segunda-feira, 14 de maio de 2012

DECÁLOGO FEIRAL - VI: JARDIM DAS OLIVEIRAS

Foi concluído, e aberto ao público, o Jardim das Oliveiras.

O espaço fica entre o CEPAAL e o Lagar de Varas do Fojo e tem cerca de 1.600 m2. O projeto foi concebido por Francisco Caldeira Cabral. A obra orçou em cerca de 195.000 euros, tendo a Câmara Municipal de Moura ali investido 23.500 euros. O restante financiamento veio dos fundos comunitários e do Turismo de Portugal.

Deu-se-lhe o nome de Miguel Hernández (1910-1942), em homenagem ao grande poeta espanhol.

A inauguração contou com a presença qualificada do Grupo Coral do Ateneu Mourense e com a visita surpresa de Ijeoma E. C. Bristol, embaixadora da Nigéria em Portugal.


Andaluces de Jaén,
aceituneros altivos,
decidme en el alma, ¿quién,
quién levantó los olivos?
.
No los levantó la nada,
ni el dinero, ni el señor,
sino la tierra callada,
el trabajo y el sudor.
.
Unidos al agua pura
y a los planetas unidos,
los tres dieron la hermosura
de los troncos retorcidos.

Levántate, olivo cano,
dijeron al pie del viento.
Y el olivo alzó una mano
poderosa de cimiento.
.
Andaluces de Jaén,
aceituneros altivos,
decidme en el alma ¿quién
quién amamantó los olivos?

Vuestra sangre, vuestra vida,
no la del explotador
que se enriqueció en la herida
generosa del sudor.

No la del terrateniente
que os sepultó en la pobreza,
que os pisoteó la frente,
que os redujo la cabeza.
.
Árboles que vuestro afán
consagró al centro del dia
eran principio de un pan
que sólo el otro comía.

¡Cuántos siglos de aceituna,
los pies y las manos presos,
sol a sol y luna a luna,
pesan sobre vuestros huesos!

Andaluces de Jaén,
aceituneros altivos,
pregunta mi alma: ¿de quién,
de quién son estos olivos?

Jaén, levántate brava
sobre tus piedras lunares,
no vayas a ser esclava
con todos tus olivares.

Dentro de la claridad
del aceite y sus aromas,
indican tu libertad
la libertad de tus lomas.

DECÁLOGO FEIRAL - V: FRANCISCO PINTO MOREIRA

Quinta modalidade: a fotografia.

A feira teve este ano um elemento inovador, o Salão de Caça e Pesca. Permito-me destacar um aspeto que pode ter passado sem grande relevo, no meio do "barulho das luzes" de uma feira: as fotografias do meu amigo Francisco Pinto Moreira, feitas no âmbito de um projeto para a Herdade da Contenda. Conheço-o há muitos anos e se, há duas décadas, me dissessem que o Pinto Moreira seria, um dia, um grande fotógrafo de natureza, rir-me-ia.

A verdade é que as fotografias são muito boas.

Um cuco-rabilongo.
É uma espécie frequente, que se torna pouco discreta quando canta. Coisa própria dos cucos.

DECÁLOGO FEIRAL - IV: O'NEILL



Quarta modalidade: os colóquios.


Houve muitos colóquios, encontros e debates. Com temas diversificados. E em diferentes sítios.

Serei seguramente parcial, mas todo o sentido do que se quis fazer, em termos de diferença, nesta feira pode traduzir-se no encontro de sexta-feira à tarde. No colóquio Azeites, modos de ver e de sentir, houve abordagens que passaram pela literatura, pela pintura e pela publicidade. O título, já agora, fui buscá-lo ao conhecido livro de John Berger Ways of seeing.

José Quitério leu este poema. É de Alexandre O'Neill. Só podia ser de O'Neill:

A uma oliveira

Muito antes de Os Lusíadas diz-se que já aqui estavas.

Pré-camoniana,
sazão a sazão,
foste varejada séculos a fio.

