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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

VIVA O PAVILHÃO DAS CANCELINHAS!

Fizeram-me chegar esta fantástica fotografia.

O grande Trail Terra do Sol, na Amareleja, reuniu mais de 600 participantes.
A organização foi da SFUMA Sports.
O final foi celebrado no Pavilhão das Cancelinhas.
(informação e fotografia "Jornal Terras do Sol")

Dez anos após a sua conclusão (2015) continua a servir a freguesia.

Que era o micro-ondas;
Que a Junta, na altura (PS/independentes), iria fazer uma coisa muito, muito melhor;
Que aquilo, o pavilhão, era uma porcaria e não servia para nada.

Vê-se que não serve para nada.

Já lá dizia o outro "são verdes, não se podem tragar..."

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

ARTE ISLÂMICA EM MOURA

Edifício na Estrada de Barrancos, em Moura.

Arcos ultrapassados numa platibanda? Nunca em tal tinha reparado. Quem me chamou a atenção para isto foi o José Gonçalo.

Um certo toque orientalista, em construção do século XX.


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

EUROPA DE REPRISE

Noutros tempos havia cinemas de reprise.

Havia cinemas de estreia - onde os filmes estavam três ou quatro semanas, por vezes muito mais. Os filmes passavam depois, numa segunda fase, para os cinemas de reprise, com preços mais populares. A maior parte deles já desapareceu.

Vivia em Queluz e frequentava o Lido, que ficava no limite ocidental da Amadora, a 500 metros da minha casa.

Em Lisboa lembro-me destes:

Paris (em ruínas, na Rua Domingos Sequeira)
Europa (hoje prédio de habitação, biblioteca e espaço cultural, na Rua Francisco Metrass)
Cinearte (hoje sede de um grupo teatral, no Largo de Santos)
Restelo (na Av. da Torre de Belém, substituído por um super-mercado)
Promotora (atual videoteca da Câmara Municipal de Lisboa) etc.

Numa ida, no início da semana, a Campo de Ourique, passei pela fachada do antigo Europa, onde se conserva o elemento escultórico de Euclides Vaz, representando a Europa, ela mesma.

Curiosamente, o Lido e o Europa tiveram o mesmo autor: Carlos Antero Ferreira (1932-2017), que ainda "apanhei" como professor numa pós-graduação, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa.





quarta-feira, 27 de agosto de 2025

CGD: PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO

O livro foi apresentado ao público em maio do ano passado. São mais de 400 páginas. Um pequeno excerto está disponível em:

https://www.cgd.pt/Institucional/Patrimonio-Historico-CGD/Noticias/Documents/CGD-Patrimonio-Arquitetonico.pdf

Sempre dá "para ter uma ideia".



quinta-feira, 31 de julho de 2025

ARGEL - MEDERSA

Ao olhar esta estampa - em Mértola, está sempre á minha frente -, comprada em Argel há cerca de 20 anos, não pude deixar de penar nos "jogos de compensações" do(s) colonialismo(s). Este medersa revivalista é obra do final do século XIX/início do século XX e foi assinada por uma arquiteto francês. Seis décadas volvidas, "je vous ai compris" e a Argélia era independente.

A palavra medersa é uma adaptação de madrasa, escola corânica. De onde resultou a pouco simpática palavra madraço = preguiçoso. Aos que se dedicam ao estudo aplicam-se (quase) sempre palavras pouco simpáticas...


quinta-feira, 10 de julho de 2025

BAGHDAD, MUITO AO LONGE

Numa sessão ontem realizada, na Gulbenkian, o Prof. António Feijó, Presidente da Fundação, referiu a construção, em meados da década, de dois importantes edifícios em Baghdad. Era uma forma de manter ligações com o Iraque. Assim se financiaram o Centro de Artes (projeto de Jorge Sottomayor d'Almeida) e o Estádio Nacional (projeto de Carlos Ramos e de Francisco Keil do Amaral). Tive curiosidade de perceber o que se tinha passado. O primeiro é hoje o Museu Nacional de Arte Moderna e parece, exteriormente, meio "abarracado". De acordo com um site que consultei está meio desativado. O estádio passou por várias renovações, mas a traça original é ainda bem reconhecível.





domingo, 25 de maio de 2025

VIDROS COLORIDOS

Sempre gostei de casas com vidros coloridos. Se um tivesse uma casa de acordo com eles, gostaria que tivesse vidros assim. Mas os vidros coloridos não são para um sítio qualquer. Nas zonas antigas dos sítios fazem sentido. Noutros não. Ao visitar no outro dia um edifício, dei-me conta que ainda há quem os fabrique à moda antiga. Os vidros antigos vão bem com poemas antigos.


