No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Ao re(ouvir) o poema de Camões na sexta de manhã, no Panteão Nacional, notei a sua espantosa atualidade e pertinência. A cada dia que passa se tomba mais a balança. Manda quem pode...
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