O pinho viajou.
Tu ficaste.

Ao som bárbaro de um rádio de pilhas,
desdobram toalhas
na tua sombra rala.

domingo, 13 de maio de 2012

DECÁLOGO FEIRAL - III: SHOWCOOKING

Terceira modalidade: o showcooking.

Houve várias sessões: a mais concorrida teve como protagonista o mediático chef Chakall. Noutra fizeram-se bombons à base de azeite e noutra ainda deram-se passos nos territórios mais etéreos da cozinha molecular. Formas diferentes de abordar o azeite e uma outra maneira de promover o setor. E a feira.

sábado, 12 de maio de 2012

DECATLO FEIRAL - II: CONCURSO DE AZEITE VIRGEM

Segunda modalidade: o concurso nacional de azeite virgem OLIVOMOURA.

E os premiados foram:

AZEITE VIRGEM EXTRA
1º - Cooperativa de Olivicultores de Valpaços
2º - Sociedade Agrícola Ouro Vegetal (Abrantes)
3º - ENOLEA (Entroncamento)

AZEITE VIRGEM MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO
1º - Cooperativa de Olivicultores de Valpaços
2º - Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos

AZEITE VIRGEM DENOMINAÇÃO DE ORIGEM PROTEGIDA
1º - Herdeiros de Manuel Ataíde Pavão (Mirandela)
2º - Cooperativa de Olivicultores de Valpaços
3º - Herdeiros de Manuel Ataíde Pavão

Por regiões:
Trás-os-Montes: 5
Ribatejo: 2
Alentejo: 1

DECATLO FEIRAL - I: PRÉMIO ACADÉMICO

Narremos a feira em tom desportivo.

Primeira modalidade: o Prémio Académico.

Foi atribuído o Prémio de Mérito Académico OLIVOMOURA 2012 ao Prof. Doutor António Fernando Bento Dias (Universidade de Évora), pela sua dissertação, que tem o título A mecanização da poda do olival. Contribuição da máquina de podar de discos.

O prémio tem uma dupla vertente: pecuniária (2.500 euros) e de edição da tese por parte da Câmara Municipal de Moura.

O júri teve a seguinte constituição: Engª Sofia Costa (Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos); Eng. Manuel Paixão (Direção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo); Eng. Henrique Herculano (Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo); Engª Mariana Matos (Casa do Azeite); Engª Ana Caeiro (Câmara Municipal de Moura).


sexta-feira, 11 de maio de 2012

ENTRE MALEVICH E VANTONGERLOO - A TORRE DO RELÓGIO DO CASTELO DE MOURA

Aproxima-se do fim o moroso e complexo processo de reabilitação da torre do relógio do Castelo de Moura. Afetada por um temporal (salvo erro em 1984), ficou desde então sem relógio. Mas o torreão que modernamente foi construído e que coroa a torre quinhentista faz já parte do perfil da cidade. Pelo que se mantém.

Ontem foi dia de passar pelo castelo para uma avaliação do tipo de caiação a fazer. Será em tons de amarelo, como sempre foi. Discutiu-se a paleta de tons e optou-se por um deles. Mantenho o que em tempos (1993, creio) disse: fazer-se uma caiação de modo casuístico e só para pintalgar uma torre não tem sentido. Dar cor a uma torre só no âmbito de um projeto de recuperação. É o que se está a fazer. Desde 2003. Com a lentidão a que a falta de recursos financeiros nos obriga. Continuaremos. Com pouco dinheiro mas sem desmotivação.

Um amigo dizia-me, ontem à noite, que a Câmara tem de optar e que não pode fazer tudo. A opção é esta: fazer tudo o que é necessário. No tempo em for possível.

Já agora, e antes que apareça algum daqueles especialistas de-vão-de-escada em património: não, a torre não vai ficar assim aos quadradinhos...

