quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

AMADORA-SINTRA

Quando se fala no Amadora-Sintra é sempre por más razões. Uma pessoa que me é próxima passou três dias nesse hospital. Primeiro, na espera para entrar no SO - um serviço-hangar a que dão o bizarro nome de balcão -, depois no SO, depois na enfermaria, onde permaneceu escassas 10 horas. As condições são boas? Não são muito boas, porque a pressão sobre o hospital é imensa. Mas foi tudo muito melhor do que eu esperava, tendo em conta as terroríficas narrativas que envolvem o nome Amadora-Sintra.

O que foi excecional? A massa humana. A começar por uma verdadeiramente extraordinária equipa de enfermeiros. Assisti, em silêncio, ao trabalho que desenvolviam, sob imenso stress, no tal "balcão". E havia os médicos, claro. E os administrativos, diligentes e práticos.

O que posso dizer do Amadora-Sintra? Muito bem, sinceramente.

Quando a pessoa que me é próxima teve alta fui buscá-la. Perguntou-me "não tenho que pagar nada?". Ri com gosto. Disse apenas: "não, chama-se a isto Serviço Nacional de Saúde". O que era preciso é que não o descalçassem (uma das médicas disse-me isso mesmo, com todas as letras), dando recursos aos privados. Nada contra os privados. Não façam é figura de coitadinhos, alapados, como sempre, à sombra do Estado e dos contribuintes.




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