Fizeram-me chegar esta fantástica fotografia.
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
VIVA O PAVILHÃO DAS CANCELINHAS!
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
ARTE ISLÂMICA EM MOURA
Edifício na Estrada de Barrancos, em Moura.
Arcos ultrapassados numa platibanda? Nunca em tal tinha reparado. Quem me chamou a atenção para isto foi o José Gonçalo.
Um certo toque orientalista, em construção do século XX.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
EUROPA DE REPRISE
quarta-feira, 27 de agosto de 2025
CGD: PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO
O livro foi apresentado ao público em maio do ano passado. São mais de 400 páginas. Um pequeno excerto está disponível em:
Sempre dá "para ter uma ideia".
quinta-feira, 31 de julho de 2025
ARGEL - MEDERSA
Ao olhar esta estampa - em Mértola, está sempre á minha frente -, comprada em Argel há cerca de 20 anos, não pude deixar de penar nos "jogos de compensações" do(s) colonialismo(s). Este medersa revivalista é obra do final do século XIX/início do século XX e foi assinada por uma arquiteto francês. Seis décadas volvidas, "je vous ai compris" e a Argélia era independente.
A palavra medersa é uma adaptação de madrasa, escola corânica. De onde resultou a pouco simpática palavra madraço = preguiçoso. Aos que se dedicam ao estudo aplicam-se (quase) sempre palavras pouco simpáticas...
quinta-feira, 10 de julho de 2025
BAGHDAD, MUITO AO LONGE
Numa sessão ontem realizada, na Gulbenkian, o Prof. António Feijó, Presidente da Fundação, referiu a construção, em meados da década, de dois importantes edifícios em Baghdad. Era uma forma de manter ligações com o Iraque. Assim se financiaram o Centro de Artes (projeto de Jorge Sottomayor d'Almeida) e o Estádio Nacional (projeto de Carlos Ramos e de Francisco Keil do Amaral). Tive curiosidade de perceber o que se tinha passado. O primeiro é hoje o Museu Nacional de Arte Moderna e parece, exteriormente, meio "abarracado". De acordo com um site que consultei está meio desativado. O estádio passou por várias renovações, mas a traça original é ainda bem reconhecível.
domingo, 25 de maio de 2025
VIDROS COLORIDOS
Sempre gostei de casas com vidros coloridos. Se um tivesse uma casa de acordo com eles, gostaria que tivesse vidros assim. Mas os vidros coloridos não são para um sítio qualquer. Nas zonas antigas dos sítios fazem sentido. Noutros não. Ao visitar no outro dia um edifício, dei-me conta que ainda há quem os fabrique à moda antiga. Os vidros antigos vão bem com poemas antigos.
De Alfred Tennyson:
sábado, 17 de maio de 2025
PERFUME TROPICAL NA IGREJA DE MONSARAZ
As razões objetivas são difíceis de explicar, mas aquele altar da Igreja de Monsaraz tinha um certo ar de tapete berbere ou de casa africana. O final de tarde estava bonito e luminoso e talvez isso me tenha ajudado a "inspirar". Já perguntei a quem sabe destas coisas se tem alguma pista...
quinta-feira, 8 de maio de 2025
NORTE JÚNIOR
Escrevi aqui no blogue, em outubro de 2020, "não sendo grande entusiasta da obra de Norte Júnior (1878-1962) - tudo me parece demasiado parisiense... - gosto muito deste edifício art deco da Horta". Vale a pena relativizar, porque há edifícios que valem bem uma missa.
A Casa Malhoa, hoje museu nacional, é um desses edifícios. Mas há outros, que são casas particulares, que são merecedores de justificada cobiça.
segunda-feira, 5 de maio de 2025
domingo, 13 de abril de 2025
GARE DE ALCÂNTARA
Finalmente abertas! As gares marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos podem ser visitadas. Todo o talento de Porfírio Pardal Monteiro e de Almada-Negreiros à nossa frente. Em especial na de Alcântara (a outra fica para daqui a umas semanas), onde há um centro interpretativo que enquadra a gare na história portuguesa e nas obras do arquiteto e do artista plástico. Há entrevistas curtas muito boas em imagens e há filmes muito bons sobre a obra de Almada em Lisboa.
O pior disto? A gare continua emparedada entre contentores... E para lá chegar temos de fazer uma gincana entre rotundas improvisadas e pavimentos em mau estado.
domingo, 6 de abril de 2025
BONSOIR, TRISTESSE
O final de tarde estava assim. Os edifícios do Bom Pastor têm um "toque berlinense" e fazem-me lembrar o Wohnhaus Schlesisches Tor, desenhado por Siza Vieira na primeira metade da década de 80. A luz e o tempo, às 20:18 de sexta, estavam assim, também com um toque nórdico. Final de uma semana longa... A que vem será ainda mais densa.
domingo, 9 de março de 2025
GARAGEM PARISIENSE
Já lá vai o tempo em que tudo vinha de Paris. Até as ideias de se fazerem panteões...