De Alfred Tennyson:

Now sleeps the crimson petal, now the white;
Nor waves the cypress in the palace walk;
Nor winks the gold fin in the porphyry font.
The firefly wakens; waken thou with me.

   Now droops the milk-white peacock like a ghost,
And like a ghost she glimmers on to me.

   Now lies the Earth all Danaë to the stars,
And all thy heart lies open unto me.

   Now slides the silent meteor on, and leaves
A shining furrow, as thy thoughts in me.

   Now folds the lily all her sweetness up,
And slips into the bosom of the lake.
So fold thyself, my dearest, thou, and slip
Into my bosom and be lost in me.


sábado, 17 de maio de 2025

PERFUME TROPICAL NA IGREJA DE MONSARAZ

As razões objetivas são difíceis de explicar, mas aquele altar da Igreja de Monsaraz tinha um certo ar de tapete berbere ou de casa africana. O final de tarde estava bonito e luminoso e talvez isso me tenha ajudado a "inspirar". Já perguntei a quem sabe destas coisas se tem alguma pista...

quinta-feira, 8 de maio de 2025

NORTE JÚNIOR

Escrevi aqui no blogue, em outubro de 2020, "não sendo grande entusiasta da obra de Norte Júnior (1878-1962) - tudo me parece demasiado parisiense... - gosto muito deste edifício art deco da Horta". Vale a pena relativizar, porque há edifícios que valem bem uma missa.

A Casa Malhoa, hoje museu nacional, é um desses edifícios. Mas há outros, que são casas particulares, que são merecedores de justificada cobiça.


segunda-feira, 5 de maio de 2025

MÁSCARA N°. 25: LISBOA, SANTA ENGRÁCIA

Segue a "série" das caras urbanas: agora muito perto da Calçada dos Barbadinhos. Há boa arquitetura dos anos 30 e 40 por aquelas bandas...

domingo, 13 de abril de 2025

GARE DE ALCÂNTARA

Finalmente abertas! As gares marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde de Óbidos podem ser visitadas. Todo o talento de Porfírio Pardal Monteiro e de Almada-Negreiros à nossa frente. Em especial na de Alcântara (a outra fica para daqui a umas semanas), onde há um centro interpretativo que enquadra a gare na história portuguesa e nas obras do arquiteto e do artista plástico. Há entrevistas curtas muito boas em imagens e há filmes muito bons sobre a obra de Almada em Lisboa.

O pior disto? A gare continua emparedada entre contentores... E para lá chegar temos de fazer uma gincana entre rotundas improvisadas e pavimentos em mau estado.


domingo, 6 de abril de 2025

BONSOIR, TRISTESSE

O final de tarde estava assim. Os edifícios do Bom Pastor têm um "toque berlinense" e fazem-me lembrar o Wohnhaus Schlesisches Tor, desenhado por Siza Vieira na primeira metade da década de 80. A luz e o tempo, às 20:18 de sexta, estavam assim, também com um toque nórdico. Final de uma semana longa... A que vem será ainda mais densa.

domingo, 9 de março de 2025

GARAGEM PARISIENSE

Já lá vai o tempo em que tudo vinha de Paris. Até as ideias de se fazerem panteões...

Paris dava um toque chique. Ao ponto de haver uma loja (cara) no Chiado que era o Paris em Lisboa. Na zona parisiense de Lisboa (sim, há/havia uma) fica esta garagem. Só não consegui saber o nome do arquiteto. O projeto parece ser dos anos 40 ou do início dos ano 50. Rodrigues Lima? Reis Camelo? João Simões?

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

ESTÁDIO NACIONAL

Gosto do projeto de Jacobetty Rosa para o Estádio Nacional. Dentro do espirito do tempo foi do melhor que se fez. O enquadramento é perfeito e aquela pompa em pedra envelheceu bem.