Achei curioso o ensaio de cores feito pela empresa construtora sobre a parede branca do tardoz. É algo assim a meio caminho entre o construtivismo de Malevich e o abstracionismo geométrico do grupo De Stijl, aqui representado por uma tela de Vantongerloo.

Castelo de Moura

Malevich - Eight rectangles (1915)

Vantongerloo - Composition (1917/18)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

NÃO HÁ DINHEIRO

O Tiago Mota Saraiva, do blogue 5 dias, é um gajo lixado. Além de lixado, deve ser comuna.

Olhem só o que se lembrou de inventar: que isto de injetar dinheiro em bancos falidos por má gestão, em Espanha, é uma coisa feita à custa de cortes na Educação e na Saúde. E insinua, kumunista marafado!, que só não há dinheiro para alguns. Que para os bancos há. Ó Tiago, tadinhos dos bancos, pá...

Ó Tiago, isto é tudo uma coincidência. Uma CO-IN-CI-DÊN-CIA. Tás a perceber?



4650 KMS.

Começa hoje a XII OLIVOMOURA. Dei-me ao trabalho de contar os quilómetros feitos para promover o evento. Um périplo extenso, cumprido em várias etapas. Por onde? Valpaços, Freixo de Numão, Mirandela, Fundão, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Abrantes, Santarém, Estremoz, Borba, Redondo, Beja, Brinches etc. Muitas vezes etc. 60 reuniões com as mais diversas entidades.

Ao todo, foram 4.650 kms. O que equivale a ir de Moura a Moscovo por estrada.

Valeu a pena? Vale sempre a pena contornar o último obstáculo, virar a curva derradeira, subir à duna mais distante. Não é nada que tenha lido num qualquer manual de gestão. É uma maneira de ver as coisas.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

A DIRETORA REGIONAL DA EDUCAÇÃO

Aconteceu há poucas horas, na Corte do Pinto (concelho de Mértola). Houve uma reunião entre pais e encarregados de educação, professores, responsáveis autáquicos (Câmara e Junta) e os delegados do Governo da Pátria, neste caso representado pela Diretora Regional da Educação.

O que ali se passou foi-me narrado, de forma circunstanciada, por uma das participantes no encontro. Foi o esquema do costume: o anúncio do encerramento de mais uma escola, com os argumentos do costume (a racionalização, a eficácia etc. etc.) e sem ter em conta as especificidades de cada sítio e os problemas de cada local. Faz-me sempre imensa confusão o papel destes serventuários que vão desempenhar um qualquer lugar apenas para cumprir uma agenda negativa. É preciso poupar, dizem a troika, os mercados e o prof. Gaspar. E os serventuários assim fazem, por opção própria.

Um momento da reunião define o estilo da Senhora Diretora Regional. Ao ser questionada pelos pais dos miúdos, virou-se para um deles e perguntou: "qual é a sua profissão?". "Pedreiro", respondeu o interpelado. Ao que a senhora esclareceu "Pois, eu de obras não entendo nada. Eu sei é de pedagogia".

Quando alguém tem de se colocar no pedestal dos títulos e de supostas sapiências para esmagar interlocutores está tudo explicado. Temos Diretora. Que é Regional. Já nisso da Educação tenho as minhas dúvidas.

A senhora chama-se Maria Reina Martin. Já em Moura tinha deixado um lindo cartão de visita.
 

Em Installation (Place publique d'intérieur), Philippe Ramette põe uma rapariguinha de bronze a subir para um pedestal, para dessa forma "ser" estátua.

EL ATLETI

Fora de portas torço por três clubes: o Arsenal, o Fluminense e o Atlético de Madrid. El Atleti. Por causa de histórias antigas (v. aqui).

Nesta altura deve haver multidões a caminho da Fuente de Neptuno, na Plaza de Cánovas del Castillo. Sim, que quem festeja em Cibeles são os outros.

Só me falta o número de telefone do José Miguel, para a noite acabar como deve ser.
 
