação de várias coroas, como a Espanha do final do século XV. Não passámos por um processo de “criação” de línguas nacionais, como sucedeu em França ou em Itália. Não temos minorias étnicas (os ciganos são, a esse nível, uma situação particular e geograficamente transversal). Estamos pacificamente instalados.
Sempre acreditei que foi essa estabilidade que nos permitiu virar para dentro e dar asas à criatividade culinária. Depois de algumas incursões por outros países (pouco mais de 25, em todo o caso…) vincou-se-me esta ideia: os nossos “conflitos” são à mesa. De norte a sul, passando pelas ilhas, a variedade, a diversidade e a criatividade são absolutamente extraordinárias. Com pratos específicos de cada sítio e que é impossível encontrar fora de uma fronteira cultural e gastronómica específica. O xerém do Algarve, as açordas do Alentejo, os maranhos da Beira Baixa, a chanfana mais a norte, as minhotas papas de sarrabulho, a terrível alheira do Nordeste, fazem parte daquilo que nós somos. E que se prolonga no prazer de estar com outros. E de convidar à nossa mesa. Tentem lá receber um convite na Escandinávia…
Que as coisas assim se mantenham e nos
livrem dos horrores gastronómicos – para que conste, nunca pus os pés num KFC e
há uns bons 10 anos que não entro num McDonald’s – que, esses sim, ameaçam a
nossa civilização. Conservemos a paz. Que em guerra não há tempo para cozinhar.
A nossa paz trouxe-nos a paz à mesa. Assim nos mantenhamos.
Imagem no blogue
http://acstcmm.blogspot.com/
Crónica em "A Planície"
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
MÁSCARA N°. 33: MOURA
Mais uma imagem para a coleção das "máscaras urbanas". De novo em Moura, numa ruinha fácil de identificar.
domingo, 30 de agosto de 2026
NUNCA ISTO ESTEVE ASSIM
sábado, 29 de agosto de 2026
O CHOURIÇO E O PORCO
"Dão um chouriço a quem lhes der um porco", dizemos nós. O petróleo venezuelano é a versão suínica dos nossos dias.
Houve um acordo. Qual?
Haverá investimento (em quê?) de 100.000.000.000 de dólares na Venezuela. A atual presidente Delcy garante que haverá receitas fiscais de 209.000.000.000 de dólares para o Estado. Quanto valem os barris de petróleo deste acordo? 4.745.000.000.000 dólares. Ou seja, a Venezuela irá receber 6,5% daquilo que valem os seus recursos. Acho que não me enganei nas contas.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
DINDIN
Foi um bom momento, chegar ao Panteão Nacional e ter lá um CD de Kimi Djabaté à minha espera.
Outros sons, que em breve se juntarão aos do Alentejo. O essencial é procurar soluções e criar caminhos. O Kimi tem feito parte disso.










