segunda-feira, 2 de novembro de 2026

LA MUERTE BELLA

Dia de muertos, em jeito mexicano. Entre a Embaixada (a fotografia de cima é um detalhe do meu outfit) e o Museu Nacional de Etnologia, onde acaba de ser uma inaugurada uma notável exposição/instalação.

Com um poema de Juan Ramón Jiménez.


LA MUERTE BELLA

 

¿Que me vas a doler, muerte?

¿Es que no duele la vida?

¿Porqué he de ser más osado

para el vivir esterior

que para el hondo morir?

 

La tierra ¿qué es que no el aire?

¿Porqué nos ha de asfixiar,

porqué nos ha de cegar,

porqué nos ha de aplastar,

porqué nos ha de callar?

 

¿Porqué morir ha de ser

lo que decimos morir,

y vivir sólo vivir,

lo que callamos vivir?

¿Porqué el morir verdadero

(lo que callamos morir)

no ha de ser dulce y suave

como el vivir verdadero

(lo que decimos vivir?)












domingo, 1 de novembro de 2026

PRAÇA CHEIA, PELA HABITAÇÃO

Não eram umas centenas, como insistiam alguns canais televisivos. Éramos bem mais de mil. Facto interessante, havia de tudo em termos etários: desde muito novos até muito idosos. Uma massa de gente bastante diversificada. Preocupação comum: a habitação. Tema comum: as críticas à desastrada gestão de Luís Neves.

O Governo não consegue avançar com uma só ideia (uma só que seja, para amostra) para resolver o problema da habitação. Para cúmulo, sairam com aquela anedota dos apoios financeiros para famílias carenciadas na compra de carros...