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sábado, 24 de outubro de 2026

CASTELO DE SÃO JORGE

Andei, há uns anos, a trabalhar num projeto que a falta de vontade política acabou por atirar para um limbo onde ainda se encontra. Recolhi uma série de imagens do Castelo de S. Jorge, peça central do projeto. Não conhecia esta, que vi há semanas no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz. Uma peça notável, datada (num duplo sentido) do início da década de 70.

Pode ser que um dia...

João Reis (1889-1982)

segunda-feira, 25 de maio de 2026

SARDINHAS 2026

É uma das iniciativa das EGEAC - Lisboa Cultura de que mais gosto. Estre concurso das sardinhas tem um sucesso impressionante - e à escala global (3.128 propostas de 66 países).

As (cinco) vencedoras deste anos são, todas elas, excecionais. Mas, de entre as cinco, a minha preferência vai para o azulejo, de Martín Narciso.

https://egeac.pt/as-vencedoras-do-concurso-sardinhas-2026/

quinta-feira, 30 de abril de 2026

CHICa maroca

"Uma pouca de chica maroca" era a expressão usada noutros tempos para classificar algo que não valia nada. Numa versão mais forte, ganhava equivalência escatológica.

Um chicnic? (querendo ser chique, o nome é poroso) Privatizando espaço público?? Com dinheiros públicos? Com que direito?

A imagem representa um chicnic com Maria Antonieta. O último não correu lá muito bem. Foi na Praça da Concórdia...



segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

CASTANHAS AITEQUE

Foi ontem, às 17:17. Estava a sair da Estação de Santa Apolónia, em direção ao Panteão Nacional, para abrir a 5ª. temporada de "Música no Panteão". E dou de caras com esta inovadora promoção para a venda de castanhas assadas. Um tira colorida, com a mensagem a circular em permanencia. O vendedor esclareceu-me depois que tinha comprado aquilo "na loja dos chineses". Dentro de casa funcionava, ali, com a humidade, durava pouco tempo. Mas que chamava a atenção, lá isso chamava.

E as castanhas eram excelentes, isso sim.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

LXXIV - CRÓNICAS OLISIPONENSES: NA CIDADE DOURADA

Há várias coisas que nunca percebi num célebre (e muito bom) filme de Alain Tanner. Uma delas é o título... A imagem mais forte que tenho de Lisboa é a cor dourada. Um amarelo ouro e palha que se vê ao final do dia. Uma amiga que hoje foi para norte mandou-me esta fotografia, dizendo ter sido a mais bela descolagem de sempre. Há momentos assim. E recordo este mesmo tom, num final de tarde da primavera de 1992, ao chegar de Roma. Que não é menos dourada, diga-se.



sexta-feira, 7 de novembro de 2025

POR TERRAS DE SÃO VICENTE

Momento inédito. Não me recordo de ter assistido à tomada de posse de uma assembleia de freguesia. Aconteceu ontem, a convite da Freguesia de São Vicente (a minha, falando do Panteão Nacional).

Valeu a pena ter ido, mais alguns contactos feitos e o acerto de uma visita do novo Presidente da Junta, André Biveti, ao monumento.

Mantenho o mesmo estilo de proximidade e de "ir a todas" que tive noutras funções. E que, de um modo ou de outro, sempre tive. É uma (a minha) maneira de ser, por mais que me digam que "isto não faz sentido".

segunda-feira, 21 de julho de 2025

LXXIII - CRÓNICAS OLISIPONENSES: ERVA, ESSA MARCA DESCONHECIDA

Pequena peça teatral, numa bomba de gasolina lisboeta:

Personagem 1 (vendedora de cigarros eletrónicos) para o personagem 2 (cliente):

- Fuma?

Personagem 2 (para despachar):

- Não, não fumo.

Personagem 1 para personagem 3 (outro cliente, com ar um pouco alternativo):

- Fuma?

Personagem 3:

- Não fumo cigarros, só fumo erva.

