sexta-feira, 28 de março de 2025

OUTRA VEZ O PATRIMÓNIO...

O tema é cíclico, quando se fala em Moura e nos mandatos da CDU. A despesa feita na área do Património...

Há afirmações que se fazem e que estou certo que não são por má-fé. Apenas por desconhecimento. Uma delas, muito recente, é que as intervenções na área do património só foram possíveis graças à verba associada ao projeto da central fotovoltaica. Acontece que isso não é verdade.

Em termos concretos, as intervenções nos Quartéis (edifício e espaços exteriores), Matadouro (edifício e espaços exteriores), Museu Gordilho, Igreja do Espírito Santo, Igreja de S. Francisco, Torre de Menagem, Mouraria, Posto de Turismo no Castelo tiveram uma despesa global de 5.487.000 euros. Desses, a despesa da Câmara foi de 1.369.000 euros (um pouco menos de 25 %), verba que foi dividida em vários anos. Caberá também dizer que uma parte dessa despesa teve lugar antes do processo da central estar concluído.

Se é verdade que o dinheiro da central deu alguma folga? Sim, é verdade. Se foi por causa dessa verba que as coisas avançaram? Não, não é verdade.

A lógica é a inversa. Com 1.369.000 euros foi possível investir 5.487.000 euros. De onde vieram os 75%? De fundos europeus e do Turismo de Portugal. Através de concursos ganhos pela Câmara de Moura e de linhas de apoio a que nos candidatámos e para as quais garantimos os financiamentos. Foram projetos conquistados a pulso, em muitas horas de negociações e de desenvolvimento de dossiers. Como? Com trabalho, com dias e dias consumidos, procurando soluções e fazendo contactos. Curiosamente, a forma de desenvolver projetos neste domínios é um dos tópicos do seminário que leciono na Universidade Nova.

Foto infra: fev. 2011 (noutro tempo, noutro lugar...)

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