 

EL COCHE FANTÁSTICO OU OS TRÊS MINUTOS WARHOLIANOS DO ANDRÉ

O meu amigo André tem um carro fantasma. Só que o carro existe, mas desapareceu das bases de dados do IMTT por um passe de mágica. Ou porque alguém, sabe-se lá quem, fez uma manigância qualquer.

Ora bem, o carro do André é preto e quase como el coche fantástico da série da televisão. Quase, tirando aquela parte de não ter um computador que fala, nem a consola de bordo tipo avião, nem andar a 250 à hora, nem a luzinha vermelha à frente nem os faróis desportivos. Tirando isso, e o facto de ser um Renault e não um Pontiac, é mesmo igual.

O que é certo é que o André anda com um carro que não existe. Hoje, saiu uma entrevista na SIC, a explicar a tramóia kafkiana. É claro que o jornalista teve logo que dizer que o carro tinha mossas - uma coisa impossível, tendo em conta a condução do André -, o que é chato, porque no dia em que o quiser trocar, o comprador vai logo dizer "tem que fazer um abatimentozinho, derivado às mossas, queaté os senhores da SIC falaram nisso".

Entretanto, neste mundo em que vivemos e que a nossa vida está num computador algures - is big brother watching you? - estas coisas são possíveis. Resumindo: o André continua a ser proprietário de um coche fantástico, que é, também, fantasma (ver aqui, entre as 13:59 e as 14:02). Sem que, até hoje, tenha percebido como foi possível aquilo ter acontecido.
 

O RIO E O CAMPO NA COZINHA DO SUL

Começa hoje e vai até domingo uma iniciativa paralela à Feira de Maio, destinada a promover a gastronomia local. Participam 14 restaurantes. É uma primeira tentativa neste domínio, a que outras se seguirão. O que se sugeriu aos restaurantes? Que durante estes dias preparem refeições de caça, de peixe do rio ou à base de azeite. Não há número mínimo nem máximo de pratos. Privilegiou-se a liberdade de cada restaurante fazer como lhe for mais conveniente.

As ementas (por dia e restaurante) estão disponíveis em http://www.feirasdemoura.pt/

terça-feira, 8 de maio de 2012

BELARMINO

O falecimento, ocorrido há dias, de Fernando Lopes (1935-2012), levantou um coro de elogios à sua obra. O mais curioso de todos eles veio de um cronista do DN, o auto-proclamado sociólogo Gonçalves, especializado em dizer mal de tudo, num de tom de infeliz azedume. Não teve tempo de elogiar o realizador em vida, coisas que acontecem...

Conheço apenas quatro filmes seus: Belarmino (1964), Uma abelha na chuva (1969), Nós por cá todos bem (1976) e Crónica dos bons malandros (1984). Mais a curta-metragem As pedras e o tempo (1961). Gosto imenso do documentário sobre Évora e de Belarmino, que são, de facto, obras maiores.

Belarmino é um filme invulgar na sua época. Não é só a modernidade da banda sonora, ou o estilo de registo da vida do pugilista Belarmino Fragoso, através de uma entrevista. Mas sobretudo o enfoque, um pouco ao jeito do free cinema, com uma visão um pouco amarga sobre uma carreira falhada.

Vale a pena ver o filme, do qual vos deixo este curto excerto:

segunda-feira, 7 de maio de 2012

VEM AÍ A FEIRA

De quinta a domingo é tempo de feira: a XII OLIVOMOURA - Feira Nacional de Olivicultura e o I Salão de Caça e Pesca. Há motivos mais que suficientes para mais que uma visita ao Parque Municipal de Feiras e Exposições.

