quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

NANOOK

Mais um filme de outrora. Duplamente. De outrora porque Robert Flaherty (1884-1951) o rodou em 1922. De outrora porque o vi há uns bons 30 anos na Cinemateca.

Se fosse cineasta seria documentarista. Não é tanto por voyeurismo. Mas pelo interesse em olhar o que desconhecemos. E em aprender mais um pouco. É verdade que aprender a fazer um igloo é de discutível utilidade num Alentejo Mediterrânico… Mas estes sete minutos de Nanook são um poema silencioso.

Um documentário com 92 anos, eis a escolha cinéfila da semana.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

UM POUCO DE PATERNALISMO VESPERTINO

Aconteceu esta tarde. Na entrada do departamento governamental onde esperava a hora de início da reunião apareceram dois jovens negros. Andaram pelos vinte e poucos. Um deles veio ter comigo e perguntou-me "sabe se é aqui que se tira a nacionalidade?". Respondi que não fazia ideia, por ser também alheio à casa. Virei-me para o segurança detrás do balcão e pedi ajuda "estes senhores precisam de um esclarecimento". Um dos jovens repetiu a questão, dizendo que já tinha estado no SEF. Afinal, era a outro departamento do mesmo ministério que deveriam ir. Ato contínuo, o segurança explicou "estás a ver onde é a Fontes Pereira de Melo? então, agora sais daqui, viras à direita e o serviço xis fica a uns 100 metros, ok? não há problema que o sítio onde vais está bem assinalado". Os jovens agradeceram, despediram-se de mim e sairam.

Parto do princípio que o segurança não os conhecia de lado algum. Daí que o TU (há dois "tus", o de superioridade e o de igualdade) identificasse todo um estilo.

Lembrei-me de um funcionário da Faculdade de Letras de Lisboa, que vivera em Moçambique e me dizia sempre, em tom enfático, "eu tratava muito bem os meus pretos, estás a ouvir?". Claro que ouvia...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

OS REIS, A ÁRVORE E O CANTE

Noite de Reis. Digressão dentro de Moura. Primeiro, visita à Fundação S. Barnabé, depois à APPACDM, depois à Santa Casa da Misericórdia. O Grupo Coral do Ateneu Mourense brindou as centenas de pessoas que estavam em frente ao mercado municipal com uma magnífica atuação. Foi o começo de uma noite que me levou a Santo Amador (mais cante com o Grupo Coral da Casa do Povo) e à Amareleja (uma longa jornada, vila fora, com o Grupo Coral da Sociedade Recreativa, que contou com a participação de músicos da Filarmónica).

A árvore da partilha, que iluminou as noites mourenses, pairou sobre nós.


Moura

Santo Amador

Amareleja

DEPOIS DO ADEUS


A vida dele terminou em happening, sem que saibamos se assim o desejava. Só o vi jogar, ao vivo, uma vez, em dezembro de 1973. O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting. Golos de Eusébio, no dia em que morreu o árbitro Fernando Leite.

Curiosamente, a minha memória do grande jogador está ligada ao louvor que lhe fizeram dois jornalistas, um francês, outro espanhol: Pedro Escartín (1902-1998) e Jacques Ferran (n. 1920). O primeiro num excecional livro sobre o Mundial de 1966, o segundo num artigo, de grande concisão e elegância, para uma publicação de homenagem a Eusébio.

Um percurso de exceção, que nos dias de hoje teria contornos ainda mais invulgares. Quantas vezes ele próprio terá pensado isso é pergunta que muitas vezes me coloquei.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

LUZ, MAIS LUZ!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

29.9.2013

O ano acabou há pouco. De um ano pouco nos fica. Deste que passou recordarei, daqui a algum tempo, quase nada. O meu dia mais significativo foi o 29 de setembro. Foi a data das eleições autárquicas.