Paris dava um toque chique. Ao ponto de haver uma loja (cara) no Chiado que era o Paris em Lisboa. Na zona parisiense de Lisboa (sim, há/havia uma) fica esta garagem. Só não consegui saber o nome do arquiteto. O projeto parece ser dos anos 40 ou do início dos ano 50. Rodrigues Lima? Reis Camelo? João Simões?
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
ESTÁDIO NACIONAL
Gosto do projeto de Jacobetty Rosa para o Estádio Nacional. Dentro do espirito do tempo foi do melhor que se fez. O enquadramento é perfeito e aquela pompa em pedra envelheceu bem.
E agora, senhoras e senhores, chega uma pala. Olhando para o desenho da pala, não percebo muito bem para que serve a dita. Cobre um setor mínimo da bancada central. Quando a chuva vier de poente só os da tribuna de honra não levam com água em cima.
O projeto inicial tinha uma certa lógica e dignidade. Os remendos que se seguiram são apenas remendos.
Pala por pala antes a de Entrecampos (obra dos anos 50?), que ao menos tapa qualquer coisa.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
CEAL: O TEMPLO DA ENERGIA
A central elétrica já existia desde há umas décadas quando era criança. A minha geração conhecia o edifício como sendo da CEAL - COMPANHIA ELÉCTRICA DO ALENTEJO E ALGARVE — CEAL, S.A.R.L. -, constituída em 4 de Novembro de 1954. A CEAL foi nacionalizada em 15 de Abril e integrada na EDP – Electricidade de Portugal, E.P. em 1976.
O projeto inicial, segundo informação do meu colega José Francisco Finha foi da autoria do Eng. Carlos Alberto Roeder (de acordo com o Jornal de Moura de maio de 1928, que o José Francisco generosamente me enviou). O edifício teve depois uma adaptação interior - creio que do já desaparecido arq. José Garrett -, estando hoje ocupado por instalações da Guarda Nacional Republicana.
Fica-me uma dúvida, e uma vez que o texto do J.M. não é explícito. O eng. Carlos Alberto Roeder foi autor do projeto técnico da central e também do arquitetónico? É que o desenho - fenestrações e frontão ao jeito clássico - "remete" para a intervenção do arq. Jorge Segurado em Moura, ocorrida na mesma altura.
O que tem graça no desenho original é aquele ar de fábrica-templo, tão ao gosto do século XIX. A burguesia "nobilitava-se" indo buscar inspiração no mundo greco-romano (Paestum na imagem inferior).
Ver: http://arquivo.jornalarquitectos.pt/pt/243/destaque%201/
sábado, 21 de dezembro de 2024
GAIA ISLÂMICA
Não há mouros no norte? Em princípio, não. É isso o que se diz. Mas há dias, em Gaia, dei com este edifício, a cerca de 300 metros da gare ferroviária. É tudo o que resta da outrora produtiva Companhia Cerâmica das Devezas. Do outro lado da rua há uma casa em mau estado, de gosto bourgeois ao estilo do final do século XIX. Cerâmicas polícromas, merlões de raíz oriental, arcos ultrapassados, um neo-mourisco, mais do sul que do norte. Uma Gaia com arte islâmica.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
domingo, 13 de outubro de 2024
ART-DÉCO SINEENSE
De entre as (muitas) pequenas manias que tenho, uma delas é gostar, imoderadamente, de art-déco. Ontem dei com esta belíssima fachada em Sines. Que não conhecia.
De um texto de Cristina Carvalho (IHA-FLUL): A Primorosa em Sines que, apenas apresenta lettering azul geometrizado sobre fundo branco, recorre nalguns caracteres como o O, P, R e I a uma fonte desenhada em 1929 chamada Broadway,21 sendo metade pintada a cor (preto, na origem) e a outra metade branca. Aqui estamos claramente perante as suas características mais genuínas de Art Déco.
Desgraçadamente, a lente não deu para apanhar a fachada toda.
terça-feira, 8 de outubro de 2024
DUARTE DARMAS EM BEJA - 14ª.
quarta-feira, 18 de setembro de 2024
27000000???
Há coisas difíceis de perceber. A arquitetura é banal, para ser simpático. Os interiores de um espantoso novo-riquismo. Não há nada de distintivo na "villa". Contudo, está à venda por 27.000.000 (isso, vinte e sete milhões de euros). Quem tiver e quiser que os gaste. Sobretudo, tendo em conta que a casa não vai ter vida longa...
Mas há uma coisa que não percebo mesmo: quem e como autorizou aquela construção?