Personagem 1:

- Erva? Não conheço [fica-se com a ideia que ela pensava que era uma marca de cigarros...]

Personagem 3 [em tom pedagógico]:

- É uma planta.

A personagem 1 desiste de fazer negócio e procura novos clientes.

Fim de cena. Cai o pano.

Foi o momento yá, meu do dia.


segunda-feira, 5 de maio de 2025

MÁSCARA N°. 25: LISBOA, SANTA ENGRÁCIA

Segue a "série" das caras urbanas: agora muito perto da Calçada dos Barbadinhos. Há boa arquitetura dos anos 30 e 40 por aquelas bandas...

quinta-feira, 10 de abril de 2025

AMOR E SOCIALISMO

Chega-se, manhã cedo, e dá-se com isto. Quem terá sido?, interrogo-me. Fazendo figas para que seja esta a face boa do turismo.

Havia aquela marchinha do "Me beija, que eu não sou fascista"... Lembram-se?

quarta-feira, 9 de abril de 2025

A CIDADE, LÁ LONGE...

Era um grupo com tantos alunos negros como brancos. Pensei instintivamente: "Amadora, Loures, Seixal...". Não me enganei. Era, de facto, uma escola de um subúrbio, com larga presença de jovens de ascendência africana.

Nunca tinham vindo ao Panteão. O professor que orientava o grupo comentou: "nunca aqui tinham vindo e, para eles, Lisboa é quase outro mundo; conhecem mal Lisboa". A escola deles fica a menos de 1000 metros do limite da capital. Que é para eles, e no essencial, um sítio que fica noutra galáxia...

Dá que pensar, embora não tenha ficado nada surpreendido.


domingo, 9 de março de 2025

GARAGEM PARISIENSE

Já lá vai o tempo em que tudo vinha de Paris. Até as ideias de se fazerem panteões...

Paris dava um toque chique. Ao ponto de haver uma loja (cara) no Chiado que era o Paris em Lisboa. Na zona parisiense de Lisboa (sim, há/havia uma) fica esta garagem. Só não consegui saber o nome do arquiteto. O projeto parece ser dos anos 40 ou do início dos ano 50. Rodrigues Lima? Reis Camelo? João Simões?

domingo, 2 de março de 2025

LXXII - CRÓNICAS OLISIPONENSES: ESSAS BACTÉRIAS A E B...

Ouvido no metro:

Aquilo do sangue tem a ver com bactérias óláoquié. Quando as bactérias são as A, o sangue é A; quando as bactérias são B, o sangue é B. Um sangue sem bactérias é zero, tás a ver?

sábado, 22 de fevereiro de 2025

CRÓNICAS DO 54 - Nº. 4: O COLETE

O relógio marcava 17:27 de um destes dias. Apanhei o 54 na paragem 1904. Sentei-me e olhei em frente. Pisquei os olhos, pensando ter visto mal e resmungando "outra vez... toca a mudar de lentes...". Mas não. O colete "vestia" o ecrã. Durante 30 minutos, e até à paragem 8814, fui tentando encontrar explicações. Nada de lógico me ocorreu. Um admirador de Christo no 54?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

LXXI - CRÓNICAS OLISIPONENSES: LUÍS CÍLIA

Cruzei-me com um senhor na Praça de Londres, há dias. Instintivamente sorri. Respondeu-me com um amável aceno de cabeça. Depois de uma breve hesitação, interpelei-o, o que deu origem a uns simpáticos minutos de conversa. Falámos de um querido amigo comum. Pediu-me "quando estiver com ele, diga-lhe para não se esquecer de ler o livro que lhe mandei". Promessa feita. Despedi-me entregando um cartão. Horas depois, recebo um telefonema de Luís Cília, pedindo desculpa por não ter retribuído. Ri com gosto, agradecendo a simpatia. E fico à espera da visita.

