sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PARES V: RÓMULO E REMO


Rômulo Rema



“Rômulo rema no rio.
A romã dorme no ramo,
a romã rubra. (E o céu)
O remo abre o rio.
O rio murmura.
A romã rubra dorme
cheia de rubis. ( E o céu)
Rômulo rema no rio.



Abre-se a romã
Abre-se a manhã.



Rolam rubis rubros no céu.
No rio,
Rômulo rema.”



O lirismo de Cecília Meireles e a pintura densa (ía dizer pesada, mas o JOC depois vai dizer que é má vontade minha e que não percebo grande coisa de pintura, o que é, também, verdade) de Rubens. E a evocação de um par fundador e fundamental: Rómulo e Remo. O porquê da escolha? Gosto, já o disse, de Cecília Meireles, e gosto da redondez da palavra "romã". E daquele som rolado.

Sem comentários: