terça-feira, 25 de abril de 2017

25.4.1974

Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
Desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença

E sempre a verdade vença,
Qual será ser livre aqui,
Não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
É quase um crime viver.

Mas embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.


Jorge de Sena

No Porto - via Paloma Canivet

segunda-feira, 24 de abril de 2017

DESPORTO X 4

Até 21 de abril fechou-se outro ciclo na vida recente da autarquia. Ficaram concluídos quatro projetos de melhoramento de instalações desportivas.

Quanto se vai investir?
Póvoa de Miguel - 44.324,18 € (apoio ao Grupo Desportivo Povoense)
Moura - 42.442,57 € (apoio ao Moura Atlético Clube)
Amareleja - 40.000 € (apoio ao Grupo Desportivo Amarelejense)
Safara - 13.533,49 € (apoio à Associação Rituais d'Aldeia - Clube de Futebol)

Três destas intervenções foram candidatadas, através dos clubes, ao Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas / 2017.O investimento total é de 140.300,24 €. Está prevista uma comparticipação camarária num montante global de 90.160,11 €.

Entrega do projeto ao GDA, na véspera do aniversário.

domingo, 23 de abril de 2017

DEZ DIAS NA PRESIDÊNCIA

Crónica visual de mais Um dia na presidência. Um trio geograficamente diversificado: Póvoa, Amareleja e Moura. O André Caeiro, o António Serranito e o Miguel Ferro (alunos da Escola Profissional de Moura) andaram um dia inteiro pelos meandros da administração autárquica. Visita a obras, a equipamentos, informações sobre projetos, presença na reunião de câmara, de tudo um pouco se compôs a jornada.

A última edição de Um dia na presidência terá lugar a 3 de maio.

08:05 - Encontro com os trabalhadores, nas oficinas municipais.

08:15 - Visita às oficinas.

08:30 - Preparação do dia: a agenda, os despachos e diversos etc.

09:00 - Reunião de coordenação: preparação da reunião de câmara.

09:45 - Visita ao castelo.

10:00 - Um novo espaço para o multibanco.

10:15 - No Campo Maria Vitória: novo Continente à vista.

10:30 - Pátio dos Rolins: quatro espaços para habitação social.

10:45 - Igreja do Espírito Santo: o sentido da reabilitação.

11:15 - Ponte do Coronheiro: obras de reforço da estrutura.

12:15 - Torre do Relógio: o concurso está a decorrer, haverá obra antes do final do ano.

12:30 - Abastecimento de água ao concelho: passado e futuro da ETA do Ardila.

12:45 - Igreja de Safara: obras de reforço da estrutura.

14:30 - Antiga estação ferroviária: passado e futuro de um edifício.

14:45 - O novo parque infantil do Jardim da Porta Nova.

15:15 - "Água - património de Moura": visita à exposição (que eles já conheciam).

16:15 - Ágora Social: resultados práticos deste gabinete (casa recuperada na Rua da Romeira).

16:35 - Encontro com os trabalhadores, no Cineteatro Caridade.

17:30 - Depois da reunião de câmara.

sábado, 22 de abril de 2017

TANTO QUE ME TENHO LEMBRADO DO DR. PACHECO PEREIRA...

"Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré", costuma recordar o Dr. Pacheco Pereira. Tantíssimo que me tenho lembrado dele...


BRISAS NA TARDE

Presença das Brisas do Guadiana na abertura do novo espaço TERRA GENTE, que conta com a colaboração de artesãos e de artistas locais. É um projeto ligado ao Contrato Local de Desenvolvimento Social, que assim assinala devidamente o seu primeiro ano de trabalho.

No final, houve lugar a uma pequena intervenção e a uma fotografia de grupo. Melhor ainda, uma das senhoras ofereceu-me uma rosa. Nunca tal me tinha acontecido. Pu-la na lapela e usei-a o resto da tarde.



USAIN BOLT - catálogo quase completo

Divirto-me, em dados momentos, a imitar a pose Usain Bolt. São alturas de celebração. A pose é menos formal? Talvez, mas Usain Bolt também não é muito formal... E o exercício do poder tem/deve ter destas coisas.

