Quando me perguntaram se estava disponível para ser mandatário do António Filipe a minha resposta foi curta e rápida “obviamente que sim”.
E porquê uma resposta tão pronta? Conheço-o há 40 anos. Isso só por si não justifica nada, claro. Mas conheço do António Filipe [e isso sim é importante] a sua atitude de grande seriedade e de grande decência, na vida política. Nos dias que correm, e em que a política parece muitas vezes um circo, isso não é coisa pouca. Mas há mais coisas que me levam a estar com o António Filipe nesta sua candidatura à Presidência da República. A sua reconhecida competência técnica. A sua preparação e domínio dos dossiês. A sua atitude responsável.
Hoje em dia, está muito na moda, dizer-se que políticos como o António Filipe estão ultrapassados. Que o que ele diz – e outras pessoas da sua [e da nossa] área política – está fora de moda. Que são coisas que já não interessam.
A minha discordância com essas perspetivas é completa.
E a minha concordância com os temas que o António Filipe tem trazido ao debate político é total. Quando o nosso candidato traz para o debate as questões em torno do trabalho, repito do trabalho, dificilmente poderemos dizer que é um tema ultrapassado.
Trazer para a primeira linha do debate político o tema da Saúde – como o António Filipe tem feito – não é falar de coisas fora de moda, pois não? Ao contrário, é falar-se de uma questão decisiva para todos nós. Tal como é essencial defender o Serviço Nacional de Saúde. Defendendo a responsabilidade do Estado no bem-estar das populações.
O António Filipe tem insistido muito no tema da habitação. Não me vão dizer / não nos vão dizer que isto também está fora de moda e que estamos ultrapassados. Cito o nosso candidato: “são questões socias fundamentais que não podem ficar de fora de nenhum debate político”.
O que o António Filipe tem feito com esta candidatura é elevar o nível do debate. O que ele tem feito é chamar a atenção para o mau estado em que estamos. E para a necessidade de se construírem novas e melhores soluções.
A candidatura do António Filipe tem sido uma verdadeira jornada cívica. Tem corrido todo o País, contactando os mais diferentes setores da Sociedade. Tem falado com empresas, com associações, com trabalhadores, com a Igreja, com os nossos emigrantes. Um exemplo de como as coisas devem ser feitas. Ouvindo, escutando, falando, explicando.
Um Presidente da República não é um provedor de justiça. Mas tem responsabilidades políticas e cívicas a que deve responder. Daí que, pessoalmente, valorize muito este método de trabalho que o António Filipe tem posto em prática. É preciso sair dos gabinetes e ir ao encontro das pessoas.
Daqui até dia 18 é uma viagem rápida. Como disse um conhecido jogador de futebol: “prognósticos só no fim do jogo”. Vamos em frente, com determinação, com entusiasmo, com determinação e sem cedências nas questões que são essenciais. Estou contigo, António Filipe. Estou eu. Estamos nós. E estarão muitos mais, para cumprir Abril.
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