Luís Cília, a quem dediquei um programa radiofónico no dia 17 de novembro de 2024, é um músico excecional e um Português Maior.


quarta-feira, 13 de novembro de 2024

O METRO DE LISBOA E A NOVILÍNGUA

Lemos coisas assim, a propósito das novas carruagens do metro:

"Estas novas carruagens, desenvolvidas pela Siemens e Stadler, para o Metro de Lisboa, prometem melhorar a experiência de viagem dos passageiros. Com janelas mais amplas, mais espaço para facilitar entradas e saídas, e uma disposição longitudinal dos lugares sentados, está prometido mais conforto para o passageiros. Cada unidade tripla dispõe de 90 lugares sentados, dos quais 30 serão prioritários (...).

As novas carruagens do Metro, muito semelhantes ao sistema de assentos que vemos noutras cidades mundiais como Nova Iorque, dispostos longitudinalmente, prometem transformar a experiência de todos os utilizadores, uma vez que disponibiliza mais espaço para circulação no seu interior".

Para além das comparações com Nova Iorque fazerem estoirar logo o parolómetro, sublinho coisas que me fazem sempre rir:

Cada unidade tripla tem 90 lugares sentados (ena tantos!); atualmente são 168. Passam a ser 90. Queres metro? Vais de pé...

O eufemismo "mais espaço para circulação no seu interior" significa que passa a caber mais gente. De pé. Apertadinhos.


quarta-feira, 16 de outubro de 2024

ULYSSIPONE PEREGRINATIO

A grande surpesa foi a sala estar cheia (25 pessoas a assitir!), apesar da bátega que caía ao final da tarde, em Lisboa. A minha anterior passagem pela sede da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos tinha sido no dia 22 de junho de 2022.

Tema? Lisboa Islâmica. Mais um capítulo (pessoal) de uma "saga" que já tem cinco anos...


quarta-feira, 9 de outubro de 2024

AS DESCOBERTAS NO ÂMBITO CULTURAL DO EL CORTE INGLÉS

Foi ontem, ao fim da tarde. Uma sala completamente lotada para ouvir a explicação do "Museu das Descobertas". Ou seja, as razões de um falhanço. Correu muito melhor do que eu próprio esperava, confesso. A todos os níveis.

E fui surpreendido com a presença de um assessor da atual vereação lisboeta.



terça-feira, 24 de setembro de 2024

KILL THE POOR

7:35 - Estação de Benfica. Caos total. Atrasos, supressões, um folclore que se me tornou habitual. Os utentes esperam. Os utentes são, maioritariamente, de origem africana. Não pertencem, manifestamente, aos segmentos A e B...

Dou comigo a trautear o estribilho de um velho tema (1978?) dos Dead Kennedys: KILL THE POOR. Gostava dos Dead Kennedys e gostava do punk. E da rebeldia genuína daqueles grupos.

Não matam os pobres. Limitam-se a não os ver.

Fui, contrafeito, apanhar um táxi, para não chegar atrasado à aula. Na estação o caos era cada vez maior.


domingo, 22 de setembro de 2024

LXIX - CRÓNICAS OLISIPONENSES: BRUCE LEE MATUTINO

8:50: Calçada do Cascão. A "criança" seguia rua acima, acompanhado pela mãe. A qual tinha um certo ar freak-intelectual. A "criança" (seis, sete anos), ia dando patadas à Bruce Lee, nos separadores que protegem a área destinada aos peões da zona onde circulam as viaturas. Um separador, um golpe de karaté, outro separador, outro pontapé. Segue-se a "reprimenda":

- Amor não faças isso. Dás cabo dos sapatos.

Vale a pena comentar?


sábado, 14 de setembro de 2024

3599 - pra monilhas, compadre...

Segunda e última vez que me refiro a esta treta: a maior fraude dos transportes da cidade de Lisboa. Quando queremos armar ao tecno-evoluído e depois o sistema funciona quando calha. Um dia mandei uma SMS para saber os autocarros que iam passar na paragem 2806. Eram 18:20. A resposta chegou às 19:06, já eu estava em casa. Pra monilhas, compadre...