Inauguração do Centro Náutico da Estrela

Inauguração do Parque de Leilão de Gado


Prémio da APOM para  a exposição "Água - património de Moura"

Manhã dos Campeões

Carnaval 2017

Um dia na presidência

sexta-feira, 21 de abril de 2017

REGRESSO A BÖCKLIN

Entre as águas fica a ilha dos mortos, de Arnold Böcklin (1827-1901). Desta obra, Die Toteninsel, Böcklin fez cinco versões, das quais restam quatro. A que aqui se reproduz é a primeira, pintada em 1880 e que se encontra atualmente no Kunstmuseum Basel, na Suíça. É normalmente apontada a ilhota de Pontikonisi, perto de Corfu, como a inspiração para esta obra. É provável que sim, mas a ilha cemitério de San Michele não deve ter sido alheia à(s) pintura(s).

Recordo o final do poema "Retrato", de Antonio Machado:

Y cuando llegue el día del último vïaje,
y esté al partir la nave que nunca ha de tornar,
me encontraréis a bordo ligero de equipaje,
casi desnudo, como los hijos de la mar.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

MARE TRANQUILLITATIS

Tomei posse há exatamente três anos e meio. Esta notícia, publicada em 28.10.2013 no "Correio Alentejo", cita uma entrevista dada à LUSA. Passado este tempo constato, com agrado, que não falhámos uma única das prioridades. Estão todas concretizadas. Não mudaram, desde outubro de 2013, nem o método, nem o tipo de intervenção, nem o ritmo de trabalho. Prepararam-se, apesar de circunstanciais resmungos, as grandes obras para 2017/21. Tomam forma empreitadas de valor global superior a seis milhões de euros. No meio disto, só a fotografia é que mudou: o cabelo ficou branco, e não percebo como...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

UM POÇO, DOIS POÇOS, TRÊS POÇOS...

A princípio havia UM poço árabe, em plena Mouraria (na esquina do largo com a travessa e com a segunda rua). Que não era árabe nem nada parecido, mas a tradição permaneceu. Na verdade é uma peça tardo-medieval, à qual se veio juntar OUTRO bocal, encontrado na Primeira Rua da Mouraria. Um e outro têm uma cronologia que andará pelos séculos XIV-XV. Aqui, as ruas "não se ficam atrás", e eis que há meses foi identificado um TERCEIRO bocal na Treceira Rua da Mouraria. Não é medieval, nem por sombras. Na melhor das hipóteses, terá cronologia seiscentista.

Os três bocais serão as estrelas da Casa dos Poços, na esquina do largo com a travessa e com a segunda rua. Memória, herança cultural e promoção turística, num processo que arrancou a custo e que agora ganha asas. A partir de final de junho, a nossa Mouraria contará com mais um elemento patrimonial de grande valia.

O bocal nº 3 no local de restauro - a popular indisciplina das curvas e a geometrização palaciana

PRO MEMORIA


A formação de historiador pode pesar um tanto nestas coisas, admito. Mas o registo de factos relevantes parece-me importante. A reabertura do Cine-Teatro, no Domingo de Páscoa, foi pretexto para assinalar obras recentes e sobretudo, para recordar a reinauguração, ocorrida em 1995, e da qual não havia registo escrito no local.

Ai dos que desprezam a memória e não valorizam o passado dos sítios...

ARTE E IMPROVISO - ESCULTURA AUTOMÓVEL

As oficinas são sítios extraordinários. O mais interessante é ver como os objetos mais simples do quotidiano ganham novas formas e novas funções. Há dias, um conjunto de placas de matrícula ganhou contornos diferentes. Assim, verticalizadas e fora do seu contexto habitual, podem ser junk art ou um ready-made. Não sei se o são, mas o quotidiano tem, no seu improviso, coisas assim divertidas.

Oficina automóvel da CMM - 29.3.2017 (08:05)

terça-feira, 18 de abril de 2017

ORIENTE E OCIDENTE, A UM MÊS DO FESTIVAL ISLÂMICO

Cumpre-se um hábito antigo. Darei, também em 2017, o meu contributo ao Festival Islâmico de Mértola. Em 2015 foi com uma curta-metragem de ficção, este ano será com duas exposições. Uma (Al-Sharq wa Al-Gharb) é produzida expressamente para o evento: um conjunto de fotografias de espaços religiosos na Europa, no Maghreb e no Médio Oriente, que serão montadas no Largo da Alcachofra. A outra é uma reposição. Volta a estar patente ao público Arquitetura de Mértola entre Roma e o Islão, que comissariei, em conjunto com Virgílio Lopes, em 2010.