Pontos de destaque? É-me difícil dar indicações, pelo que listarei, por dias, aqueles que poderão ser mais "mediáticos", como agora se diz:

Dia 10 (19 h) - a abertura da feira, com a presença da Ministra da Agricultura, ocasião em que será apresentado o CD "Moda do lince";
Dia 11 (17 h) - o colóquio "Azeites, modos de ver e de sentir", sobre o qual postarei autonomamente;
Dia 11 (18 h) - a entrega do prémio de mérito académico, destinado a distinguir um dissertação universitária no  âmbito da olivicultura e entrega dos prémios do Concurso Nacional do Azeite Virgem;
Dia 12 (9 h 30) II Forum de Caça, Pesca e Biodiversidade;
Dia 12 (11 h 30) - Inauguração do Jardim das Oliveiras (Rua de S. João de Deus);
Dia 12 (12 h) - Showcooking - chef Chakall;
Dia 12 (15 h 30) - Assinatura de protocolos - Escola Nacional de Caça;
Dia 12 (16 h)Showcooking - bombons confecionados à base de azeite e azeitona - chef António Melgão;
Dia 13 (11 h)Passeio pedestre “A rota das oliveiras milenares” – partida do Jardim das Oliveiras;
Dia 13 (15 h)Provas de azeites;
Dia 13 (15 h 30)Showcooking “Cozinha Molecular – produtos inovadores à base de azeite”



Junte-se a isto a animação musical e as atividades das associações e teremos uma feira com condições para se consolidar e crescer.

Cumprindo uma tradição secular - Moura é sítio de feira franca - não se cobram entradas. O estacionamento também não é pago.



Dia 10 maio (quinta-feira)
19,00 H - Sessão de Inauguração da Feira, com a presença de Sua Excelência
a Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
- Apresentação do CD ”Moda do lince” - Projeto Iberlinx, com atuação do Grupo Coral da Casa do Povo de Sto. Aleixo da Restauração - Auditório da COMOIPREL
19,30 H - Batismos de equitação – Picadeiro
21,30 H - Animação com o Grupo Coral da Casa do Povo de Sto. Aleixo da Restauração

Dia 11 maio (sexta-feira)
09,30 H - Colóquio ”Olivicultura e Oleicultura - Perspectivas económicas” – Auditório da COMOIPREL
10,00 H - Batismos de equitação – Picadeiro
15,30 H - Oficina de Sabão de Azeite – Pavilhão 2
16,00 H - Demonstração de Falcoaria – Recinto da Feira
16,30 H - Apresentação e Passeio dos Cavalos Montados – Picadeiro
17,00 H - Colóquio ”Azeites, modos de ver e de sentir” – Auditório da COMOIPREL
18,00 H - Entrega do Prémio de Mérito Académico – OLIVOMOURA 2012
- Apresentação do Concurso Nacional de Azeite Virgem da OLIVOMOURA e divulgação dos  premiados - Auditório da COMOIPREL
19,00 H - Prove as delícias das nossas Hortas – Apresentação e entrega do 1º Cabaz PROVE –
Pavilhão 2
19,30 H - Animação com o Grupo Coral da Casa do Povo de Sto. Amador
22,00 H - Espetáculo com 5º BEATLE / Tribute a BEATLES

Dia 12 maio (sábado)
09,30 H - II Fórum de Caça, Pesca e Biodiversidade – Auditório da COMOIPREL
10,00 H - Concurso de Éguas Puro Sangue Lusitano / Cruzadas – Modelo e Andamento da MEG, seguido de entrega de prémios – Picadeiro
10,30 H - Leilão de Máquinas Agrícolas - Recinto da feira
11,30 H - Inauguração do Jardim das Oliveiras
12,00 H - Showcooking “Cozinha com Azeite”, pelo Chef Chakall - Pavilhão 2
15,00 H - Curso de iniciação à prova de azeites - Pavilhão 2
15,30 H - Escola Nacional de Caça: Assinatura de Protocolos – Pavilhão 1
16,00 H - Showcooking “Bombons confecionados à base de azeite e azeitona“, pelo Chef António Melgão
16,30 H - Apresentação e Passeio dos Cavalos Montados – Picadeiro
17,00 H - XVI Concurso Regional de Rafeiros do Alentejo - Recinto da feira
- Oficina de Sabão de Azeite – Pavilhão 2
- Corrida de Toiros
18,00 H - Animação com o Grupo de Musica Popular ARDILA
22,00 H - Espetáculo com BARBAS DE ORO