Cheguei aquele dia depois de meses duros e intensos. Em setembro de 2012 não me passava pela cabeça ser candidato. Um ano depois era dado como favorito para ganhar as eleições. Encaro essa perspetiva com calma e sem euforia. Ao cair da tarde, na solidão do gabinete, leio a imprensa do dia e tomo notas num caderno. Chega a Isabel, que me vem fazer companhia. Nunca esteve de acordo com a minha opção política, mas vem dar-me apoio. Um gesto de elevação. Logo a seguir, a Sara Infante sobe as escadas. É a colaboradora da “Rádio Planície” que vem acompanhar o candidato da CDU. Prefiro aquela quase solidão ao bulício e ao nervosismo da sede. Passam as 19.30, depois as 20. Não há resultados. Elas dão nota de impaciência. Explico que só haverá alguns resultados por volta das 20.30 ou das 20.45. Se as tendências de voto forem claras, os resultados serão inequívocos cerca das 21.30. Caso contrário, a noite será longa. Volto a mergulhar na leitura e vou explicando como são as noites das autárquicas. Chegam os primeiros dados. Há surpresas. Os resultados são bons, mas não excecionais, em Santo Aleixo e em Safara, melhores no Sobral e, pasme-se, ganha-se a Junta da Póvoa. Olho para os números e não estou convencido. Estamos à frente, mas perdemos votos. A Sara pergunta quando haverá declarações. Rio e digo que falta muito. Subitamente, as coisas complicam-se. Há perdas importantes em Moura e em Amareleja. O PS não se afirma, embora suba um pouco. A contagem faz-se taco a taco. Tenho a sensação de que irei perder. A Isabel mostra-se incrédula. A Sara quer declarações. A dada altura, já a noite vai longa, tenho a quase certeza da derrota. A minha calma causa, paradoxalmente, enervamento. Lembro-me de um poema de Konstandinos Kavafis, “Pois Deus abandona a António”, que evoca a derrota de Marco António. O texto é de uma beleza ímpar e leio-o em tom pausado, quase solene. A Isabel pergunta “como é que raio tens cabeça para poetas gregos a esta hora?”. Telefona-me o José Maria, preocupado com o evoluir da contagem. A coisa está muito tremida. Decido sair do gabinete e ir para a sede de campanha, para acompanhar os nossos generosos ativistas. O ambiente é pesado. Uma funcionária da Câmara, por quem tenho respeito e amizade, repetia “eu não acredito”. Chegam notícias de vitórias: Beja, Cuba, Évora, Alandroal, Loures, Grândola... Digo, em tom de humor ácido, “sou a ovelha negra da CDU”. A Zélia repreende-me, sem cerimónia. Chovem telefonemas, que rejeito, e sms, que ficam sem resposta. Mantenho uma calma que causa mais enervamento em volta. A Sara quer umas palavrinhas para a Planície. Digo que só falarei quando houver resultados finais. Sei que a vida de muitos dos que me apoiaram não será fácil. Já vi este filme. Falta uma mesa por contar e temos 40 votos de desvantagem. Dou a eleição como perdida e começo a preparar, mentalmente, um discurso de despedida. E outro futuro. Subitamente, o PS faz a festa. Clamor, buzinas, uma caravana que se forma. O repórter da Rádio Planície dá, em tom empolgado, a vitória do meu adversário como certa. Este, sem maturidade e de forma precipitada, proclama-se vencedor e faz um discurso despropositado. Pedem-me declarações. Volto a recusar. Vejo passar um funcionário da Câmara, que sempre me fez profundas declarações de amor e fidelidade, em direção à sede de candidatura do PS. Vai de sorriso rasgado e olha, ironicamente, o grupo de gente abatida que está à porta da nossa sede de campanha. De onde eu estou ele não me vê. Também eu sorrio e penso em Blaise Pascal... Chega o Escolate, que estava em casa e me veio dar um abraço. Logo a seguir chega o Tarugo. Conto com os de sempre, coisa que não se apagará. Mais com o Jorge, que está com um ar chateadíssimo. Subitamente, o José Maria telefona, com uma frase curta: “já podes dizer à malta que ganhámos”. Peço que me confirme. Pergunto se quer que espere por ele. Diz-me que não. Cruzo o largo em passo lento. Durante aqueles cinco segundos percebi que o futuro seria, afinal, outro. Duas pessoas perguntam-me que se passa. Faço “bluff” total e nada digo. Subo a um improvisado palanque e peço às dezenas de pessoas que se aproximem. Peço um segundo de silêncio antes de dizer “ganhámos”. Só consigo dizer uma palavra. Só essa. Sou submergido pelo entusiasmo. Abraços, gritos e encontrões. Há quem chore copiosamente. Vou beber uma imperial, com os de sempre, ao “Ideal”. Começa uma ida e vinda entre a sede e a Câmara. Não há a certeza da maioria absoluta. Depois sim, isso confirma-se. Falo, finalmente, à Rádio. Refugio-me, quase solitariamente, no “Liberato”, para uma cerveja. Telefona Francisco Cerejo a dar-me os parabéns. Retribuo. Do outro lado, nada mais. Rumo à Póvoa de S. Miguel, ainda em plena festa do padroeiro. A minha chegada causa surpresa. Tratava-se de uma promessa que fizera ao Rui Almeida “se ganhar, vou beber uma cerveja consigo”. Chove na Póvoa e há um baile molhado no meio do largo. Apetece-me dançar mas tenho vergonha. Opto por mais uma imperial. Levo um banho de “whisky-cola”, dado pelo Cláudio Pereira. Regresso a uma Moura silenciosa. Antes de rumar à Salúquia, ainda tenho tempo para um derradeiro festejo com um eufórico grupo de santo-aleixenses (Jorge Machado, José Caçador etc.), armado com uma grade de minis.