Um regresso duplo a um sítio de gratas recordações.

Ver - http://www.festivalislamicodemertola.com


sábado, 15 de abril de 2017

ENTRETANTO, NA COREIA DO SUL...

... já é Sábado de Aleluia. Esta imagem de Cristo na cruz, marcada por formas um tanto insólitas, está num parque de esculturas cristãs em Yeongcheon, 250 kms a sudoeste de Seoul e 440 km a sudoeste de Pyongyang.

Hoje, muito em especial, o local deve ser sítio de peregrinação. Há cerca de quatro milhões de católicos na Coreia do Sul. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

ISIDORO AUGUSTO

Dia de pausa com uns minutos para olhar livros lá por casa. Um deles, Fazedor de imagens, foi-me oferecido pelo autor, Isidoro Augusto, em 20.12.2015. Coisa estranha, não tenho ideia nenhuma disso... Ainda para mais, o livro é excelente e o fotógrafo um artista de qualidade. Há paisagens, sempre melancólicas e introspetivas, e imensos trabalhos gráficos. Ganhei o dia, graças a Isidoro Augusto. Deixo aqui um texto de António Ramos Rosa.


ISIDORO AUGUSTO
ou a metamorfose do vazio


por

ANTÓNIO RAMOS ROSA


Nestes desenhos foto-gráficos de Isidoro Augusto não há nada de simbólico, alegórico ou metafórico. É que eles nada representam ou figuram, pois são um puro acto cujo objecto é a sua própria génese. Pode dizer-se que este acto é uma afirmação do vazio enquanto lugar da aparição da forma. Assim, a forma surge do vazio no limite em que a sua emergência é a própria formação do vazio. O artista deixa de representar seja o que for para se encontrar face ao visível na sua pureza integral, sem a alienação de qualquer ponto de vista. Este espaço visível mostra-nos então a invisibilidade do ser.


Num certo sentido, tudo o que eu apreendo ou contenho, só o compreendo se souber que é algo inapreensível e que eu posso deixar ser. Só assim a infinidade se revela na sua invisibilidade, na plenitude do vazio. Esta experiência é fundamental porque se trata de uma forma de conhecimento do absoluto. Será este o sentido destes desenhos, dos quais não se pode dizer que tenham um tema ou reproduzam um objecto (real ou imaginário)? O essencial neles seria o vazio, o espaço de que nasce o sentido ou o não-sentido - ou o que transcende o sentido. Na verdade, a imagem nestes desenhos não reenvia a uma realidade exterior ou interior, não é uma representação de um fragmento do visível recortado na experiência quotidiana; é antes um modelo de organização do espaço, conjunto de puros signos sem referência ou qualquer sugestão figurativa. Assim, neles nada se significa, nada se revela a não ser o tema estrutural que constitui a figura ou a imagem do desenho, a qual está para além de qualquer interpretação. Há, talvez, em cada delicada marca, traço ou mancha, ou em cada sombra destas manchas, ou ainda nas linhas que se rompem em minúsculos intervalos, há nestas marcas e nestas falhas, talvez, uma subtil encarnação do desejo ou o frémito de um corpo desejante. Todavia, este frémito não se torna tema ou figura, uma vez que se inscreve na metamorfose do invisível ou na formulação pictórica de um espaço puro.


De certo modo, o que Isidoro Augusto faz é dissociar as significações estabelecidas em partículas in-significantes, mostrando-as e relacionando-as em novas estruturas, que não requerem o sentido institucionalizado, porque são abertas e totalmente vazias. Por outros termos, estes desenhos fotográficos de Isidoro Augusto são menos significativos do que dessignificantes e é essa abertura estrutural, a sua delicadíssima complexidade ou a sua subtil simplicidade, a sua transparência, que os tornam extremamente sugestivos e reveladores de um puro espaço em que a visão se alia à metamorfose do vazio.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MOURA NA "MAIS ALENTEJO"

Saiu a "Mais Alentejo" (nº 138). Há três páginas dedicadas à exposição "Água - património de Moura", que estará patente ao público até dia 11 de junho. Boas fotografias e um bom texto numa ajuda à divulgação do nosso património e do nosso potencial.