Dia 13 maio (domingo)
09,00 H - IX Passeio Equestre da A.E.M. – Concentração junto ao picadeiro
09,30 H - Conversas sobre “Boas práticas de preservação de olivais antigos” – CEPAAL
11,00 H - Passeio pedestre “A rota das oliveiras milenares” – Jardim das Oliveiras
15,00 H - Provas de azeites – Pavilhão 2
15,30 H - Showcooking “Cozinha Molecular – produtos inovadores à base de Azeite”, pelo CookingLab – Pavilhão 2
16,00 H - Demonstração Equestre – Picadeiro
17,00 H - Leilão de Poldros PSL e Cruzados da MEG – Picadeiro
- Tertúlia “Estórias de caça, pesca e outros imaginários” – Pavilhão 1
18,00 H - Animação com o Grupo Coral da Sociedade Recreativa Amarelejense
18,30 H - Animação com o grupo RASTOLHICE

Dias 11, 12 e 13 de maio
- Exposição de Éguas Puro Sangue Lusitano e Cruzadas da MEG
- Demonstração de tiro com arco

domingo, 6 de maio de 2012

KKE

Já esteve, por várias vezes, "acabado" e "defunto". Um partido dogmático blabla ultrapassado blabla caduco blabla ortodoxo blabla só em Portugal e na Grécia é que estes vestígios do passado subsistem blabla.

Hoje houve eleições na Grécia. O resultado do Partido Comunista Grego foi excecional? Não foi. Foi bom? Foi. O KKE tem este registo em tempos recentes: 1996 (5,61% - 11 deputados) - 2000 (5,52 - 11) - 2004 (5,9 - 12) - 2007 (8,15 - 22) - 2009 (7,5 - 21). Hoje? Cerca de 8,4% e 26 deputados. Um record em termos de deputados e uma percentagem apenas suplantada nas eleições de 1977. A imprensa diz alguma coisa sobre isto? A nossa não diz. Nada de nada.

Há outros dados nas eleições gregas? Há. A entrada dos nazis no parlamento. E o resultado do bloco central, que atinge, às 20.48, os 155 deputados (PASOK + ND). Vão entender-se, olá se vão. Por causa dos "mercados"...


DA FÁBRICA QUE FALECE À CIDADE DE PARIS

À cidade de Paris e a muitas outras. Em França e em toda a Europa. A França está num momento de passagem. As minhas esperanças que Hollande traga algo de novo são nulas. As boas palavras depressa se irão esvair na pressão da crise. E na dos "mercados", bien sûr...

 

GRAÇOLA FÁCIL Nº 2 - DÉCOLLAGE IMMINENT


Descolagem do Francisco d'Ollanda, AIRBUS A319 (CS-TTE) da TAP

GRAÇOLA FÁCIL Nº 1 - O PRESIDENTE DA FRANÇA

Quem é o Presidente da França?
É este senhor, Amândio dos Santos Costa, presidente da junta de freguesia da França, eleito pelo PSD.
Esta França fica no concelho de Bragança.

GABRIEL ALVES

Receio bem ter sido, há dias, um pouco ostensivo ao referir Daba Na Walna como o Gabriel Alves dos trópicos. Isto porque, como em tempos disse (v. aqui) "é verdade que [Gabriel Alves] dava imensas gaffes, fruto do profundo entusiasmo com que via e vivia o jogo. Apesar dessas gaffes (quem nunca as deu que avance) era muito mais interessante, e até involuntariamente divertido, que essa rapaziada sopa morna, e com falta de conhecimentos, que por aí pulula."

