
segunda-feira, 20 de julho de 2026
ANTÓNIO PASSAPORTE

sexta-feira, 17 de julho de 2026
quinta-feira, 16 de julho de 2026
RECORDANDO 2016
Estávamos no inverno de 2016 e não havia Comissão de Festas. Era preciso encontrar uma solução e "promover" uma Comissão.
Fomos falar com antigos festeiros. Primeira reação "nem pensar". O que é mais que compreensível. Depois houve reuniões e mais reuniões. O que se pedia? Trabalho (ainda por cima à borla...) e a Câmara estaria na "dobra", a apoiar. Futebolisticamente, ao jeito de um "libero".
Não poderia ser, em caso algum, a Câmara a organizar a Festa. Nunca!
Foram semanas de intenso esforço. Deles e da equipa camarária. E a Festa fez-se e foi fantástica.
Nunca esqueci nem esquecerei aquele extraordinário grupo.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
A CAMINHO DE BAFATÁ
Os edifícios e as praças dos sítios são sempre o grande apelo. Fui à Síria depois de ver as colunas de Palmiyra num museu belga. Quis ir a Argel depois de ver as ruas da cidade num filme de Costa-Gavras. E Bolama foi o destino, depois de uma "misteriosa" fotografia de um edifício colonial, localizada algures.
Na lista, será cumprida?, ainda estão Tombuctu, Ghardaia e Ghadames.
Agora é (será? seria?) Bafatá. Esta é a extraordinária fachada, de revivalismo neo-árabe, do mercado da cidade.
Bafatá fica 100 quilómetros a oriente de Bissau, na confluência dos rios Geba e Campossa.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
CHAMPIONS
quinta-feira, 9 de julho de 2026
UMA IGREJA NA POLANA
Ainda ontem se falou nesta igreja. O meu interlocutor estava convencido que era projeto de Pancho Guedes (1925-2015). Não é. Foi seu autor o arq. Nuno Craveiro Lopes (1921-1972), filho de Francisco Craveiro Lopes, Presidente da República entre 1951 e 1958 (v. fotografia de baixo).
Nuno Craveiro Lopes desenvolveu os seus principais projetos em Moçambique. O mais emblemático é a Igreja de Santo António, na Polana. Estive lá há quase 30 anos. Numa das cidades que mais marcas me deixou.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
POUSÃO, AINDA E SEMPRE
Nunca tinha visto este pequeno óleo sobre cartão. Não tenho dele qualquer memória. Vi-o, há dias, no Museu Nacional de Arte Contemporânea. A vida curta de Henrique Pousão (1859-1884) não permitiu mais do que uma produção não muito extensa, que nos dá uma ideia da sua genialidade, cortada pela doença.
Esta imagem é de Capri, mas podia ser de qualquer outro sítio no Mediterrâneo.
Como escreveu Raquel Henriques da Silva: registem-se os estudos para Casas brancas de Capri, imobilizando os volumes mediterrânicos sobre os valores ‘dissonantes’ da atmosfera e da vegetação cujas sombras materializam uma espessa luz colorida, segundo a poética pessoal que o pintor desenvolveria na obra final.
terça-feira, 7 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
THE NOR-WAY TO BRAZIL
Excepcionais, Vinícius e Casemiro. E isso não chega.
O resto? São bons, sem serem para a História.
Desde 1990 que o Brasil não ficava pelos 1/8. E tinha então uma seleção muito melhor.
Segue o Campeonato. Ficará para ser recordado pelas piores razões.
TROPEL
Começa julho. E prepara-se setembro, que agosto é mês que "não conta". Depois do desgaste de "Modos de ver", o verão irá acabar com Equus, os ecos da obra de Júlio Pomar. Estudos e obras terminadas. Entradas de toiros, corridas e bandarilheiros. Hoje esses temas já não são tema... Há que recuperá-los.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
UM ESTÁGIO EM MEM MARTINS
Ou no Casal de S. Marcos. Ou nos Moinhos da Funcheira. Os primeiros dois sítios ficam no concelho de Sintra. O derradeiro no da Amadora. Era essa a ação de formação, esse estágio, que proporia à Ministra do Trabalho, a inacreditável Maria do Rosário Ramalho. E a todos aqueles que apoiam as (agora chumbadas) alterações à legislação laboral. Algo parecido aqueles programas patetas da televisão, em que as pessoas têm de sobreviver em ilhas desertas ou coisa que o valha. Aqui o desafio seria bem mais simples: teriam de ir trabalhar em Lisboa (na Rua da Junqueira, por exemplo, que não há transporte direto para lá) e viver com o salário mínimo. Seis meses de “ação de formação”. Nada de carro com motorista nem cartão de crédito da empresa. Tirava o passe social e ala, que se faz tarde. Para vos poupar trabalho, a deslocação acima referida traduz-se em cerca de três horas diárias. Mais as horas de trabalho, de preferência com um daqueles patrões feroz paladino do “crescimento” e da “produtividade”. Um dia após outro. Sempre a mesma rotina. Sem alternativas, nem flexibilidade. Sem possibilidade de amealhar. Sem possibilidade de acompanhar de forma adequada o crescimento dos filhos. Sem possibilidade de estar presente no envelhecimento dos pais. Eles próprios, que já foram sugados pelo sistema, irão com sorte parar a um lar barato. Daqueles que são notícia, de vez em quando, sempre por más razões. Um dia após outro, sempre assim, sem possibilidade de respirar, nem de aspirar a uma coisa “simples” chamada Felicidade. E a uma outra chamada Liberdade. Que não só de votos vive a Democracia, tenham lá paciência.
Por isso, acho que Mem Martins ou os Moinhos da Funcheira (seis meses bastariam…) seriam um excelente treino para a Ministra do Trabalho, a inenarrável Maria do Rosário Ramalho. Ou para aquele que, em tempos, disse esta coisa fantástica: “quem é rico pode viver no Chiado, quem não é, não pode. É assim”. Ou um outro, que teve este “pensamento” não menos fantástico “não podemos ter pessoas da classe média ou média baixa a viver em prédios classificados”.
Seis meses, vejam lá, só isso, não peço mais, com o salário mínimo, horários alargados de trabalho, bancos de horas, o uso obrigatório dos transportes públicos. Os engarrafamentos colossais, os autocarros em ritmo de procissão, os comboios à cunha.
Todos os dias vejo pessoas e vidas assim. Não conheço os pormenores. Mas conheço-lhes o cansaço. Ao fim da tarde, na estação de comboios de Entrecampos, há sempre um magote de pessoas que regressa do emprego. Têm ar de exaustão e vestem, quase sempre, roupas modestas. Gente moída por horas a fio de trabalho. Aguardam, resignadamente. O problema, pelo menos um deles, é que aguardem resignadamente…
Logo mais, ao fim do dia, irei apanhar os transportes públicos, como quase sempre faço. Haverá muita gente – com uma larga maioria de africanos ou de portugueses de origem africana. Mas não me cruzarei com “decisores”, nem com “comentadores”, nem com “politólogos”, nem com todos aqueles que entusiasticamente falam em “produtividade” e em “crescimento”. Como se isso fosse um toque de magia. E que da vida das pessoas nada conhecem. Nem tal lhes interessa.
Crónica em "A Planície"