Nota pessoal (e destinada a amizades de longa data): não tenho o casaco torto e em desalinho de propósito ou por ser "imagem de marca". É assim há décadas. Vocês sabem...

GABINETE DO EMIGRANTE - DIA 1

Gabinete do Emigrante já pode ser contactado

O Gabinete do Emigrante está a ser instalado, no espaço do Ágora Social, em Moura, e já pode ser contactado por telefone e e-mail.

A Câmara Municipal está a organizar esta estrutura, com os meios da autarquia, com o objetivo de reforçar o apoio aos emigrantes do concelho de Moura sobretudo na área da informação, desde o encaminhamento de materiais noticiosos até ao esclarecimento célere de questões sobre os serviços camarários prestados.

Os emigrantes do concelho de Moura podem contactar o Gabinete do Emigrante através do número de telefone 285 250 490 ou do endereço de correio eletrónico gabinete.emigrante@cm-moura.pt/.

Brevemente será também criado um link no sítio da Internet da Câmara Municipal de Moura, em www.cm-moura.pt, que remeterá para questões ligadas ao Gabinete do Emigrante.

Recorde-se que a ideia para a criação desta estrutura surgiu após a recente realização de uma edição da Câmara Aberta em Lausanne, na Suíça.


Moura, 13 de abril de 2017

O GABINETE DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE MOURA

A gare de Austerlitz, no início dos anos 60. Foi o local de chegada de muitos dos nossos.

LA LYS - A UM ANO DO CENTENÁRIO

Aniversário do 99º aniversário da Batalha de la Lys. A Câmara Municipal fez-se representar, como é sua missão

Estive presente na cerimónia, a convite do núcleo local da Liga dos Combatentes, por dever e por convicção. Ai dos que não respeitam e não valorizam a memória. Ai dos representantes do Povo que não respeitam os que se sacrificaram. A coroa de flores é coisa pouca e apenas simbólica. Mas mal andaria uma autarquia que esse ritual não cumprisse.



quarta-feira, 12 de abril de 2017

EL ATLETI - PEÑA EN LA CIUDAD DE MOURA



Fomos cinco. Nada mau para um primeiro momento. Um encontro de fim de tarde para assistirmos ao jogo Atlético de Madrid - Leicester. Da esquerda para a direita estão o Valter, o João, o Hélder, o Santiago e o Eduardo. O nosso Atleti foi assim-assim. O cachecol é do Hélder e ficou na taberna até à próxima.

A MÚSICA, A LUZ, AS SOMBRAS E A FILARMÓNICA


Regresso a uma antiga paixão: Cecília Meireles. E à música. As palavras foram evocadas ao ver, de manhã bem cedo (noite perdida...), as fotografias feitas há semanas à banda de "Os Amarelos". Retomei e enfatizei o contra-luz que, na altura, me chamou a atenção. Afinal, ainda não chegámos a outubro e as máquinas ainda não têm ferrugem...

Música

Noite perdida, 
não te lamento: 
embarco a vida 

no pensamento, 
busco a alvorada 
do sonho isento, 

puro e sem nada, 
- rosa encarnada, 
intacta, ao vento. 

Noite perdida, 
noite encontrada, 
morta, vivida, 

e ressuscitada... 
(Asa da lua 
quase parada, 

mostra-me a sua 
sombra escondida, 
que continua 

a minha vida 
num chão profundo! 
- raiz prendida 

a um outro mundo.) 
Rosa encarnada 
do sonho isento, 

muda alvorada 
que o pensamento 
deixa confiada 

ao tempo lento... 
Minha partida, 
minha chegada, 

é tudo vento... 

Ai da alvorada! 
Noite perdida, 
noite encontrada... 

In 'Viagem' 

terça-feira, 11 de abril de 2017

DO GHARB AO SHARQ

Final de tarde assim meio introspectivo, revendo o que será a minha participação no próximo Festival Islâmico em Mértola (até custa a crer que tenha usado, nas noites do Cairo, um rolo 3200 e mais custa a crer que o resultado não tenha sido um desastre) e os espaços de culto a ocidente e a oriente. No meio disto, dois sorrisos: a fotografia de cima data de 2003, a de baixo de 2007. Fazem parte do livro "Mar do meio", editado em 2009. O que aqui se apresenta são digitalizações.