terça-feira, 10 de setembro de 2019

MEMÓRIA DA FALAGUEIRA E AS SAUDADES DE SALAZAR...

A imagem de cima é do fotógrafo Alfredo Cunha. Data de 1974. Não tenho forma de saber onde foi feita a fotografia. Mas junto à Estrada da Falagueira, em torno do curso de água que vem do norte, da Serra da Mina, as coisas ainda eram assim em 1983/1984. O autocarro que apanhava em Queluz, em direção a Sete Rios, circundava o largo e seguia, em direção à Venda Nova. Tenho presente, com toda a nitidez, a imagem das barracas amontoadas sobre a ribeira, a mistura de água e de esgoto, o ar mais que precário de tudo aquilo. Tal como tenho presente o que sempre me ocorria, quando via os moradores, a certeza de que com uma enxurrada como a de 1967, muita gente morreria.

O largo tem, hoje, o aspeto que a imagem de baixo mostra. Quase basta isso para explicar a diferença entre o salazarofascismo e a democracia. Entre o antes e o depois do 25 de abril de 1974. Há gente que insiste em não perceber coisas básicas. Vamos ter de insistir na explicação. Uma vez e outra.


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