Os últimos tempos, e os comentadores chatos e pseudo-científicos que por aí andam, fazem-me, a sério, sentir saudades de ouvir coisas como:

" Juskowiak... a vantagem de ter duas pernas!"
"O Benfica está em excelente forma, a jogar num 3x4x3x3"
"O Benfica está a praticar um jogo de passe curto... (pausa).. e longo, consoante as ocasiões"
"E aqui está, Maradona, 26 anos, argentino, nascido em Buenos Aires, joga com a bola nos pés..."
etc.  


 
 Gabriel Alves, numa fotografia antiga

sábado, 5 de maio de 2012

DJIBOUTI?

Estas coisas são, para mim, vagamente misteriosas. Alguém, no Corno de África, passou aqui pelo Avenida. Cum raio... Djibouti? Quem é que, na República de Djibouti se pode ter interessado por um tema no blogue? A menos que tenha sido engano...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

EM DEFESA DO MUSEU REGIONAL DE BEJA

Éramos mais de 100. E mais de 200, também. Éramos, até, perto de 300. Contei eu, do local onde me encontrava, e onde abarcava toda a praça.

A questão não é contabilística, sublinhe-se. A questão é política e é cultural. Ou, se se quiser, de política cultural.

As perguntas que me ocorrem são:

* Pode Beja passar sem o Museu Regional?
* Pode o distrito de Beja passar sem o Museu Regional?

Não pode, não podemos. Problemas destes exigem vontade e sensibilidade. E se há dificuldades de enquadramento legal haverá, por força, de se encontrar uma solução. O que eu não percebo é como foi possível chegar a este ponto de risco de encerramento do Museu Regional de Beja. Uma situação absurda e quase ofensiva.

Como dizia, e bem, o Joaquim Oliveira Caetano "aquilo não é uma coisa qualquer, aquilo é um Museu".

quinta-feira, 3 de maio de 2012

INICIAÇÃO

Ainda Manuel Teixeira Gomes, com o calor do sul:

(...) Ao dia seguinte, ela esperava-me à janela, por trás da gelosia. Deu-me as boas tardes, e logo:
- Entre, compadrinho...
E já estava abrindo a porta. Enleado, parei e disse:
- É que eu vou dormir a sesta...
- Tire-se do sol que lhe pode fazer mal, e venha dormir a sesta comigo...
Estendida a um canto da casa, que estava muito fresca, e tinha o chão caiado, havia uma grande esteira de empreita, com o travesseiro da cama de casados. Tudo rescendia a manjerona: a casa, o travesseiro, o seio da Senhorinha... Uma hora depois, quando de lá saí, todo o ar me parecia pouco para encher o peito, e sentia bater-lhe dentro um novo coração, um coração de herói!... E no entanto o vencido fora eu.

Que tem o texto de invulgar? É que este episódio passa-se em 1872, quando o narrador tinha 12 anos. E a sua amante apenas 17, embora já casada, com um embarcadiço, e mãe. Manuel Teixeira Gomes recorda este episódio em dezembro de 1926, num texto publicado em Agosto Azul.

Casas brancas de Capri, de Henrique Pousão

Não consigo ler Manuel Teixeira Gomes sem pensar neste quadro, de Henrique Pousão (1859-1884), cheio de uma luz vibrante. Um pintor de talento, que a doença levou cedo de mais. O quadro está no Museu Soares dos Reis, no Porto:

O GABRIEL ALVES DOS TRÓPICOS

Daba na Walna, porta-voz do “Comando Militar” e chefe do gabinete do general António Indjai, chefe do Estado Maior das FA, segundo um despacho da LUSA de 1 de maio:

é no âmbito da busca de "soluções endógenas internas" que o Comando Militar se vai reunir ainda hoje, na Cúria Diocesana, com o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

Soluções endógenas internas? Então e se forem endógenas externas? Ou exógenas internas?


quarta-feira, 2 de maio de 2012

TAUROMAQUIA EM MOURA: PATRIMÓNIO CULTURAL DE INTERESSE MUNICIPAL

Foi há cerca de uma hora. A Câmara Municipal de Moura aprovou, por proposta que tive a honra de apresentar, a classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal. O nosso município junta-se a outros. A ideia é a de promover uma candidatura visando a classificação das manifestações taurinas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Tauromaquia é cultura.