E agora, senhoras e senhores, chega uma pala. Olhando para o desenho da pala, não percebo muito bem para que serve a dita. Cobre um setor mínimo da bancada central. Quando a chuva vier de poente só os da tribuna de honra não levam com água em cima.

O projeto inicial tinha uma certa lógica e dignidade. Os remendos que se seguiram são apenas remendos.

Pala por pala antes a de Entrecampos (obra dos anos 50?), que ao menos tapa qualquer coisa.













segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

CEAL: O TEMPLO DA ENERGIA

A central elétrica já existia desde há umas décadas quando era criança. A minha geração conhecia o edifício como sendo da CEAL - COMPANHIA ELÉCTRICA DO ALENTEJO E ALGARVE — CEAL, S.A.R.L. -, constituída em 4 de Novembro de 1954. A CEAL foi nacionalizada em 15 de Abril e integrada na EDP – Electricidade de Portugal, E.P. em 1976.

O projeto inicial, segundo informação do meu colega José Francisco Finha foi da autoria do Eng. Carlos Alberto Roeder (de acordo com o Jornal de Moura de maio de 1928, que o José Francisco generosamente me enviou). O edifício teve depois uma adaptação interior - creio que do já desaparecido arq. José Garrett -, estando hoje ocupado por instalações da Guarda Nacional Republicana.

Fica-me uma dúvida, e uma vez que o texto do J.M. não é explícito. O eng. Carlos Alberto Roeder foi autor do projeto técnico da central e também do arquitetónico? É que o desenho - fenestrações e frontão ao jeito clássico - "remete" para a intervenção do arq. Jorge Segurado em Moura, ocorrida na mesma altura.

O que tem graça no desenho original é aquele ar de fábrica-templo, tão ao gosto do século XIX. A burguesia "nobilitava-se" indo buscar inspiração no mundo greco-romano (Paestum na imagem inferior).

Ver: http://arquivo.jornalarquitectos.pt/pt/243/destaque%201/

sábado, 21 de dezembro de 2024

GAIA ISLÂMICA

Não há mouros no norte? Em princípio, não. É isso o que se diz. Mas há dias, em Gaia, dei com este edifício, a cerca de 300 metros da gare ferroviária. É tudo o que resta da outrora produtiva Companhia Cerâmica das Devezas. Do outro lado da rua há uma casa em mau estado, de gosto bourgeois ao estilo do final do século XIX. Cerâmicas polícromas, merlões de raíz oriental, arcos ultrapassados, um neo-mourisco, mais do sul que do norte. Uma Gaia com arte islâmica.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

NA MESQUITA DE LISBOA

Visita com os alunos da cadeira de "História do al-Andalus" à mesquita de Lisboa. Fico sempre com a convicção que esta passagem pela realidade é mais útil que todos os diapositivos que possa mostrar nas aulas.

domingo, 13 de outubro de 2024

ART-DÉCO SINEENSE

De entre as (muitas) pequenas manias que tenho, uma delas é gostar, imoderadamente, de art-déco. Ontem dei com esta belíssima fachada em Sines. Que não conhecia.

De um texto de Cristina Carvalho (IHA-FLUL): A Primorosa em Sines que, apenas apresenta lettering azul geometrizado sobre fundo branco, recorre nalguns caracteres como o O, P, R e I a uma fonte desenhada em 1929 chamada Broadway,21 sendo metade pintada a cor (preto, na origem) e a outra metade branca. Aqui estamos claramente perante as suas características mais genuínas de Art Déco.

Desgraçadamente, a lente não deu para apanhar a fachada toda.


terça-feira, 8 de outubro de 2024

DUARTE DARMAS EM BEJA - 14ª.

E vão 14. A partir de dia 10 Duarte Darmas "vai estar" no Castelo de Beja. Fiquei muito contente com o contacto feito pela autarquia e lá estarei.

Creio que a 15ª "sessão" será em Oeiras.



 

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

27000000???

Há coisas difíceis de perceber. A arquitetura é banal, para ser simpático. Os interiores de um espantoso novo-riquismo. Não há nada de distintivo na "villa". Contudo, está à venda por 27.000.000 (isso, vinte e sete milhões de euros). Quem tiver e quiser que os gaste. Sobretudo, tendo em conta que a casa não vai ter vida longa...

Mas há uma coisa que não percebo mesmo: quem e como autorizou aquela construção?