domingo, 9 de maio de 2021

ANTÓNIO ZINGA REVISITADO - um momento borgellesiano

Há quase nove anos (29.5.2012) falei num pintor angolano, António Zinga. Fazia quadros que os soldados compravam e traziam depois para a Metrópole, como recordação e, provavelmente, como exemplo de Arte Africana.

António Zinga esteve ativo, que eu saiba, entre os anos 60 e a primeira metade da década de 70. Quando sobre ele escrevi, recebi vários contactos de pessoas que também tinham quadros seus e que queriam saber mais. Não pude ajudar, porque não tinha mais informação.

Lá em casa havia um quadro. Em tons de fogo. Que foi pendurado numa parede azul ferrete, uma cor muito ao gosto da época e que foi premonitória.

Não sei o que aconteceu ao quadro. Mas hoje fui dar com uma obra de António Zinga, que esteve à venda numa leiloeiro do Rio de Janeiro, em 2020. Não foi vendida.

O estranho é que o quadro (abaixo reproduzido) parece mesmo, mesmo o que estava em Queluz. Provavelmente, haveria uma produção em série. Ou não...



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