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sexta-feira, 4 de julho de 2025

ADEL SIDARUS

Sessão de homenagem, na Biblioteca Nacional, a Adel Sidarus. O seu nome gera, por boas razões, amplo consenso. Foi por isso que me juntei, na passada segunda-feira, a um numeroso grupo de colegas, amigos, admiradores do Adel numa tarde de recordações.

Não estava prevista intervenção minha, mas o Fabrizio Boscaglia teve a simpatia de me convidar a abrir a segunda parte dos trabalhos. Disse, com toda a sinceridade, o que ia/vai na alma. Fiquei contente com essa inesperada participação e, sobretudo, por lá ter estado a assistir.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

CLÁUDIO TORRES - MAIS UM RECONHECIMENTO

Mais uma homenagem. E nunca são demais.

Terei, nesta homenagem, um papel que me agrada bastante. O de poder dizer, de viva voz, certas e determinadas coisas sobre o percurso do Museu de Mértola. Que me tomou cerca de duas décadas da carreira profissional. Que coinheço muito bem. E que sem o Cláudio não existiria. Pelo menos desta forma.


terça-feira, 11 de outubro de 2022

RECORDAR (E AGRADECER A) SUSANA CORREIA

A Secção de História da Associação dos Arqueólogos Portugueses promove, depois de amanhã, uma jornada de homenagem a Susana Correia, uma querida amiga e colega que recentemente nos deixou.

Haverá muitos testemunhos, ao longo do dia. Não irei faltar a esta iniciativa. Onde intervirei, ao final da tarde.










Programa Provisório

09h30-10h00m - Receção dos participantes

10h00m -10h30m - Abertura

10h30m - Francisco Sande Lemos - "Susana Correia nos primórdios do Campo Arqueológico de Braga (1977/78)"

10h45m – António Carlos Silva - "Uma mulher do Norte, em trânsito para o Alentejo- Lisboa, tempos do IPPC e do MNA"

11h00m – Teresa Marques - "Década de 80- A alegria do trabalho num sopro de nostalgia"

11h15m -11h30m – Pausa

11h30m – Filomena Barata - "A minha Susana e Miróbriga"

11h45m – Jacinta Bugalhão - "Legado de Susana Correia aos jovens arqueólogos".

12h00m – João Marques – “De Évora a Reguengos de Monsaraz, passando por Beja (muitas vezes): 1997-2005”

12h15m – Carlos Boavida – "«Informação Arqueológica», um boletim de e para divulgação da Arqueologia Portuguesa"

12h30m – 15h – Pausa – Almoço

15h00m - Vítor Oliveira Jorge – “Susana Helena Bastos Correia da Fonseca, antiga aluna, amiga de sempre, cidadã empenhada: a nostalgia do Sul” 

15h15m – Manuela de Deus, Florbela Costa Perpétua Guerreiro e Luís Cruz - “Susana em Miróbriga - uma encruzilhada de afetos”

15h30m – Teresa Ricou Nunes da Ponte e Luís Costa Fialho - "Carta Arqueológica de Cuba".

15h45m – Ana Sofia Antunes, Consuelo Gómez Granel, Alma Maestre Rubio e Lidia Vírseda Sanz - "Degebe em Alqueva: 1998-2001"

16h00m – Carolina Grilo - "A Rua do Sembrano, um caso paradigmático de arqueologia urbana na cidade de Beja"

16h15m – Manuela de Deus e Samuel Melro - "Susana Correia e o "enclave" do Baixo Alentejo"

16h30m – 16h45m - Pausa

16h45m - Paulo Lima - "O contributo da arqueóloga Susana Correia para a salvaguarda da história oral do sul do Alentejo: os projectos de Cuba e de Beja para o entendimento da resistência popular contra o fascismo"

17h00m - Santiago Macias - "Susana Correia e o projeto do Museu de Moura"

17h15 – Encerramento dos trabalhos

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

MARIA JOSÉ MOURA - INOVAR COM DETERMINAÇÃO

O colóquio de homenagem tem lugar hoje. É bom vermos que os exemplos de dedicação, determinação e competência não são esquecidos.

Razões de ordem pessoal levam-me a não poder responder favoravelmente ao convite que recebi. Espero poder adquirir depois o livro que vai ser editado. Enviei, em tempos, um curto testemunho, que não sei se chegou a tempo de ser incluído:

MARIA JOSÉ MOURA

 

No dia 3 de abril de 1986, um simples despacho de Teresa Patrício Gouveia, Secretária de Estado da Cultura, criava condições a instalação de uma rede de bibliotecas municipais. Era preciso alguém que capitaneasse o projeto. O grupo de trabalho que então se constituiu era coordenado por Maria José Moura, uma veterana bibliotecária, que foi a alma do que se seguiu. E o que se seguiu foi uma verdadeira revolução cultural. Era preciso rigor administrativo, mas muito mais que isso. Era imprescindível criatividade e energia, dentro das baias da legislação. Maria José Moura fez da teoria prática. À mistura com uma fervorosa crença na capacidade da juventude.

Só a conheci depois desse processo ter arrancado. Tive a perceção que algo de único se iria passar. A minha perceção ficou, felizmente, muito aquém da realidade futura. No dia em que comecei a trabalhar na Câmara de Moura (em setembro de 1986) estava decidido a avançar para uma remodelação da Biblioteca Municipal. Passei dias a fio, nesses tempos bárbaros sem internet nem telemóveis, até localizar Maria José Moura, então bibliotecária da reitoria da Universidade de Lisboa. Falar com ela foi o primeiro passo. O segundo, e decisivo, foi ter-nos explicado, com detalhe, o âmbito do projeto. De uma remodelação conduziu-nos, firmemente - “isto faz-se assim, perceberam?” -, para uma intervenção mais profunda e radical. A nossa candidatura seria entregue em maio de 1987. Soubémos, algum tempo depois, que Moura integrava o primeiro grupo de sete municípios que, a sul, iria ter apoio. O contrato seria depois assinado e as obras iniciadas já em 1989.

No dia em que partiu, a sua missão estava bem cumprida. Nunca, até ao fim, a vi deixar de acreditar nas bibliotecas, na capacidade das novas gerações, na decisiva importância da presença da Cultura na vida dos cidadãos. Tal como nunca deixou de acreditar e de evocar o Alentejo onde quis ficar para sempre.

A Maria José Moura devo as primeiras e algumas das mais importantes lições da minha carreira de funcionário público. Mais importante, e é isso que se deve reter, o País deve imenso, ainda que possa não o saber, a Maria José Moura.

 

Santiago Macias

Historiador


terça-feira, 12 de abril de 2022

HOMENAGEM

Homenagem ao Dr. Rui Vilar, ontem à tarde, na CULTURGEST. Deve ser difícil encontrar alguém que, como ele, tenha cruzado cinco décadas de atividade cívica, com o empenho com que o fez. Incluindo, bem entendido, a administração da Caixa Geral de Depósitos e a criação da CULTURGEST.

Ter ficado com o nome perpetuado no auditório é muito importante. Mas decisivo mesmo é ter apoiado a criação da Orquestra Geração. Que me proporcionou um dos momentos mais comoventes dos últimos tempos.

Ver - https://youtu.be/YEmCKIllPhM

Ler - https://orquestra.geracao.aml.pt/

A mais bela homenagem à carreira de alguém é ver como essa carreira deixou frutos. O Dr. Rui Vilar, um cidadão ao serviço da República, tem razões para se sentir orgulhoso. Por causa da Orquestra Geração e por muitas outras razões.