Goya: as atividades taurinas nas artes

BENFICA - 2.05.1962

Eusébio (por duas vezes), José Águas, Cavém e Coluna marcaram os cinco golos com que o Benfica derrotou o Real Madrid. Foi a última Taça dos Campeões Europeus ganha pelo meu clube. Faz hoje 50 anos.

LICENCIAMENTO A ZERO: UMA HISTÓRIA PORTUGUESA

Em 27 de agosto de 2010 comentei o anúncio do licenciamento zero, bem como as expetativas, porventura desajustadas, que estavam a ser criadas (v. aqui).

Correu pior do que eu pensava. Em 1 de abril de 2011 foi publicado um decreto-lei, 48/2011 de sua graça. O qual avisava "atenção que a partir de maio de 2012 isto é a sério". Na Câmara de Moura levámos o aviso a sério, claro. Vai daí toca a trabalhar para, na medida do possível, responder às novas necessidades e para se adaptarem as rotinas a novas circunstâncias.

Em 9 de março de 2012, um mail da AMA (Agência para a Modernização Administrativa) avisava para a possibilidade de "diferimento na entrada em vigor do decreto". Dizia o mail, entre outras coisas, que "[o] planeamento foi seriamente prejudicado pelo Despacho n.º 154/2011 do Ministro de Estado e das Finanças, de 28 de abril de 2011, que impediu a assunção de novos compromissos no orçamento de PIDDAC, impossibilitando o lançamento do procedimento de aquisição dos serviços de desenvolvimento de software de que dependia a implementação da generalidade das funções do BdE listadas no artigo 2.º da Portaria acima referida". Em tradução livre: se não fossem estes empatas das Finanças punhamos isto a andar.

No dia 24 de abril veio a estocada final: a coisa é adiada por um prazo que pode ir até dois anos. OK, não há problema, a malta espera.



terça-feira, 1 de maio de 2012

PINGO AMARGO

Hoje, o Pingo Doce abriu as portas. O chamariz de 50% de desconto, numa altura em que as famílias vivem momentos de grandes carências, resultou. Houve corrida às lojas. A polícia foi mesmo obrigada a intervir, para acalmar clientes mais ansiosos. Esta iniciativa foi uma forma de sabotar os direitos dos trabalhadores, no seu dia? Foi, claro. Nada de muito surpreendente de quem fez o que fez com a sede das suas empresas, de forma a deixar de pagar impostos em solo pátrio (v. aqui).

Lentamente, vai-se instalando na sociedade portuguesa este sentimento de impunidade no ataque aos valores da Democracia. É um permanente sentido de vingança de que não perdoou, não perdoa nem perdoará um certo 25 de abril. Diga-se claramente que chantagear trabalhadores para os obrigar a fazer uma jornada normal num dia 1 de maio é uma atitude da mais completa baixeza. E tentar desviar as pessoas de uma jornada de reflexão e luta revela o estofo moral dos promotores da iniciativa. E a verdade é simples e é esta: esta gente nunca teve, não tem nem nunca terá respeito pelos trabalhadores nem pelos mais desfavorecidos. Olhou, olha e olhará para o povo como um grupo de gente cuja única vocação é servi-los.

Acontece que, ao contrário do que escreveu o banal senhor Fukuyama, não estamos no fim da História. Muito longe disso.


O cartoon data de 1871, mas podia ser de hoje

NATUREZA MORTA Nº 6

Hoje é Dia do Trabalhador. Daí a natureza morta vermelha, de William Scott (1913-1989), pintada na Irlanda, em 1956. Daí, também, a frase de Confúcio, em relação à qual tenho, cada vez mais, firmes certezas.

 

"Escolhe o trabalho de que gostas e não terás de trabalhar um único dia na tua vida."
Confúcio (551 a.C. - 479 a.C.)