CODA – O futuro mudou, de vez, em 20 de outubro. Tomei posse, tendo a honra de ser o oitavo presidente da câmara do pós-25 de abril. Não está ninguém de Mértola. Não há colegas de profissão. Vieram amigos de fora. Não posso deixar de notar que são mais os do PS e os do PSD que os do PCP. Estão, sobretudo, os amigos de sempre. E estão os mourenses.


Crónica publicada em "A Planície" de 1.1.2014. A fotografia é do amigo Rui Ferreira. Veja-se o site:
http://www.rf-fotografia-aerea.com

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

CARPE DIEM


O ano não começou mal. O Manuel Passinhas enviou-me fotografias, mostrando as várias fases de reconstituição de uma peça tardomedieval da Mouraria de Moura. Uma prova do talento de quem sabe ler os materiais e fazer deles Arte.

Mais Arte pela manhã, com o Concerto de Ano Novo, pela Filarmónica de Viena, ritual que repito, todos os anos. Só tenho um pouco de inveja de quem assiste ao vivo. Resta-me o prazer de assistir na tv, juntando-me a centenas de milhões, em todo o Mundo. Privilégios do mundo contemporâneo, em todo o caso...

Aproveitemos o momento e a sua fugaz placidez.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

EXPETATIVA

Fotografia - Cindy Sherman

2013 está quase. Aguardemos 2014. Mais que isso, construamos 2014.

PENÉLOPE, A ARQUEOLOGIA E TUDO

Penélope

Desfaço durante a noite o meu caminho.
Tudo quanto teci não é verdade,
Mas tempo, para ocupar o tempo morto,
E cada dia me afasto e cada noite me aproximo.

Sophia de Mello Breyner Andresen


Quase no final do ano recuperou-se, nas reservas de arqueologia, uma peça desconhecida. Uma placa, de inequívoco uso litúrgico. No castelo de Moura houve, há 1500 anos, uma igreja. Talvez fosse essa a Ecclesia Santa Maria Lacaltensis. Assim quase se acaba o ano. Fazendo e desfazendo. Entre o passado, a arqueologia, sonhos, desejos e projetos. Ao jeito de Penélope.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

NA VIGA BAMBA

Esta fotografia de Lewis Hine (1874-1940) é conhecidíssima. Desafia todas as normas de segurança, mas no início dos anos 30 do século passado essa não era uma das preocupações de topo.

