sexta-feira, 9 de abril de 2021

QUALQUER DIA AINDA INAUGURAM A TORRE DE MENAGEM...

A homenagem aos combatentes ocorreu no dia 24.4.2013. Não foi hoje.

A inauguração das obras dos Quartéis teve lugar no dia 14.6.2014. Não foi hoje.

A cedência de um espaço no edifício dos Quartéis à Liga dos Combatentes foi no dia 28.11.2016. Não foi hoje.

Perguntaram-me se, tendo em conta as responsabilidades que tive, tinha ficado aborrecido com o ato que há pouco teve lugar, no qual se apagou a anterior lápide e se substituiu por outra idêntica, mudando-se a data. Uma apropriação daquilo que outros fizeram. Não fiquei, nem um pouco. O cargo que atualmente ocupo dá-me a perfeita noção da importância da memória coletiva e da pouca importância da vaidade dos homens.

Fico orgulhoso do trabalho realizado (nos Quartéis entre 1997 e 2014). E vejo na incapacidade atual em imaginar e em inovar o estado a que chegámos. Quando não se é capaz de fazer melhor que mudar lápides como forma de marcar terreno está (quase) tudo dito.

A inveja é a homenagem que a inferioridade tributa ao mérito, como dizia Victor Puiseux? Seguramente.

Fotografias de um passado recente (2012-2017):








1 comentário:

Unknown disse...

Não sei porque é que me lembrei, ao ler o teu artigo, da necessidade dos animais marcarem o território. Entre muitas das razões dessa necessidade dizem os "psicólogos" de cães e gatos, que sito "Embora a marcação de território possa não passar de uma fase na vida dos animais, há casos em que isso vira um hábito,(...)a marcação territorial dos animais também pode acontecer por questões psicológicas do animal que, por ser muito inseguro ou precisar de mais atenção por parte dos donos, (...)
Fonte: CachorroGato @ https://www.cachorrogato.com.br/cachorros/marcacao-territorio/