quinta-feira, 12 de março de 2026

PANTEÃO NACIONAL - MODOS DE VER

A inauguração foi ontem, ao fim da tarde.

Uma recolha longa de imagens, que pode ser vista até final de junho.

Aqui reproduzo o texto de abertura da exposição:

O título da exposição evoca, e apenas isso, uma conhecida obra de John Berger. Não são as perspetivas ideológicas da Arte que aqui nos motivam. Mas sim, de forma muito explícita, os vários modos como o Panteão tem sido olhado.

A parte central da exposição mostra todas as propostas de remate do monumento que, ao longo dos séculos XIX e XX, foram sendo traçadas. São imagens de um panteão que, verdadeiramente, nunca existiu.

“Panteão Nacional – modos de ver” propõe um percurso marcado por uma deliberada diversidade. Abrange os registos mais antigos do monumento (telas, painéis de azulejos...), as representações do Panteão na publicidade, as perspetivas que gerou em artistas contemporâneos ou os momentos históricos de que foi protagonista. A banda desenhada, a televisão, os discos, aproximam o monumento dos “media” dos nossos dias.

“Panteão Nacional – modos de ver” não é uma monografia sob a forma de imagens. Nem apresenta uma narrativa histórica. É antes um convite à descoberta das diferentes representações que o monumento tem motivado. É também um desafio aos visitantes, que podem, a partir daqui, criar o seu próprio modo de ver o Panteão.

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