Em todo o caso, duvido que lhe aplicasse a ideia de um ofício que fosse intensidade e calma, como escreveu António Ramos Rosa (1924-2013).


Um Ofício que Fosse de Intensidade e Calma

Um ofício que fosse de intensidade e calma
e de um fulgor feliz E que durasse
com a densidade ardente e contemporâneo
de quem está no elemento aceso e é a estatura
da água num corpo de alegria E que fosse   fundo
o fervor de ser a metamorfose da matéria
que já não se separa da incessante busca
que se identifica com a concavidade originária
que nos faz andar e estar de pé
expostos sempre à única face do mundo
Que a palavra fosse sempre   a travessia
de um espaço em que ela própria fosse aérea
do outro lado de nós e do outro lado de cá
tão idêntica a si que unisse o dizer e o ser
e já sem distância e não-distância nada a separasse
desse rosto que na travessia é o rosto do ar e de nós próprios 

FM 2 - PRIMEIRA DESPEDIDA DO ANO

FM 2 não é nenhuma estação de rádio. É uma das minhas mais antigas e sólidas paixões: uma NIKON FM 2, igualzinha (na lente e tudo) a esta. Comprei-a em 1983, por um valor exorbitante, algo como 150 euros atuais. Gosto tanto da máquina, que já falei dela umas três vezes aqui no blogue.

Vou entregá-la, no início do 2014, a uma jovem amiga, cheia de genica (e com mãos de ferro…) e que diz ter interesse pela fotografia. Acho que vai correr bem...

domingo, 29 de dezembro de 2013

MOURA - ORÇAMENTO E GOP 2014

Orçamentar equivale, muitas vezes, a restringir ou a cortar.

2014 será mais um ano de grandes dificuldades para todos. As autarquias não são exceção. O Orçamento e as Grandes Opções do Plano da Câmara Municipal de Moura foram aprovadas, na passada sexta-feira, com 12 votos a favor (CDU), 12 abstenções (PS) e 2 votos contra (PSD). Os votos contra foram justificadas com meia-dúzia de incongruências, entre as quais a já estafada "falta de incentivo ao investimento". Há coisas que se dizem assim, sem desplante nem vergonha... Houve, ainda, uma crítica cerrada, do PS, ao outsourcing. No suposto outsourcing incluem-se os pagamentos à Águas do Alentejo, à RESIALENTEJO e à EDP. Não percebi, mas admito que a insuficiência possa ser minha...

Houve ainda outros fait-divers, como o da votação na participação variável no IRS, que teve contornos de tragicomédia. Voltarei a este e outros tópicos daqui a umas semanas. O ano promete.

O CAPOTE

São os dias de frio e as recordações de juventude que me levam a este filme. O capote, rodado por Alberto Lattuada (1914-2005) em 1952, passou na RTP há uns 35 anos. Não me recordo de grandes detalhes do filme, a não ser a angústia que senti quando o capote é roubado ao pequeno funcionário que tanto se sacrificara por ele. E recordo, naturalmente, a última cena, quando o fantasma do homem assombra a cidade.

O ator é o extraordinário Renato Rascel (1912-1991). Que foi também um grande compositor. É dele a música de Arrivederci Roma...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FESTA DE ENCERRAMENTO

Nunca dei muito pelo futuro do sítio, quando me disseram que a gerência seria assegurada pelo Lino Pinto (em primeiro plano, na fotografia), amigo e antigo colaborador das escavações arqueológicas no castelo de Moura (época 1989/90). O estilo histriónico e pouco ajuizado do gerente não auguravam um grande futuro à casa.

No primeiro dia, e para demonstrar as suas capacidades, exigiu que lhe mostrasse o BI, quando lhe pedi uma imperial. A justificação, "não posso servir menores e todo o cuidado é pouco", mostrou o futuro.

Afinal, a aventura - que agora segue noutro local - durou cinco anos. Ontem, os habitués juntaram-se numa ruidosa e divertida celebração de encerramento.

FORCADOS AMADORES DA PÓVOA DE S. MIGUEL - 10 ANOS

O 10º aniversário foi em setembro. A corrida de touros onde tal foi assinalado teve lugar no dia 28 de setembro. Ou seja, na véspera das eleições autárquicas. Ou seja, qualquer homenagem pública naquela data iria parecer outra coisa. Mandaram a prudência e a decência que se adiasse o evento. Foi no passado sábado que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal homenagearam o grupo. Uma cerimónia simples, mas a que quisémos dar toda a importância e significado. Venham mais 10 anos.

E AGORA, A PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA DISTRITAL DE BEJA...

Uma pessoa andar folgada e com pouquíssimo para fazer dá nisto… Fui eleito presidente da Assembleia Distrital de Beja, órgão que superintende o Museu Regional. O museu vive, há anos, num limbo administrativo. Uma situação lixada, à qual fico, agora, ainda mais ligado.

Os próximos tempos serão de combate. E da procura de soluções, que terão de ser marcadamente criativas.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

FLAGRANTES DA VIDA REAL - V

A senhora estava habituada às minhas pequenas manias. Uma delas, algo inofensiva, é a de não apreciar por aí além peixes de aviário. Ou de rio. Também os como, mas nunca são a primeira escolha.

Naquele dia, pôs-me o prato na frente e anunciou: "é peixe do mar!". Duvidei "tem a certeza?". Respondeu, quase abespinhada, "sim, senhor! Perca do Nilo!". Não estava mau, o peixinho.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

1400 ESCRAVOS

1400 escravos. Foi esse o espantoso número, anunciado há semanas, referente ao número de escravos hoje existentes em Portugal. Hoje, no ano de 2013, em pleno século XXI. 1761 e 1869 são datas históricas. Ou serão apenas datas?

O número anunciado - 1400 escravos em Portugal - no início do século XXI - mereceu menos atenção que qualquer jogo de futebol de terceira categoria. Um sinal dos tempos.


Um mercado árabe de escravos, segundo um orientalista americano

OLÉ PÓVOA OLÉ

Uma quadra com toques diferentes pelos lados de Moura. Nunca acontece nada naquelas terras? É o que alguns dizem, mas estão seriamente equivocados. As pessoas organizam-se, mobilizam-se e inventam pretextos para dias diferentes. Nos dias 21 e 22 houve mais de 15 eventos no concelho de Moura. O mais original talvez tenha sido o do presépio montado no interior da Casa do Povo da Póvoa de S. Miguel. Um cenário de grandes dimensões, a que o salero do grupo de sevilhanas A mi manera deu um tom diferente. No meio de tantas raparigas, quem melhor bailou foi o jovem Ramalho. Assim me pareceu, pelo menos.

Aquela tarde na Póvoa levou-me a tempos já distantes, de natais em Paymogo e em Madrid. Da Calle Calvo Sotelo (nº 22) à Avenida Menéndez Pelayo (nº 63 - 4ºF) vai um saltinho de memória.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CÂMARA ABERTA


De 17 a 20 houve Câmara Aberta. Uma primeira edição, dedicada à defesa da integridade do território. Houve reuniões com a Estradas de Portugal e com a EDIA. Houve visitas a obras na Amareleja. E mais encontros em Santo Aleixo. E uma Assembleia Municipal em Santo Amador. E ainda a reivindicação quanto à repartição de Finanças.

O contacto direto não é só em tempo de campanha. A próxima Câmara Aberta será em fevereiro ou março.